Brasil Pré-Colonial e Colonial 2

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Conceitos e eventos fundamentais da história do Brasil pré-colonial e colonial, focados na preparação para o ENEM e vestibulares.

50 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio História do Brasil Publicado
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Cartões · 50

Período Pré-Colonial (1500-1530)
Fase inicial caracterizada pela ausência de colonização sistemática, foco no comércio com as Índias e exploração esporádica de recursos costeiros.
Escambo
Relação de troca de trabalho indígena (corte e transporte de pau-brasil) por quinquilharias e ferramentas de metal europeias, sem uso de moeda.
Feitorias
Postos fortificados no litoral colonial que serviam como entrepostos para armazenar madeira de pau-brasil e proteger contra corsários.
Pau-brasil
Primeira riqueza explorada no litoral pelos portugueses, de onde se extraía tinta vermelha para tecidos no mercado europeu.
Expedições Guarda-Costas (Cristóvão Jacques)
Missões militares organizadas pela Coroa portuguesa para combater o contrabando de pau-brasil, sobretudo praticado por navegadores franceses.
Expedição de Martim Afonso de Sousa (1530)
Marco do início da colonização efetiva: combateu piratas, fundou a primeira vila (São Vicente) e introduziu a cana-de-açúcar.
Capitanias Hereditárias
Sistema de divisão territorial em faixas litorâneas entregues a donatários nobres para colonizar com recursos próprios, descentralizando os custos.
Carta de Doação e Foral
Documentos jurídicos que delimitavam a posse da capitania ao donatário e estabeleciam os direitos e tributos devidos à Coroa.
Fracasso das Capitanias
Causado pela falta de recursos, grande distância da metrópole, resistência indígena e isolamento; prosperaram apenas São Vicente e Pernambuco.
Governo-Geral (1548)
Tentativa da Coroa de centralizar a administração colonial e auxiliar as capitanias após a crise do modelo puramente privado.
Tomé de Sousa (1549)
Primeiro governador-geral; fundou Salvador (primeira capital), trouxe os primeiros jesuítas e o primeiro bispo para o Brasil.
Câmaras Municipais
Órgãos de poder local nas vilas e cidades, controladas pelos chamados homens-bons (grandes proprietários de terras e escravos).
Homens-bons
Elite colonial de ascendência nobre ou proprietários rurais sem 'sangue impuro' (judeus, negros ou indígenas) que controlavam a política local.
Pacto Colonial (Exclusivo Metropolitano)
Princípio mercantilista que obrigava a colônia a comercializar seus produtos primários unicamente com a metrópole portuguesa e consumir suas manufaturas.
Plantation
Modelo produtivo agroexportador baseado no tripé: latifúndio monocultor, mão de obra escravizada e mercado externo.
Engenho colonial
Complexo agroindustrial composto por canavial, moenda, fornalha, casa de purgar, casa-grande, senzala e capela.
Sociedade Açucareira
Estrutura patriarcal, aristocrática, rural e estratificada com baixíssima mobilidade social, centralizada na figura do senhor de engenho.
Mão de obra indígena na colônia
Usada amplamente no início, entrou em declínio devido à catástrofe demográfica por epidemias, fuga para o interior e resistência de ordens religiosas.
Transição para o tráfico negreiro transatlântico
Impulsionada pelos altos lucros mercantis para a Coroa e comerciantes, e pela maior facilidade de controle dos escravizados desterrados.
França Antártica (1555-1567)
Tentativa francesa de fundar uma colônia no Rio de Janeiro sob liderança de Villegagnon, abrigando calvinistas e aliados tupinambás.
Confederação dos Tamoios
Aliança militar de povos indígenas contrários à dominação e escravização portuguesa, que se uniram temporariamente aos franceses.
Companhia de Jesus e Missões Jesuíticas
Ordens religiosas focadas na catequese indígena em aldeamentos, protegendo-os da escravidão secular, mas impondo aculturação forçada.
União Ibérica (1580-1640)
Unificação das coroas de Portugal e Espanha sob Filipe II, rompendo temporariamente o Tratado de Tordesilhas e atraindo inimigos espanhóis.
Invasão Holandesa na Bahia (1624-1625)
Tentativa frustrada da WIC (Companhia das Índias Ocidentais) de tomar Salvador, capital colonial, para assumir a rota do açúcar.
Invasão Holandesa em Pernambuco (1630-1654)
Ocupação bem-sucedida do nordeste açucareiro holandês, visando controlar a produção e distribuição global de açúcar.
Governo de Maurício de Nassau (1637-1644)
Período de prosperidade no Recife com tolerância religiosa, empréstimos aos senhores de engenho e estímulo a artes e ciências.
Insurreição Pernambucana (1645-1654)
Levante de colonos lusos e aliados contra o domínio holandês após a cobrança agressiva de dívidas pela WIC, culminando na Batalha dos Guararapes.
Consequências da expulsão holandesa
Concorrência do açúcar plantado pelos holandeses nas Antilhas, gerando profunda crise econômica na produção açucareira lusa.
Entradas
Expedições oficiais financiadas pela Coroa portuguesa para explorar o sertão colonial sem ultrapassar formalmente Tordesilhas.
Bandeiras de apresamento
Expedições privadas paulistas que visavam capturar e escravizar povos indígenas, destruindo frequentemente missões jesuíticas.
Bandeiras de prospecção
Expedições voltadas à busca de jazidas minerais no interior, responsáveis pela descoberta de ouro em Minas Gerais e Goiás.
Sertanismo de contrato
Serviço prestado por bandeirantes a grandes proprietários para recapturar escravos fugidos e destruir quilombos, como Palmares.
Monções
Expedições fluviais paulistas que navegavam pelos rios do Centro-Oeste para abastecer as zonas de mineração com víveres e ferramentas.
Quilombo dos Palmares
Maior foco de resistência negra do período colonial, durando quase um século na serra da Barriga e liderado por Ganga Zumba e Zumbi.
Ciclo do Ouro (século XVIII)
Deslocamento do eixo econômico e demográfico do Nordeste para a região Sudeste, provocando intensa urbanização e controle fiscal.
Intendência das Minas
Órgão administrativo criado pela Coroa para fiscalizar a mineração, repartir datas (lotes) e cobrar os impostos sobre os metais.
Casas de Fundição
Locais oficiais onde o ouro era purificado, fundido em barras com o selo real e retirado o quinto antes de circular livremente.
O Quinto
Imposto régio que cobrava 20% de todo o ouro extraído na região mineradora em benefício direto da Coroa de Portugal.
A Finta e a Capitação
Formas de tributação: cota fixa de ouro exigida anualmente ou taxa cobrada por cada cabeça de escravo possuído na mineração.
A Derrama
Cobrança forçada do saldo devedor quando a arrecadação anual de ouro não atingia a cota estipulada de 100 arrobas anuais.
Guerra dos Emboabas (1707-1709)
Conflito pelo controle das minas de ouro entre os descobridores paulistas e forasteiros/portugueses apelidados de emboabas.
Guerra dos Mascates (1710-1711)
Disputa entre a aristocracia decadente de Olinda e comerciantes portugueses de Recife em ascensão econômica e autonomia política.
Revolta de Filipe dos Santos ou de Vila Rica (1720)
Levante contra a instalação das Casas de Fundição e excesso fiscal; gerou a separação da capitania de Minas Gerais de São Paulo.
Revolta de Beckman (1684)
Rebelião no Maranhão contra o monopólio mercantil da Companhia de Comércio local e contra a atuação jesuítica contrária à escravidão indígena.
Reformas Pombalinas no Brasil
Medidas modernizadoras do Marquês de Pombal: expulsão dos jesuítas, transferência da capital para o Rio de Janeiro (1763) e fim das capitanias.
Peculiaridades da sociedade mineradora
Mais urbana, com maior presença de setores médios (artesãos, burocratas), embora dependente de mão de obra escravizada intensiva.
Barroco e Arcadismo Mineiro
Manifestações artísticas e literárias do século XVIII marcadas por riqueza religiosa sincrética (Aleijadinho, Mestre Ataíde) e crítica política velada.
Inconfidência Mineira (1789)
Movimento de elite inspirado pelo Iluminismo e independência dos EUA; visava a república e fim de tributos, sem consenso sobre abolir a escravidão.
Tiradentes (Joaquim José da Silva Xavier)
Único condenado à morte e esquartejado pela Coroa na Inconfidência Mineira, posteriormente transformado em herói republicano oficial.
Conjuração Baiana ou Revolta dos Alfaiates (1798)
Movimento popular e separatista influenciado pela Revolução Francesa e pelo Haiti; defendia a independência, a república e a abolição da escravidão.

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