Ética e Atuação Profissional em Psicologia - CFP e SUS
Estudo sobre ética profissional em psicologia, resoluções do CFP e diretrizes de atuação no SUS. Destinado a estudantes e candidatos em concursos públicos.
Cartões · 18
- Qual é o prazo obrigatório de guarda dos documentos psicológicos e do prontuário segundo o CFP?
- O prazo mínimo é de 5 anos, a partir do último registro, podendo ser mantido por período superior por determinação judicial ou condições específicas.
- Se o psicólogo pedir demissão de serviço público, pode levar prontuários para guarda pessoal?
- Não. Em instituições e serviços, os documentos permanecem sob responsabilidade institucional e são repassados ao substituto ou direção.
- Por que a afirmação 'a ética exige sigilo sob toda e qualquer circunstância' está incorreta?
- Porque o sigilo admite quebra em situações excepcionais, observando o princípio do menor prejuízo e fornecendo apenas informações necessárias.
- O usuário ou paciente tem direito de acesso às informações registradas em seu prontuário?
- Sim. O usuário tem direito de acesso às informações registradas referentes ao seu atendimento, observadas as normas éticas e legais.
- Como deve ser apresentada a análise em um Relatório ou Laudo Multiprofissional?
- Cada profissional deve apresentar sua análise separadamente, identificando seu nome, número de registro e categoria profissional.
- Quais são os documentos psicológicos previstos na Resolução CFP nº 006/2019?
- Declaração, Atestado Psicológico, Relatório Psicológico ou Multiprofissional, Laudo Psicológico e Parecer Psicológico.
- Qual é o foco principal da atuação do psicólogo na Atenção Básica do SUS?
- Prevenção de agravos, promoção da saúde, cuidado no território, matriciamento e clínica ampliada em equipe multiprofissional.
- O psicólogo na Atenção Básica deve atuar prioritariamente pelo modelo clínico tradicional?
- Não. Prioriza-se o cuidado no território, atuação multiprofissional, promoção da saúde, prevenção, autonomia e articulação intersetorial.
- Empatia significa compartilhar os próprios sentimentos com o paciente?
- Não. Empatia envolve compreender a perspectiva do outro, sem confundir essa compreensão com desabafo ou compartilhamento de sentimentos pessoais.
- Se o psicólogo se desligar de um serviço, o que deve fazer com o material confidencial?
- Deve repassar o material ao psicólogo substituto. Se não houver, deve lacrar e repassar à direção. Não deve levar consigo nem destruir.
- Se o psicólogo fechar seu serviço particular sem substituto, o que fazer com os documentos?
- Deve orientar os usuários sobre o destino dos documentos e encaminhar o acervo ao Conselho Regional de Psicologia (CRP).
- O sigilo profissional do psicólogo é absoluto no Código de Ética?
- Não. O sigilo pode ser quebrado em situações excepcionais, considerando o princípio do menor prejuízo e limitando-se ao estritamente necessário.
- O psicólogo pode negar acesso ao prontuário alegando preservação do sigilo ao paciente?
- Não. O usuário tem direito de acesso às suas informações. O sigilo profissional não pode ser usado genericamente para impedir esse acesso.
- O que deve ser registrado no prontuário multiprofissional ou único?
- Apenas informações necessárias ao trabalho inter/multiprofissional. Dados íntimos ou confidenciais ficam em registro de uso exclusivo do psicólogo.
- A conclusão de um Relatório Multiprofissional precisa ser dividida por profissão?
- Não. A conclusão pode ser construída de forma conjunta e integrada, expressando a interdisciplinaridade do trabalho.
- Qual é a função do psicólogo nas equipes eMulti em relação à saúde mental?
- Realizar apoio matricial, oferecendo retaguarda técnico-pedagógica e assistencial compartilhada às equipes de Atenção Primária.
- De acordo com as DCNs de Psicologia, o que caracteriza uma comunicação eficaz?
- Capacidade de expressar-se clara, respeitosa e assertivamente, adequando a linguagem ao contexto, interlocutor e diversidade cultural.
- A Inteligência Emocional ou competência profissional é avaliada por notas acadêmicas?
- Não. Está relacionada ao manejo interpessoal, autorregulação e atuação ética nas práticas profissionais, não ao desempenho acadêmico.