Economia do Brasil Colonial
Estudo sobre a economia do Brasil colonial, abrangendo o pacto colonial, os ciclos econômicos e as instituições da época.
Cartões · 20
- Pacto Colonial
- Regime de exclusivismo comercial que obrigava a colônia a negociar unicamente com a metrópole portuguesa, vendendo matérias-primas e comprando produtos manufaturados.
- Plantation
- Modelo produtivo agrário baseado em quatro pilares fundamentais: latifúndio, monocultura voltada para a exportação e uso exclusivo de mão de obra escravizada.
- Ciclo do Pau-Brasil
- Primeira atividade econômica colonial (1500-1530), de caráter extrativista e litorâneo, baseada no escambo com indígenas para obtenção da madeira tintureira.
- Escambo
- Troca de mercadorias sem moeda, na qual os indígenas cortavam e transportavam o pau-brasil em troca de ferramentas, espelhos, tecidos e quinquilharias trazidas pelos portugueses.
- Feitorias
- Postos fortificados no litoral brasileiro destinados ao armazenamento provisório de pau-brasil e proteção contra corsários antes do envio para a Europa.
- Ciclo da Cana-de-Açúcar
- Principal atividade dos séculos XVI e XVII, concentrada no Nordeste devido ao solo de massapê e clima favorável, voltada ao abastecimento do mercado europeu.
- Engenho
- Unidade produtiva açucareira e centro da vida social colonial, composta pela casa-grande, senzala, capela, canavial e a fábrica com moenda e caldeiras.
- Financiamento Holandês no Açúcar
- Parceria na qual flamengos investiam capitais na montagem de engenhos e controlavam o refino, transporte e distribuição do açúcar nos mercados europeus.
- Tráfico Negreiro
- Comércio transatlântico altamente lucrativo que supria a demanda por mão de obra escravizada africana para as lavouras e minas brasileiras.
- Pecuária Colonial
- Atividade subsidiária voltada ao mercado interno, fornecedora de tração, carne e couro, responsável pelo desbravamento e povoamento do sertão nordestino.
- Drogas do Sertão
- Produtos extrativistas da bacia amazônica, como cacau nativo, guaraná, baunilha e urucum, coletados principalmente por indígenas sob tutela de jesuítas.
- Ciclo do Ouro
- Período auge no século XVIII em Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, que estimulou a urbanização, a interiorização e a integração do mercado interno colonial.
- Intendência das Minas
- Órgão administrativo criado em 1702 pela Coroa para fiscalizar a extração aurífera, distribuir terras mineradoras (datas) e cobrar tributos.
- O Quinto
- Tributo régio equivalente a 20% de todo o metal precioso extraído no território colonial, destinado diretamente à Coroa portuguesa.
- Casas de Fundição
- Locais oficiais onde o ouro em pó ou pepitas era derretido, quintado e transformado em barras com selo real para combater o contrabando.
- A Derrama
- Cobrança forçada e coletiva imposta pela Coroa quando a arrecadação anual de ouro na capitania de Minas Gerais não atingia a cota mínima de 100 arrobas.
- Distrito Diamantino
- Área militarizada e isolada criada no Arraial do Tijuco (atual Diamantina) sob administração direta da Real Extração para controlar a exploração de diamantes.
- Tropeirismo
- Atividade de condutores de tropas de mulas que transportavam mercadorias e alimentos entre o Sul e a região mineradora, integrando o comércio regional.
- Trabalho Livre na Colônia
- Mão de obra minoritária exercida por homens livres pobres em funções artesanais, vaqueiros no sertão, pequenos comerciantes e tropeiros.
- Transferência da Capital para o Rio de Janeiro
- Mudança administrativa em 1763 de Salvador para o Rio de Janeiro, com o objetivo de aproximar o poder colonial da rota de escoamento do ouro das Minas.