Absolutismo

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Estudo sobre o absolutismo monárquico, suas características políticas, sociais e econômicas na Idade Moderna. Destinado a estudantes do ensino fundamental, médio e concurseiros.

50 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio História moderna Publicado
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Cartões · 50

Absolutismo monárquico
Sistema político da Idade Moderna no qual o monarca concentra amplos poderes executivos, legislativos e judiciários sem limites constitucionais formais.
Centralização do poder
Unificação da administração pública, das leis, da cobrança de impostos e da justiça sob a autoridade direta e exclusiva da Coroa.
Monopólio do uso da força
Criação de exércitos nacionais profissionais e permanentes subordinados apenas ao rei, eliminando as forças militares privadas da nobreza feudal.
Burocracia estatal
Corpo de funcionários públicos nomeados pelo rei para administrar as províncias, fiscalizar o cumprimento das leis e recolher tributos.
Sociedade estamental
Estrutura social hierarquizada dividida em ordens fixas: clero (Primeiro Estado), nobreza (Segundo Estado) e povo/burguesia (Terceiro Estado).
Aliança rei-burguesia
Apoio financeiro burguês à Coroa em troca da unificação monetária, padronização de pesos e medidas e proteção às rotas de comércio.
Acomodação da nobreza
Concessão de privilégios fiscais, pensões e cargos na corte aos nobres em troca da perda de sua antiga autonomia militar e política.
Teoria do Direito Divino dos Reis
Doutrina que defendia que o poder do monarca emanava diretamente da vontade de Deus, tornando qualquer desobediência um pecado mortal.
Jacques Bossuet
Bispo francês e teórico que formalizou o Direito Divino dos Reis na obra A Política Segundo as Sagradas Escrituras.
Thomas Hobbes
Filósofo inglês autor de O Leviatã, que justificou o poder absoluto como forma de evitar o caos e a guerra de todos contra todos.
Estado de natureza (Hobbes)
Condição pré-social hipotética em que a ausência de leis e governo gera conflito permanente e medo constante da morte violenta.
Contrato social (Hobbes)
Acordo pelo qual os indivíduos abrem mão de sua liberdade original e transferem a autoridade a um soberano para garantir a ordem e a paz.
Nicolau Maquiavel
Pensador renascentista que dissociou a política da moral religiosa, pregando que o príncipe deve manter o poder por todos os meios necessários.
Razão de Estado
Princípio político que coloca o interesse, a estabilidade e a sobrevivência do Estado acima de considerações morais ou jurídicas individuais.
Jean Bodin
Jurista francês que definiu soberania como um poder perpétuo, indivisível e supremo, subordinado unicamente às leis de Deus e da natureza.
Mercantilismo
Política econômica estatal focada no acúmulo de metais preciosos, na proteção alfandegária e no superávit da balança comercial.
Metalismo (ou bulionismo)
Convicção mercantilista de que a riqueza e o poderio de um Estado dependem da quantidade de ouro e prata estocada em seus cofres.
Protecionismo alfandegário
Imposição de tarifas elevadas sobre produtos importados para incentivar a manufatura local e proteger o comércio interno.
Pacto Colonial
Exclusivo comercial que obrigava a colônia a negociar suas matérias-primas e consumir produtos apenas por meio de sua metrópole.
Luís XIV
Conhecido como Rei Sol, foi a maior personificação do absolutismo francês e governou sob a máxima o Estado sou eu.
Palácio de Versalhes
Sede da corte de Luís XIV usada como símbolo da grandeza real e instrumento político para vigiar e controlar a nobreza cortesã.
Corte cortesã
Estratégia de atrair nobres para viver no palácio sob regras de etiqueta rígidas, tornando-os dependentes de favores do monarca.
Cardeal Richelieu
Primeiro-ministro francês de Luís XIII que enfraqueceu a nobreza local e consolidou a hegemonia central do Estado absolutista.
Cardeal Mazarino
Sucessor de Richelieu que suprimiu a revolta da Fronda e preparou as bases para o governo pessoal e supremo de Luís XIV.
A Fronda
Série de rebeliões armadas da nobreza e do parlamento francês contra o avanço fiscal e absolutista da monarquia entre 1648 e 1653.
Edito de Nantes (revogação)
Decisão de Luís XIV em 1685 que revogou a liberdade de culto aos protestantes, buscando a uniformidade religiosa na França.
Jean-Baptiste Colbert
Ministro das finanças de Luís XIV que desenvolveu manufaturas reais e expandiu o comércio exterior francês (colbertismo).
Dinastia Tudor
Família real que centralizou o poder na Inglaterra, submeteu os nobres após a Guerra das Rosas e rompeu com a Igreja de Roma.
Henrique VIII
Rei inglês que rompeu com o papado católico, criou a Igreja Anglicana e assumiu a liderança política e religiosa do país.
Ato de Supremacia (1534)
Lei aprovada pelo parlamento inglês que declarou o monarca como chefe supremo da Igreja da Inglaterra.
Elizabeth I
Rainha que consolidou o anglicanismo, derrotou a Invencível Armada espanhola e impulsionou a expansão mercantil inglesa.
Dinastia Stuart
Sucessores dos Tudors que tentaram impor o absolutismo pleno e o direito divino na Inglaterra, gerando conflitos com o Parlamento.
Revolução Puritana (1642-1649)
Guerra civil entre os apoiadores do rei Carlos I e as tropas do Parlamento lideradas por Oliver Cromwell, culminando no regicídio.
Carlos I
Monarca inglês defensor ferrenho do absolutismo que foi julgado e decapitado por ordem do Parlamento em 1649.
Oliver Cromwell
Líder parlamentar que governou a Inglaterra como Lorde Protetor durante o período republicano da Commonwealth.
Revolução Gloriosa (1688)
Deposição pacífica de Jaime II que encerrou as pretensões absolutistas inglesas sem derramamento de sangue significativo.
Bill of Rights (Declaração de Direitos de 1689)
Documento que limitou o poder real inglês e estabeleceu a supremacia do Parlamento, criando a monarquia constitucional.
Filipe II
Monarca espanhol que personificou o absolutismo ibérico, defensor ferrenho da Contrarreforma católica e senhor de vasto império colonial.
União Ibérica (1580-1640)
Período em que a coroa portuguesa foi incorporada à monarquia espanhola sob o reinado de Filipe II e seus herdeiros.
Dinastia de Avis
Dinastia portuguesa pioneira na centralização política e no processo de expansão marítima europeia a partir do século XV.
Marquês de Pombal
Primeiro-ministro português no século XVIII que modernizou a administração do império combinando autoritarismo e reformas ilustradas.
Pedro, o Grande
Czar russo que modernizou as instituições estatais, ocidentalizou os costumes da nobreza e construiu São Petersburgo.
Tsarismo absolutista
Regime monárquico autocrático da Rússia czarista, caracterizado pela servidão camponesa prolongada e submissão total dos boiardos.
Boiardos
Membros da aristocracia feudal russa que perderam poder político autônomo com a centralização promovida pelos czares.
Prússia militarista
Estado absolutista germânico que estruturou toda a administração civil e a arrecadação em torno da eficiência militar.
Junkers
Aristocratas rurais prussianos que controlavam as patentes do exército e os principais postos burocráticos do Estado monárquico.
Despotismo esclarecido
Adaptação do absolutismo no século XVIII em que monarcas aplicaram reformas iluministas sem abrir mão do controle autocrático.
Catarina II da Rússia
Imperatriz russa que adotou o despotismo esclarecido, correspondendo-se com iluministas enquanto mantinha o regime de servidão.
Frederico II da Prússia
Rei prussiano conhecido como o 'rei filósofo', que aboliu a tortura judicial e promoveu a tolerância religiosa mantendo o absolutismo.
Crise do Absolutismo
Processo de esgotamento do Antigo Regime causado pela ascensão do pensamento iluminista e pela eclosão de revoluções burguesas.

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