Citologia para o Enem 2

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Estudo de citologia com foco em organelas e processos celulares para o Enem.

51 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio Citologia Publicado
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Cartões · 51

Célula procarionte
Não possui núcleo delimitado por carioteca nem organelas membranosas. No Enem, costuma ser associada a bactérias e arqueas com plasmídeos de resistência a antibióticos.
Célula eucarionte
Apresenta núcleo individualizado e organelas membranosas compartimentadas, permitindo maior especialização metabólica em animais, vegetais, fungos e protozoários.
Membrana plasmática
Bicamada lipoproteica com permeabilidade seletiva; controla o fluxo de substâncias. No Enem, é cobrada pelo modelo do mosaico fluido e transporte celular.
Fosfolipídios de membrana
Moléculas anfipáticas com cabeça polar hidrofílica e cauda apolar hidrofóbica, formando a barreira fluida que impede a livre passagem de solutos polares.
Colesterol na membrana
Lipídio presente exclusivamente em células animais que atua modulando a fluidez da membrana frente a variações térmicas.
Glicocálix
Camada externa de carboidratos ligada a proteínas ou lipídios, fundamental no reconhecimento celular, adesão tecidual e resposta imune contra patógenos.
Difusão simples
Transporte passivo a favor do gradiente de concentração, sem gasto de ATP. Ocorre com gases respiratórios (oxigênio e gás carbônico) e substâncias lipossolúveis.
Difusão facilitada
Transporte passivo mediado por proteínas carreadoras (permeases) ou canais iônicos a favor do gradiente, como ocorre na entrada de glicose na célula.
Osmose
Movimento de água através de membrana semipermeável do meio hipotônico para o hipertônico, essencial para o equilíbrio osmótico e turgidez vegetal.
Plasmólise vegetal
Perda de água de uma célula vegetal colocada em solução hipertônica, encolhendo o vacúolo e descolando a membrana da parede celular celular.
Bomba de sódio e potássio
Transporte ativo primário que consome ATP para lançar sódio para fora e potássio para dentro, gerando o potencial elétrico do impulso nervoso.
Fagocitose
Endocitose de partículas sólidas ou microrganismos por pseudópodes, mecanismo crucial de macrófagos e neutrófilos na defesa imunitária.
Pinocitose
Endocitose de líquidos ou moléculas dissolvidas por invaginação da membrana plasmática, comum na absorção intestinal de nutrientes.
Exocitose
Fusão de vesículas com a membrana para eliminação de restos celulares (clasmocitose) ou secreção de proteínas como hormônios e enzimas digestivas.
Mitocôndria
Organela responsável pela respiração celular aeróbica e síntese de ATP. No Enem, é citada por ter DNA próprio de herança materna e dupla membrana.
Teoria Endossimbiótica
Propõe que mitocôndrias e cloroplastos surgiram da fagocitose de bactérias aeróbias e fotossintetizantes, comprovada por DNA circular próprio e ribossomos 70S.
Cloroplasto
Organela vegetal com clorofila onde ocorre a fotossíntese (fases clara e escura). No Enem, relaciona-se à produção primária de matéria orgânica e ciclo do carbono.
Retículo endoplasmático rugoso (RER)
Rede membranosa repleta de ribossomos aderidos, especializada na síntese e empacotamento inicial de proteínas destinadas à exportação ou membrana.
Retículo endoplasmático liso (REL)
Rede de túbulos lipídicos que sintetiza fosfolipídios e esteroides, armazena cálcio no músculo e atua na desintoxicação celular hepática contra drogas e álcool.
Complexo Golgiense
Empilhamento de cisternas que modifica, empacota e secreta proteínas, forma o acrossomo do espermatozoide e origina lisossomos primários.
Acrossomo
Vesícula rica em enzimas digestivas derivada do Golgi no ápice do espermatozoide, permitindo a digestão da zona pelúcida do ovócito na fecundação.
Lisossomo
Vesícula com enzimas hidrolíticas ativas em pH ácido que realiza a digestão intracelular de materiais endocitados e a reciclagem celular (autofagia).
Autofagia
Processo de digestão de componentes da própria célula pelos lisossomos para renovar organelas velhas ou obter nutrientes durante períodos de jejum.
Apoptose
Morte celular programada mediada geneticamente, essencial na remoção de tecidos embrionários (como membranas interdigitais) e eliminação de células danificadas.
Peroxissomo
Organela que oxida ácidos graxos e degrada o peróxido de hidrogênio (água oxigenada) tóxico em água e oxigênio pela ação da enzima catalase.
Vacúolo de suco celular
Grande bolsa membranosa em vegetais que armazena água, íons e pigmentos, sendo o principal responsável pela regulação da pressão osmótica vegetal.
Citoesqueleto
Rede proteica intracelular formada por microtúbulos, microfilamentos de actina e filamentos intermediários, que dá suporte mecânico e mobilidade à célula.
Microfilamentos de actina
Fibras do citoesqueleto responsáveis pela ciclose vegetal, formação de pseudópodes e anel contrátil durante a citocinese de células animais.
Microtúbulos
Polímeros de tubulina que organizam o fuso mitótico, servem de trilhos para transporte vesicular e formam a estrutura básica de centríolos, cílios e flagelos.
Centríolos
Cilindros proteicos ausentes em vegetais superiores que organizam o fuso mitótico durante a divisão celular e dão origem a cílios e flagelos.
Ribossomos
Complexos de RNA ribossômico e proteínas que realizam a tradução do RNA mensageiro em cadeias de aminoácidos, presentes em procariontes e eucariontes.
Parede celular vegetal
Estrutura rígida externa composta por celulose que impede a lise celular por excesso de entrada de água por osmose e confere sustentação à planta.
Plasmodesmos
Pontes citoplasmáticas que perfuram paredes de células vegetais vizinhas, permitindo comunicação direta e transporte rápido de água e nutrientes.
Junções comunicantes (Gap)
Canais proteicos que unem o citoplasma de células animais vizinhas, cruciais para a transmissão rápida do impulso elétrico no músculo cardíaco.
Desmossomos
Estruturas de ancoragem celular que unem fortemente filamentos intermediários vizinhos, conferindo resistência à tração em tecidos como a epiderme.
Carioteca
Envoltório nuclear duplo com poros que delimita o material genético em eucariontes e regula o trânsito de macromoléculas entre núcleo e citoplasma.
Nucléolo
Região densa no interior do núcleo onde ocorre a síntese de RNA ribossômico e a montagem das subunidades dos ribossomos.
Eucromatina
Região descondensada do cromossomo com DNA geneticamente ativo e acessível para a transcrição em RNA mensageiro pela RNA polimerase.
Heterocromatina
Porção densamente condensada da cromatina cujos genes permanecem inativos e inacessíveis à transcrição celular.
Glicólise
Etapa anaeróbica da respiração celular no citosol, onde a glicose é quebrada em duas moléculas de piruvato com rendimento líquido de dois ATP e dois NADH.
Ciclo de Krebs
Via metabólica na matriz mitocondrial que oxida a acetil-CoA proveniente do piruvato, liberando CO2 e carregando transportadores NADH e FADH2 de elétrons.
Fosforilação oxidativa
Etapa na crista mitocondrial onde a cadeia transportadora de elétrons e a ATP sintase geram a maior parte do ATP, com oxigênio como aceptor final de elétrons.
Fermentação lática
Via anaeróbica no citosol que converte piruvato em lactato regenerando NAD+, comum em bactérias do iogurte e em fibras musculares sob esforço intenso.
Fermentação alcoólica
Processo anaeróbico executado por leveduras que transforma glicose em etanol e gás carbônico, fundamental para a fabricação de pão, cerveja e combustíveis.
Ciclo celular: Fase G1
Período da intérfase focado em crescimento celular intenso, síntese proteica acelerada e diferenciação antes da duplicação cromossômica.
Ciclo celular: Fase S
Fase crucial da intérfase onde ocorre a replicação semiconservativa do DNA, duplicando os cromossomos para garantir cópias iguais às células-filhas.
Ciclo celular: Fase G2
Etapa final da intérfase com checagem de danos no DNA replicado, acúmulo de energia e síntese de proteínas específicas para iniciar a divisão celular.
Mitose
Divisão equacional (uma célula gera duas idênticas) utilizada para crescimento de tecidos, regeneração celular e reprodução assexuada em eucariontes.
Meiose
Divisão reducional (uma célula 2n gera quatro n) geradora de gametas ou esporos, fundamental para manter constante o número cromossômico da espécie.
Crossing-over (Permutação)
Troca de fragmentos entre cromátides não irmãs de cromossomos homólogos na prófase I da meiose, gerando novas combinações gênicas e variabilidade genética.
Segregação independente
Separação aleatória dos pares de cromossomos homólogos na anáfase I da meiose, base física da 2ª Lei de Mendel que amplia a variabilidade gamética.

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