Brasil Colônia (1530–1815)

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Estude os aspectos políticos, econômicos e sociais do Brasil Colônia de 1530 a 1815. Conteúdo ideal para vestibulares e concursos.

50 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio História do Brasil Publicado
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Cartões · 50

Período Pré-Colonial (1500-1530): definição
Fase inicial de exploração sem povoamento efetivo, focada na extração de pau-brasil por escambo com indígenas.
Expedição de Martim Afonso de Sousa (1530)
Marco do início da colonização efetiva. Trouxe colonos, sementes de cana e fundou a primeira vila, São Vicente (1532).
Capitanias Hereditárias: objetivo
Colonizar e proteger o território transferindo os custos da ocupação para a iniciativa privada (donatários).
Carta de Doação e Foral
A Carta de Doação concedia a posse da terra ao donatário; o Foral determinava direitos, deveres e tributos devidos à Coroa.
Causas do fracasso da maioria das Capitanias
Falta de recursos, distância da metrópole, ataques indígenas e ausência de poder político centralizado.
Capitanias que prosperaram
Pernambuco e São Vicente, impulsionadas pelo sucesso do cultivo da cana-de-açúcar e alianças locais.
Criação do Governo-Geral (1548)
Medida para centralizar a administração colonial sem extinguir as capitanias hereditárias, sediado em Salvador.
Cargos auxiliares do Governo-Geral
Ouvidor-mor (justiça), Provedor-mor (fazenda/finanças) e Capitão-mor (defesa costeira e militar).
Câmaras Municipais: definição e controle
Órgãos de poder local nas vilas, controlados pelos 'homens-bons' (proprietários de terras e escravos).
Bizu de prova: Homens-Bons
Excluíam trabalhadores manuais, judeus, escravos e indígenas; representavam a aristocracia agrária local.
Pacto Colonial (Exclusivo Metropolitano)
Obrigação da colônia de comerciar apenas com a metrópole, vendendo matérias-primas e comprando manufaturas.
Plantation: tripé econômico
Modelo baseado em latifúndio (grande propriedade), monocultura voltada à exportação e mão de obra escravizada.
Sociedade Açucareira: características
Rural, patriarcal, estratificada e com baixíssima mobilidade social, centrada na figura do senhor de engenho.
União Ibérica (1580-1640): definição
Unificação das coroas de Portugal e Espanha sob Filipe II após a crise de sucessão portuguesa.
União Ibérica: consequência territorial
Anulação prática do Tratado de Tordesilhas, facilitando a expansão dos bandeirantes para o interior.
Invasões Holandesas: causa principal
Ruptura das relações comerciais e proibição espanhola ao comércio açucareiro entre holandeses e o Brasil.
Administração Nassau em Pernambuco (1637-1644)
Período de urbanização de Recife, tolerância religiosa, fomento científico e empréstimos aos senhores de engenho.
Insurreição Pernambucana (1645-1654)
Revolta que expulsou os holandeses após cobranças de dívidas pela WIC; consolidou o sentimento nativista local.
Consequência da expulsão dos holandeses
Crise do açúcar brasileiro pela concorrência da produção holandesa mais moderna instalada nas Antilhas.
Bandeirantismo de Apresamento
Expedições paulistas para capturar indígenas, destruindo missões jesuíticas para suprir a falta de cativos.
Bandeirantismo de Prospecção
Expedições paulistas voltadas à descoberta de jazidas de ouro e pedras preciosas no interior do país.
Sertanismo de Contrato
Contratação de bandeirantes por proprietários ou pela Coroa para combater indígenas rebeldes ou quilombos.
Guerra dos Emboabas (1707-1709)
Conflito pelo controle das minas de ouro entre paulistas descobridores e forasteiros (chamados de emboabas).
Intendência das Minas (1702)
Órgão máximo criado pela Coroa para fiscalizar, cobrar impostos e distribuir as datas para exploração do ouro.
Impostos mineradores: O Quinto
Cobrança de vinte por cento de todo o ouro extraído na colônia destinado aos cofres da Coroa Real.
Casas de Fundição (1720)
Locais oficiais onde o ouro era fundido em barras, selado com as armas reais e retirado o quinto tributário.
Revolta de Vila Rica ou de Filipe dos Santos (1720)
Protesto contra a criação das Casas de Fundição; resultou na criação da capitania de Minas Gerais.
A Derrama: definição
Cobrança forçada e coletiva quando a arrecadação anual de ouro não atingia a cota mínima de 100 arrobas.
Sociedade Mineradora: contrastes
Mais urbana e diversificada que a açucareira, com maior classe média livre, porém altamente vigiada e desigual.
Mudança da capital para o Rio de Janeiro (1763)
Decisão do Marquês de Pombal para aproximar a administração central da bacia mineradora e do Prata.
Reformas Pombalinas: medidas econômicas e fiscais
Criação da Derrama, extinção definitiva das capitanias hereditárias e criação de companhias de comércio.
Reformas Pombalinas: expulsão dos Jesuítas (1759)
Ruptura motivada pelo poder autônomo dos jesuítas e secularização do ensino colonial sob o Estado.
Tratado de Methuen ou Panos e Vinhos (1703)
Acordo entre Portugal e Inglaterra que gerou dependência portuguesa e drenou o ouro brasileiro para Londres.
Tratado de Madri (1750)
Princípio do Uti Possidetis: reconheceu a posse das terras a quem de fato as ocupava, fixando fronteiras.
Revoltas Nativistas: características
Pontuais, regionalistas e sem projeto de independência; contestavam apenas abusos fiscais ou monopólios.
Revolta de Beckman (1684 - Maranhão)
Revolta contra o monopólio da Companhia de Comércio do Maranhão e contra a atuação dos jesuítas.
Guerra dos Mascates (1710 - Pernambuco)
Disputa entre os latifundiários decadentes de Olinda e os comerciantes portugueses de Recife (mascates).
Revoltas Separatistas / Emancipacionistas
Influenciadas pelo Iluminismo e pelas revoluções burguesas; propunham a independência em relação a Portugal.
Inconfidência Mineira (1789): causas
Ameaça iminente da Derrama, crise da mineração e difusão dos ideais da independência norte-americana.
Inconfidência Mineira: perfil social
Movimento de caráter elitista, sem consenso sobre a abolição da escravidão, sufocado antes de eclodir.
Bizu de prova: Tiradentes
Foi o único condenado à morte e esquartejado por ter origem social mais humilde entre os líderes conspiradores.
Conjuração Baiana ou Revolta dos Alfaiates (1798)
Movimento separatista, popular e republicano que defendia abolição imediata da escravidão e igualdade racial.
Diferença central: Mineira vs. Baiana
Mineira era elitista e reticente sobre escravidão; Baiana era popular, com participação negra e abolicionista.
Tráfico Transatlântico de Escravizados
Comércio altamente lucrativo que abastecia a produção colonial e enriquecia comerciantes e a Coroa.
Resistência escrava: formas cotidianas
Fugas, queima de plantações, abortos, manutenção do sincretismo religioso e formação de quilombos.
Quilombo dos Palmares
Maior foco de resistência negra do período colonial, liderado por Zumbi e destruído por Domingos Jorge Velho.
Tratados de 1810 com a Grã-Bretanha
Tarifas alfandegárias vantajosas para produtos ingleses (15%), superiores às de Portugal (16%) e de outros (24%).
Abertura dos Portos às Nações Amigas (1808)
Decreto de D. João que rompeu na prática o Pacto Colonial, beneficiando sobretudo o comércio com a Inglaterra.
Elevação a Reino Unido a Portugal e Algarves (1815)
Fim formal do status de colônia do Brasil para garantir a legitimidade da dinastia bragantina no Congresso de Viena.
Revolução Pernambucana de 1817
Movimento separatista e republicano provocado por altos impostos para sustentar a Corte joanina no Rio de Janeiro.

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