Grécia Antiga

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Conceitos, períodos e eventos fundamentais da Grécia Antiga para estudantes de história.

52 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio História antiga Publicado
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Cartões · 52

Civilização Minoica
c. 2700-1450 a.C., ilha de Creta. Sociedade da Idade do Bronze conhecida pelo palácio de Cnossos e pela escrita Linear A, influenciando o Egeu inicial.
Civilização Micênica
c. 1600-1100 a.C., Grécia continental (Peloponeso). Sociedade guerreira que usava o Linear B, retratada como base histórica para a Guerra de Troia.
Idade das Trevas Grega
c. 1100-750 a.C., bacia do Mar Egeu. Fase pós-colapso micênico marcada por declínio populacional, perda da escrita e transição para o uso do ferro.
Período Arcaico
c. 750-500 a.C., mundo grego e colônias. Época de surgimento da pólis, criação do alfabeto grego, redação de Homero e expansão colonial pelo Mediterrâneo.
Período Clássico
c. 500-323 a.C., Grécia continental e Ásia Menor. Auge cultural, político e militar dominado pelo conflito com a Pérsia e rivalidades entre Atenas e Esparta.
Período Helenístico
323-31 a.C., Mediterrâneo Oriental e Oriente Médio. Período iniciado após a morte de Alexandre, marcado pela fusão das culturas grega e oriental até o domínio de Roma.
Pólis
Período Arcaico e Clássico, toda a Grécia. A cidade-estado grega autônoma, formada por centro urbano (ásty) e área rural circundante (chóra).
Acrópole
Desde o século VIII a.C., cidades gregas. Ponto mais alto e fortificado da pólis, abrigando templos religiosos e servindo de refúgio militar.
Ágora
Desde o século VIII a.C., cidades gregas. Praça central pública das póleis destinada ao comércio, discussões cívicas e deliberações políticas.
Primeiros Jogos Olímpicos
776 a.C., Olímpia (Peloponeso). Festival religioso e atlético pan-helênico em honra a Zeus, marcando o início do calendário grego tradicional.
Colonização Grega (Segunda Diáspora)
c. 750-550 a.C., Mediterrâneo e Mar Negro. Fundação de colônias (apoikiai) motivada por falta de terras férteis e crescimento populacional.
Magna Grécia
Século VIII a.C. em diante, sul da Itália e Sicília. Região densamente colonizada por gregos, tornando-se centro de prosperidade comercial e cultural.
Reformas de Drácon
c. 621 a.C., Atenas. Primeira codificação escrita das leis atenienses, célebre pela severidade nas punições para conter a vingança familiar.
Reformas de Sólon
594 a.C., Atenas. Abolição da escravidão por dívidas e reorganização censitária da sociedade, mitigando as revoltas sociais atenienses.
Tirania de Pisístrato
c. 561-527 a.C., Atenas. Domínio tirânico que promoveu distribuição de terras a camponeses, grandes obras públicas e o florescimento cultural.
Reformas de Clístenes
508-507 a.C., Atenas. Reorganização das tribos cívicas e introdução da isonomia, ato considerado o marco fundador da democracia ateniense.
Ostracismo
Século V a.C., Atenas. Instrumento democrático pelo qual a Assembleia exilava por dez anos indivíduos vistos como ameaça de tirania.
Eclésia
Séculos V-IV a.C., Atenas (Colina da Pnyx). Assembleia soberana aberta a todos os cidadãos homens livres para votação de leis e decisões de guerra.
Bulé
Séculos VI-IV a.C., Atenas. Conselho formado por 500 cidadãos sorteados anualmente, encarregado de preparar a pauta legislativa para a Eclésia.
Agogê
Séculos VII-IV a.C., Esparta. Rigoroso sistema estatal de educação e treinamento militar obrigatório para jovens homens cidadãos esparciatas.
Hilotas
Séculos VIII-IV a.C., Lacônia e Messênia. População servil subjugada pertencente ao Estado espartano, responsável pela agricultura.
Gerúsia
Períodos Arcaico e Clássico, Esparta. Conselho de 28 anciãos aristocratas com mais de 60 anos mais os dois reis, detentor de poder judiciário e legislativo.
Éforos
Período Clássico, Esparta. Colégio de cinco magistrados anuais eleitos para fiscalizar os reis, administrar a justiça interna e policiar os hilotas.
Revolta Jônica
499-493 a.C., Ásia Menor (Jônia). Levante das cidades gregas contra o Império Aquemênida com apoio ateniense, deflagrando as Guerras Médicas.
Primeira Guerra Médica
492-490 a.C., Mar Egeu e Ática. Invasão persa liderada pelo rei Dario I punindo cidades gregas, culminando no desembarque em Maratona.
Batalha de Maratona
490 a.C., planície de Maratona (Ática). Vitória decisiva dos hoplitas atenienses e plateenses contra as forças expedicionárias persas.
Segunda Guerra Médica
480-479 a.C., Grécia continental. Nova campanha persa em larga escala liderada por Xerxes I contra uma coalizão de cidades gregas aliadas.
Batalha das Termópilas
480 a.C., desfiladeiro das Termópilas. Heroica resistência grega liderada pelo rei espartano Leônidas para atrasar a marcha terrestre persa.
Batalha de Salamina
480 a.C., estreito de Salamina. Vitória naval ateniense comandada por Temístocles que destruiu grande parte da frota imperial de Xerxes.
Batalha de Plateia
479 a.C., Beócia. Batalha terrestre decisiva na qual forças hoplitas gregas aliadas destruíram o restante do exército persa no continente.
Liga de Delos
Fundada em 478 a.C., sediada na ilha de Delos. Confederação marítima antimédica que gradualmente se converteu no império marítimo ateniense.
Século de Péricles
c. 461-429 a.C., Atenas. Apogeu da democracia radical ateniense, reconstrução dos templos da Acrópole e patrocínio às artes e à filosofia.
Construção do Partenon
447-432 a.C., Acrópole de Atenas. Templo monumental dórico dedicado a Atena Partenos, erguido por Ictinos e Calícrates sob supervisão de Fídias.
Peste de Atenas
430 a.C., Atenas sitiada. Epidemia devastadora que dizimou um terço da população ateniense durante a Guerra do Peloponeso, matando Péricles.
Guerra do Peloponeso
431-404 a.C., toda a Grécia e Sicília. Conflito hegemônico entre a Liga de Delos (Atenas) e a Liga do Peloponeso (Esparta), arrasando as póleis.
Expedição à Sicília
415-413 a.C., Siracusa (Sicília). Campanha militar desastrosa enviada por Atenas que resultou na destruição quase total de sua frota e exército.
Batalha de Egosfótamos
405 a.C., Helesponto. Vitória naval espartana decisiva liderada por Lisandro que cortou o abastecimento ateniense e selou a rendição de Atenas.
Governo dos Trinta Tiranos
404-403 a.C., Atenas. Oligarquia violenta imposta pelos espartanos após a queda de Atenas, derrubada logo depois pela restauração democrática.
Julgamento de Sócrates
399 a.C., Atenas. Condenação e execução por cicuta do filósofo Sócrates sob acusações de corromper a juventude e não honrar os deuses da pólis.
Batalha de Leuctra
371 a.C., Beócia. Vitória tebana liderada por Epaminondas sobre Esparta com a falange oblíqua, rompendo o mito da invencibilidade militar espartana.
Hegemonia Tebana
371-362 a.C., Grécia central e Peloponeso. Breve liderança política de Tebas que libertou os hilotas da Messênia e enfraqueceu permanentemente Esparta.
Batalha de Queroneia
338 a.C., Beócia. Vitória esmagadora de Filipe II da Macedônia sobre a coalizão de Atenas e Tebas, encerrando a independência das cidades-estado.
Liga de Corinto
337 a.C., Corinto. Federação pan-helênica organizada pela Macedônia para unir os gregos e organizar a invasão vingativa contra o Império Persa.
Campanha de Alexandre, o Grande
334-323 a.C., da Macedônia ao Vale do Indo. Conquista fulminante do Império Persa que espalhou o helenismo por vastas regiões do Oriente.
Batalha de Gaugamela
331 a.C., planície de Nínive (atual Iraque). Vitória definitiva de Alexandre da Macedônia sobre Dario III, levando ao colapso do Império Aquemênida.
Fundação da Biblioteca de Alexandria
c. 290 a.C., Alexandria (Egito ptolemaico). Maior centro de preservação do saber antigo no Período Helenístico, reunindo centenas de milhares de papiros.
Batalha de Cinoscéfalos
197 a.C., Tessália. Vitória do general romano Flaminino sobre Filipe V da Macedônia, comprovando a superioridade da legião romana sobre a falange.
Batalha de Corinto
146 a.C., Peloponeso. Destruição total de Corinto pelas legiões romanas de Lúcio Múmio, marcando o domínio direto de Roma sobre a Grécia.
Falange Hoplítica
Séculos VII-IV a.C., infantaria grega. Formação tática cerrada de lanceiros protegidos por escudos redondos de bronze (áspis), base da guerra cívica.
Trirreme
Séculos VI-IV a.C., Mar Egeu e Mediterrâneo. Navio de guerra a remo rápido e manobrável com aríete frontal, pilar da hegemonia talassocrática ateniense.
Oráculo de Delfos
Séculos VIII a.C. ao IV d.C., encosta do Monte Parnaso. Santuário de Apolo onde a sacerdotisa Pítia profetizava respostas políticas e religiosas pan-helênicas.
Dionísias Urbanas
Séculos VI-IV a.C., Atenas. Grande festival anual em honra ao deus Dioniso durante o qual se originaram e competiram o teatro e a tragédia grega.

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