Comte, Positivismo e Durkheim

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Estudo dos conceitos fundamentais do positivismo de Auguste Comte e da sociologia de Émile Durkheim. Destinado a estudantes de sociologia e candidatos a vestibulares.

54 cartões Português Nível: Ensino superior Sociologia Publicado
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Positivismo (Auguste Comte)
Corrente filosófica que defende o conhecimento científico baseado na observação e na experimentação empírica como a única forma válida de saber.
Lei dos Três Estados (Comte)
Teoria que descreve a evolução do pensamento humano passando por três fases sucessivas: teológica, metafísica e positiva.
Estado Teológico ou Fictício
Fase em que a mente humana explica os fenômenos naturais e sociais por meio de vontades divinas ou forças sobrenaturais.
Estado Metafísico ou Abstrato
Fase de transição em que as forças sobrenaturais são substituídas por entidades abstratas, essências e princípios filosóficos.
Estado Positivo ou Científico
Estágio definitivo em que a humanidade abandona causas absolutas e busca descobrir leis naturais invariáveis por meio da ciência.
Física Social (Comte)
Nome original dado por Comte à sociologia, concebida como uma ciência natural aplicada ao estudo dos fenômenos sociais.
Estática Social (Comte)
Estudo das condições constantes de existência e ordem da sociedade, focando no consenso e na estabilidade das instituições.
Dinâmica Social (Comte)
Estudo das leis de desenvolvimento e progresso contínuo da sociedade ao longo da história humana.
Ordem e Progresso (Comte)
Lema positivista que estabelece a ordem social estável como condição necessária para o progresso moral e científico.
Religião da Humanidade (Comte)
Sistema moral e ritualístico criado por Comte no fim da vida para substituir o cristianismo pelo culto à própria humanidade (o Grande Ser).
Altruísmo (Comte)
Conceito cunhado por Comte para designar a inclinação humana de viver para os outros, superando o egoísmo natural.
Hierarquia das Ciências (Comte)
Classificação linear das ciências da mais simples à mais complexa: Matemática, Astronomia, Física, Química, Biologia e Sociologia.
Sociologia segundo Durkheim
Ciência autônoma que estuda as instituições sociais e os fatos sociais, independente da psicologia e da biologia.
Fato Social (Durkheim)
Maneira de agir, pensar e sentir exterior ao indivíduo, dotada de poder coercitivo e generalizada na coletividade.
Coercitividade do Fato Social
Capacidade da sociedade de impor normas e padrões de conduta aos indivíduos por meio de sanções formais ou morais.
Exterioridade do Fato Social
Característica pela qual os fatos sociais existem antes e fora das consciências individuais, integrando a cultura herdada.
Generalidade do Fato Social
Propriedade de o fato social estar presente na totalidade ou na grande maioria dos membros de um grupo social.
Tratar Fatos Sociais como Coisas
Regra metodológica que exige do sociólogo neutralidade objetiva e distanciamento de pré-noções ao analisar dados sociais.
Consciência Coletiva (Durkheim)
Conjunto de crenças, valores e sentimentos comuns à média dos membros de uma mesma sociedade que molda a conduta individual.
Solidariedade Mecânica
Tipo de coesão social predominante em sociedades tradicionais, baseada na forte semelhança entre indivíduos e baixa divisão do trabalho.
Solidariedade Orgânica
Tipo de coesão social típica de sociedades modernas, baseada na interdependência gerada pela avançada divisão do trabalho.
Divisão do Trabalho Social (Durkheim)
Processo de especialização de funções na sociedade moderna que fomenta a dependência mútua e gera integração social.
Direito Repressivo (Durkheim)
Sistema jurídico com punições severas, típico da solidariedade mecânica, que visa vingar a ofensa à consciência coletiva.
Direito Restitutivo (Durkheim)
Sistema jurídico que visa restabelecer o equilíbrio anterior à violação, típico da solidariedade orgânica.
Anomia (Durkheim)
Estado de ausência, enfraquecimento ou desregramento das normas sociais, gerando desorientação e desintegração social.
O Suicídio (Durkheim, 1897)
Estudo sociológico pioneiro que demonstra como um ato aparentemente individual decorre de causas e correntes sociais objetivas.
Suicídio Egoísta
Tipo de suicídio causado pela fraca integração do indivíduo na sociedade ou pela ruptura com seus laços sociais comunitários.
Suicídio Altruísta
Tipo de suicídio decorrente de excessiva integração social, onde a pessoa sacrifica a própria vida em prol da coletividade.
Suicídio Anômico
Tipo de suicídio provocado pela ausência de limites e regras sociais, frequente em crises econômicas ou transformações abruptas.
Suicídio Fatalista
Tipo de suicídio resultante de uma regulação social opressiva e extrema que anula qualquer perspectiva de futuro do indivíduo.
Sagrado versus Profano (Durkheim)
Divisão fundamental em sua sociologia da religião entre o domínio das coisas interditas e respeitadas e o domínio comum do cotidiano.
Totemismo (Durkheim)
Forma elementar de religião em que um clã venera um totem que simboliza, em última análise, a própria força do grupo social.
Efervescência Coletiva (Durkheim)
Momento em que uma comunidade se reúne em rituais e experimenta uma energia intensa que renova laços sociais e crenças comuns.
Instituição Social (Durkheim)
Conjunto organizado de crenças e padrões de comportamento instituídos pela coletividade que moldam as ações individuais.
Normal Social (Durkheim)
Fenômeno ou conduta que se apresenta de maneira regular e generalizada na média das sociedades de um mesmo tipo.
Patológico Social (Durkheim)
Fenômeno que foge dos padrões médios esperados e ameaça a integração e o equilíbrio orgânico do corpo social.
Crime como Fato Social Normal
Tese de Durkheim de que o crime é normal porque existe em toda sociedade e serve para reforçar a moral e os limites coletivos.
Educação Moral (Durkheim)
Processo de socialização das novas gerações que incute valores coletivos para garantir a continuidade da ordem social.
Organicismo Social
Analogia positivista que compara a sociedade a um organismo vivo, onde cada parte desempenha uma função para o todo.
Densidade Material (Durkheim)
Concentração demográfica de indivíduos em determinado território que intensifica a convivência cotidiana.
Densidade Moral ou Dinâmica (Durkheim)
Grau e intensidade de trocas, comunicações e interações sociais entre os indivíduos de uma comunidade.
Sociologia Positiva (Comte)
Abordagem sociológica que visa descobrir leis sociais imutáveis para reorganizar a sociedade sem recorrer a revoluções.
Funcionalismo (Origens em Durkheim)
Perspectiva teórica que analisa fenômenos sociais a partir das funções indispensáveis que desempenham para a estabilidade da sociedade.
Método Comparativo (Durkheim)
Procedimento metodológico usado para estudar variações concomitantes entre fatos sociais e identificar relações causais.
Corporações Profissionais (Durkheim)
Grupos intermediários propostos por Durkheim para regular a moral no trabalho moderno e combater o estado de anomia.
Pré-noções (Durkheim)
Ideias preconcebidas e noções de senso comum que o sociólogo deve descartar rigorosamente para realizar ciência objetiva.
Consenso Social (Comte)
Harmonia e correlação necessária entre as diferentes partes e órgãos da sociedade que mantém sua unidade estrutural.
Espírito Positivo
Postura intelectual que prioriza o real, o útil, o certo, o preciso e o construtivo em oposição à especulação vazia.
Fatores Morfológicos (Durkheim)
Aspectos materiais e geográficos da sociedade, como número de habitantes, distribuição espacial e redes de comunicação.
Sanção Social (Durkheim)
Reação punitiva ou corretiva da sociedade contra o indivíduo que transgride uma regra ou expectativa coletiva.
Determinação Social (Durkheim)
Princípio pelo qual as ações individuais são explicadas pelas estruturas e forças sociais, e não pelo livre-arbítrio isolado.
Monoteísmo no Estado Teológico (Comte)
Última fase do estado teológico, na qual todas as forças divinas são concentradas em um único Deus universal.
Politeísmo no Estado Teológico (Comte)
Fase intermediária do estado teológico, em que fenômenos da natureza são atribuídos a múltiplos deuses distintos.
Fetichismo no Estado Teológico (Comte)
Primeira fase do estado teológico, em que objetos materiais inanimados são dotados de vida e vontades semelhantes às humanas.

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