Fisiologia do Exercício
Este conjunto aborda conceitos fundamentais de fisiologia do exercicio e seus mecanismos biologicos, sendo ideal para estudantes de educacao fisica e medicina.
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- VO2 Máximo
- Capacidade máxima de captação, transporte e utilização de oxigênio pelos tecidos durante esforço exaustivo, refletindo a eficiência cardiorrespiratória e mitocondrial.
- Limiar Anaeróbio (LAn)
- Intensidade de exercício na qual a produção de lactato excede a taxa de remoção sanguínea, marcando a transição para predomínio do metabolismo glicolítico.
- EPOC (Consumo Excessivo de Oxigênio Pós-Exercício)
- Aumento do consumo de oxigênio após o esforço para ressíntese de fosfocreatina, remoção de lactato e restauração da homeostase térmica e hormonal.
- Débito Cardíaco (DC)
- Volume de sangue ejetado pelo ventrículo esquerdo em um minuto; aumenta no exercício pelo produto do volume sistólico pela frequência cardíaca.
- Volume Sistólico
- Quantidade de sangue ejetada pelo ventrículo a cada sístole; eleva-se pelo mecanismo de Frank-Starling e pelo aumento da contratilidade miocárdica.
- Mecanismo de Frank-Starling
- Maior estiramento das fibras miocárdicas pelo aumento do retorno venoso resulta em contração ventricular mais vigorosa e maior volume sistólico.
- Diferença Arteriovenosa de Oxigênio (Dif a-vO2)
- Diferença de concentração de oxigênio entre sangue arterial e venoso misto; reflete a taxa de extração tecidual de O2 pelos músculos ativos.
- Equação de Fick
- VO2 = Débito Cardíaco × Dif a-vO2; define o consumo de oxigênio como a integração do transporte cardiovascular e da captação tecidual periférica.
- Sistema ATP-CP (Fosfagênio)
- Via energética anaeróbia alática que resintetiza ATP rapidamente a partir de fosfocreatina pela ação da enzima creatina quinase durante esforços máximos breves.
- Glicólise Anaeróbia
- Degradação da glicose sem O2 gerando 2 ATPs e lactato via redução do piruvato pela enzima lactato desidrogenase para regenerar NAD+ citosólico.
- Fosforilação Oxidativa
- Síntese mitocondrial de ATP impulsionada pelo gradiente de prótons na cadeia de transporte de elétrons, utilizando elétrons do ciclo de Krebs e oxigênio.
- Ciclo de Cori
- Processo hepático de gliconeogênese que converte lactato liberado pelos músculos ativos de volta em glicose para reutilização energética.
- Fibras Musculares Tipo I (Lentas)
- Fibras de contração lenta, ricas em mitocôndrias e mioglobina, altamente resistentes à fadiga devido ao predomínio do metabolismo oxidativo aeróbio.
- Fibras Musculares Tipo IIa (Rápidas Oxidativas)
- Fibras intermediárias de contração rápida com boa capacidade glicolítica e oxidativa, adaptáveis tanto a treinos de força quanto de resistência.
- Fibras Musculares Tipo IIx (Rápidas Glicolíticas)
- Fibras de contração ultra-rápida e alta potência, com grande estoque de glicogênio e baixa resistência à fadiga por dependerem da glicólise anaeróbia.
- Princípio do Tamanho de Henneman
- Recrutamento progressivo de unidades motoras das menores (Tipo I) para as maiores (Tipo IIx) conforme a exigência de força ou intensidade aumenta.
- Acoplamento Excitação-Contração
- Sequência na qual o potencial de ação muscular despolariza os túbulos T, liberando íons de cálcio do retículo sarcoplasmático para ativar a contração.
- Hipertrofia Muscular
- Aumento transversal da fibra muscular por acúmulo de miofibrilas e proteínas contráteis em resposta à sobrecarga mecânica e sinalização celular (mTOR).
- Células Satélite
- Células-tronco miogênicas ativadas por estresse mecânico que se fundem às fibras lesionadas, doando núcleos para apoiar a síntese proteica.
- Via de Sinalização mTOR
- Complexo proteico quinase que atua como regulador mestre da síntese proteica muscular em resposta à tensão mecânica e aminoácidos essenciais.
- Proteína Quinase Ativada por AMP (AMPK)
- Sensor energético celular ativado pelo aumento de AMP/ATP; estimula biogênese mitocondrial, oxidação lipídica e captação de glicose.
- Biogênese Mitocondrial
- Formação de novas mitocôndrias mediada pelo coativador PGC-1alfa, aumentando a capacidade oxidativa do músculo esquelético frente ao treino de endurance.
- Transportador GLUT4
- Proteína carreadora que transloca da vesícula para o sarcolema por contração muscular ou insulina, facilitando a difusão de glicose para o miócito.
- Hiperemia Ativa
- Aumento do fluxo sanguíneo para o músculo em contração decorrente da liberação local de vasodilatadores como adenosina, óxido nítrico e íons potássio.
- Reflexo Barorreceptor no Exercício
- Reajuste do ponto de ajuste barorreflexo pelo sistema nervoso central, permitindo que pressão arterial e frequência cardíaca subam simultaneamente.
- Bomba Muscular Esquelética
- Compressão rítmica das veias profundas pela contração muscular, auxiliada por válvulas venosas, que impulsiona o retorno venoso para o coração.
- Bomba Respiratória
- Oscilações de pressão intratorácica negativa durante a inspiração que facilitam o enchimento do átrio direito e aumentam o débito cardíaco.
- Deriva Cardiovascular (Cardiovascular Drift)
- Aumento progressivo da FC e redução do volume sistólico em exercício contínuo prolongado, impulsionado por desidratação e vasodilatação cutânea.
- Efeito Bohr
- Desvio para a direita da curva de saturação da hemoglobina causado por aumento de CO2, temperatura e acidez, facilitando a liberação de O2 nos tecidos.
- Equivalente Ventilatório para O2 (VE/VO2)
- Razão que expressa o volume de ar ventilado necessário para consumir um litro de oxigênio, indicando eficiência respiratória no esforço.
- Ponto de Compensação Respiratória (PCR)
- Momento em que a acidose metabólica severa estimula hiperventilação excessiva via quimiorreceptores carotídeos para eliminar CO2 e modular o pH.
- Quimiorreceptores Centrais e Periféricos
- Sensores que monitoram concentrações de íons H+, PCO2 e PO2 arterial, modulando o ritmo do centro respiratório bulbar durante o exercício.
- Relação de Troca Respiratória (RER)
- Razão VCO2/VO2 medida no ar expirado; valores próximos a 0,7 indicam oxidação lipídica e valores iguais ou superiores a 1,0 indicam uso de carboidratos.
- Lipólise no Exercício
- Hidrólise de triglicerídeos em glicerol e ácidos graxos livres estimulada por catecolaminas e pela enzima lipase hormônio-sensível durante o esforço.
- Ciclo da Glicose-Ácido Graxo (Ciclo de Randle)
- Mecanismo metabólico de inibição cruzada onde a oxidação de ácidos graxos inibe o complexo piruvato desidrogenase, poupando glicogênio muscular.
- Termorregulação e Sudorese
- Dissipação de calor corporal via evaporação do suor na pele, controlada pelo hipotálamo anterior mediante elevação da temperatura central.
- Vasodilatação Cutânea Reflexa
- Desvio do fluxo sanguíneo para a rede capilar da derme durante o exercício para maximizar a troca de calor com o meio ambiente.
- Hormônio Antidiurético (ADH ou Vasopressina)
- Secretado pela neuro-hipófise em resposta à alta osmolaridade plasmática gerada pelo suor, aumentando a reabsorção de água nos túbulos renais.
- Sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona
- Eixo hormonal ativado pela redução do fluxo renal no exercício que preserva sódio e água plasmática, mantendo a volemia e a pressão arterial.
- Adaptações Neurais ao Treinamento de Força
- Ganhos iniciais de força resultantes do aumento da taxa de disparo de potenciais, sincronização de unidades motoras e redução da coativação antagonista.
- Órgão Tendinoso de Golgi (OTG)
- Mecanorreceptor proprioceptivo sensível à tensão que deflagra inibição autogênica no motoneurônio para evitar lesões por sobrecarga muscular.
- Fuso Muscular e Reflexo Miotático
- Sensor intrafusal sensível ao estiramento rápido do músculo que envia sinais aferentes para provocar contração reflexa compensatória protetora.
- Fadiga Central
- Redução involuntária na capacidade de ativação neural voluntária dos motoneurônios pelo SNC, ligada a alterações em neurotransmissores cerebrais.
- Fadiga Periférica
- Queda da capacidade contrátil muscular por distúrbios na liberação de Ca2+, acúmulo de fosfato inorgânico (Pi) e depleção de substratos energéticos.
- Fosfato Inorgânico e Fadiga
- Acúmulo de Pi intracelular decorrente da quebra rápida de fosfocreatina, inibindo a liberação de cálcio e reduzindo a força das pontes cruzadas.
- Cinética do Consumo de Oxigênio (Déficit de O2)
- Atraso transitório na captação de oxigênio no início do exercício suprido temporariamente por vias anaeróbias até alcançar o estado estável.
- Estado Estável (Steady State)
- Condição em que a demanda de ATP do exercício submáximo constante é integralmente suprida pelo metabolismo oxidativo mitocondrial.
- Capilarização Muscular
- Angiogênese induzida pelo fator VEGF em resposta à hipóxia tecidual crônica, encurtando a distância de difusão de O2 para as fibras musculares.
- Bradicardia de Repouso do Atleta
- Diminuição da frequência cardíaca de repouso induzida por tônus vagal parassimpático elevado e aumento do volume sistólico ventricular.
- Hipertrofia Cardíaca Excêntrica
- Aumento do volume da cavidade ventricular esquerda com espessura proporcional da parede, induzido por sobrecarga crônica de volume no endurance.
- Hipertrofia Cardíaca Concêntrica
- Espessamento acentuado da parede miocárdica sem dilatação cavitária, decorrente de sobrecarga pressórica intermitente do treinamento de força.
- Potência Crítica (Critical Power)
- Limite assintótico da taxa de trabalho que pode ser sustentada aerobicamente sem redução progressiva das reservas energéticas anaeróbias.