Abordagem Centrada na Pessoa

Compartilhado por um usuário do Flashcards.gg · gerado com IA · Denunciar este conjunto

Este conjunto apresenta os conceitos fundamentais da Abordagem Centrada na Pessoa, desenvolvido para estudantes e profissionais de psicologia.

50 cartões Português Nível: Ensino superior Psicologia Publicado
Toque no cartão para virar

Cartões · 50

Abordagem Centrada na Pessoa (ACP)
Perspectiva psicológica humanista desenvolvida por Carl Rogers que confia na capacidade inata do indivíduo de crescer e se desenvolver plenamente.
Carl Rogers
Psicólogo norte-americano criador da Abordagem Centrada na Pessoa e pioneiro da psicologia humanista.
Tendência Atualizante
Motivação básica e inata do ser humano para desenvolver todas as suas potencialidades de modo a manter e aprimorar o organismo.
Condições Necessárias e Suficientes
Conjunto de seis fatores postulados por Rogers para que ocorra mudança terapêutica construtiva da personalidade.
Congruência (Autenticidade)
Atitude do terapeuta de ser genuíno, integrado e transparente na relação, sem máscaras ou defesas.
Aceitação Positiva Incondicional (API)
Acolhimento caloroso e respeito total à pessoa do cliente, sem julgamento moral, exigências ou condições prévias.
Compreensão Empática
Capacidade de apreender com precisão o universo subjetivo do cliente, sentindo como se fosse o seu, sem perder o 'como se'.
Incongruência
Discrepância entre a experiência real vivida pelo organismo e o autoconceito consciente da pessoa, gerando vulnerabilidade ou ansiedade.
Autoconceito (Self)
Configuração organizada e dinâmica de percepções, valores e crenças que o indivíduo tem a respeito de si mesmo.
Self Ideal
Conjunto de características, desejos e metas que a pessoa gostaria de possuir ou ser.
Campo Fenomenológico
Totalidade das experiências conscientes e inconscientes vividas pelo indivíduo em um dado momento, formando sua realidade pessoal.
Experiência Organísmica
Percepção direta, corporal e intuitiva dos fatos e sentimentos antes de sua simbolização mental ou conceitual.
Processo de Valoração Organísmica
Mecanismo interno natural que avalia positivamente o que favorece o crescimento e negativamente o que prejudica a autorrealização.
Condições de Valor (Condições de Mérito)
Padrões externos introjetados pela pessoa em troca de aprovação alheia, fazendo-a sentir-se digna apenas sob certas regras.
Não-Diretividade
Postura em que o facilitador confia na direção escolhida pelo cliente, recusando-se a prescrever condutas, dar conselhos ou interpretar.
Cliente (em vez de Paciente)
Termo adotado para enfatizar a autonomia, responsabilidade e papel ativo do indivíduo em seu próprio processo terapêutico.
Pessoa em Pleno Funcionamento
Indivíduo aberto a novas experiências, vivencialmente adaptável, confiante no próprio organismo e em contínua transformação.
Escuta Ativa
Técnica relacional de atenção profunda às palavras, sentimentos e significados expressos pelo interlocutor sem interrupções críticas.
Simbolização
Processo de tornar consciente e representável uma experiência organísmica por meio de palavras, imagens ou sensações.
Distorção da Experiência
Mecanismo de defesa que altera o significado de uma vivência para torná-la compatível com a estrutura rígida do self.
Negação da Experiência
Mecanismo de defesa no qual a vivência ameaçadora é impedida de alcançar a consciência para preservar o autoconceito.
Ameaça ao Self
Sensação de perigo vivenciada quando uma experiência incongruente com o autoconceito ameaça desestruturar a imagem própria.
Segurança Psicológica
Clima terapêutico de ausência de juízos de valor que permite à pessoa explorar aspectos temidos de sua própria personalidade.
Liberdade Experiencial
Sentimento interno de poder escolher livremente atitudes e significados diante de qualquer circunstância da vida.
Foco no Presente (Aqui e Agora)
Valorização da experiência imediata do cliente na sessão em detrimento de análises históricas distantes.
Facilitador
Profissional que não assume o papel de perito hierárquico, mas atua como acompanhante autêntico do crescimento do cliente.
Fase Não-Diretiva (1940-1950)
Primeira fase da teoria focada em criar uma atmosfera neutra e espelhar o conteúdo trazido pelo cliente sem intervir.
Fase Reflexiva (1950-1957)
Fase centrada no reflexo de sentimentos, ajudando o cliente a clarificar e simbolizar suas vivências afetivas mais profundas.
Fase Experiencial (1957-1970)
Fase que prioriza a relação terapêutica autêntica e o contato entre o terapeuta congruente e o cliente incongruente.
Fase Interpessoal ou Coletiva (1970 em diante)
Expansão da abordagem para grupos de encontro, educação, relações internacionais e resolução de conflitos sociais.
Reflexo de Sentimentos
Intervenção verbal que devolve ao cliente a substância emocional de sua fala, ajudando a clarear sua experiência interior.
Grupos de Encontro
Formato de trabalho coletivo sem pauta rígida focado no contato autêntico, facilitação de crescimento e redução de defesas interpessoais.
Educação Centrada no Aluno
Modelo pedagógico que substitui o ensino tradicional pela facilitação de aprendizagens significativas escolhidas pelo próprio estudante.
Aprendizagem Significativa
Aprendizado vivencial e transformador que mobiliza a totalidade da pessoa e afeta diretamente seu comportamento e valores.
Confiança no Organismo
Crença de que a intuição e as reações viscerais integradas são guias mais seguros para a tomada de decisão do que normas externas.
Vida Existencial
Capacidade da pessoa plenamente funcional de viver intensamente o momento presente sem tentar enquadrá-lo em noções preconcebidas.
Criatividade na ACP
Expressão natural da pessoa integrada que inventa formas inovadoras de viver e resolver dilemas mantendo contato com sua realidade interior.
Tendência Formativa
Extensão cosmológica da tendência atualizante, postulando uma ordem evolutiva construtiva presente em todo o universo físico e biológico.
Relação 'Eu-Tu'
Influência filosófica de Martin Buber que preconiza o encontro humano direto, mútuo e desprovido de objetificação.
Fenomenologia
Base filosófica da ACP que prioriza o estudo da experiência vivida a partir da perspectiva de quem a experimenta.
Humanismo
Corrente psicológica que valoriza a dignidade, a liberdade de escolha, a intencionalidade e o potencial inerente de todo ser humano.
Contato Psicológico
Primeira condição básica de Rogers: a existência de uma relação onde duas pessoas fazem uma diferença percebida uma para a outra.
Poder Pessoal
Processo de recuperação da autonomia política e psicológica no qual o indivíduo assume as rédeas de suas próprias decisões.
Defensividade
Reação comportamental ou perceptiva criada para manter a integridade do autoconceito diante de incongruências percebidas.
Rigidez do Self
Incapacidade de assimilar experiências inéditas devido à fixação de regras antigas introjetadas sob ameaça de desaprovação.
Percepção da Empatia pelo Cliente
Condição rogeriana essencial que estipula que a empatia do terapeuta deve ser efetivamente comunicada e sentida pelo cliente.
Subcepção (Subception)
Capacidade do organismo de discriminar um estímulo ameaçador em nível visceral antes mesmo que chegue à consciência deliberada.
Lócus de Avaliação Interno
Postura em que o critério de validação de valores, escolhas e ações reside no próprio indivíduo, não no julgamento alheio.
Lócus de Avaliação Externo
Dependência contínua do julgamento, aprovação e padrões de outras pessoas para fundamentar decisões pessoais.
Continuidade do Processo Terapêutico
Concepção do crescimento psicológico não como um estado final fixo, mas como um fluxo contínuo de vir a ser.

Conjuntos relacionados

Mais em Psicologia →