História - 8º Ano

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Estudo de conceitos e eventos históricos do oitavo ano, abrangendo o Iluminismo, a Revolução Industrial e a história moderna do Brasil.

50 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio História moderna Publicado
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Cartões · 50

Iluminismo
Movimento intelectual do século XVIII que defendia a razão, a liberdade e a ciência contra o absolutismo e os privilégios da nobreza e da Igreja.
Divisão dos Poderes (Montesquieu)
Proposta de separar o governo em Executivo, Legislativo e Judiciário para evitar a tirania e equilibrar a autoridade política.
Contrato Social (Rousseau)
Conceito de que o poder legítimo emana da soberania do povo, devendo o governante atender à vontade geral da sociedade.
Liberalismo Econômico
Doutrina defendida por Adam Smith baseada no livre mercado, livre concorrência e mínima intervenção do Estado na economia.
Despotismo Esclarecido
Tentativa de monarcas absolutistas de aplicar reformas iluministas para modernizar seus reinos sem abrir mão do controle político total.
Primeira Revolução Industrial
Iniciada na Inglaterra no século XVIII, caracterizou-se pelo uso do carvão, da máquina a vapor e do tear mecânico na produção fabril.
Cercamento dos Campos (Enclosures)
Privatização de terras comunais na Inglaterra que expulsou camponeses para as cidades, criando a mão de obra proletária fabril.
Ludismo
Movimento de trabalhadores ingleses que quebravam máquinas industriais, vistas como responsáveis pelo desemprego e baixos salários.
Cartismo
Movimento operário inglês do século XIX que reivindicava direitos políticos por meio da Carta do Povo, incluindo o voto universal.
Independência dos Estados Unidos (1776)
Ruptura das Treze Colônias com a Grã-Bretanha, motivada por taxações coloniais e inspirada nas ideias iluministas de liberdade.
Festa do Chá de Boston (1773)
Protesto de colonos norte-americanos contra a Lei do Chá inglesa, jogando carregamentos ao mar e acelerando a marcha da independência.
Constituição dos Estados Unidos (1787)
Primeira constituição moderna a estabelecer uma república federativa presidencialista baseada na divisão de três poderes independentes.
Três Estados da França Antigo Regime
Divisão social francesa: Primeiro Estado (clero), Segundo Estado (nobreza) e Terceiro Estado (burguesia, camponeses e trabalhadores urbanos).
Queda da Bastilha (1789)
Tomada da prisão-símbolo do absolutismo em Paris pelo povo, marcando o início prático da Revolução Francesa.
Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão
Documento revolucionário francês de 1789 que consagrou a igualdade jurídica, a propriedade privada e as liberdades individuais.
Girondinos
Facção moderada da Revolução Francesa ligada à alta burguesia, defensora do fim do absolutismo mas receosa do radicalismo popular.
Jacobinos
Grupo radical da Revolução Francesa liderado por Robespierre, apoiado pelos sans-culottes e defensor de reformas profundas.
Fase do Terror (1793-1794)
Período jacobino marcado por execuções em massa na guilhotina para eliminar supostos inimigos da Revolução Francesa.
Era Napoleônica (1799-1815)
Governo de Napoleão Bonaparte que consolidou conquistas burguesas na França e expandiu ideais revolucionários pela Europa.
Bloqueio Continental (1806)
Decreto napoleônico proibindo países europeus de comercializar com a Grã-Bretanha, visando enfraquecer a economia britânica.
Congresso de Viena (1814-1815)
Reunião de potências europeias para restaurar monarquias absolutistas e redesenhar o mapa europeu pós-derrota de Napoleão.
Revolução Haitiana (1791-1804)
Única insurreição vitoriosa de pessoas escravizadas na América, que aboliu a escravidão e fundou a primeira república negra das Américas.
Toussaint Louverture
Principal líder da Revolução Haitiana, que organizou militarmente os escravizados contra as tropas francesas, espanholas e britânicas.
Criollos e Chapetones
Classes na América Espanhola: chapetones eram nascidos na Espanha com cargos altos; criollos eram descendentes de espanhóis nascidos na América.
Simón Bolívar
Líder criollo que libertou Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia, idealizando uma grande confederação hispano-americana unida.
José de San Martín
Militar criollo libertador do sul da América do Sul, articulador das campanhas que garantiram as independências de Argentina, Chile e Peru.
Caudilhismo
Fenômeno político na América Latina pós-independência caracterizado pelo poder autocrático de chefes locais amparados na força militar e latifúndio.
Inconfidência Mineira (1789)
Conspiração da elite de Minas Gerais contra os altos impostos da Coroa portuguesa e a ameaça da derrama, buscando uma república.
Tiradentes
Joaquim José da Silva Xavier, único conspirador executado e esquartejado pela Coroa no desfecho da Inconfidência Mineira.
Conjuração Baiana (1798)
Revolta de caráter popular em Salvador, também chamada Revolta dos Alfaiates, que exigia independência, república e fim da escravidão.
Vinda da Família Real para o Brasil (1808)
Fuga da Corte portuguesa escoltada pelos ingleses após a invasão de Portugal pelas tropas de Napoleão Bonaparte.
Abertura dos Portos às Nações Amigas (1808)
Decreto de D. João VI que rompeu o Pacto Colonial, permitindo ao Brasil comerciar diretamente com o exterior, sobretudo a Grã-Bretanha.
Elevação do Brasil a Reino Unido (1815)
Ato de D. João VI que mudou o status colonial do Brasil, igualando-o juridicamente a Portugal e aos Algarves perante as nações.
Revolução Pernambucana (1817)
Revolta republicana e separatista contra os impostos e privilégios da Corte no Rio de Janeiro, instalando um governo provisório de curta duração.
Revolução Liberal do Porto (1820)
Movimento em Portugal que exigiu a volta do rei D. João VI, a criação de uma Constituição e a recolonização comercial do Brasil.
Dia do Fico (9 de janeiro de 1822)
Decisão do príncipe regente D. Pedro de desobedecer às ordens das Cortes portuguesas e permanecer no Brasil com apoio da elite agrária.
Independência do Brasil (1822)
Processo de separação de Portugal liderado por D. Pedro I que preservou a monarquia, a grande propriedade de terras e a escravidão.
Constituição da Mandioca (1823)
Projeto constitucional não aprovado que previa o voto censitário baseado em medidas de farinha de mandioca, visando limitar o poder de D. Pedro I.
Noite da Agonia (1823)
Dissolução forçada da Assembleia Constituinte por tropas imperiais a mando de D. Pedro I, após atritos políticos com os deputados.
Constituição de 1824
Primeira Constituição do Brasil, outorgada por D. Pedro I, instituindo o Poder Moderador, o voto censitário e o catolicismo como religião oficial.
Poder Moderador
Quarto poder exclusivo do imperador na Constituição de 1824, permitindo interferir nos outros três poderes para garantir a ordem monárquica.
Confederação do Equador (1824)
Revolta republicana no Nordeste contra o autoritarismo de D. Pedro I e a centralização do poder imposta pela Constituição de 1824.
Guerra da Cisplatina (1825-1828)
Conflito entre o Império do Brasil e as Províncias Unidas do Rio da Prata, que resultou na independência da República Oriental do Uruguai.
Abdicação de D. Pedro I (1831)
Renúncia do imperador brasileiro em favor de seu filho de cinco anos, encerrando o Primeiro Reinado diante de forte crise política e financeira.
Período Regencial (1831-1840)
Fase de transição governada por regentes enquanto D. Pedro II era menor de idade, marcada por intensas disputas políticas e revoltas provinciais.
Guarda Nacional (1831)
Força armada paramilitar criada pelo padre Feijó para conter revoltas e defender proprietários de terras, fortalecendo chefes locais (coronéis).
Revolta dos Malês (1835)
Levante de escravizados muçulmanos letrados em Salvador contra o cativeiro, a opressão religiosa e a discriminação racial.
Cabanagem (1835-1840)
Revolta popular sangrenta na província do Grão-Pará, onde ribeirinhos e indígenas tomaram o poder local reivindicando melhores condições de vida.
Guerra dos Farrapos (1835-1845)
Mais longo conflito regencial, travado pela elite estancieira do Rio Grande do Sul contra os pesados tributos alfandegários do charque imperial.
Golpe da Maioridade (1840)
Manobra política dos liberais que antecipou a coroação de D. Pedro II aos 14 anos, visando pacificar o país e encerrar o Período Regencial.

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