História do Brasil: Colônia a Vargas

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Principais eventos, períodos e figuras da história do Brasil, desde o período colonial até a Era Vargas.

70 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio História do Brasil Publicado
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Cartões · 70

Tratado de Tordesilhas (1494)
Acordo entre Portugal e Espanha que dividiu as terras do Novo Mundo, garantindo a posse portuguesa sobre o leste da América do Sul.
Chegada de Pedro Álvares Cabral (1500)
Desembarque da frota portuguesa em Porto Seguro, marcando o início da colonização e do domínio luso sobre o território brasileiro.
Ciclo do Pau-Brasil (1500-1530)
Período pré-colonial de exploração da madeira nativa via escambo com indígenas, sem fixação imediata de povoamento permanente.
Capitanias Hereditárias (1534)
Divisão do território em faixas de terra doadas a capitães-donatários; sistema quase falido que descentralizou a ocupação inicial.
Governo-Geral e Tomé de Sousa (1549)
Criação de um governo central sediado em Salvador para organizar a administração, a defesa e centralizar a cobrança tributária.
Economia Canavieira e Sociedade Açucareira
Baseada no latifúndio, monocultura e escravidão africana no Nordeste, moldando a estrutura social aristocrática e patriarcal colonial.
Invasões Francesas (França Antártica e Equinocial)
Tentativas francesas de colonizar o Rio de Janeiro e o Maranhão, resultando na fundação de fortes e na consolidação territorial lusa.
União Ibérica (1580-1640)
Fusão das coroas de Espanha e Portugal sob Filipe II, anulando o Tratado de Tordesilhas e atraindo invasões holandesas ao Nordeste.
Invasões Holandesas e Maurício de Nassau (1630-1654)
Ocupação do Nordeste açucareiro pela WIC; Nassau urbanizou Recife e garantiu tolerância religiosa antes da Insurreição Pernambucana.
Insurreição Pernambucana (1645-1654)
Mobilização de luso-brasileiros, indígenas e negros que expulsou os holandeses, vista como embrião do sentimento nativista nacional.
Bandeirantes e Sertanismo de Contrato
Expedições paulistas pelo interior para caçar indígenas e achar ouro, expandindo as fronteiras brasileiras além do Tratado de Tordesilhas.
Quilombo dos Palmares e Zumbi
Maior refúgio de escravizados fugitivos em Alagoas, símbolo máximo da resistência negra e da luta contra a escravidão no Brasil colonial.
Guerra dos Emboabas (1707-1709)
Conflito entre paulistas descobridores e forasteiros pelo controle das jazidas de ouro em Minas Gerais, gerando regulação da Coroa.
Guerra dos Mascates (1710-1711)
Disputa em Pernambuco entre os senhores de engenho de Olinda e os comerciantes portugueses de Recife, refletindo tensões nativistas.
Ciclo do Ouro e a Intendência das Minas
Exploração mineral no século XVIII que transferiu o eixo econômico para o Sudeste e levou à fundação de cidades históricas mineiras.
Transferência da Capital para o Rio de Janeiro (1763)
Decisão do Marquês de Pombal para aproximar a administração colonial do escoamento do ouro das Minas Gerais e da bacia do Prata.
Tratado de Madri (1750)
Consagrou o princípio de uti possidetis, redefinindo as fronteiras do Brasil próximo aos seus limites territoriais modernos.
Inconfidência Mineira e Tiradentes (1789)
Movimento separatista e republicano contra a derrama fiscal em Minas Gerais; Tiradentes foi enforcado e virou mártir republicano.
Conjuração Baiana (1798)
Revolta popular, republicana e abolicionista de alfaiates e negros em Salvador, fortemente influenciada pela Revolução Francesa.
Vinda da Família Real Portuguesa (1808)
Fuga da corte de D. João VI após as invasões napoleônicas, transformando o Rio de Janeiro na capital de fato do Império português.
Abertura dos Portos às Nações Amigas (1808)
Fim do pacto colonial e do monopólio comercial luso, beneficiando o comércio marítimo, especialmente com a Inglaterra.
Revolução Pernambucana (1817)
Levante separatista e republicano contra os altos impostos da corte carioca; governou Pernambuco por quase três meses até ser reprimido.
Dia do Fico (9 de janeiro de 1822)
D. Pedro desafiou ordens das Cortes de Lisboa de retornar a Portugal, consolidando a ruptura e o caminho rumo à independência.
Independência do Brasil (1822)
Proclamação às margens do Ipiranga por D. Pedro I, rompendo laços coloniais e estabelecendo uma monarquia constitucional na América.
Constituição Imperial de 1824
Primeira carta magna do Brasil, outorgada por D. Pedro I, que instituiu o Poder Moderador, o voto censitário e a fé católica oficial.
Confederação do Equador (1824)
Revolta republicana no Nordeste contra o autoritarismo de D. Pedro I e o Poder Moderador; Frei Caneca foi fuzilado após a derrota.
Guerra da Cisplatina (1825-1828)
Conflito com as Províncias Unidas do Rio da Prata pela posse da Cisplatina, resultando na criação do Uruguai e desgaste imperial.
Abdicação de D. Pedro I (1831)
Crise política e econômica forçou D. Pedro I a deixar o trono ao filho Pedro II de cinco anos, abrindo o conturbado Período Regencial.
Período Regencial (1831-1840)
Fase de transição monárquica governada por regentes, marcada por reformas liberais e sucessivas revoltas provinciais violentas.
Ato Adicional de 1834
Emenda constitucional liberal que concedeu autonomia às províncias com assembleias legislativas locais e extinguiu o Conselho de Estado.
Revolta dos Malês (1835)
Levante urbano em Salvador liderado por escravizados muçulmanos alfabetizados, gerando severa repressão e pânico na elite branca.
Cabanagem (1835-1840)
Revolta popular no Grão-Pará em que índios e mestiços tomaram o poder local; reprimida com extrema violência matando 30 mil pessoas.
Guerra dos Farrapos (1835-1845)
Rebelião da elite estancieira do Rio Grande do Sul contra impostos do charque, que fundou a efémera República Rio-Grandense.
Sabinada e Balaiada
Revoltas regenciais na Bahia e Maranhão impulsionadas por disputas locais e revolta popular contra o recrutamento militar obrigatório.
Golpe da Maioridade (1840)
Manobra dos liberais para antecipar a maioridade de Pedro II aos 14 anos, visando pacificar o país e restabelecer a ordem monárquica.
Lei Eusébio de Queirós (1850)
Proibição definitiva do tráfico transatlântico de escravizados para o Brasil, forçando a transição gradual para o trabalho livre.
Lei de Terras (1850)
Determinou que terras públicas só poderiam ser adquiridas por compra, impedindo posseiros e imigrantes de terem acesso à terra fácil.
Expansão da Cafeicultura e Barões do Café
O café no Vale do Paraíba e Oeste Paulista tornou-se o motor econômico do Império, garantindo hegemonia política aos fazendeiros paulistas.
Guerra do Paraguai (1864-1870)
Conflito da Tríplice Aliança contra Solano López, que custou milhares de vidas, endividou o Império e fortaleceu o Exército brasileiro.
Lei do Ventre Livre (1871)
Declarou livres os filhos de mulheres escravizadas nascidos a partir daquela data, primeiro passo formal no longo processo abolicionista.
Questão Religiosa (1872-1875)
Conflito entre bispos católicos e o governo imperial sobre maçonaria e padroado, minando o apoio da Igreja Católica à monarquia.
Lei dos Sexagenários (1885)
Libertava escravizados com mais de 60 anos com exigência de prestação de serviços indenizatórios, gerando ampla crítica popular.
Lei Áurea (1888)
Assinada pela Princesa Isabel, aboliu formalmente a escravidão sem compensar fazendeiros, isolando a monarquia da aristocracia rural.
Proclamação da República (1889)
Golpe militar liderado pelo Marechal Deodoro da Fonseca que derrubou D. Pedro II e instituiu a República dos Estados Unidos do Brasil.
República da Espada (1889-1894)
Governos autoritários dos marechais Deodoro e Floriano Peixoto para consolidar o regime republicano diante de revoltas monarquistas.
Constituição Republicana de 1891
Inspirada no modelo norte-americano, instituiu o federalismo, o presidencialismo, a separação Estado-Igreja e o voto aberto masculino.
Política do Café com Leite
Revezamento político na presidência da República Velha entre as oligarquias rurais dominantes de São Paulo (café) e Minas Gerais (leite).
Política dos Governadores de Campos Sales
Pacto onde o presidente apoiava as oligarquias estaduais dominantes em troca do apoio destas às propostas do Executivo no Congresso.
Coronelismo e Voto de Cabresto
Controle dos chefes políticos locais sobre os eleitores rurais através de coação e fraudes na votação aberta da República Velha.
Guerra de Canudos (1896-1897)
Massacre da comunidade messiânica de Antônio Conselheiro no sertão baiano pelo Exército, denunciado na obra Os Sertões de Euclides da Cunha.
Revolta da Vacina (1904)
Rebelião popular no Rio de Janeiro contra a vacinação antivariólica obrigatória e as reformas urbanas higienistas autoritárias de Pereira Passos.
Revolta da Chibata (1910)
Motim de marinheiros negros liderados por João Cândido contra castigos físicos na Marinha, forçando o fim oficial das chibatadas.
Guerra do Contestado (1912-1916)
Levante messiânico de camponeses entre PR e SC expulsos pela construção de ferrovia; derrotados após dura campanha militar aérea e terrestre.
Greve Geral de 1917
Primeira grande paralisação operária em São Paulo liderada por anarquistas, reivindicando jornada de 8 horas e melhores condições de trabalho.
Semana de Arte Moderna de 1922
Festival cultural no Theatro Municipal de São Paulo que rompeu com o academicismo e fundou o Modernismo brasileiro com identidade nacional.
Movimento Tenentista e os 18 do Forte (1922)
Revoltas de jovens oficiais do Exército exigindo moralização política, voto secreto e o fim do domínio oligárquico da República Velha.
Coluna Prestes (1925-1927)
Marcha militar pelo interior do país liderada por Luís Carlos Prestes combatendo o governo de Artur Bernardes sem ser derrotada.
Crise de 1929 no Brasil
Colapso do mercado cafeeiro internacional após o crash de Wall Street, desestabilizando as bases econômicas da oligarquia paulista.
Revolução de 1930
Movimento armado que depôs Washington Luís e impediu a posse de Júlio Prestes, alçando Getúlio Vargas ao poder e encerrando a República Velha.
Governo Provisório de Vargas (1930-1934)
Fase inicial de centralização do poder nas mãos de Vargas, suspensão da Constituição e nomeação de tenentes como interventores estaduais.
Revolução Constitucionalista de 1932
Levante armado de São Paulo contra o governo Vargas exigindo uma nova Constituição; militarmente derrotada, acelerou a Constituinte.
Constituição de 1934
Criou o voto secreto, o voto feminino e garantiu direitos trabalhistas básicos, servindo de marco progressista na Era Vargas.
Ação Integralista Brasileira vs ANL
Polarização ideológica dos anos 30 entre o fascismo integralista de Plínio Salgado e a frente antifascista/comunista da ANL.
Intentona Comunista (1935)
Fracassada insurreição armada liderada pelo Partido Comunista e Prestes, usada como pretexto para aumentar a repressão política no país.
Plano Cohen e Golpe do Estado Novo (1937)
Documento forjado sobre uma suposta ameaça comunista que legitimou o golpe de Vargas, fechando o Congresso e iniciando a ditadura.
Estado Novo (1937-1945)
Ditadura personalista de Vargas pautada pela censura do DIP, repressão policial e forte industrialização comandada pelo Estado.
Criação da CLT (1943)
Consolidação das Leis do Trabalho que unificou a legislação trabalhista, assegurando salário mínimo, férias e jornada de trabalho diária.
Companhia Siderúrgica Nacional - CSN
Construída em Volta Redonda com apoio financeiro norte-americano, marco fundacional da industrialização de base no Brasil moderno.
Participação da FEB na Segunda Guerra (1944-1945)
Envio da Força Expedicionária Brasileira para lutar na Itália ao lado dos Aliados, contradição fatal que enfraqueceu a ditadura interna de Vargas.
Fim do Estado Novo e Redemocratização (1945)
Militares forçaram a renúncia de Vargas perante a incoerência de lutar contra o nazi-fascismo lá fora mantendo uma ditadura no Brasil.

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