Hidrografia e Biomas

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Estudo dos conceitos de hidrografia e dos principais biomas brasileiros e mundiais, destinado a estudantes.

50 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio Geografia física Publicado
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Bacia Hidrográfica
Área de drenagem delimitada por divisores de água, onde a precipitação converge para um curso principal e seus afluentes até a foz.
Divisor de Águas (Interflúvio)
Linha de cumeada do relevo que separa bacias hidrográficas vizinhas, direcionando o escoamento superficial para diferentes vertentes.
Nascente
Ponto exato onde a água subterrânea aflora à superfície, dando início ao curso contínuo de um rio ou córrego.
Foz em Estuário
Desembocadura fluvial de canal único e aberto diretamente ao mar ou lago, sem barreiras significativas de sedimentos.
Foz em Delta
Desembocadura fluvial ramificada em vários canais devido à intensa deposição de sedimentos trazidos pela correnteza.
Meandro
Curva sinuosa formada pelo leito de um rio em planícies aluviais, resultante da alternância entre erosão e sedimentação.
Regime Fluvial Pluvial
Padrão de variação da vazão do rio determinado essencialmente pela distribuição e intensidade das chuvas ao longo do ano.
Regime Fluvial Nival
Variação de volume d'água de um rio alimentada diretamente pelo degelo sazonal de geleiras ou neves em áreas montanhosas.
Drenagem Exorreica
Rede hidrográfica cujas águas escoam continuamente até desaguarem em mares abertos ou nos oceanos.
Drenagem Endorreica
Rede fluvial fechada que deságua no interior do continente, alimentando lagos continentais ou mares fechados sem saída oceânica.
Drenagem Arreica
Padrão de drenagem em regiões áridas onde os rios secam por intensa evaporação ou infiltram-se no solo arenoso antes de desaguarem.
Rio Perene
Curso de água que mantém seu fluxo contínuo durante todo o ano, sem secar mesmo nos períodos de estiagem severa.
Rio Intermitente (Temporário)
Curso d'água que seca totalmente em períodos de estiagem, fluindo apenas durante e logo após as estações chuvosas.
Talvegue
Linha sinuosa que conecta os pontos mais profundos do leito de um vale ou canal fluvial, onde a correnteza é mais forte.
Lençol Freático
Primeira camada subterrânea de rocha ou solo saturada de água, localizada acima do nível do lençol artesiano e sem pressão.
Aquífero Guarani
Reserva subterrânea transfronteiriça de água doce da América do Sul, acumulada em rochas sedimentares da Bacia do Paraná.
Aquífero Alter do Chão (SAGA)
Sistema aquífero sedimentar sob a bacia amazônica, considerado o maior reservatório subterrâneo em volume de água doce do planeta.
Bacia Amazônica
Maior bacia hidrográfica do mundo em volume e extensão, drenada pelo Rio Amazonas e caracterizada por clima equatorial e relevo suave.
Bacia do Tocantins-Araguaia
Maior bacia hidrográfica inteiramente em território brasileiro, de grande potencial hidrelétrico e marcada pela Ilha do Bananal.
Bacia do Rio São Francisco
Apelidado de rio da integração nacional, nasce em MG e atravessa o semiárido nordestino sem secar, com grande papel na irrigação.
Bacia do Rio da Prata
Segunda maior bacia da América do Sul, formada pelos rios Paraná, Paraguai e Uruguai, vital para energia e transporte regional.
Rios Voadores
Grandes fluxos aéreos de vapor d'água gerados pela evapotranspiração amazônica que transportam umidade para o Centro-Sul do Brasil.
Bioma Amazônia
Maior floresta tropical úmida do mundo, com altíssima biodiversidade, chuvas abundantes e solos predominantemente lixiviados.
Mata de Igapó
Vegetação amazônica permanentemente alagada ao longo dos rios de águas negras ou claras, rica em epífitas e vitória-régia.
Mata de Várzea
Estrato florestal amazônico periodicamente inundado pelas cheias dos rios de águas brancas, ricas em sedimentos nutritivos.
Mata de Terra Firme
Formação florestal da Amazônia situada em platôs mais altos, nunca atingida pelas enchentes dos rios e rica em árvores gigantes.
Bioma Cerrado
Savana brasileira caracterizada por árvores tortuosas de casca grossa, raízes profundas, clima tropical com estação seca e solos ácidos.
Bioma Caatinga
Único bioma exclusivamente brasileiro, com clima semiárido, plantas xerófitas espinhosas, perdas de folhas na seca e solos pedregosos.
Bioma Mata Atlântica
Floresta tropical e subtropical úmida de encosta ao longo do litoral brasileiro, marcada por endemismo extremo e forte desmatamento.
Mata de Araucárias
Subtipo florestal da Mata Atlântica no Planalto Meridional, dominado pelo pinheiro-do-paraná sob clima subtropical úmido com geadas.
Bioma Pantanal
Maior planície inundável contínua do globo, caracterizada por pulsos sazonais de cheia e grande concentração de fauna silvestre.
Bioma Pampa (Campos Sulinos)
Vegetação herbácea dominada por gramíneas, relevo de coxilhas e clima subtropical, amplamente utilizada para pecuária extensiva.
Manguezal
Ecossistema costeiro de transição entre terra e mar, solo lamoso e salobro, com plantas halófitas e raízes aéreas de respiração.
Restinga
Vegetação litorânea fixadora de dunas e restingas arenosas sob influência direta do vento, maresia e solo pobre em nutrientes.
Tundra
Bioma polar ártico dominado por musgos e liquens, verões muito curtos e solo congelado no subsolo chamado permafrost.
Permafrost
Camada de solo e rocha do subsolo que permanece permanentemente congelada por dois ou mais anos consecutivos em altas latitudes.
Taiga (Floresta Boreal)
Vasta floresta de coníferas em regiões subárticas do Hemisfério Norte, com invernos longos e folhas aciculifoliadas adaptadas à neve.
Floresta Temperada Caducifólia
Bioma com quatro estações bem definidas cujas árvores de folhas largas perdem a folhagem durante o outono para suportar o inverno.
Savana Africana
Vegetação de gramíneas e árvores esparsas em clima tropical com alternância de seca e chuva, com grande fauna de mamíferos herbívoros.
Estepe
Formação campestre semiárida temperada dominada por gramíneas rasteiras sem árvores, típica de interiores continentais eurasiáticos.
Pradaria
Campo temperado úmido dominado por gramíneas altas e solo fértil rico em húmus (chernossolo), típico da América do Norte.
Vegetação Mediterrânea (Maquis e Garrigue)
Arbustos esclerófilos com folhas duras adaptados a invernos chuvosos e suaves com verões marcadamente quentes e secos.
Deserto Árido Quente
Bioma de pluviosidade quase nula, grande amplitude térmica diária e vegetação rara adaptada à escassez extrema de umidade.
Deserto Polar
Regiões glaciais da Antártida e Groenlândia cobertas por gelo permanente, com ar extremamente seco e ausência de flora vascular.
Floresta Pluvial Tropical
Bioma equatorial caracterizado por dossel fechado, chuva constante, solo quente e estratificação vertical diversificada de vegetação.
Plantas Epífitas
Vegetais como bromélias e orquídeas que vivem sobre outras plantas sem parasitá-las, aproveitando a luz no alto do dossel.
Plantas Xerófitas
Espécies vegetais adaptadas à escassez severa de água por meio de folhas reduzidas em espinhos, caules suculentos e cutículas cerosas.
Eutrofização
Proliferação excessiva de algas por excesso de nutrientes em corpos d'água, reduzindo oxigênio dissolvido e matando peixes.
Lixiviação
Processo de lavagem dos nutrientes solúveis das camadas superficiais do solo pelas chuvas intensas, empobrecendo a terra.
Hotspot de Biodiversidade
Região biogeográfica de extrema riqueza e endemismo de espécies que já perdeu pelo menos 70% de sua cobertura vegetal nativa.

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