FUVEST: Manejo e Resgate de Fauna
Estudo sobre captura, resgate e transporte seguro de fauna silvestre para vestibulares e concursos.
Cartões · 100
- Objetivo do manejo de fauna
- Garantir a integridade física do animal e da equipe, minimizando o estresse e evitando acidentes.
- EPI básico no manejo de fauna
- Luvas de raspa couro, óculos de proteção, perneiras antiderrapantes e botas de segurança.
- Contenção física de serpentes peçonhentas
- Uso de gancho herpetológico para fixar a cabeça e pinça herpetológica para contenção com suporte do corpo.
- Uso de passaguá (puçá)
- Captura rápida de aves e pequenos mamíferos em voo ou deslocamento terrestre para evitar impactos.
- Transporte de serpentes
- Sacos de tecido respirável com nós firmes, acondicionados em caixas rígidas ventiladas e isotérmicas.
- Captura de aves com redes de neblina (mist nets)
- Instalação em rotas de voo, monitoramento constante e desmisturamento imediato das malhas das asas aos pés.
- Contenção de mamíferos carnívoros médios
- Uso de cambão de captura ajustável no pescoço associado a toalhas ou mantas para cobrir os olhos.
- Redução do estresse no transporte
- Manutenção do ambiente escuro, silencioso, com boa ventilação e controle térmico adequado.
- Resgate de fauna em áreas de supressão vegetal
- Varredura prévia na vegetação, afugentamento direto e resgate ativo de espécimes desalojados.
- Contenção manual de pequenos roedores
- Segurar firmemente na base da cauda e fazer a preensão da pele da prega nucal com polegar e indicador.
- Uso de caixa de transporte (crate)
- Caixa plástica resistente, com furos de ventilação, trava de segurança e piso absorvente antideslizante.
- Protocolo para jacarés pequenos e médios
- Imobilização da boca com fita adesiva de alta fixação e contenção firme das patas posteriores e cauda.
- Contenção química
- Aplicação de fármacos anestésicos por dardos ou seringas para animais de grande porte ou agressivos.
- Transporte de anfíbios
- Caixas plásticas umedecidas com substrato úmido (folhiço ou papel toalha) e sem acúmulo de água.
- Gaiola armadilha Tomahawk e Shermann
- Dispositivos mecânicos com iscas para captura viva de mamíferos de pequeno e médio porte.
- Contenção física de quelônios terrestres (jabutis)
- Segurar a carapaça firme com as duas mãos nas laterais, distante dos membros e da boca.
- Manejo de aves rovianas/de rapina
- Uso de luvas de couro grossas, contenção das garras primeiro e colocação de capuz (chapeamento).
- Procedimento para animais feridos no resgate
- Atendimento emergencial de triagem, estabilização clínica básica e encaminhamento ao CRAS ou CETAS.
- Transporte de primatas de pequeno porte
- Caixas de madeira ou plástico rígido divididas individualmente, forradas com panos limpos ou maravalha.
- Cuidados com choque térmico no transporte
- Monitoramento constante da temperatura interna do veículo e controle por ar-condicionado ou aquecedores.
- Aferição de dados biométricos pós-captura
- Registro rápido de peso, comprimento total, sexo e biometria antes do acondicionamento prolongado.
- Método de afugentamento de fauna
- Estratégia visual e sonora para induzir o deslocamento espontâneo de animais para fragmentos florestais vivos.
- Uso de tubo de contenção transparente
- Utilizado para restrição de movimento e inspeção de serpentes venenosas com segurança.
- Captura de quirópteros (morcegos)
- Uso de luvas duplas de couro finas e firmes, manuseio cuidadoso pelas asas e corpo sem pressionar o tórax.
- Prevenção de hipertermia por estresse
- Minimização do tempo de contenção direta e molhamento suave do animal se indicado para a espécie.
- Resgate de fauna aquática (peixes)
- Uso de redes de arrasto ou puçás de malha macia, mantendo os peixes em recipientes oxigenados.
- Anestésicos comumente usados via dardo
- Associação de Cetamina com Xilazina para contenção rápida de mamíferos carnívoros ou ungulados.
- Gaiolas de transporte para mamíferos médios
- Estruturas metálicas de grade reforçada com portas tipo guilhotina e fundo cego forrado.
- Uso de redes de arremesso (throw nets)
- Captura rápida de animais terrestres de médio porte à distância razoável.
- Acomodação de lagartos de grande porte (como teiús)
- Contenção da cabeça e garras, restrição da cauda potente e acondicionamento em caixas ventiladas longas.
- Manejo de filhotes órfãos
- Aquecimento por bolsas térmicas, isolamento acústico e alimentação específica sem contato excessivo.
- Transporte de aves de pequeno porte
- Caixas de papelão perfuradas individualmente para impedir danos às penas e estresse por visão.
- Prevenção de miopatia de captura
- Redução do tempo de perseguição e contenção, hidratação e administração de relaxante quando necessário.
- O que é miopatia de captura?
- Síndrome metabólica grave decorrente do estresse e esforço físico extremo durante a captura do animal.
- Manuseio de tamanduás
- Atenção rigorosa às garras das patas dianteiras; contenção firme do tronco por trás mantendo distância.
- Uso de toalhas e cobertores na contenção
- Cobre a visão do animal, acalma o sistema nervoso e protege a equipe contra mordidas e unhadas.
- Contenção física de ungulados (ex. cervídeos)
- Proteção dos olhos, apoio lateral firme do corpo para evitar fraturas de membros e lesões vertebrais.
- EPI para manejo de morcegos
- Luvas de couro grossas, máscara N95/PFF2, óculos de proteção e vacinação antirrábica preventiva.
- Transporte de mamíferos aquáticos (ex. peixe-boi)
- Uso de macas estofadas umedecidas, controle térmico constante e hidratação da pele.
- Higienização de equipamentos de captura
- Desinfecção rigorosa de redes e gaiolas com amônia quaternária para evitar transmissão de patógenos.
- Documentação obrigatória para transporte de fauna
- Guia de Trânsito Animal (GTA), licença do órgão ambiental competente (IBAMA/Sisfauna) e laudo veterinário.
- Importância da quarentena pós-resgate
- Isolamento temporário para observação sanitária e prevenção de introdução de zoonoses ou doenças.
- Manejo de edentados (tatus)
- Segurar pela base da cauda ou por trás da carapaça, evitando mordidas e ferimentos por garras fossoriais.
- Uso de zarabatana para contenção
- Método silencioso de aplicação de dardos anestésicos a curtas distâncias com baixo impacto de trauma.
- Resgate de aves marinhas (ex. atobás e petréis)
- Segurar o bico firme para evitar bicadas e conter as asas junto ao corpo com uma mão.
- Uso do laço de contenção
- Utilizado ao redor do pescoço de cães do mato ou felinos para mantê-los afastados da equipe de manejo.
- Estratégia de transporte em horários frios
- Realizar o deslocamento no início da manhã ou final da tarde para evitar sobreaquecimento.
- Marcação de animais capturados
- Aplicação de microchips, anilhas ou brincos para identificação e monitoramento pós-soltura.
- Resgate de insetos e aracnídeos peçonhentos
- Uso de pinças longas, potes plásticos rígidos transparentes com tampa rosqueável perfurada.
- Contenção física de gambás (Didelphis spp.)
- Segurar pela base da cauda associado à preensão da nuca para evitar mordidas profundas.
- Procedimento de soltura imediata
- Libertação do animal em área de reserva próxima, segura e similar ao ecossistema original.
- Cuidados com a ventilação na caixa de transporte
- Orifícios posicionados de forma a não permitir a passagem de membros nem causar ferimentos.
- Contenção de psitacídeos (papagaios e araras)
- Uso de pano para envolver o corpo e contenção firme do pescoço logo abaixo da mandíbula.
- Resgate em altura (árvores ou estruturas)
- Equipamentos de rapel, redes de proteção no solo e contenção por puçás longos articulados.
- Densidade de animais no transporte
- Alocação preferencialmente individual por caixa para evitar brigas, canibalismo ou esmagamento.
- Sinais de estresse extremo em vertebrados
- Taquipneia, salivação excessiva, apatia profunda, vocalização intensa ou tremores musculares.
- Manejo de ungulados pequenos (ex. catetos)
- Contenção corporal firme contra o solo, mantendo pernas dobradas e protegendo o manipulador.
- Sacos de contenção flexíveis (blackout)
- Utilizados para acalmar pequenos mamíferos e répteis bloqueando estímulos visuais.
- Cuidados com serpentes no troco de pele (ecdise)
- Manejo extremamente delicado devido à fragilidade cutânea e diminuição da capacidade visual.
- Descontaminação de biólogos e veterinários
- Lavagem de mãos e calçados com desinfetante após o manuseio de cada indivíduo ou grupo.
- Manejo de preguiças (Folivora)
- Segurar o animal por trás pelo tronco, mantendo as garras longas afastadas do corpo do operador.
- Resgate de fauna em áreas alagadas
- Uso de embarcações leves, plataformas flutuantes e equipamentos impermeáveis de biossegurança.
- Identificação visual antes da captura
- Avaliação prévia da espécie, porte, estado de saúde e riscos comportamentais associados.
- Uso de mantas aquecidas ou térmicas
- Prevenção da hipotermia em animais anestesiados ou filhotes recém-resgatados.
- Protocolo para abelhas e vespas no resgate
- Uso de macacão de apicultor completo, fumaça pacificadora e aspiração adequada do enxame.
- Manejo de capivaras
- Captura com redes fortes ou cercamentos direcionados, devido à força física e mordida incisiva.
- Rede de arrasto para resgate aquático
- Implantação em cursos d'água represados para remoção e translocação de peixes presas.
- Cuidados no transporte de lagartos de cauda autotômica
- Evitar preensão ou contato direto na cauda para prevenir a quebra involuntária do membro.
- Contenção física de felinos selvagens médios
- Combinação de prensas laterais de gaiolas de contenção e uso complementar de toalhas finas.
- Uso de oxigênio suplementar
- Fornecimento de O2 em caixa de transporte para animais sob sofrimento respiratório severo.
- Manuseio de anfíbios bufonídeos (sapos)
- Uso de luvas sem talco e umedecidas, sem exercer pressão excessiva nas glândulas paratóides.
- Transporte de grandes mamíferos
- Carretas personalizadas, baús acolchoados e compartimentos escuros com controle de ventilação.
- Aplicação de gelo ou compressas frias
- Medida de urgência para resfriamento de animais em quadro de hipertermia aguda.
- Manejo de antas (Tapirus terrestris)
- Contenção preferencialmente química devido ao elevado peso corporal e força física do animal.
- Uso de focinheiras adaptadas
- Utilização temporária em canídeos selvagens para prevenir mordidas durante a avaliação clínica.
- Manuseio de animais peçonhentos aquáticos (arraias)
- Uso de redes reforçadas e proteção/cobertura imediata do ferrão caudal com tubos plásticos.
- Acondicionamento de aves aquáticas (garças/marrecos)
- Caixas de madeira com piso de borracha perfurado para escoamento e fácil higienização.
- Manejo de ouriço-caixeiro / coendou
- Uso de luvas espessas de raspa de couro macio e recipientes plásticos profundos sem aderência.
- Triagem no local de resgate
- Classificação rápida dos animais entre soltura imediata, reabilitação ou eutanásia compassiva.
- Proibição de gaiolas de arame para roedores
- Evita automutilação e lesões nos dentes incisivos pela tentativa de roer as grades.
- Proteção visual em caixas de transporte
- Cobertura de aberturas com tecidos respiráveis para evitar o estresse visual de passageiros.
- Manejo de tucanos e araçaris
- Contenção do bico longo sem obstrução das narinas e fixação delicada das asas ao corpo.
- Transporte de ovos e ninhos resgatados
- Acondicionamento em incubadoras portáteis com controle de temperatura e umidade relativa.
- Segurança no trabalho em equipe no resgate
- Comunicação clara entre os membros e presença obrigatória de pelo menos dois operadores.
- Uso de escudos de proteção de acrílico
- Barreira física para encostar animais agressivos em paredes e efetuar a contenção com segurança.
- Manejo de morcegos hematófagos
- Atenção redobrada na manipulação manual e acondicionamento em caixas rígidas e vedadas.
- Identificação de peçonha em serpentes
- Reconhecimento da fosseta loreal nos viperídeos e padrão das presas antes do manuseio.
- Uso do puçá de malha fina
- Recomendado para pequenos répteis e anfíbios para evitar danos e enroscamento de dedos.
- Prevenção de zoonoses no resgate
- Uso continuado de EPIs e vacinação em dia contra raiva, tétano e febre amarela.
- Monitoramento respiratório durante contenção
- Verificação contínua dos movimentos torácicos para evitar asfixia por compressão mecânica.
- Fixação de pernas em mamíferos de grande porte
- Uso de peias estofadas para evitar coices e proteger os membros contra fraturas.
- Manuseio de cágados e tartarugas de água doce
- Segurar a carapaça lateralmente e manter distância da cabeça ajustada para mordidas fortes.
- Importância da hidratação pós-captura
- Oferecer água limpa assim que o animal estiver calmo para repor fluidos perdidos.
- Armazenamento provisório de carcaças
- Congelamento ou refrigeração imediata para necrópsia e estudos epidemiológicos posteriores.
- Manejo de cervídeos em época de galhada
- Cuidados adicionais devido ao risco de perfuração e agressividade aumentada nos machos.
- Preenchimento de ficha de resgate
- Anotação precisa da data, hora, coordenadas geográficas, espécie, sexo e condições do animal.
- Uso de sedação leve para transporte prolongado
- Administração de ansiolíticos sob estrita supervisão do médico veterinário responsável.
- Contenção física de tamanduá-mirim
- Cuidado extremo com as patadas e fixação dos membros anteriores em posição neutra.
- Verificação do local de soltura
- Garantir a presença de recursos hídricos, alimento, abrigo e ausência de predadores/ameaças.
- Princípio do manejo ético da fauna
- Priorizar o bem-estar animal em todas as etapas, adotando técnicas minimamente invasivas.