Candomblé Ketu

Compartilhado por um usuário do Flashcards.gg · gerado com IA · Denunciar este conjunto

Este conjunto apresenta os principais termos, divindades e conceitos da tradição do Candomblé Ketu em português.

55 cartões Português Religião Publicado
Toque no cartão para virar

Cartões · 55

Ketu
Nação do Candomblé originária do antigo Reino de Queto (atual Benin/Nigéria), caracterizada pelo culto preponderante aos Orixás e uso litúrgico da língua iorubá.
Axé (Àṣẹ)
Do iorubá àṣẹ; representa a força vital invisível, energia sagrada e poder realizador que sustenta o cosmo, mantido e transmitido pelos rituais.
Ilê Axé (Ilé Àṣẹ)
Do iorubá ilé (casa) e àṣẹ (energia); designa o terreiro ou espaço físico e espiritual consagrado à comunidade e ao culto dos Orixás.
Barracão
Salão principal do terreiro onde ocorrem as festividades públicas, danças cerimoniais, toques dos atabaques e incorporações.
Ialorixá (Ìyálòrìṣà)
Do iorubá ìyá (mãe) e òrìṣà; 'mãe de santo', sacerdotisa suprema responsável pelo governo litúrgico, iniciações e administração do terreiro.
Babalorixá (Babalòrìṣà)
Do iorubá baba (pai) e òrìṣà; 'pai de santo', sacerdote supremo encarregado do culto, orientações rituais e cuidados da comunidade religiosa.
Iaô (Ìyàwó)
Do iorubá ìyàwó (esposa jovem ou noviça); iniciado que já passou pela feitura de santo e cumpre o ciclo de aprendizagem e obrigações periódicas.
Abian (Abíyán)
Do iorubá 'aquele que nasceu para ser iniciado'; aspirante ou frequentador do terreiro que ainda não passou pela iniciação formal de feitura.
Egbomi (Ẹgbọ́nmi)
Do iorubá ẹgbọ́n mi ('meu irmão mais velho'); iniciado que completou o ciclo ritual de sete anos de feitura (odú ejé), alcançando senioridade.
Igbá Orixá (Igbá Òrìṣà)
Do iorubá igbá (cabaça); assentamento sagrado contendo pedras (otás) e símbolos onde a força do Orixá é fixada e cultuada no peji.
Otá (Ọ̀tá)
Do iorubá ọ̀tá (pedra sagrada); elemento mineral preparado ritualmente que funciona como o ponto central de fixação da energia do Orixá.
Peji (Pèjí)
Santuário interno e sagrado do terreiro onde repousam os assentamentos e são feitas oferendas reservadas longe do público.
Padê (Pàdé)
Do iorubá pàdé (encontrar/reunir); cerimônia inicial obrigatória na qual se faz a oferenda propiciatória a Exu para abrir os caminhos do ritual.
Xirê (Ṣiré)
Do iorubá ṣiré (brincar, festejar); sequência cerimonial de cantigas e danças em homenagem a todos os Orixás durante as festas públicas.
Rum (Rùn)
O maior e mais grave dos três atabaques sagrados, tocado pelo Alagbê principal para reger a dança e o transe dos Orixás.
Rumpi
Atabaque de tamanho e afinação intermediários que sustenta a harmonia rítmica entre a marcação do Lé e os floreios do Rum.
Lé
O menor e mais agudo dos atabaques, responsável pela cadência rápida e marcação rítmica contínua nas cerimônias.
Agogô (Agogo)
Instrumento metálico percussivo de duas campânulas que estabelece o compasso fundamental e guia os atabaques no toque cerimonial.
Alagbê (Alágbè)
Do iorubá alágbè; cargo masculino (ogã) responsável pela execução dos toques sagrados dos atabaques e cânticos rituais.
Ogã (Ọ̀gá)
Do iorubá ọ̀gá (chefe, líder); homem iniciado de alta patente que não entra em transe, encarregado de funções cívicas, musicais ou de sacrifício.
Equedi (Ẹkẹdi)
Mulher iniciada de alta distinção hierárquica que não entra em transe, responsável por assessorar e zelar pelo Orixá manifestado.
Axoxô (Àṣọṣọ́)
Comida votiva feita de milho-vermelho cozido fatiado com lascas de coco, oferecida primordialmente a Ogum e Oxóssi.
Acarajé (Àkàràjẹ)
Do iorubá àkàrà (bolo de feijão) e jẹ (comer); bolinho de feijão-fradinho frito no dendê, comida sagrada de Iansã e Xangô.
Amalá (Àmàlà)
Prato cerimonial de quiabos cozidos com camarão e azeite de dendê, servido bem quente especialmente a Xangô.
Ebô (Ẹbọ)
Rito de purificação, oferenda e limpeza espiritual destinado a afastar negatividades, reequilibrar o axé e restabelecer a saúde.
Borí (Bọ Orí)
Do iorubá bọ (alimentar/ofertar) e orí (cabeça); rito crucial de fortalecimento espiritual e harmonização do destino individual.
Orí
Termo iorubá para a cabeça física e a divindade interna pessoal, considerada o centro condutor do destino e da consciência espiritual.
Quelê (Kẹlẹ́)
Gargantilha de miçangas ajustada ao pescoço do iniciado durante a reclusão da feitura, simbolizando sua ligação direta e submissão ao Orixá.
Ojá (Òjá)
Faixa ou turbante de tecido sagrado amarrado à cabeça ou ao tronco, marcando proteção ritual e dignidade iniciática.
Fio de Contas (Ilékè)
Colar ritual com cores, padrões e materiais que identificam o Orixá do devoto e funcionam como escudo de proteção energética.
Mocan (Mọkàn)
Cordão trançado de palha-da-costa usado pelo iniciado novato durante e após a reclusão como proteção mística contra o mal.
Mariô (Màrìwò)
Folhas desfiadas do dendezeiro consagradas a Ogum, colocadas sobre portas e janelas para purificar o ambiente e barrar energias densas.
Atim (Àtín)
Pó litúrgico aromático e protetor obtido de folhas secas, sementes e raízes moídas, soprado ou friccionado em rituais de consagração.
Exu (Èṣù)
Orixá da comunicação, movimento, transformação e cruzamentos cósmicos; é o primeiro a ser reverenciado em qualquer ato litúrgico.
Ogum (Ògún)
Orixá do ferro, da metalurgia, da agricultura e dos caminhos desbravados; patrono das tecnologias e dos guerreiros protetores.
Oxóssi (Ọ̀ṣọ́ọ̀sì)
Orixá caçador, rei da nação Ketu, protetor das matas e provedor do sustento material e do conhecimento intuitivo.
Ossaim (Ọ̀sanyìn)
Orixá senhor exclusivo das folhas medicinais e litúrgicas (ewé), sem cujos poderes de cura e encanto nenhum rito pode se realizar.
Obaluaiê (Ọbalúayé)
Do iorubá 'Rei e Senhor da Terra'; divindade ligada à cura das doenças epidêmicas, à transformação profunda e aos mistérios da terra.
Oxumarê (Òṣùmàrè)
Orixá da renovação, dos ciclos e da continuidade, simbolizado pelo arco-íris e pela serpente cósmica que une terra e céu.
Xangô (Ṣàngó)
Orixá do trovão, dos raios, do fogo e da justiça distributiva; ancestral mítico associado à realeza de Oió.
Iansã (Oyá)
Orixá dos ventos, tempestades e relâmpagos; divindade guerreira ligada ao comando dos espíritos dos mortos (eguns).
Oxum (Ọ̀ṣun)
Orixá das águas doces, da fertilidade, da beleza, do amor e da riqueza material, associada ao ouro e aos mistérios da gestação.
Iemanjá (Yemọja)
Do iorubá Yèyé ọmọ ẹja ('mãe cujos filhos são peixes'); divindade das águas salgadas, maternidade e equilíbrio da mente.
Nanã (Nàná Burukú)
Divindade primordial das águas paradas, dos pântanos e da lama da qual a humanidade foi moldada; orixá da sabedoria ancestral e morte.
Oxalá (Òòṣàálá)
Grande orixá da criação, da paz e da harmonia cósmica, que veste branco e representa a pureza espiritual e serenidade.
Runó (Rùn-ọ́)
Nome cerimonial secreto ou público atribuído pelo Orixá manifestado à pessoa recém-feita durante sua saída festiva.
Quinto
Espaço de reclusão litúrgica temporária onde os noviços permanecem em recolhimento e aprendizado durante a iniciação.
Ipadê (Ìpàdé)
Do iorubá 'encontro'; rito funerário tradicional dedicado a conduzir pacificamente e libertar a alma de um sacerdote falecido.
Axeixê (Àṣẹ̀ṣẹ́)
Ciclo completo de cerimônias fúnebres de desfeita dos laços materiais e espirituais entre o falecido, seus orixás e o terreiro.
Ifá
Complexo sistema oracular iorubá presidido por Orunmilá, consultado via nozes-de-dendê ou rosário para decifrar destinos cósmicos.
Opelé Ifá (Ọ̀pẹ̀lẹ̀ Ifá)
Rosário sagrado com oito meias-nozes utilizado pelo babalaô para consultas rápidas e leitura dos odus oraculares.
Babalaô (Babaláwo)
Do iorubá baba (pai) e aláwo (senhor dos segredos); sacerdote supremo consagrado exclusivamente ao oráculo de Ifá.
Odu (Odù)
Signos espirituais do sistema oracular que regem os caminhos, as probabilidades e o destino da vida humana e cósmica.
Erê (Erè)
Entidade intermediária infantil que surge após o transe do Orixá, trazendo alívio, alegria e reconexão com a consciência terrena.
Alafia (Àlàáfíà)
Palavra iorubá para paz, tranquilidade e harmonia; no jogo de búzios, designa a caída de confirmação absoluta e favorável.

Conjuntos relacionados

Mais em Religião →