História de Campina Grande

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Este conjunto apresenta os principais eventos e marcos históricos da cidade de Campina Grande, na Paraíba, desde sua fundação colonial.

52 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio História do Brasil Publicado
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Cartões · 52

Origem do aldeamento (1697)
Teodósio de Oliveira Lêdo fundou uma aldeia de indígenas Ariús no local, marcando o início do povoamento colonial.
Elevação a Freguesia (1769)
Criada a Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Campina Grande, separando-se da jurisdição eclesiástica de Caruaru/Olinda.
Criação da Vila Nova da Rainha (1790)
O povoado foi elevado à categoria de vila em homenagem à rainha D. Maria I de Portugal.
Instalação da Vila (1792)
A Vila Nova da Rainha foi oficialmente instalada com a constituição de sua primeira Câmara Municipal e do pelourinho.
Participação na Revolução Pernambucana (1817)
A vila apoiou o movimento republicano separatista, abrigando líderes liberais da região paraibana.
Confederação do Equador (1824)
Campina Grande aderiu à revolta liberal contra o centralismo imperial de Dom Pedro I, sob liderança de Frei Caneca na região.
Elevação à categoria de Cidade (1864)
Em 11 de outubro de 1864, a Lei Provincial nº 127 elevou a vila ao estatuto definitivo de cidade.
Revolta do Quebra-Quilos (1874)
Rebelião popular que eclodiu na feira central contra a introdução do sistema métrico decimal e novos tributos imperiais.
Epidemia de Cólera-morbo (1856)
Surto devastador que vitimou centenas de moradores e motivou a criação do primeiro cemitério público isolado.
Chegada da Ferrovia Great Western (1907)
A ferrovia conectou Campina Grande aos portos de Recife e Cabedelo, impulsionando a exportação agrícola e o comércio regional.
Início do Ciclo do Algodão (década de 1920)
Campina Grande tornou-se o segundo maior entreposto e exportador de algodão do mundo, atrás apenas de Liverpool.
Instalação da SANBRA e Anderson Clayton
Multinacionais do beneficiamento de algodão fixaram sede na cidade, consolidando a era de ouro industrial local.
Criação do Açude Velho (1830)
Construído inicialmente após grandes secas, tornou-se o principal marco paisagístico e urbano da cidade.
Açude de Bodocongó (1915)
Construído pelo governo federal para mitigar secas, gerando ao seu redor um importante polo industrial e universitário.
Construção do Edifício Palácio dos Correios (1923)
Marco da arquitetura eclética construído no auge do desenvolvimento econômico promovido pelo ouro branco.
Chegada da iluminação elétrica (1913)
Inaugurada a primeira usina termoelétrica local, modernizando a infraestrutura urbana e a vida noturna.
Fundação do Treze Futebol Clube (1925)
Criado por treze desportistas locais, tornando-se um dos clubes de futebol mais tradicionais da Paraíba.
Fundação do Campinense Clube (1915)
Iniciado como sociedade recreativa de dança, transformou-se posteriormente em um dos maiores clubes de futebol do estado.
Revolução de 1930 em Campina Grande
A cidade foi palco de forte mobilização política e envio de tropas em apoio à Aliança Liberal de Getúlio Vargas e João Pessoa.
Criação da Escola Politécnica da Paraíba (1952)
Marco fundacional do polo tecnológico e universitário campinense, mais tarde integrada à universidade pública.
Criação da Diocese de Campina Grande (1949)
Desmembrada da Arquidiocese da Paraíba pelo Papa Pio XII, tendo Dom Anselmo Pietrulla como primeiro bispo.
Instalação do primeiro computador da região (1967)
O modelo IBM 1130 na Escola Politécnica deu início à pioneira vocação da cidade em ciência da computação.
Surto do bicudo-do-algodoeiro (anos 1980)
Praga agrícola que dizimou os algodoais paraibanos, forçando a cidade a transitar do agronegócio para a tecnologia e serviços.
Criação d'O Maior São João do Mundo (1983)
O prefeito Ronaldo Cunha Lima oficializou os festejos juninos em praça pública, transformando-os em evento de projeção internacional.
Inauguração do Parque do Povo (1986)
Espaço multiuso construído no centro urbano para abrigar O Maior São João do Mundo e grandes eventos populares.
Criação da UEPB (1987)
A Universidade Regional do Nordeste (URNE) foi estatizada pela Lei nº 4.977, tornando-se a Universidade Estadual da Paraíba.
Desmembramento e criação da UFCG (2002)
O campus de Campina Grande da UFPB desmembrou-se para criar a Universidade Federal de Campina Grande, referência em engenharia.
Inauguração do Museu dos Três Pandeiros (2012)
Projetado por Oscar Niemeyer às margens do Açude Velho, abriga o Museu de Arte Popular da Paraíba (MAPP).
Monumento aos Pioneiros (1964)
Escultura no Açude Velho inaugurada no centenário da cidade, homenageando o índio, o tropeiro e o operário.
Criação do Parque Tecnológico da Paraíba (PaqTcPB, 1984)
Uma das primeiras incubadoras e polos de apoio à inovação tecnológica e software do Nordeste brasileiro.
Fundação do Teatro Municipal Severino Cabral (1963)
Principal casa de espetáculos do interior do estado, marco cultural do governo do prefeito Severino Cabral.
Feira Central de Campina Grande como Patrimônio do IPHAN (2017)
Reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil por sua relevância histórica e tradição de trocas econômicas.
Construção da Catedral de Nossa Senhora da Conceição
Erguida onde ficava a primitiva capela de taipa do século XVII, sendo o principal templo histórico da cidade.
Instalação da primeira agência bancária (1918)
Chegada da agência do Banco do Brasil, consolidando o fluxo financeiro gerado pelo comércio regional e pelo algodão.
Implantação do Distrito Industrial (década de 1970)
Iniciativa para atrair indústrias têxteis, de calçados e metalurgia após o declínio da monocultura algodoeira.
Reconhecimento como Cidade Criativa da UNESCO (2021)
Campina Grande recebeu a chancela da UNESCO na categoria de Artes Midiáticas, integrando inovação e cultura popular.
Criação do Encontro para a Consciência Cristã (1999)
Maior encontro cristão do Carnaval no Nordeste, consolidando a cidade como polo de turismo religioso alternativo.
Inauguração do Hospital Universitário Alcides Carneiro (1950)
Iniciado como sanatório para tuberculosos e convertido em principal centro de atendimento de alta complexidade e ensino médico.
Início do Festival de Inverno (1975)
Tradicional festival cultural que reúne dança, teatro e música no período mais frio do ano no agreste paraibano.
Transformação do Quartel do 31º BI Motorizado
Histórico posto militar regional que participou ativamente de momentos cruciais da política nacional no século XX.
Construção do Açude de Várzea Nova (século XIX)
Outra obra hídrica pioneira no esforço do poder imperial para abastecer tropas, gado e moradores das secas.
Inauguração do Parque da Criança (1993)
Importante área verde e de lazer esportivo integrada ao complexo urbanístico e de convivência do Açude Velho.
Visita do imperador Dom Pedro II (1859)
Embora tenha passado pelo litoral, enviou comissões imperiais que registraram e mapearam o potencial econômico de Campina.
Criação da Rádio Caturité (1952)
Primeira emissora de rádio da cidade, fundamental na cobertura dos grandes eventos locais e integração do interior paraibano.
Pavimentação da BR-230 até Campina Grande (anos 1960)
A rodovia Transamazônica interligou a capital João Pessoa a Campina Grande, impulsionando a circulação rodoviária rápida.
O Massacre de Camucá (1874)
Episódio violento associado aos desdobramentos de repressão às revoltas populares e agitações do Quebra-Quilos no interior.
Abertura da Avenida Floriano Peixoto (anos 1930)
Grande obra de modernização urbana que abriu a principal artéria comercial e de tráfego do centro da cidade.
Instalação da primeira prensa hidráulica de algodão (1921)
Revolucionou a compactação das plumas para exportação marítima rápida a partir da estação ferroviária local.
Fundação da Academia Campinense de Letras (1981)
Instituição criada para preservar e difundir a memória literária, ensaística e histórica de autores locais.
Inauguração do Museu Histórico e Geográfico de Campina Grande (1983)
Sediado no antigo prédio da Cadeia Pública e Telégrafo, abriga relíquias que contam o desenvolvimento da urbe.
Inauguração do Aeroporto Presidente João Suassuna (1963)
Estrutura aeroportuária que conectou o interior paraibano à malha aérea nacional comercial e de cargas.
Criação do Instituto Histórico de Campina Grande (1948)
Entidade civil dedicada ao resgate, compilação de documentos e guarda da história fundacional da cidade.

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