História Antiga

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Estudo dos principais períodos, civilizações e eventos da Antiguidade, destinado a estudantes de história.

52 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio História antiga Publicado
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Cartões · 52

Invenção da escrita (c. 4000 a.C.)
Criada pelos sumérios na Mesopotâmia (cuneiforme), marca tradicionalmente a transição da Pré-História para a Idade Antiga.
Crescente Fértil
Região no Oriente Médio banhada por rios como Nilo, Tigre e Eufrates, berço das primeiras civilizações agrícolas urbanas.
Modo de produção asiático
Sistema econômico das civilizações hidráulicas baseado na servidão coletiva e controle estatal das terras e canais de irrigação.
Sumérios
Povo mesopotâmico pioneiro na urbanização, criadores da escrita cuneiforme, da roda e de cidades-estado como Ur e Uruk.
Ziggurat
Templo monumental em formato de torre piramidal na Mesopotâmia, centro religioso, político e econômico das cidades.
Código de Hamurabi (c. 1750 a.C.)
Um dos primeiros conjuntos escritos de leis da Babilônia, fundamentado no princípio de talião (olho por olho, dente por dente).
Império Assírio
Povo mesopotâmico caracterizado por sua força militar impiedosa, uso de armas de ferro e criação da Biblioteca de Nínive.
Império Neobabilônico
Fase babilônica de Nabucodonosor II, famosa pelos Jardins Suspensos e pelo cativeiro dos hebreus na Babilônia.
Unificação do Antigo Egito (c. 3100 a.C.)
Consolidação política do Alto e Baixo Egito pelo faraó Menés (Narmer), iniciando o Período Dinástico.
Teocracia egípcia
Sistema político no qual o Faraó era visto não apenas como governante divino, mas como a própria encarnação do deus Hórus.
Antigo Império Egípcio
Época de estabilidade e poder centralizado, marcada pela construção das grandes pirâmides de Gizé (Quéops, Quéfren e Miquerinos).
Médio Império Egípcio
Período de reunificação após crises internas, expansão para a Núbia e encerramento com a invasão dos hicsos.
Novo Império Egípcio
Era de ouro militar e imperial egípcia, com governantes renomados como Hatshepsut, Ramsés II e Tutancâmon.
Reforma religiosa de Aquenáton
Tentativa do faraó Amenófis IV de impor o monoteísmo/henoteísmo solar centrado no deus Aton no Antigo Egito.
Fenícios e o comércio marítimo
Civilização litorânea no atual Líbano que dominou o Mediterrâneo com talassocracia e criou o primeiro alfabeto fonético.
Monoteísmo hebraico
Primeira grande fé monoteísta da Antiguidade, centrada na aliança de Iavé com o povo de Israel, base do judaísmo.
Êxodo hebraico
Fuga dos hebreus da escravidão no Egito sob a liderança de Moisés rumo à Terra Prometida de Canaã.
Império Persa Aquemênida
Império fundado por Ciro, o Grande, notável pela tolerância cultural, rede de estradas e divisão em satrapias.
Zoroastrismo
Religião dualista persa fundada por Zoroastro, centrada no conflito entre o bem (Ahura Mazda) e o mal (Arimã).
Civilização Minoica
Cultura pré-helênica marítima sediada na ilha de Creta, famosa pelo palácio de Cnossos e pela lenda do Minotauro.
Civilização Micênica
Povo guerreiro aqueu da Grécia continental que absorveu traços minoicos e serviu de base para as lendas da Guerra de Troia.
Período Homérico da Grécia
Fase após o colapso micênico marcada pelo isolamento, organização em genos (clãs) e pelas obras Ilíada e Odisseia.
Período Arcaico da Grécia
Época de formação da pólis grega, colonização do Mediterrâneo e consolidação dos Jogos Olímpicos da Antiguidade.
Pólis grega
Cidade-Estado autônoma com governo, exército e leis próprias, como Atenas, Esparta, Corinto e Tebas.
Esparta e a diarquia oligárquica
Cidade militarizada do Peloponeso governada por dois reis e uma elite esparciata que subjugava os escravos hilotas.
Democracia ateniense
Regime político direto fundado pelas reformas de Clístenes, restrito a homens livres, adultos e atenienses natos.
Guerra Greco-Pérsica (Guerras Médicas)
Conflito entre as cidades gregas e o Império Persa, com batalhas marcantes como Maratona, Termópilas e Salamina.
Século de Péricles (Século de Ouro)
Ápice cultural, democrático e arquitetônico de Atenas no século V a.C., marcado pela construção do Partenon.
Guerra do Peloponeso (431–404 a.C.)
Conflito destrutivo entre a Liga de Delos (Atenas) e a Liga do Peloponeso (Esparta), debilitando as cidades gregas.
Felipe II e a ascensão macedônica
Rei da Macedônia que modernizou a falange militar e unificou a Grécia sob seu domínio após a Batalha de Queroneia.
Alexandre, o Grande
Conquistador macedônio que derrotou o Império Persa e estendeu seus domínios até o Egito e as fronteiras da Índia.
Helenismo
Fusão entre as culturas clássica grega e as orientais (persa, egípcia), difundida após as conquistas de Alexandre.
Monarquia Romana (753–509 a.C.)
Período inicial mítico de Roma, dominado por reis latinos, sabinos e etruscos até a deposição de Tarquínio, o Soberbo.
Patrícios e Plebeus
Classes antagônicas em Roma: aristocratas donos de terras com poder político versus a maioria trabalhadora e desprovida de direitos.
Lei das Doze Tábuas (450 a.C.)
Primeira compilação de leis escritas em Roma, garantindo maior transparência jurídica contra abusos patrícios.
Tribuno da Plebe
Magistratura romana com poder de veto (intercessio) criada para proteger os plebeus contra atos do Senado e dos cônsules.
Guerras Púnicas (264–146 a.C.)
Série de três guerras entre Roma e Cartago pela hegemonia mercantil e militar no Mar Mediterrâneo Ocidental.
Aníbal Barca
General cartaginês célebre por atravessar os Alpes com elefantes de guerra e derrotar legiões romanas na Batalha de Canas.
Irmãos Graco
Tribunos romanos (Tibério e Caio) que tentaram implementar reformas agrárias e sociais, mas foram assassinados pela elite senatorial.
Reforma Militar de Mário (107 a.C.)
Profissionalizou o exército romano, eliminou exigências censitárias de terras e atrelou a lealdade dos soldados aos seus generais.
Revolta de Espártaco (73–71 a.C.)
Maior levante de gladiadores e escravizados contra a República Romana, sufocada pelos generais Crasso e Pompeu.
Primeiro Triunvirato
Aliança política informal entre Júlio César, Pompeu e Crasso para concentrar poder e contornar a oposição senatorial.
Assassinato de Júlio César (44 a.C.)
Morte de César nos Idos de Março por senadores que temiam o fim da República e a restauração da monarquia.
Batalha de Ácio (31 a.C.)
Vitória naval de Otávio sobre Marco Antônio e Cleópatra, encerrando a República e consolidando o poder imperial romano.
Pax Romana
Período de paz relativa, prosperidade econômica e expansão territorial inaugurado por Otávio Augusto no Império Romano.
Surgimento do Cristianismo
Fé monoteísta originada na Judeia a partir das pregações de Jesus de Nazaré, vista de início como seita messiânica judaica.
Diáspora Judaica (70 d.C.)
Dispersão dos judeus pelo Império Romano após a repressão à Grande Revolta e a destruição do Segundo Templo por Tito.
Crise do Século III em Roma
Cinquenta anos de anarquia militar, invasões bárbaras, peste e colapso econômico que quase destruíram o Império Romano.
Édito de Milão (313 d.C.)
Decreto de Constantino e Licínio que concedeu liberdade de culto aos cristãos e encerrou as perseguições romanas oficiais.
Édito de Tessalônica (380 d.C.)
Promulgado por Teodósio, tornou o cristianismo niceno a única religião oficial e obrigatória do Império Romano.
Divisão do Império Romano (395 d.C.)
Partilha definitiva de Teodósio entre o Império Romano do Ocidente (capital em Ravena/Roma) e o do Oriente (Constantinopla).
Queda de Roma Ocidental (476 d.C.)
Deposição do imperador Rômulo Augusto pelo chefe hérulo Odoacro, marco tradicional do fim da Antiguidade e início da Idade Média.

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