História do Brasil

Compartilhado por um usuário do Flashcards.gg · gerado com IA · Denunciar este conjunto

Este conjunto cobre os principais eventos da história do Brasil, do período colonial à ditadura militar, com foco em estudantes e candidatos a concursos.

55 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio História do Brasil Publicado
Uma versão maior deste conjunto: História do Brasil (284 cartões)
Toque no cartão para virar

Cartões · 55

Tratado de Tordesilhas (1494)
Acordo entre Portugal e Espanha dividindo terras descobertas. Evitou conflitos na expansão marítima e delimitou a área de posse portuguesa na América.
Chegada dos Portugueses (1500)
Expedição de Pedro Álvares Cabral aporta na Bahia durante a rota das Índias. Iniciou o contato com indígenas e o reconhecimento territorial.
Ciclo do Pau-Brasil (1500–1530)
Exploração extrativista litorânea baseada no escambo com indígenas. Período pré-colonial sem ocupação efetiva do interior.
Capitanias Hereditárias (1534)
Divisão do território em 15 faixas doadas pela Coroa a capitães donatários. Tentativa de colonizar sem custos régios; a maioria fracassou por isolamento e revoltas.
Governo-Geral (1548)
Centralização administrativa na colônia sob Tomé de Sousa, criando Salvador. Unificou a defesa e o controle fiscal da Coroa.
Economia Açucareira Colonial
Modelo de plantation baseado em latifúndio, monocultura e trabalho escravizado no Nordeste. Gerou enorme riqueza comercial dominada por senhores de engenho.
Invasões Holandesas (1624–1654)
Ocupação da Companhia das Índias Ocidentais no Nordeste para controlar o açúcar. Terminou com a Insurreição Pernambucana e crise da cana no Brasil.
Bandeirantismo (século XVII)
Expedições paulistas ao interior para captura de indígenas e busca de metais preciosos. Expandiram as fronteiras além do Tratado de Tordesilhas.
Quilombo dos Palmares (século XVII)
Principal refúgio de escravizados fugidos em Alagoas, liderado por Zumbi. Destruído em 1695 por tropas do bandeirante Domingos Jorge Velho.
Ciclo do Ouro (século XVIII)
Mineração em Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, com rígida cobrança do Quinto. Deslocou o eixo econômico para o Sudeste e fundou a capital no Rio.
Inconfidência Mineira (1789)
Conspiração da elite em Vila Rica contra os impostos abusivos (Derrama). Delatada antes de eclodir, resultou no enforcamento de Tiradentes.
Conjuração Baiana (1798)
Revolta popular em Salvador inspirada na Revolução Francesa e pela abolição da escravidão. Reprimida com violência e líderes executados.
Vinda da Família Real (1808)
Fuga de D. João VI para o Brasil fugindo das tropas de Napoleão. Encerrou o Pacto Colonial com a Abertura dos Portos às Nações Amigas.
Elevação a Reino Unido (1815)
Brasil promovido a Reino Unido de Portugal e Algarves. Consolidou a autonomia política e administrativa brasileira.
Revolução Pernambucana (1817)
Revolta republicana e separatista contra os altos impostos e privilégios portugueses. Proclamou república temporária antes de ser sufocada.
Dia do Fico (1822)
Decisão de D. Pedro I de permanecer no Brasil desobedecendo às Cortes de Lisboa. Passo decisivo para o rompimento político com Portugal.
Independência do Brasil (1822)
D. Pedro I proclama o rompimento com Portugal em 7 de setembro. Estabeleceu uma monarquia constitucional mantendo a unidade e a escravidão.
Constituição da Mandioca (1823)
Projeto censitário e antilusitano dissolvido pela Noite da Agonia por D. Pedro I. Revelou o autoritarismo inicial do imperador.
Constituição de 1824
Primeira Carta do Brasil, outorgada por D. Pedro I com quatro poderes, incluindo o Poder Moderador. Centralizadora e censitária.
Confederação do Equador (1824)
Revolta republicana no Nordeste contra o autoritarismo de D. Pedro I e a Carta outorgada. Sufocada com a execução de Frei Caneca.
Guerra da Cisplatina (1825–1828)
Conflito entre Brasil e Províncias Unidas pelo controle da Cisplatina. Resultou na perda da província e criação da República do Uruguai.
Abdicação de D. Pedro I (1831)
Crise política, desgaste pessoal e revoltas populares forçam D. Pedro a renunciar. Iniciou o conturbado Período Regencial.
Cabanagem (1835–1840)
Insurreição popular no Pará marcada pela miséria de indígenas e mestiços. Tomou o poder local mas foi brutalmente reprimida pelas forças regenciais.
Guerra dos Farrapos (1835–1845)
Revolta da elite estancieira gaúcha contra os altos impostos sobre o charque. Terminou em acordo de anistia com o governo imperial.
Revolta dos Malês (1835)
Levante de escravizados muçulmanos letrados em Salvador pela liberdade de culto e abolição. Severamente reprimido pela Guarda Nacional.
Sabinada (1837–1838)
Levante republicano na Bahia contra o governo regencial até a maioridade do imperador. Sufocada com centenas de mortos pelas forças imperiais.
Balaiada (1838–1841)
Revolta popular no Maranhão impulsionada por vaqueiros e escravizados contra a opressão oligárquica. Esmagada pelas tropas de Luís Alves de Lima e Silva.
Golpe da Maioridade (1840)
Antecipação da maioridade de D. Pedro II aos 14 anos pelos Liberais. Estratégia política para conter rebeliões e estabilizar a nação.
Ciclo do Café (século XIX)
Expansão da cafeicultura no Vale do Paraíba e Oeste Paulista, virando o pilar econômico do país. Impulsionou ferrovias e a imigração europeia.
Lei Eusébio de Queirós (1850)
Proibição definitiva do tráfico negreiro transatlântico por pressão britânica. Direcionou capitais para ferrovias e incentivou o tráfico interprovincial.
Lei de Terras (1850)
Determinou que terras públicas só poderiam ser adquiridas por compra, não por posse. Impediu o acesso de imigrantes e ex-escravizados à terra própria.
Guerra do Paraguai (1864–1870)
Tríplice Aliança contra Solano López por disputas na bacia do Prata. Destruiu o Paraguai e fortaleceu o Exército Brasileiro, fragilizando o Império.
Lei do Ventre Livre (1871)
Declarou livres os filhos de mulheres escravizadas nascidos a partir da data. Medida gradualista para adiar a emancipação total.
Lei dos Sexagenários (1885)
Liberdade condicionada para escravizados com mais de 60 anos após indenização ou serviço. Lei inócua e amplamente criticada por abolicionistas.
Lei Áurea (1888)
Assinada pela Princesa Isabel, aboliu formalmente a escravidão sem reforma agrária ou indenização aos ex-cativos. Fez os fazendeiros romperem com a Coroa.
Proclamação da República (1889)
Golpe militar de 15 de novembro liderado pelo Marechal Deodoro da Fonseca. Derrubou a monarquia com o apoio de militares, positivistas e cafeicultores.
Revolução de 1930
Golpe liderado pela Aliança Liberal contra a vitória de Júlio Prestes na República Velha. Derrubou Washington Luís e colocou Getúlio Vargas no poder.
Governo Provisório de Vargas (1930–1934)
Centralização com dissolução do Congresso e nomeação de interventores estaduais. Criou os ministérios do Trabalho e da Educação.
Revolução Constitucionalista de 1932
Levante armado de São Paulo exigindo uma nova Constituição e autonomia estadual. Derrotados militarmente, paulistas conquistaram a convocação da Constituinte.
Constituição de 1934
Nova Carta promulgada inspirada na República de Weimar. Instituiu o voto feminino, voto secreto e as primeiras leis trabalhistas consolidadas.
Intentona Comunista (1935)
Tentativa armada fracassada da ANL, liderada por Luís Carlos Prestes, para derrubar Vargas. Usada como justificativa para o endurecimento do regime.
Plano Cohen (1937)
Documento forjado que simulava uma iminente ameaça comunista no país. Pretexto fabricado pelo governo para Vargas cancelar eleições e dar um golpe.
Estado Novo (1937–1945)
Ditadura personalista de Vargas sob a Constituição Polaca. Marcada por forte censura pelo DIP, perseguição política e nacionalismo econômico.
Consolidação das Leis do Trabalho (CLT, 1943)
Unificação da legislação laboral garantindo salário mínimo, férias e jornada de 8h. Pilar do populismo varguista e do controle sobre sindicatos.
Participação do Brasil na 2ª Guerra Mundial
Envio da FEB à Itália em 1944 ao lado dos Aliados contra o Eixo. Gerou contradição interna ao lutar contra ditaduras mantendo um regime autoritário no Brasil.
Queda do Estado Novo (1945)
Pressão de militares e opositores democratas força a renúncia de Vargas em outubro. Levou à eleição de Eurico Gaspar Dutra e redemocratização.
Golpe Civil-Militar de 1964
Deposição do presidente João Goulart sob pretexto de combater o comunismo e as Reformas de Base. Deu início a 21 anos de ditadura militar sob Castelo Branco.
Ato Institucional nº 1 (AI-1, 1964)
Decreto que conferiu poderes ao Executivo para cassar mandatos políticos e suspender direitos. Marcou o início do autoritarismo institucionalizado.
Ato Institucional nº 5 (AI-5, 1968)
Medida decretada por Costa e Silva que fechou o Congresso e suspendeu o habeas corpus. Inaugurou o período mais repressivo com censura prévia e torturas.
Milagre Econômico (1968–1973)
Período de forte crescimento do PIB comandado por Delfim Netto sob o governo Médici. Gerou aumento brutal da dívida externa e severa concentração de renda.
Guerrilha do Araguaia (1972–1974)
Movimento armado rural organizado pelo PCdoB no Norte do Brasil contra a ditadura. Aniquilado pelo Exército com execuções e desaparecimentos forçados.
Abertura Lenta, Gradual e Segura (1974)
Projeto do general Ernesto Geisel para descompressão política controlada. Revogou o AI-5 em 1978 após crises e pressões da sociedade civil.
Lei da Anistia (1979)
Concessão assinada por João Figueiredo que permitiu o retorno de exilados políticos. Também protegeu agentes estatais acusados de tortura e assassinatos.
Diretas Já (1983–1984)
Mobilização popular massiva pela aprovação da Emenda Dante de Oliveira para eleições presidenciais diretas. Emenda foi rejeitada na Câmara por falta de quórum.
Fim da Ditadura Militar (1985)
Eleição indireta de Tancredo Neves no Colégio Eleitoral, encerrando o ciclo militar. Com a morte de Tancredo, José Sarney assumiu a presidência civil.

Outras versões deste tópico

Conjuntos relacionados

Mais em História do Brasil →