DIT e Globalização

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Estudo sobre a Divisão Internacional do Trabalho e a globalização, abordando conceitos, histórico e impactos socioeconômicos para estudantes.

20 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio Geografia humana Publicado
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Cartões · 20

Divisão Internacional do Trabalho (DIT)
Especialização produtiva dos países no comércio global, definindo quem exporta matérias-primas e quem fornece produtos industrializados ou tecnologia.
Globalização
Processo de integração econômica, cultural, social e política mundial, impulsionado pelo avanço dos transportes e das telecomunicações.
DIT Clássica (Séculos XVI a XVIII)
Metrópoles exportavam manufaturas e colônias forneciam especiarias e metais preciosos; gerou enriquecimento colonial europeu e espoliação ultramarina.
Pacto Colonial
Regra que forçava as colônias a negociar exclusivamente com sua metrópole, exemplo histórico que estruturou o início da dependência econômica periférica.
Segunda fase da DIT (Século XIX)
Países industrializados exportavam produtos manufaturados enquanto a periferia fornecia matérias-primas agrícolas e minerais para a Revolução Industrial.
Nova DIT (Pós-Segunda Guerra)
Países em desenvolvimento passam a produzir manufaturados simples ou montagem, enquanto os desenvolvidos controlam o capital e a tecnologia de ponta.
DIT da Terceira Revolução Industrial
Fase marcada pela dispersão da produção para países com mão de obra barata e concentração de pesquisa científica e patentes nos países ricos.
Empresas Transnacionais
Grandes corporações com sede em nações desenvolvidas e filiais pelo mundo, buscando reduzir custos trabalhistas e acessar incentivos fiscais.
Deslocamento produtivo (offshoring)
Migração de fábricas para países emergentes; gerou desindustrialização em regiões tradicionais do Norte e urbanização acelerada no Sul global.
Fragmentação da produção
Divisão das etapas de fabricação de um produto por vários países, aproveitando as vantagens comparativas de custo de cada localidade.
Desigualdade nas trocas comerciais
Valor agregado dos bens manufaturados e tecnológicos é superior ao das commodities primárias, aprofundando o déficit econômico de países periféricos.
Tigres Asiáticos e a DIT
Países como Coreia do Sul e Taiwan que mudaram sua inserção na DIT, migrando de montadores baratos para líderes de alta tecnologia.
Papel da China na DIT contemporânea
Consolidada como fábrica do mundo nos anos 1990/2000, hoje transita para liderança em tecnologia própria, disputando a ponta produtiva global.
Dependência tecnológica
Subordinação de economias periféricas aos royalties, licenças e equipamentos fabricados nos polos de desenvolvimento tecnológico mundial.
Precarização do trabalho na globalização
Competição internacional por atrair fábricas leva à flexibilização de leis trabalhistas e salários baixos em países periféricos.
Primarização das exportações
Fenômeno em que economias voltam a depender de commodities minerais e agrícolas, vulneráveis a choques de preços internacionais.
Impacto ambiental da dispersão fabril
Transferência de indústrias altamente poluentes para países com legislações ambientais mais brandas, degradando ecossistemas locais.
Cadeias Globais de Valor
Conjunto articulado de processos internacionais para produzir um bem, como peças de smartphone vindas de dezenas de nações distintas.
Blocos Econômicos
Associações regionais como União Europeia e Mercosul que buscam reduzir barreiras tarifárias e otimizar a inserção de seus membros na DIT.
Vulnerabilidade externa
Exposição excessiva de um país a crises globais devido à sua posição subordinada na DIT ou forte dependência de poucos produtos de exportação.

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