Geografia: Atmosfera para Vestibular

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Estudo das camadas da atmosfera terrestre, composição do ar e fenômenos meteorológicos para vestibulares.

58 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio Geografia física Publicado
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Atmosfera terrestre
Camada de gases, vapor de água e partículas retida pela gravidade que protege a Terra e regula a temperatura global.
Gases mais abundantes da atmosfera
Nitrogênio (cerca de 78%), Oxigênio (aproximadamente 21%) e Argônio (cerca de 0,93%).
Troposfera
Camada mais baixa da atmosfera, onde ocorrem quase todos os fenômenos meteorológicos e concentra a maior parte do oxigênio.
Estratosfera
Camada acima da troposfera que abriga a camada de ozônio, responsável por absorver a maior parte da radiação ultravioleta.
Camada de Ozônio
Região da estratosfera rica em gás O3 que filtra os raios UV-B e UV-C nocivos à vida biológica.
Mesosfera
Camada intermediária onde as temperaturas caem drasticamente e onde a maioria dos meteoroides entra em combustão pelo atrito.
Termosfera (Ionofesra)
Camada com altíssimas temperaturas e alta concentração de íons que refletem ondas de rádio e geram auroras polares.
Exosfera
Camada mais externa e rarefeita da atmosfera, servindo de transição gradual para o espaço sideral exterior.
Tempo meteorológico
Estado passageiro e momentâneo da atmosfera em um determinado instante e local específico.
Clima
Padrão médio e sucessão habitual dos estados do tempo em uma região, analisado ao longo de pelo menos 30 anos.
Elementos climáticos
Grandezas atmosféricas mensuráveis no tempo e espaço: radiação solar, temperatura, umidade e pressão atmosférica.
Fatores climáticos
Condições geográficas que condicionam e alteram os elementos: latitude, altitude, maritimidade, continentalidade e relevo.
Latitude como fator climático
Quanto maior a latitude (mais longe do Equador), menor a incidência de radiação solar direta e menores as temperaturas médias.
Altitude como fator climático
Com o aumento da altitude, a densidade do ar e a retenção de calor diminuem, reduzindo a temperatura (gradiente térmico).
Continentalidade
Maior amplitude térmica diária e anual observada no interior dos continentes devido ao baixo calor específico da terra.
Maritimidade
Menor amplitude térmica em áreas litorâneas, pois a água tem alto calor específico e esfria/aquece lentamente.
Albedo
Fração da radiação solar que é refletida de volta ao espaço por uma superfície sem ser absorvida na forma de calor.
Efeito estufa natural
Processo de retenção de calor terrestre por gases da atmosfera, essencial para manter a vida e temperaturas estáveis.
Aquecimento global antropogênico
Intensificação do efeito estufa pela queima de combustíveis fósseis e desmatamento, liberando excesso de CO2 e CH4.
Pressão atmosférica
Força exercida pelo peso da coluna de ar sobre uma unidade de superfície terrestre.
Relação entre temperatura e pressão
O ar quente dilata-se, fica menos denso e sobe, gerando baixa pressão (ciclone); ar frio gera alta pressão (anticiclone).
Zonas de baixa pressão (Ciclônicas)
Áreas de convergência de ventos, ascensão do ar e grande formação de nuvens e instabilidade meteorológica.
Zonas de alta pressão (Anticiclônicas)
Áreas de divergência e subsidência do ar, caracterizadas por tempo seco, estabilidade e pouca formação de nuvens.
Ventos
Deslocamento de massas de ar do ponto de alta pressão para o de baixa pressão em resposta ao gradiente barométrico.
Força de Coriolis
Aceleração aparente decorrente da rotação da Terra que desvia os ventos para a direita no hemisfério norte e esquerda no sul.
Ventos alísios
Ventos constantes que sopram das altas pressões subtropicais em direção às baixas pressões equatoriais.
Ventos contra-alísios
Ventos de altitude que sopram do Equador de volta para os trópicos, fechando a Célula de Hadley.
ZCIT (Zona de Convergência Intertropical)
Faixa equatorial de encontro dos alísios de nordeste e sudeste, marcada por intensa nebulosidade e fortes chuvas.
Circulação Geral da Atmosfera (Três Células)
Modelo global formado pelas células de Hadley (tropical), Ferrel (médias latitudes) e Polar (altas latitudes).
Monções de verão (Ásia)
Ventos úmidos que sopram do Oceano Índico em direção ao continente aquecido, provocando chuvas torrenciais prolongadas.
Monções de inverno (Ásia)
Ventos secos que sopram do continente frio (alta pressão) em direção ao oceano (baixa pressão), causando estiagem.
Brisa marítima
Vento diurno que sopra do mar para a terra aquecida por causa do menor calor específico da crosta terrestre.
Brisa terrestre
Vento noturno que sopra da terra resfriada em direção ao mar que ainda conserva calor acumulado de dia.
Massa de ar
Grande porção da atmosfera com propriedades homogêneas de temperatura, umidade e pressão adquiridas em sua área de origem.
Massa Equatorial Continental (mEc)
Massa quente e muito úmida que se origina na Amazônia e espalha chuvas por quase todo o Brasil no verão.
Massa Tropical Atlântica (mTa)
Massa quente e úmida originada no Oceano Atlântico que provoca chuvas orográficas na Serra do Mar e litoral.
Massa Polar Atlântica (mPa)
Massa fria e úmida que penetra pelo sul no inverno, causando frentes frias, geadas e o fenômeno da friagem.
Massa Tropical Continental (mTc)
Massa quente e seca que se origina na depressão do Chaco e atua no Centro-Oeste e Sudeste gerando estiagens.
Rios Voadores
Fluxos aéreos maciços de vapor de água gerados pela evapotranspiração da Floresta Amazônica em direção ao Centro-Sul.
Friagem
Queda brusca de temperatura na Amazônia Ocidental provocada pela chegada desimpedida da massa Polar Atlântica canalizada pelos Andes.
Frente fria
Zona de transição gerada pelo avanço do ar frio sob o ar quente, forçando este a subir e condensar-se em chuvas.
Frente quente
Zona onde o ar quente avança e sobrepõe gradualmente o ar frio pré-existente, gerando nebulosidade estratiforme.
Chuva convectiva (de verão)
Chuva rápida e intensa gerada pelo aquecimento do solo e forte ascensão vertical de ar quente carregado de vapor.
Chuva orográfica (de relevo)
Precipitação que ocorre quando o ar úmido encontra uma barreira de relevo, sobe, resfria e condensa em chuvas.
Barlovento e Sotavento
Barlovento é a vertente do relevo exposta ao vento úmido (chuvosa); sotavento é o lado oposto, seco por efeito foehn.
Chuva frontal
Precipitação duradoura e distribuída resultante do contato e confronto entre massas de ar com temperaturas opostas.
Umidade absoluta
Massa total de vapor d'água existente por unidade de volume de ar, expressa geralmente em g/m³.
Umidade relativa
Percentual de saturação de vapor no ar em relação ao máximo suportado por ele naquela temperatura específica.
Ponto de orvalho
Temperatura na qual o vapor d'água do ar atinge a saturação (100% de umidade relativa) e condensa.
Inversão térmica
Fenômeno em que uma camada de ar quente retém o ar frio próximo ao solo, impedindo a dispersão de poluentes urbanos.
Ilha de calor
Elevação das temperaturas no centro das metrópoles provocada pelo asfalto, concreto, poucos vegetais e calor artificial.
Chuva ácida
Precipitação com pH inferior a 5,6 causada pela reação do vapor d'água com óxidos de enxofre (SOx) e nitrogênio (NOx).
El Niño
Aquecimento anômalo das águas do Oceano Pacífico Equatorial que altera a circulação de ventos e o clima global.
Efeitos do El Niño no Brasil
Causa secas severas no semiárido nordestino e no norte amazônico, e chuvas torrenciais concentradas na Região Sul.
La Niña
Resfriamento anômalo das águas do Pacífico Equatorial, intensificando os ventos alísios e invertendo efeitos do El Niño.
Efeitos da La Niña no Brasil
Gera estiagens prolongadas na Região Sul e aumento expressivo de chuvas nas regiões Norte e Nordeste.
ZCAS (Zona de Convergência do Atlântico Sul)
Faixa de nebulosidade que conecta a Amazônia ao Atlântico Sudeste, provocando chuvas contínuas no Sudeste no verão.
Correntes marítimas frias e desertificação
Correntes frias resfriam o ar marítimo, reduzem a evaporação e formam névoas sem chuva, criando desertos costeiros como o Atacama.

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