Grandes Navegações no Vestibular

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Conceitos, tratados e eventos fundamentais das Grandes Navegações cobrados em exames vestibulares.

53 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio História moderna Publicado
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Cartões · 53

Pioneirismo português
Portugal foi o primeiro nas navegações devido à precoce centralização monárquica, paz interna, burguesia mercantil ativa e posição geográfica estratégica voltada ao Atlântico.
Revolução de Avis (1383-1385)
Conflito sucessório que levou D. João I ao trono de Portugal, consolidando a aliança entre a monarquia e a burguesia mercantil, base política da expansão marítima.
Tomada de Constantinopla (1453)
Conquista pelos turco-otomanos que bloqueou a rota terrestre do Mediterrâneo oriental, encarecendo especiarias e forçando europeus a buscarem rotas marítimas alternativas.
Conquista de Ceuta (1415)
Marco inicial da expansão marítima portuguesa no norte da África, motivado por interesses comerciais, militares e pelo ideal de Cruzada contra os muçulmanos.
Périplo Africano
Estratégia marítima portuguesa de contornar gradualmente o continente africano pelo sul ao longo do século XV para atingir os mercados de especiarias das Índias.
Cabo Bojador (1434)
Ponto mítico e temido na costa africana dobrado pelo navegador Gil Eanes, rompendo lendas medievais sobre monstros marinhos e mar tenebroso.
Cabo das Tormentas (1488)
Extremo sul da África ultrapassado por Bartolomeu Dias; rebatizado por D. João II como Cabo da Boa Esperança por indicar a abertura do caminho marítimo às Índias.
Viagem de Vasco da Gama (1498)
Primeira expedição europeia a alcançar Calicute, na Índia, contornando a África, quebrando o monopólio mercantil das cidades italianas no comércio oriental.
Expedição de Pedro Álvares Cabral (1500)
Armada portuguesa oficial enviada às Índias que aportou na costa do Brasil em 22 de abril de 1500, oficializando a posse lusitana sobre as terras sul-americanas.
Bula Inter Coetera (1493)
Documento papal emitido por Alexandre VI que traçava uma linha imaginária a 100 léguas a oeste de Cabo Verde, dividindo as terras descobertas entre Espanha e Portugal.
Tratado de Tordesilhas (1494)
Acordo diplomático entre Portugal e Espanha que deslocou a linha divisória papal para 370 léguas a oeste de Cabo Verde, garantindo posse portuguesa no Atlântico Sul.
Tratado de Toledo / Alcáçovas-Toledo (1479)
Tratado que encerrou a Guerra de Sucessão de Castela e garantiu a Portugal o monopólio sobre a navegação ao sul das Ilhas Canárias antes de 1492.
Tratado de Saragoça (1529)
Acordo entre Portugal e Espanha que estabeleceu o meridiano divisor no Oceano Pacífico, resolvendo a disputa pelas cobiçadas Ilhas Molucas (Ilhas das Especiarias).
Unificação Espanhola (1469-1492)
Casamento dos Reis Católicos (Fernando e Isabel) e expulsão dos mouros de Granada em 1492, criando condições financeiras e políticas para a Espanha financiar Colombo.
Cristóvão Colombo
Navegador genovês que, a serviço da Coroa de Castela, propôs alcançar as Índias navegando em direção ao ocidente e atingiu o continente americano em 12 de outubro de 1492.
Américo Vespúcio
Navegador florentino que identificou que as terras atingidas por Colombo constituíam um novo continente até então desconhecido pelos europeus, nomeando a América.
Fernão de Magalhães e Juan Sebastián Elcano (1519-1522)
Primeira viagem de circunavegação do globo a serviço da Espanha, que comprovou empiricamente a esfericidade da Terra e a interligação de todos os oceanos.
Comércio de Especiarias
Mercadorias orientais muito valorizadas na Europa (noz-moscada, pimenta, cravo, canela) utilizadas para temperar, conservar alimentos e produzir medicamentos.
Feitorias
Postos costeiros fortificados instalados para armazenar mercadorias, abastecer embarcações e estabelecer relações comerciais sem colonização imediata do interior.
Monopólio Comercial (Pacto Colonial)
Doutrina do mercantilismo segundo a qual a colônia devia comercializar exclusivamente com a metrópole, garantindo enriquecimento do tesouro real.
Escola de Sagres
Conceito historiográfico tradicional referente a um centro de estudos náuticos associado ao Infante D. Henrique; hoje visto mais como rede de cooperação técnica.
Caravela
Embarcação rápida, de calado raso e com velas triangulares (latinas), essencial nas Grandes Navegações por permitir a manobra de bolinar contra a direção dos ventos.
Bolear ou Bolinar
Técnica de navegação em zigue-zague com velas latinas que tornava possível navegar contra ventos desfavoráveis, crucial para contornar a costa atlântica africana.
Astrolábio
Instrumento de orientação baseado na medição da altura dos astros acima do horizonte, adaptado para calcular a latitude durante a navegação em mar aberto.
Bússola náutica
Instrumento de origem chinesa aprimorado pelos europeus que indicava o norte magnético, viabilizando o rumo em mar alto mesmo sob céu nublado.
Portulanos
Mapas medievais de navegação que mostravam rotas, portos, acidentes costeiros e linhas de rumo para orientar os pilotos europeus no mar Mediterrâneo e Atlântico.
Casa da Índia
Órgão régio criado em Lisboa responsável por administrar o monopólio comercial sobre especiarias orientais, fiscalizar navios e arrecadar taxas aduaneiras.
Casa de Contratação
Instituição criada pela monarquia espanhola em Sevilha (1503) para regulamentar e monopolizar o comércio e a navegação entre a metrópole e a América.
Sistema de Porto Único
Regra espanhola que centralizava as chegadas e partidas de frotas em portos específicos (Sevilha/Cádis e portos caribenhos) para facilitar a cobrança do Quinto.
Quinto Real
Imposto monárquico equivalente a vinte por cento cobrado sobre todo metal precioso, riqueza mineral ou especiaria extraída nos territórios coloniais.
Padroado Régio
Acordo entre o Papado e as Coroas ibéricas que delegava aos monarcas a administração da Igreja nas terras ultramarinas, incluindo a nomeação de bispos.
Interesses da Igreja Católica
Difundir a fé católica, converter populações nativas e compensar a perda de fiéis provocada pela expansão da Reforma Protestante na Europa.
Mercantilismo
Conjunto de práticas econômicas adotadas pelos Estados absolutistas, baseado em metalismo, balança comercial favorável e intervenção estatal na economia.
Metalismo (Bulionismo)
Princípio mercantilista que avaliava o poder e a riqueza de uma nação pela quantidade de metais preciosos (ouro e prata) acumulados dentro de suas fronteiras.
Revolução dos Preços
Intenso processo inflacionário ocorrido na Europa durante o século XVI, desencadeado pela maciça entrada de ouro e prata explorados nas Américas.
Navegações Inglesas Tardias
Atrasadas pela Guerra dos Cem Anos e Guerra das Rosas, voltaram-se inicialmente à pirataria, contrabando e busca da passagem noroeste para a Ásia.
Navegações Francesas Tardias
Retardadas por guerras civis e religiosas; contestaram o Tratado de Tordesilhas e invadiram litorais americanos, criando feitorias e corsários.
França Antártica e Equinocial
Tentativas de colonização francesa no Rio de Janeiro (1555-1567) e no Maranhão (1612-1615), derrotadas militarmente por tropas luso-brasileiras.
Corsários
Capitães particulares autorizados por uma Coroa mediante Carta de Corso a atacar e saquear navios mercantes de nações rivais em alto-mar.
Carta de Corso
Licença oficial concedida por um monarca europeu a navegadores civis para realizarem ações bélicas e confiscarem cargas mercantis inimigas legitimamente.
Monopólio Veneziano-Genovês
Domínio das rotas do Mediterrâneo pelas cidades italianas associadas aos árabes, que cobravam preços abusivos e forçaram a busca da rota oceânica atlântica.
Mito do Preste João
Lenda medieval sobre um poderoso rei cristão no além-mar, que motivou os portugueses a buscarem alianças na África Oriental contra os muçulmanos.
Carta de Pero Vaz de Caminha
Primeiro documento oficial sobre o Brasil, relatando à corte portuguesa as impressões da terra, seus habitantes nativos e a aparente ausência de metais.
Ciclo do Pau-Brasil
Período pré-colonial (1500-1530) focado na exploração de madeira tintureira por feitorias e escambo de trabalho com indígenas, sem ocupação sistemática.
Escambo
Sistema de troca direta praticado no início da colonização, no qual os indígenas cortavam madeira em troca de facas, machados, espelhos e panos europeus.
Expedições Guarda-Costas (1516-1526)
Viagens militares comandadas por Cristóvão Jacques para combater o contrabando francês de pau-brasil e proteger a posse do litoral brasileiro.
Expedição de Martim Afonso de Sousa (1530)
Primeira expedição oficial colonizadora enviada pela Coroa portuguesa ao Brasil, responsável por fundar a primeira vila, São Vicente, em 1532.
Passagem do Noroeste
Rota marítima tentada por ingleses e franceses através do norte do Canadá para alcançar a Ásia, frustrada pela espessa calota de gelo ártica.
Eurocentrismo
Visão de mundo que coloca a Europa como referência central cultural e moral, classificando povos originários da América e África como inferiores ou selvagens.
Intercâmbio Colombiano
Intensa transferência biológica e agrícola pós-1492: produtos americanos (milho, batata) para a Europa e germes, gado e cana da Europa para a América.
Genocídio e Epidemias Indígenas
Morte de dezenas de milhões de nativos americanos provocada pelo choque biológico (varíola, gripe, sarampo) e pela violência do trabalho forçado colonial.
Tráfico Transatlântico de Escravizados
Comércio intercontinental lucrativo que desestruturou sociedades africanas para abastecer a lavoura e mineração americanas com mão de obra cativa.
Transição do Feudalismo ao Capitalismo
Processo estrutural em que a abertura dos mercados globais acelerou o desenvolvimento da circulação monetária, do comércio burguês e da manufatura.

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