História da Bahia: Revoltas e Lutas
Estudo sobre as principais revoltas, lutas e o processo de independência na Bahia para estudantes e concursos.
Cartões · 52
- Conjuração Baiana (1798): O que foi?
- Movimento emancipacionista, popular e antiesclavagista ocorrido em Salvador, também conhecido como Revolta dos Alfaiates.
- Conjuração Baiana: Causas principais
- Crise de abastecimento de alimentos, altos impostos, carestia, desigualdade social e a influência das ideias iluministas e da Revolução Francesa.
- Conjuração Baiana: Objetivos centrais
- Proclamação de uma república baiana, abolição da escravidão, abertura dos portos e igualdade racial perante a lei.
- Conjuração Baiana: Principais líderes
- João de Deus do Nascimento, Manuel Faustino dos Santos Lira, Lucas Dantas e Luís Gonzaga das Virgens.
- Conjuração Baiana: Cipriano Barata
- Médico e filósofo influente na difusão de ideias iluministas e republicanas entre as elites e intelectuais baianos.
- Conjuração Baiana: Papel dos panfletos sediciosos
- Manuscritos anônimos fixados em locais públicos conclamando o povo à revolta e à fundação de uma República Bahiense.
- Conjuração Baiana: Desfecho da revolta
- Traição e delação do movimento antes do levante armado, resultando no enforcamento e esquartejamento de quatro líderes negros.
- Independência da Bahia (1822-1823): Contexto
- Resistência armada das tropas portuguesas em Salvador, lideradas pelo brigadeiro Madeira de Melo, contra a separação do Brasil.
- Independência da Bahia: Causa do conflito
- Recusa de Portugal e de autoridades militares lusitanas em aceitar a autoridade de Dom Pedro I após o 7 de setembro.
- Independência da Bahia: Objetivo
- Expulsar as tropas coloniais portuguesas de Salvador e consolidar a independência do Brasil na província baiana.
- Independência da Bahia: 2 de Julho de 1823
- Data da entrada triunfal do Exército Pacificador em Salvador após a fuga e expulsão das forças portuguesas.
- Independência da Bahia: Maria Quitéria
- Heroína militar que se disfarçou de homem para lutar no Batalhão dos Voluntários do Príncipe Dom Pedro contra os portugueses.
- Independência da Bahia: Joana Angélica
- Abadessa do Convento da Lapa martirizada por soldados portugueses ao tentar defender o claustro de invasões.
- Independência da Bahia: Maria Felipa de Oliveira
- Marisqueira e combatente de Itaparica que liderou mulheres na queima de navios portugueses e defesa da ilha.
- Independência da Bahia: General Labatut
- Militar francês contratado pelo governo brasileiro para organizar e comandar as tropas terrestres patriotas.
- Independência da Bahia: Batalha de Pirajá
- Combate decisivo em novembro de 1822 que impediu o avanço das tropas portuguesas para o interior da Bahia.
- Independência da Bahia: Corneta Lopes
- Corneteiro que, por engano ou astúcia, tocou avançar e degolar em Pirajá, desestabilizando o exército português.
- Independência da Bahia: Papel do Recôncavo Baiano
- Região que financiou a guerra, forneceu suprimentos e organizou milícias civis em cidades como Cachoeira e Santo Amaro.
- Revolta dos Malês (1835): O que foi?
- Levante de escravizados e libertos muçulmanos ocorrido em Salvador na noite do fim do Ramadã.
- Revolta dos Malês: Significado do termo 'Malê'
- Designação dada no Brasil aos negros islamizados, originária do termo iorubá imalê.
- Revolta dos Malês: Causas
- Dureza extrema da escravidão urbana, intolerância religiosa contra o islã e forte discriminação racial.
- Revolta dos Malês: Objetivos
- Libertar escravizados muçulmanos, derrubar a ordem branca colonial e tomar o controle político de Salvador.
- Revolta dos Malês: Líderes principais
- Manuel Calafate, Pacífico Licutan, Ahuna, Dassalu e Sule, clérigos e mestres letrados em árabe.
- Revolta dos Malês: Importância da escrita árabe
- Utilização do alfabeto árabe para escrever planos, mensagens cifradas e amuletos de proteção espiritual.
- Revolta dos Malês: Como foi contida
- A rebelião foi delatada com antecedência, permitindo emboscada policial na Praça Castro Alves e Água de Meninos.
- Revolta dos Malês: Consequências
- Execuções públicas, deportação em massa de libertos para a África e restrições severas à cultura e religião negra.
- Revolta dos Malês: Etnia predominante
- Maioria composta por escravizados de etnias hauçá e nagô (iorubá), alfabetizados e urbanizados.
- Sabinada (1837-1838): O que foi?
- Revolta separatista e republicana temporária de caráter urbano deflagrada em Salvador durante o Período Regencial.
- Sabinada: Líder principal
- Francisco Sabino Álvares da Rocha Vieira, médico, jornalista e professor baiano.
- Sabinada: Causas do levante
- Centralismo político do governo imperial regencial, altos tributos e o recrutamento forçado de baianos para a Farroupilha.
- Sabinada: A República Bahiense Provisória
- Proclamação de uma república que vigoraria apenas até que o jovem Dom Pedro II atingisse a maioridade imperial.
- Sabinada: Apoio social
- Apoiada principalmente pela classe média urbana de Salvador, militares de baixa patente e funcionários públicos.
- Sabinada: A questão da escravidão
- Prometeu liberdade apenas aos escravos nascidos no Brasil que pegassem em armas pela causa republicana.
- Sabinada: Cerco e retomada
- Tropas leais ao Império cercaram Salvador por terra e mar, provocando incêndios, fome e rendição dos revoltosos.
- Sabinada: Consequências para os líderes
- Massacre de combatentes, dezenas de sentenças de morte e desterro de Francisco Sabino para o Mato Grosso.
- Guerra de Canudos (1896-1897): O que foi?
- Conflito armado no sertão da Bahia entre o Exército Brasileiro e seguidores do beato Antônio Conselheiro.
- Guerra de Canudos: Antônio Conselheiro
- Líder messiânico e religioso cearense que reuniu sertanejos marginalizados no arraial de Belo Monte.
- Guerra de Canudos: Causas socioeconômicas
- Secas devastadoras, miséria extrema, abandono estatal e o coronelismo latifundiário no sertão nordestino.
- Guerra de Canudos: Causas políticas
- Oposição de Conselheiro à República recém-proclamada, criticada pela laicidade, casamento civil e cobrança de impostos.
- Guerra de Canudos: Arraial de Belo Monte
- Comunidade autossuficiente erguida às margens do rio Vaza-Barris que chegou a abrigar cerca de 25 mil habitantes.
- Guerra de Canudos: Estrutura comunitária
- Economia de subsistência cooperativa, sem propriedade privada da terra e baseada na religiosidade católica popular.
- Guerra de Canudos: As expedições militares
- O governo enviou quatro expedições do Exército; as três primeiras foram humilhantemente derrotadas pelos conselheiristas.
- Guerra de Canudos: Coronel Moreira César
- Comandante da infame terceira expedição militar, conhecido como Corta-Cabeças, derrotado e morto em Canudos.
- Guerra de Canudos: A Quarta Expedição
- Campanha gigantesca com artilharia pesada liderada pelo general Arthur Oscar, que sitiou e bombardeou o arraial.
- Guerra de Canudos: A 'Gravata Vermelha'
- Prática cruel de degola sistemática de prisioneiros sertanejos rendidos pelas tropas federais.
- Guerra de Canudos: Morte de Antônio Conselheiro
- Faleceu por desnutrição e disenteria pouco antes do fim da guerra; seu corpo foi exumado e decapitado.
- Guerra de Canudos: Desfecho do conflito
- Destruição total de Belo Monte em outubro de 1897, com quase toda a população de homens, mulheres e crianças dizimada.
- Guerra de Canudos: Euclides da Cunha
- Jornalista correspondente da guerra que escreveu 'Os Sertões', denunciando a brutalidade do Exército e a tragédia humana.
- Conjuração Baiana vs. Inconfidência Mineira
- Diferente da elite de Minas Gerais, a Conjuração Baiana teve perfil eminentemente popular, negro e antiescravista.
- Legado do 2 de Julho na Bahia
- Considerada a verdadeira e definitiva independência nacional para os baianos, celebrada com forte tradição cívica e popular.
- O Caboclo e a Cabocla no 2 de Julho
- Esculturas cívicas que simbolizam a força, miscigenação e bravura do povo baiano na luta contra o domínio português.
- Impacto dos Malês na vigilância imperial
- Criação de toques de recolher noturnos e fiscalização agressiva contra quaisquer práticas islâmicas e batuques.