Família Real e Independência do Brasil

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Estude os principais eventos, causas e figuras históricas da chegada da família real ao Brasil e o processo de independência. O conjunto é ideal para estudantes do ensino médio e preparação para exames.

50 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio História do Brasil Publicado
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Cartões · 50

Bloqueio Continental (1806)
Decreto de Napoleão Bonaparte que proibia países europeus de comercializarem com a Grã-Bretanha, precipitando a fuga da corte portuguesa.
Dilema de D. João VI
Portugal dependia economicamente da aliança com a Inglaterra, mas sofria ameaça de invasão militar pelas tropas terrestres da França.
Apoio britânico na fuga da corte
A Marinha Real Britânica escoltou a família real portuguesa pelo Atlântico em troca de concessões comerciais e geopolíticas futuras.
Embarque da corte em Lisboa (1807)
Cerca de 10 a 15 mil pessoas da nobreza, administração e clero partiram apressadamente rumo ao Brasil em novembro de 1807.
Chegada a Salvador (1808)
Primeira parada da comitiva real no Brasil, em janeiro de 1808, antes de se estabelecer definitivamente no Rio de Janeiro.
Abertura dos Portos às Nações Amigas (1808)
Decreto real que extinguiu o exclusivo metropolitano (pacto colonial), permitindo o comércio direto do Brasil com nações aliadas.
Tratados de 1810
Acordos que concederam à Grã-Bretanha tarifas alfandegárias preferenciais de 15%, menores até que as de Portugal (16%).
Criação do Banco do Brasil (1808)
Primeira instituição bancária do país, criada para financiar a burocracia estatal e a corte instalada no Rio de Janeiro.
Revogação do Alvará de 1785
D. João revogou a proibição imposta por D. Maria I, autorizando a instalação de fábricas e manufaturas no território brasileiro.
Imprensa Régia (1808)
Instituição oficial que permitiu pela primeira vez a impressão de livros, jornais e atos governamentais em solo brasileiro.
Gazeta do Rio de Janeiro
Primeiro jornal impresso no Brasil, fundado sob autorização e censura do governo joanino em setembro de 1808.
Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Criado em 1808 com o objetivo de aclimatar espécies vegetais exóticas de valor econômico, como a noz-moscada e a canela.
Missão Artística Francesa (1816)
Chegada de artistas como Jean-Baptiste Debret para fundar a Academia Real de Belas Artes e modernizar a cultura da corte.
Jean-Baptiste Debret
Pintor francês célebre por retratar o cotidiano, costumes, a corte e a escravidão no Rio de Janeiro oitocentista.
Criação dos primeiros cursos superiores
Instituição das primeiras faculdades de Medicina e Cirurgia na Bahia e no Rio de Janeiro em 1808.
Elevação a Reino Unido (1815)
O Brasil foi elevado a Reino Unido a Portugal e Algarves para legitimar a dinastia Bragança no Congresso de Viena.
Impacto da elevação a Reino Unido
O Brasil deixou de ser oficialmente uma colônia, passando a ter igualdade jurídica e administrativa com Portugal.
Interiorização da metrópole
Fenômeno caracterizado pelo deslocamento do centro decisório e da elite governante do Império Português para a colônia.
Revolução Pernambucana de 1817
Revolta republicana e separatista motivada por altos impostos, privilégios dos portugueses e a grande seca regional.
Principais líderes de 1817
Destacam-se Domingos José Martins, Padre Roma e Frei Caneca, que defenderam o republicanismo contra o absolutismo monárquico.
Revolução Liberal do Porto (1820)
Movimento militar e civil que exigiu o retorno de D. João VI a Lisboa, uma Constituição e a recolonização do Brasil.
Cortes de Lisboa
Assembleia constituinte portuguesa que buscou revogar a autonomia administrativa e econômica conquistada pelo Brasil.
Retorno de D. João VI (1821)
Pressionado pelas Cortes liberais, o monarca retornou a Portugal em abril de 1821, deixando o príncipe D. Pedro como regente.
D. Pedro I como Príncipe Regente
Assumiu o governo brasileiro aos 22 anos, mediando os conflitos crescentes entre as exigências de Lisboa e as elites locais.
Partido Brasileiro
Facção política de proprietários de terras e letrados que defendia a autonomia do Brasil e a permanência de D. Pedro.
Partido Português
Grupo de burocratas e comerciantes lusitanos que apoiava as decisões das Cortes de Lisboa e a submissão do Brasil.
Dia do Fico (9 de janeiro de 1822)
Declaração de D. Pedro desobedecendo a ordem de retorno a Lisboa após receber um abaixo-assinado com milhares de assinaturas.
Fórmula do Dia do Fico
Como é para o bem de todos e felicidade geral da Nação, estou pronto: diga ao povo que fico.
Ministério de José Bonifácio (1822)
Primeiro gabinete ministerial composto exclusivamente por nascidos no Brasil, chefiado pelo conselheiro José Bonifácio.
José Bonifácio de Andrada e Silva
Conhecido como Patriarca da Independência, articulou alianças políticas e orientou D. Pedro no processo de ruptura.
Decreto do Cumpra-se (maio de 1822)
Determinou que nenhuma ordem emitida pelas Cortes de Lisboa teria validade no Brasil sem a aprovação prévia de D. Pedro.
Título de Defensor Perpétuo do Brasil
Título honorífico concedido pela Maçonaria e pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro a D. Pedro em maio de 1822.
Convocação da Assembleia Constituinte (junho de 1822)
Ato que oficializou a intenção do Brasil de redigir suas próprias leis, acelerando o rompimento institucional com Portugal.
Maria Leopoldina da Áustria
Princesa regente em exercício que assinou a declaração formal de separação antes de enviar as cartas decisivas a D. Pedro.
Conselho de Estado de 2 de setembro de 1822
Reunião extraordinária liderada por Leopoldina e José Bonifácio que decidiu recomendar formalmente a independência imediata.
Grito do Ipiranga (7 de setembro de 1822)
Às margens do riacho Ipiranga em São Paulo, D. Pedro proclamou a separação de Portugal com o brado de Independência ou Morte.
Aclamação de D. Pedro I
Em 12 de outubro de 1822, D. Pedro foi aclamado Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil no Rio de Janeiro.
Coroação de D. Pedro I
Cerimônia solene realizada em 1º de dezembro de 1822, consolidando a criação do Império do Brasil como monarquia.
Guerras de Independência (1822-1824)
Conflitos armados contra guarnições militares fiéis a Lisboa em províncias como Bahia, Maranhão, Piauí, Pará e Cisplatina.
Independência da Bahia (2 de julho de 1823)
Vitória decisiva das forças brasileiras sobre as tropas do general português Madeira de Melo na cidade de Salvador.
Maria Quitéria de Jesus
Heroína da Guerra da Independência na Bahia, que lutou disfarçada de homem e foi condecorada por D. Pedro I.
Joana Angélica
Abadessa do Convento da Lapa em Salvador, morta ao tentar impedir a invasão de soldados portugueses em 1822.
Batalha do Jenipapo (1823)
Confronto sangrento no Piauí entre sertanejos armados com foices e tropas profissionais portuguesas leais a Lisboa.
Lorde Thomas Cochrane
Oficial naval britânico contratado pelo governo imperial para comandar a Esquadra Brasileira contra os redutos portugueses.
Papel dos Estados Unidos no reconhecimento
Primeiro país a reconhecer formalmente a independência brasileira em 1824, sob os princípios da Doutrina Monroe.
Tratado de Paz e Aliança (1825)
Tratado mediado pela Grã-Bretanha no qual Portugal reconheceu a soberania brasileira após indenização financeira.
Indenização de 2 milhões de libras
Valor pago pelo Brasil a Portugal para obter o reconhecimento de sua independência, assumindo dívidas lusitanas com Londres.
Manutenção da unidade territorial
Diferente da América espanhola, que se fragmentou em várias repúblicas, o Brasil manteve sua integridade sob uma monarquia.
Continuidade da escravidão
A independência foi conduzida pela elite agrária sem alterar a estrutura social arcaica baseada no trabalho escravizado.
Caráter conservador da Independência
Processo liderado pelo herdeiro do trono português, preservando o modelo agroexportador, a monarquia e os privilégios de classe.

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