História da Paraíba

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Estudo sobre os principais fatos, datas e processos históricos da Paraíba. Destinado a estudantes e candidatos a concursos.

50 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio História do Brasil Publicado
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Cartões · 50

Tratado de Tordesilhas e a Capitania de Itamaracá
1534: A região que hoje compreende a Paraíba foi originalmente integrada à Capitania de Itamaracá, doada a Pero Lopes de Sousa.
Tragédia de Tracunhaém
1574: Ataque indígena contra colonos portugueses em engenho local, evento decisivo que motivou a Coroa a desmembrar e conquistar a Paraíba.
Criação da Capitania Real da Paraíba
1574: Decreto do rei D. Sebastião ordenando a fundação da capitania sob tutela real direta, visando garantir a segurança militar da costa.
Aliança luso-tabajara
1585: Acordo de paz selado entre João Tavares e o cacique Piragibe, fundamental para derrotar os franceses e os potiguaras.
Fundação de Nossa Senhora das Neves
5 de agosto de 1585: Fundação da cidade pioneira por João Tavares e Martim Leitão, hoje a capital João Pessoa.
Construção do Forte de São Tiago (Forte de Santa Catarina)
1586-1589: Edificação militar erguida em Cabedelo para proteger a foz do Rio Paraíba contra invasores estrangeiros e ataques indígenas.
Expulsão definitiva dos contrabandistas franceses
Fim do século XVI: Consolidação militar portuguesa que eliminou o comércio ilegal de pau-brasil mantido pelos franceses com os potiguaras.
Ciclo inicial da cana-de-açúcar
Século XVII: A economia litorânea paraibana prosperou com a instalação de engenhos e a introdução da mão de obra de africanos escravizados.
Primeira invasão holandesa a Cabedelo
1631: Tentativa frustrada das forças da Companhia das Índias Ocidentais de tomar o Forte de Santa Catarina.
Conquista holandesa da Paraíba
Dezembro de 1634: Tropas holandesas capturaram o Forte de Santa Catarina e a capital, integrando a região ao Brasil Holandês.
Renomeação da capital para Frederikstad
1634-1654: Período da administração holandesa no qual Nossa Senhora das Neves foi renomeada em homenagem a Frederico Henrique de Orange.
Insurreição Pernambucana na Paraíba
1645: Tropas luso-brasileiras e indígenas locais iniciaram a resistência armada para expulsar os ocupantes holandeses.
Restauração da Capitania da Paraíba
1654: Expulsão definitiva dos holandeses e restituição do território à soberania do Império Colonial Português.
Guerra dos Bárbaros (Confederação dos Cariris)
1683-1713: Revolta violenta de povos indígenas do sertão contra a expansão pecuarista e a escravização ilegítima no interior.
Expansão da pecuária sertaneja
Final do século XVII e início do XVIII: Ocupação do sertão paraibano impulsionada pelos 'currais' de gado e sesmarias concedidas.
Anexação da Paraíba à Capitania de Pernambuco
1755: Carta régia do Marquês de Pombal subordinando a Capitania da Paraíba administrativa e juridicamente ao governo de Pernambuco.
Emancipação da Capitania da Paraíba de Pernambuco
1799: Restauração da autonomia político-administrativa da Capitania Real da Paraíba após quase meio século de subordinação.
Revolução Pernambucana de 1817 na Paraíba
1817: A província aderiu com entusiasmo ao levante republicano, liderada por figuras como Peregrino de Carvalho e Padre Inácio de Loiola.
Execuções de líderes de 1817
1817-1818: Repressão feroz do governo imperial culminando na condenação e fuzilamento dos líderes patriotas paraibanos.
Elevação a Província do Império do Brasil
1821-1822: Transição de capitania para província autônoma no processo da Independência do Brasil perante Portugal.
Confederação do Equador na Paraíba
1824: Movimento republicano liberal combatido pelo governo imperial; Félix Antônio Ferreira de Sousa destacou-se entre os líderes locais.
Revolta do Quebra-Quilos
1874-1875: Revolta popular sertaneja contra a adoção do sistema métrico decimal e novos tributos decretados pela Coroa.
A Grande Seca
1877-1879: Estiagem devastadora que dizimou rebanhos, causou fome em massa e gerou grandes levas migratórias no sertão da província.
Abolição da escravidão na Paraíba
13 de maio de 1888: Promulgação da Lei Áurea, encerrando formalmente a escravidão negra presente na lavoura açucareira e algodoeira.
Proclamação da República e governo provisório
1889: A província transformou-se em Estado da Federação, liderada transitoriamente por Venâncio Neiva sob a égide republicana.
Primeira Constituição Política da Paraíba
1891: Promulgação da carta magna estadual, alinhando a organização regional ao modelo federativo da República Velha.
Ascensão do Ciclo do Algodão (Ouro Branco)
Início do século XX: O algodão mocó consolidou-se como principal produto econômico, impulsionando a expansão urbana de Campina Grande.
Atuação do Cangaço e invasão de bandos
Décadas de 1910 a 1930: O bando de Lampião e outros grupos armados desafiaram forças policiais e coronéis no sertão e cariri paraibanos.
Oligarquia Venâncio Neiva e Epitácio Pessoa
Primeira República: Domínio político da facção liderada pela família Pessoa, que levou Epitácio Pessoa à Presidência do Brasil (1919-1922).
Pacto de Princesa
1926: Acordo preliminar de coexistência entre as forças coronelistas do sertão e o governo estadual antes do colapso da ordem política.
Posse de João Pessoa na presidência estadual
1928: João Pessoa assumiu o governo, iniciando reformas tributárias rigorosas que desafiaram a autoridade de coronéis interioranos.
Formação da Aliança Liberal
1929: A Paraíba coligou-se com Minas Gerais e Rio Grande do Sul na chapa Getúlio Vargas e João Pessoa contra Júlio Prestes.
Revolta de Princesa
Fevereiro a agosto de 1930: Rebelião armada em Princesa Isabel liderada pelo coronel José Pereira contra as forças governistas de João Pessoa.
Assassinato de João Pessoa
26 de julho de 1930: Morte de João Pessoa executada por João Dantas no Recife, servindo de estopim político para a Revolução de 1930.
Mudança do nome da capital e da bandeira estadual
Setembro de 1930: A cidade de Parahyba foi renomeada para João Pessoa e foi adotada a bandeira rubro-negra com o lema 'NÉGO'.
Revolução de 1930 na Paraíba
Outubro de 1930: Tomada do poder pelos aliados aliancistas e deposição da antiga ordem coronelista na transição para a Era Vargas.
Governo de Argemiro de Figueiredo no Estado Novo
1935-1940: Gestão estadual adaptada à centralização autoritária de Getúlio Vargas após a instauração do Estado Novo em 1937.
Início da atuação de Elizabeth Teixeira e Ligas Camponesas
Década de 1950: Mobilização social e agrária no campo em Sapé, exigindo terras e direitos trabalhistas para trabalhadores rurais.
Assassinato de João Pedro Teixeira
1962: Líder da Liga Camponesa de Sapé foi assassinado a mando de latifundiários, catalisando protestos em todo o Nordeste.
Impacto do Golpe Militar de 1964
1964: Intervenções federais reprimiram brutalmente dirigentes sindicais, líderes camponeses de Sapé e opositores de esquerda no estado.
Instalação do polo universitário e tecnológico de Campina Grande
Anos 1960 e 1970: Criação e expansão de centros de engenharia e tecnologia que tornaram a cidade polo pioneiro de informática no Brasil.
Criação da Universidade Federal da Paraíba (UFPB)
1955-1960: Fundação e federalização da maior instituição de ensino superior do estado, marco da formação acadêmica e intelectual.
Primeira edição d'O Maior São João do Mundo
1983: Criação do festival junino de Campina Grande, transformando a celebração popular em expressivo polo de turismo e economia regional.
Promulgação da Constituição Estadual da Paraíba
5 de outubro de 1989: Adequação da ordem jurídica estadual aos princípios democráticos e descentralizadores da Carta Magna Federal de 1988.
Desmembramento e criação da UFCG
2002: Separação de campi da UFPB para criar a Universidade Federal de Campina Grande, impulsionando a pesquisa científica sertaneja.
Inauguração do Eixo Leste da Transposição do São Francisco
Março de 2017: Chegada formal das águas do Rio São Francisco à Paraíba via Monteiro, mitigando a vulnerabilidade hídrica do estado.
Tombamento do Centro Histórico de João Pessoa
2007: Reconhecimento nacional pelo IPHAN do conjunto arquitetônico barroco, art nouveau e art déco construído ao longo dos séculos.
Ciclo de fundação de vilas cariris
Meados do século XVIII: Elevação de antigos aldeamentos indígenas e paróquias do interior a vilas coloniais por diretrizes pombalinas.
Modernização do Porto de Cabedelo
1935: Inauguração de obras portuárias definitivas, dinamizando o escoamento exterior de minérios, açúcar e cana paraibana.
Reconhecimento do Parque Nacional dos Dinossauros
1998: Proteção integral oficial da bacia fossilífera de Sousa, conservando pegadas fossilizadas raras de dinossauros do Cretáceo.

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