América Latina: Bolívar e Caudilhismo

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Estudo sobre Simón Bolívar, o pan-americanismo, os conflitos políticos entre liberais e conservadores e o caudilhismo na América Latina.

50 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio História da América Latina Publicado
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Cartões · 50

Simón Bolívar
Líder militar e político venezuelano crucial na independência de vários países da América do Sul, conhecido como O Libertador.
Pan-americanismo de Bolívar
Projeto político que defendia a união confederada das ex-colônias hispânicas em uma grande nação forte contra potências estrangeiras.
Congresso do Panamá (1826)
Convocado por Bolívar para promover a unificação e aliança defensiva hispano-americana, mas fracassou devido a disputas regionais.
Grã-Colômbia
Estado unificado idealizado e presidido por Bolívar entre 1819 e 1831, compreendendo territórios da Colômbia, Venezuela, Equador e Panamá.
Carta da Jamaica (1815)
Documento no qual Bolívar analisou o fracasso das primeiras revoluções e defendeu governos fortes e republicanos para a América espanhola.
Batalha de Boyacá (1819)
Vitória militar decisiva de Simón Bolívar que garantiu a libertação e independência definitiva de Nova Granada (atual Colômbia).
Batalha de Carabobo (1821)
Triunfo das tropas de Bolívar que assegurou a independência da Venezuela contra as forças imperiais espanholas.
Encontro de Guayaquil (1822)
Reunião crucial e secreta entre Simón Bolívar e José de San Martín para decidir o futuro militar e político da libertação sul-americana.
Batalha de Junín (1824)
Combate de cavalaria liderado por Bolívar que abriu caminho para a expulsão final dos espanhóis do território peruano.
Antonio José de Sucre
General e principal tenente militar de Bolívar, responsável direto pela vitória em Ayacucho e primeiro presidente da Bolívia.
Batalha de Ayacucho (1824)
Confronto liderado por Sucre que encerrou definitivamente o domínio militar espanhol no continente sul-americano.
Visão de governo de Bolívar
Defendia repúblicas centralizadas com executivo forte, senado hereditário e presidência vitalícia para garantir ordem e estabilidade.
Bolivarianismo
Corrente política e ideológica baseada nas ideias de soberania, união hispano-americana, justiça social e anti-imperialismo de Bolívar.
Caudilhismo
Fenômeno político hispano-americano pós-independência caracterizado pelo poder autocrático de chefes locais armados e carismáticos.
Origem do poder do caudilho
Baseado na posse de grandes terras, controle militar de milícias privadas, laços de patronagem e prestígio pessoal carismático.
Relação de clientelismo no caudilhismo
Rede de dependência em que o chefe oferece proteção e favores a seus subordinados em troca de fidelidade militar e votos.
Fragmentação territorial e caudilhismo
O vácuo institucional deixado pela Coroa espanhola e rivalidades regionais fortaleceram milícias e impediram a unificação nacional.
Juan Manuel de Rosas
Caudilho e governador de Buenos Aires que impôs uma ditadura personalista rígida de vertente federalista e base rural na Argentina.
La Mazorca
Organização paramilitar e polícia secreta criada por Juan Manuel de Rosas para perseguir violentamente seus opositores políticos.
Antonio López de Santa Anna
General e caudilho mexicano que ocupou a presidência onze vezes, alternando alianças políticas entre liberais e conservadores.
José Gaspar Rodríguez de Francia
Caudilho e ditador perpétuo do Paraguai, promoveu o isolacionismo econômico rígido e controle estatal para garantir a soberania.
Facundo Quiroga
Caudilho regional argentino apelidado de O Tigre dos Llanos, símbolo da luta armada do interior contra a hegemonia de Buenos Aires.
Liberais no século XIX hispano-americano
Grupo político partidário do livre comércio, federalismo, laicização do Estado, igualdade civil e redução dos privilégios coloniais.
Conservadores no século XIX hispano-americano
Grupo favorável ao poder executivo centralizado, manutenção dos privilégios da Igreja Católica, ordem social tradicional e protecionismo.
Igreja Católica para os conservadores
Pilar moral indispensável para a coesão social, controle da educação, estabilidade civil e preservação da ordem pública.
Igreja Católica para os liberais
Obstáculo ao progresso e à modernização, defendendo a separação entre Igreja e Estado, casamento civil e secularização de terras.
Federalismo na América Espanhola
Bandeira comumente liberal que defendia ampla autonomia para as províncias e governos regionais, evitando o poder absoluto central.
Centralismo na América Espanhola
Proposta associada aos conservadores que pregava um poder executivo concentrado na capital para evitar a anarquia territorial.
Modelo econômico dos liberais
Laissez-faire, integração agroexportadora no comércio global, redução tarifária e atração de capitais e imigrantes estrangeiros.
Modelo econômico dos conservadores
Protecionismo tarifário para manufaturas locais, defesa de corporações tradicionais e manutenção da estrutura agrária colonial.
Guerra da Reforma no México (1857-1861)
Guerra civil sangrenta entre liberais e conservadores desencadeada por leis de laicização e pela nova Constituição progressista.
Benito Juárez
Líder liberal e presidente indígena do México, autor das Leis de Reforma que separaram a Igreja do Estado e modernizaram o país.
Lei Lerdo (México, 1856)
Legislação liberal que confiscou e pôs em leilão terras de corporações civis e eclesiásticas, atingindo a Igreja e aldeias indígenas.
Unitaristas vs. Federalistas na Argentina
Conflito entre unitaristas (hegemonia liberal de Buenos Aires) e federalistas (autonomia provincial do interior liderada por caudilhos).
Batalha de Caseros (1852)
Confronto em que Justo José de Urquiza derrotou o caudilho Rosas, abrindo caminho para a constituição e unificação nacional argentina.
Domingo Faustino Sarmiento
Intelectual liberal e presidente argentino, autor de Facundo, obra que definiu o caudilhismo como a barbárie contra a civilização.
Civilização e Barbárie
Dicotomia criada por intelectuais liberais do século XIX opondo a cultura urbana europeizada ao meio rural dominado por caudilhos.
Guerra dos Mil Dias (Colômbia, 1899-1902)
Guerra civil devastadora motivada por violentas divergências políticas, eleitorais e ideológicas entre liberais e conservadores.
Diego Portales
Líder conservador chileno idealizador da Constituição de 1833, que instituiu um regime autoritário centralizado e estável.
Constituição Chilena de 1833
Carta conservadora que fortaleceu o presidente da República, conteve o caudilhismo no país e garantiu o catolicismo oficial.
Declínio do caudilhismo tradicional
Ocorrido no final do século XIX pela modernização dos exércitos nacionais, ferrovias, expansão burocrática e integração global.
Caudilhos liberais
Líderes militares regionais que usavam métodos caudilhescos de força armada para implantar reformas secularizadoras e liberais.
Caudilhos conservadores
Líderes carismáticos locais que mobilizavam massas camponesas em defesa da religião católica e da hierarquia social tradicional.
Caudilhismo vs. Coronelismo
O caudilhismo exercia poder armado paramilitar e nacional violento; o coronelismo brasileiro baseava-se em fraude eleitoral local.
Elite criolla e a independência
Descendentes de espanhóis nascidos na América que lideraram as independências para assumir o poder sem alterar a ordem socioeconômica.
Fracionamento da América espanhola
Dispersão em dezenas de repúblicas gerada por interesses locais de oligarquias mercantis, distâncias e ambições de caudilhos regionais.
Visão liberal sobre a educação pública
Defendiam a criação de ensino público laico, gratuito e estatal para retirar das ordens religiosas a formação da juventude.
Constituição de Cúcuta (1821)
Carta fundadora da Grã-Colômbia que estabeleceu um governo centralizado e aboliu gradualmente o tráfico de escravizados.
O Juramento no Monte Sacro (1805)
Promessa solene feita por Simón Bolívar em Roma de lutar incansavelmente até libertar a América hispânica do jugo colonial espanhol.
Papel do exército profissional moderno
Substituiu as milícias privadas locais no final do século XIX, consolidando o monopólio da violência física nas mãos do Estado.