História de Pernambuco - PMPE

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Estude a história de Pernambuco com foco no concurso da Polícia Militar (PMPE), cobrindo desde a colonização até o século XX.

50 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio História do Brasil Publicado
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Cartões · 50

Capitania de Pernambuco (Nova Lusitânia)
Doada a Duarte Coelho em 1534, prosperou rapidamente graças ao cultivo da cana-de-açúcar, solo massapê favorável e relativa estabilidade nas relações com indígenas.
Economia Açucareira Colonial em Pernambuco
Baseada no latifúndio, monocultura da cana e trabalho escravo de africanos, transformando Olinda e Recife em polos econômicos do Império Português.
Invasão Holandesa na Bahia (1624-1625)
Primeira tentativa da WIC de controlar o comércio de açúcar. Foi repelida rapidamente pela resistência luso-espanhola através da Jornada dos Vassalos.
Invasão Holandesa em Pernambuco (1630)
A WIC atacou Olinda e Recife buscando dominar a maior região produtora de açúcar. A resistência luso-brasileira concentrou-se inicialmente no Arraial do Bom Jesus.
Domingos Fernandes Calabar
Mestiço e profundo conhecedor do território, desertou para o lado holandês em 1632, facilitando vitórias flamengas decisivas; foi capturado e executado em 1635.
Governo de Maurício de Nassau (1637-1644)
Período de auge holandês, marcado por tolerância religiosa, empréstimos aos senhores de engenho, reformas urbanísticas no Recife (Mauritsstad) e incentivo cultural.
Demissão de Maurício de Nassau (1644)
Divergências com os diretores da WIC sobre cobrança rígida de dívidas dos colonos levaram à sua renúncia, desencadeando descontentamento entre os proprietários rurais.
Insurreição Pernambucana (1645-1654)
Movimento de expulsão dos holandeses liderado por luso-brasileiros motivados por dívidas com a WIC, sentimento nacionalista e defesa da fé católica.
Batalha do Monte das Tabocas (1645)
Primeira grande vitória dos rebeldes pernambucanos liderados por João Fernandes Vieira e Antônio Dias Cardoso contra tropas bem equipadas da WIC.
Batalhas dos Guararapes (1648 e 1649)
Confrontos decisivos nos quais forças compostas por brancos, indígenas e negros derrotaram os holandeses, marco simbólico da gênese do Exército Brasileiro.
Capitulação do Campo do Taborda (1654)
Rendição final dos holandeses no Recife após cerco terrestre e bloqueio naval, restabelecendo a soberania colonial portuguesa em Pernambuco.
Crise Açucareira pós-expulsão holandesa
Os holandeses levaram técnicas para as Antilhas, gerando concorrência brutal e queda nos preços do açúcar pernambucano no mercado europeu.
Quilombo dos Palmares
Comunidade autônoma de escravizados fugidos na Capitania de Pernambuco (atual Alagoas), símbolo máximo de resistência antiescravista no período colonial.
Destruição de Palmares (1694-1695)
Liderada pelo bandeirante Domingos Jorge Velho contratado pelo governo colonial; culminou na tomada da Cerca Real dos Macacos e morte de Zumbi em 1695.
Guerra dos Mascates (1710-1711): Causa
Rivalidade entre a aristocracia decadente de Olinda e os comerciantes portugueses de Recife (mascates), agravada pela elevação do Recife à vila autônoma.
Guerra dos Mascates: Desenvolvimento e Desfecho
Olindenses invadiram Recife, mas a Coroa enviou novo governador (Félix José Machado), pacificou a região e manteve Recife como vila emancipadora e sede do poder.
Bernardo Vieira de Melo
Líder olindense na Guerra dos Mascates que propôs publicamente, no Senado da Câmara de Olinda em 1710, a separação de Portugal e a criação de uma República.
Revolução Pernambucana de 1817: Causas
Altos tributos para sustentar a Corte no Rio de Janeiro, seca de 1816, inflação, preconceito contra nativos e difusão de ideais iluministas e maçônicos.
Revolução Pernambucana de 1817: Governo Provisório
Proclamou a República, instituiu a divisão em três poderes, liberdade de imprensa e de culto, porém preservou a escravidão por pressão dos senhores de engenho.
Revolução Pernambucana de 1817: Desfecho
Durou cerca de 75 dias. Isolada militarmente e traída em províncias vizinhas, foi sufocada por D. João VI, resultando no fuzilamento e enforcamento de líderes.
Punição Territorial a Pernambuco (1817)
A Capitania perdeu a comarca de Alagoas, emancipada por decreto régio de D. João VI como retaliação direta à Revolução Republicana.
Confederação do Equador (1824): Causas
Otorga da Constituição autoritária de 1824 por D. Pedro I, criação do Poder Moderador e a nomeação de Francisco Pais Barreto para presidir Pernambuco à revelia local.
Confederação do Equador: Proposta
Criação de uma república federalista no Nordeste, unindo Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba sob o modelo da constituição colombiana.
Frei Caneca (Joaquim do Amor Divino)
Líder intelectual e religioso da Confederação do Equador, redator do jornal 'Típhis Pernambucano'; executado por fuzilamento em 1825 após recusa dos carrascos em enforcá-lo.
Confederação do Equador: Desfecho
Tropas do governo imperial comandadas pelo brigadeiro Francisco de Lima e Silva e almirante Cochrane esmagaram a revolta; líderes foram executados sumariamente.
Perda da Comarca do Rio de São Francisco (1824)
Território anexado inicialmente a Minas Gerais e depois repassado definitivamente à Bahia como castigo territorial imposto por D. Pedro I após a Confederação.
Setembrada e Novembrada (1831)
Levantes militares e urbanos em Pernambuco durante a Regência, marcados pelo sentimento antilusitano, motins de soldados e exigência de expulsão de portugueses.
Revolta da Cabanada (1832-1835)
Insurreição popular rural nas matas de Pernambuco e Alagoas, liderada por Vicente de Paula, que defendia o retorno de D. Pedro I e a proteção da religião católica.
Revolução Praieira (1848-1850): Causas
Monopólio do comércio por portugueses, concentração de terras nas mãos da família Cavalcanti e hegemonia política conservadora no Segundo Reinado.
Partido da Praia
Facção do Partido Liberal pernambucano, assim chamada por sua sede situar-se na Rua da Praia, no Recife, com membros radicais como Borges da Fonseca.
Manifesto ao Mundo (1849)
Programa político da Revolução Praieira escrito por Borges da Fonseca: voto livre e universal, liberdade de imprensa, garantia de trabalho e extinção do Poder Moderador.
Revolução Praieira: Desfecho
Após ataque frustrado ao Recife em 1849, as forças rebeldes foram vencidas pelas tropas imperiais no interior, marcando o fim do ciclo de revoltas liberais do Império.
Modernização Urbana do Recife no Século XIX
Influenciada por engenheiros como Louis Léger Vauthier, modernizou pontes, ferrovias e ergueu o Teatro de Santa Isabel durante o governo de Francisco do Rego Barros.
Abolição da Escravidão em Pernambuco
Movimento impulsionado pela Sociedade Nova Emancipadora e lideranças como José Mariano e Joaquim Nabuco, enfrentando forte oposição dos donos de engenho tradicionais.
Joaquim Nabuco
Deputado pernambucano, diplomata e principal voz parlamentar abolicionista do Brasil, autor de 'O Abolicionismo', denunciando a escravidão como freio moral e econômico.
Oligarquia Rosa e Silva na Primeira República
Domínio político chefiado pelo conselheiro Francisco de Assis Rosa e Silva, controlando a política partidária pernambucana de 1896 a 1911 via pacto coronelista.
Hegemonia de Dantas Barreto (1911)
Articulada no contexto da 'Política das Salvações' do marechal Hermes da Fonseca, rompeu o domínio de Rosa e Silva com apoio de militares e classes populares urbanas.
Hemiciclo de 1930 e a Revolução de 1930
Pernambuco, liderado pelo governador Estácio Coimbra, alinhou-se a Washington Luís; a oposição aliancista rebelou-se após o assassinato de João Pessoa na Paraíba.
Assassinato de João Pessoa (1930)
Ocorrido na Confeitaria Glória, em Recife, por João Duarte Dantas; serviu de estopim político imediato para a eclosão da Revolução de 1930 liderada por Vargas.
Interventoria de Carlos de Lima Cavalcanti (1930-1937)
Nomeado interventor federal por Getúlio Vargas após 1930, promoveu reformas administrativas e industriais até ser destituído com o golpe do Estado Novo em 1937.
Intentona Comunista de 1935 no Recife
Levante armado promovido pela Aliança Nacional Libertadora (ANL) em novembro de 1935 no 21º Batalhão de Caçadores; foi reprimido rapidamente pelas forças legais.
Agamenon Magalhães
Interventor de Pernambuco durante o Estado Novo varguista (1937-1945), promoveu assistência social paternalista, combate aos mocambos e feroz perseguição política.
Ligas Camponesas (1955-1964)
Movimento de trabalhadores rurais iniciado no Engenho Galileia (Vitória de Santo Antão), liderado pelo advogado Francisco Julião em prol de reforma agrária radical.
Governo Miguel Arraes (1963-1964)
Marcado pelo apoio aos sindicatos de trabalhadores rurais e implantação do 'Acordo do Campo' (salário mínimo na zona canavieira); foi deposto pelo golpe militar de 1964.
Golpe Militar de 1964 em Pernambuco
Tropas do IV Exército cercaram o Palácio das Princesas; Arraes recusou renunciar, foi preso em Fernando de Noronha e substituído pelo vice Paulo Guerra.
Criação da PMPE (Origem Histórica)
Criada pelo Decreto de D. Pedro I em 11 de junho de 1825 como 'Corpo de Polícia da Província de Pernambuco', com a missão inicial de restabelecer a ordem pública.
Participação da PMPE na Guerra do Paraguai
Efetivos do Corpo de Polícia de Pernambuco foram destacados como Voluntários da Pátria para combater nas campanhas militares travadas no sul do continente.
Origem do Hino de Pernambuco
Composto por Nicolau Tolentino com letra de Bernardo Guimarães, foi oficializado em 1908, exaltando o passado revolucionário e libertário do estado.
Bandeira de Pernambuco
Criada na Revolução Pernambucana de 1817: o arco-íris simboliza a união, o sol a nova era de luz e a cruz a fé católica; republicada oficialmente em 1917.
Movimento Armorial e Cultura Pernambucana
Iniciado na década de 1970 por Ariano Suassuna no Recife, propôs a criação de uma arte erudita brasileira fundada nas raízes populares e ibéricas nordestinas.

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