Brasil Império: Primeiro Reinado e Regência
Este conjunto cobre os principais eventos, causas, consequências e revoltas do Primeiro Reinado e do Período Regencial no Brasil. É ideal para estudantes e concurseiros.
Cartões · 50
- Marco temporal do Primeiro Reinado
- Inicia em 1822 com a Proclamação da Independência e termina em 1831 com a abdicação de Dom Pedro I.
- Noite da Agonia (1823)
- Dissolução forçada da Assembleia Constituinte por Dom Pedro I com apoio do Exército, sufocando o projeto liberal dos irmãos Andrada.
- Constituição da Mandioca (1823)
- Projeto censitário e antilusitano que exigia renda mínima baseada em alqueires de farinha de mandioca. Foi rejeitado pelo imperador.
- Outorga da Constituição de 1824
- Imposta de forma autoritária por D. Pedro I em 1824, sem aprovação de assembleia popular.
- Os quatro poderes da Carta de 1824
- Executivo, Legislativo, Judiciário e Poder Moderador (exclusivo do Imperador para intervir nos demais).
- Papel do Poder Moderador na Constituição de 1824
- Permitia ao imperador nomear senadores vitalícios, dissolver a Câmara dos Deputados e suspender magistrados. Era a chave do absolutismo prático.
- Critério de voto na Constituição de 1824
- Censitário e indireto. Exigia comprovação de renda anual em dinheiro para votar em eleitores de paróquia e deputados.
- Relação Estado-Igreja na Carta de 1824
- Catolicismo oficial com regime de Padroado (governo nomeia bispos) e Beneplácito (governo autoriza bulas papais).
- Confederação do Equador (1824): causas
- Descontentamento com o autoritarismo de D. Pedro I, imposição da Carta de 1824 e nomeação arbitrária de governador em Pernambuco.
- Confederação do Equador: líderes e desfecho
- Liderada por Frei Caneca e Manuel de Carvalho. Foi violentamente reprimida pelas forças imperiais e Caneca foi fuzilado.
- Guerra da Cisplatina (1825-1828): causa
- Disputa entre Brasil e Províncias Unidas do Rio da Prata pela posse da Província Cisplatina (atual Uruguai).
- Guerra da Cisplatina: consequência
- Derrota militar brasileira, crise financeira extrema e mediação britânica resultando na independência do Uruguai em 1828.
- Primeira falência do Banco do Brasil (1829)
- Causada pelo endividamento bélico da Cisplatina, emissão desenfreada de moeda e descontrole das finanças públicas.
- Crise sucessória portuguesa de 1826
- Morte de D. João VI fez D. Pedro I se envolver nas disputas dinásticas de Portugal, aumentando a desconfiança dos liberais brasileiros.
- Assassinato de Líbero Badaró (1830)
- Morte de jornalista crítico ao imperador gerou forte comoção pública e aumentou a acusação de tirania contra D. Pedro I.
- Noite das Garrafadas (1831)
- Conflito violento de rua no Rio de Janeiro entre portugueses absolutistas e brasileiros liberais que protestavam contra o monarca.
- Abdicação de Dom Pedro I (07 de abril de 1831)
- Pressionado por tropas e civis, D. Pedro I renuncia em favor de seu filho de 5 anos, D. Pedro de Alcântara, e parte para a Europa.
- Bizu de Concurso: Fases da Regência
- Mnemônico: TA - TP - FU - ARA (Trina Provisória, Trina Permanente, Feijó Una, Araújo Lima Una).
- Regência Trina Provisória (abril a julho de 1831)
- Formada às pressas pelo Congresso em recesso para evitar o vácuo de poder logo após a abdicação de D. Pedro I.
- Regência Trina Permanente (1831-1835)
- Marcada pelo avanço das reformas liberais descentralizadoras e criação de instrumentos de contenção social.
- Criação da Guarda Nacional (1831)
- Criada por Padre Feijó como milícia cidadã para conter revoltas e enfraquecer o Exército regular; embrião do coronelismo.
- Código de Processo Criminal de 1832
- Concedeu ampla autonomia judicial aos municípios e criou o cargo de Juiz de Paz eleito localmente pelos proprietários de terras.
- Ato Adicional de 1834: principais medidas
- Criou as Assembleias Legislativas Provinciais (descentralização), extinguiu o Conselho de Estado e transformou a Regência Trina em Una.
- Ato Adicional de 1834: importância política
- Representou o ápice da 'experiência republicana' e federalista informal dentro da monarquia brasileira.
- Regência Una de Feijó (1835-1837)
- Fase liberal progressista marcada pela explosão de rebeliões provinciais e oposição ferrenha do Congresso, levando à sua renúncia.
- Regência Una de Araújo Lima (1837-1840)
- Início do 'Regresso Conservador', focado na centralização do poder e anulação das reformas liberais.
- Lei de Interpretação do Ato Adicional (1840)
- Retirou a autonomia judiciária e policial das províncias, devolvendo o controle da ordem ao governo central do Rio de Janeiro.
- Bizu de Concurso: Partidos do Período Regencial Inicial
- Três grupos: Restauradores (Caramurus), Liberais Moderados (Chimangos) e Liberais Exaltados (Farroupilhas ou Jurujubas).
- Quem eram os Restauradores (Caramurus)?
- Comerciantes portugueses e militares que defendiam a volta de D. Pedro I ao trono brasileiro; extinguiram-se com a morte dele em 1834.
- Quem eram os Liberais Moderados (Chimangos)?
- Grandes proprietários de terras que apoiavam a monarquia constitucional com restrição à participação popular direta.
- Quem eram os Liberais Exaltados (Jurujubas)?
- Camada média urbana que exigia federação ampla, sufrágio universal masculino ou até mesmo república.
- Bizu de Concurso: As 5 Grandes Revoltas Regenciais
- Mnemônico: MA-CA-SA-BA-FA (Malês, Cabanagem, Sabinada, Balaiada, Farroupilha).
- Revolta dos Malês (1835): local e atores
- Salvador (BA). Escravizados e libertos de religião muçulmana (nações haussás e nagôs).
- Revolta dos Malês: objetivos e desfecho
- Criar um levante contra a escravidão e o cristianismo; traída antes de eclodir plenamente, foi violentamente debelada.
- Cabanagem (1835-1840): local e causa
- Grão-Pará. Extrema miséria de ribeirinhos e indígenas (moradores de cabanas) e marginalização política da província.
- Cabanagem: singularidade histórica
- Única revolta regencial em que as camadas populares chegaram a tomar e exercer de fato o poder provincial em Belém.
- Sabinada (1837-1838): local e característica
- Bahia. Liderada pelo médico Sabino. Caráter republicano provisório até a maioridade do imperador D. Pedro II.
- Balaiada (1838-1841): local e participantes
- Maranhão e Piauí. Movimento popular de vaqueiros, artesãos e escravizados fugidos contra os oligarcas locais (Cabanos).
- Líderes da Balaiada
- Manuel dos Anjos Ferreira (fabricante de balaios), Raimundo Gomes e Cosme Bento (líder de quilombolas).
- Papel de Luís Alves de Lima e Silva na Balaiada
- Nomeado presidente e comandante do Maranhão, pacificou a província com uso de força e perdão, recebendo o título de Barão de Caxias.
- Guerra dos Farrapos (1835-1845): motivação econômica
- Altos impostos sobre o charque e couro gaúcho em comparação ao produto vindo platino (uruguaio e argentino) sem taxas.
- Repúblicas proclamadas na Farroupilha
- República Rio-Grandense (Piratini) em 1836 e República Juliana (Santa Catarina) em 1839.
- Tratado de Ponche Verde (1845)
- Paz honrosa aos farrapos: anistia, incorporação de oficiais ao Exército Imperial, libertação de escravizados combatentes e taxa no charque platino.
- Caráter social das Revoltas Regenciais
- Elite/Econômica: Farroupilha e Sabinada. Popular/Etnorracial: Cabanagem, Balaiada e Malês.
- Bizu de Concurso: Duração das Revoltas
- A mais curta de impacto urbano foi Malês (menos de 24h); a mais longa foi a Farroupilha (10 anos, 1835-1845).
- Golpe da Maioridade (1840): causa principal
- Articulação dos Liberais para frear o Regresso Conservador e restabelecer a estabilidade política do Império.
- Golpe da Maioridade (1840): desfecho
- D. Pedro de Alcântara é coroado com 14 anos como Dom Pedro II, pondo fim ao conturbado Período Regencial.
- Clube da Maioridade
- Organização criada em 1840 liderada por liberais para fazer campanha popular e parlamentar pela antecipação da maioridade do imperador.
- Bizu de Concurso: Marcha e Contramarcha
- 1831-1834: Avanço liberal descentralizador (Marcha). 1837-1840: Regresso conservador centralizador (Contramarcha).
- Resumo do Período Regencial para redação
- Momento de transição marcado por fragmentação territorial iminente, experimentos liberais e consolidação da unidade nacional pela repressão centralizadora.