Getúlio Vargas e a Era Vargas

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Estude os principais marcos históricos, políticas e personagens da Era Vargas no Brasil. Ideal para estudantes e concurseiros.

56 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio História do Brasil Publicado
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Cartões · 56

Aliança Liberal
Coligação política formada em 1929 por Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraíba para lançar Vargas à presidência.
Revolução de 1930
Movimento armado que depôs o presidente Washington Luís e impediu a posse de Júlio Prestes, encerrando a República Velha.
Governo Provisório (1930-1934)
Primeira fase da Era Vargas, marcada pela centralização do poder, dissolução do Congresso e nomeação de interventores federais.
Interventores Estaduais
Oficiais e aliados nomeados por Vargas para substituir os governadores estaduais e enfraquecer as oligarquias regionais.
Revolução Constitucionalista de 1932
Levante armado de São Paulo contra Vargas, exigindo uma nova Constituição e o fim do governo discricionário.
MMDC
Sigla dos estudantes paulistas mortos em 1932 (Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo), que se tornou símbolo da revolta paulista.
Código Eleitoral de 1932
Decreto que instituiu o voto secreto, criou a Justiça Eleitoral e garantiu o sufrágio feminino no Brasil.
Constituição de 1934
Carta democrática de curta duração que incorporou direitos trabalhistas, voto feminino e a figura do deputado classista.
Ação Integralista Brasileira (AIB)
Movimento de inspiração fascista liderado por Plínio Salgado, com o lema Deus, Pátria e Família.
Aliança Nacional Libertadora (ANL)
Frente ampla antifascista liderada por Luís Carlos Prestes, com forte influência do Partido Comunista Brasileiro.
Intentona Comunista (1935)
Revolta militar fracassada liderada pela ANL e comunistas, usada por Vargas como pretexto para aumentar o autoritarismo.
Plano Cohen
Documento forjado em 1937 pelas Forças Armadas denunciando uma suposta ameaça comunista, usado para justificar o golpe do Estado Novo.
Golpe de 1937
Fechamento do Congresso Nacional por Vargas sob a justificativa do Plano Cohen, inaugurando a ditadura do Estado Novo.
Constituição de 1937 (Polaca)
Carta outorgada de caráter autoritário inspirada no modelo fascista polonês, concentrando plenos poderes no Executivo.
Estado Novo (1937-1945)
Período ditatorial caracterizado por censura, forte repressão política, propaganda estatal e intervencionismo econômico.
DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda)
Órgão do Estado Novo responsável pela censura à imprensa e pela exaltação da imagem de Vargas como protetor da nação.
DASP (Departamento Administrativo do Serviço Público)
Criado em 1938 para modernizar e profissionalizar a burocracia estatal por meio de concursos públicos.
Levante Integralista de 1938
Tentativa armada da AIB de invadir o Palácio Guanabara e derrubar Vargas após ele proibir todos os partidos políticos.
Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)
Decreto-lei de 1943 que unificou e regulamentou os direitos trabalhistas no Brasil urbano.
Salário Mínimo
Instituído em 1940 por Vargas para fixar a remuneração mínima legal capaz de cobrir necessidades básicas do trabalhador.
Carteira de Trabalho (CTPS)
Documento criado em 1932 que formalizou a relação de emprego e condicionou o acesso a direitos sociais e sindicais.
Paternalismo / Populismo Varguista
Prática política de concessão de benefícios aos trabalhadores urbanos em troca de lealdade política e controle social.
Pai dos Pobres, Mãe dos Ricos
Expressão popular crítica que resumia a relação de Vargas com a classe operária e a manutenção dos privilégios da elite.
Trabalhismo
Ideologia política formulada por Vargas focada na conciliação de classes, no nacionalismo e na valorização do trabalhador.
Sindicalismo Corporativista
Modelo sindical tutelado pelo Ministério do Trabalho, proibindo a pluralidade sindical e coibindo greves.
Pelego
Termo pejorativo para líderes sindicais subservientes ao governo Vargas que amorteciam os conflitos da classe trabalhadora.
Hora do Brasil
Programa oficial de rádio criado no Estado Novo para divulgar ações do governo e integrar a nação pelo rádio.
Companhia Siderúrgica Nacional (CSN)
Indústria de base estatal fundada em Volta Redonda com financiamento dos EUA obtido durante a Segunda Guerra Mundial.
Companhia Vale do Rio Doce (CVRD)
Empresa estatal criada em 1942 para explorar e exportar minério de ferro em larga escala.
Indústria de Base
Estratégia econômica focada em setores essenciais como aço, mineração e energia para possibilitar a industrialização nacional.
Política de Substituição de Importações
Modelo econômico que estimulou a produção interna de manufaturados devido às crises internacionais.
Política Externa Pragmática e Equidistante
Negociação simultânea com os EUA e com o Eixo no início da Segunda Guerra para obter vantagens industriais e militares.
Acordos de Washington (1942)
Tratados que formalizaram o apoio brasileiro aos Aliados em troca de financiamento norte-americano para a CSN.
Força Expedicionária Brasileira (FEB)
Divisão militar brasileira enviada para lutar contra o fascismo na Itália durante a Segunda Guerra Mundial.
Força Aérea Brasileira (FAB)
Ramo militar criado em 1941 durante a gestão de Vargas para patrulhar a costa brasileira e combater submarinos inimigos.
Contradição do Estado Novo em 1945
Incoerência política de lutar contra ditaduras no exterior enquanto se mantinha uma ditadura civil no Brasil.
Manifesto dos Mineiros (1943)
Carta aberta de juristas e políticos de Minas Gerais exigindo o fim do Estado Novo e o retorno da democracia.
Queremismo
Movimento popular em 1945 sob o lema Queremos Getúlio, defendendo que Vargas permanecesse até uma nova Constituinte.
Deposição de 1945
Golpe militar brando liderado pelo general Dutra que afastou Vargas do poder em outubro de 1945, restaurando as eleições.
Criação do PTB e do PSD
Partidos articulados por Vargas em 1945: o PTB para a base operária e o PSD para as oligarquias estaduais aliadas.
UDN (União Democrática Nacional)
Partido político conservador fundado em oposição frontal a Getúlio Vargas e às suas políticas nacionalistas.
Eleições de 1950
Retorno de Vargas à presidência pelo voto popular direto, sob o lema de que voltaria nos braços do povo.
Governo Democrático (1951-1954)
Segundo período presidencial de Vargas, marcado por crises inflacionárias, forte nacionalismo e intensa oposição política.
Campanha O Petróleo É Nosso
Mobilização popular e nacionalista dos anos 1950 que reivindicou o monopólio estatal sobre o petróleo brasileiro.
Criação da Petrobras (1953)
Instituição da empresa estatal brasileira de petróleo, assegurando o monopólio da União na exploração e refino.
Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf)
Empresa criada para expandir a geração de energia no Nordeste, impulsionando a eletrificação nacional.
João Goulart no Ministério do Trabalho
Nomeado por Vargas em 1953 para dialogar com sindicatos, propondo o aumento polêmico de 100% no salário mínimo.
Manifesto dos Coronéis (1954)
Documento de oficiais do Exército protestando contra o aumento de 100% do salário mínimo concedido por Vargas.
Carlos Lacerda
Jornalista da UDN e principal articulador da oposição midiática contra Vargas no jornal Tribuna da Imprensa.
Mar de Lama
Expressão usada pela oposição para caracterizar denúncias de corrupção dentro do Palácio do Catete em 1954.
Atentado da Rua Tonelero (1954)
Tentativa de assassinato de Carlos Lacerda que resultou na morte do major Rubens Vaz e envolveu a guarda pessoal de Vargas.
Gregório Fortunato
Chefe da guarda pessoal de Vargas, apontado pelas investigações militares como o mandante do atentado da Rua Tonelero.
República do Galeão
Inquérito Policial Militar instalado na base aérea do Galeão pela Aeronáutica para investigar o atentado da Rua Tonelero.
Suicídio de Vargas (24 de agosto de 1954)
Ato em que Vargas tirou a própria vida no Palácio do Catete para frear um iminente golpe militar e a deposição.
Carta-Testamento
Última mensagem política deixada por Vargas, culpando forças internacionais e oligárquicas, terminando com a célebre frase sobre entrar para a história.
Saio da vida para entrar na história
Frase final da Carta-Testamento de Getúlio Vargas que converteu a crise política em comoção nacional e adiou o golpe militar por dez anos.

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