História do Brasil para Concursos e ENEM

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Este conjunto cobre os principais temas da história do Brasil exigidos em concursos públicos e no ENEM, explicando eventos, causas e consequências.

60 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio História do Brasil Publicado
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Cartões · 60

Período Pré-Colonial (1500-1530)
Fase inicial de exploração do pau-brasil via escambo com indígenas, sem ocupação efetiva do território, dependente de feitorias e expedições guarda-costas para conter corsários.
Capitanias Hereditárias (1534)
Divisão do território em 15 faixas de terra doadas a capitães donatários pela Coroa portuguesa para promover a colonização privada. A maioria fracassou por falta de recursos e resistência indígena.
Criação do Governo-Geral (1548)
Instituído por Tomé de Sousa para centralizar a administração colonial, auxiliar as capitanias em crise e defender o território, estabelecendo Salvador como a primeira capital.
Economia Açucareira Colonial
Baseada no modelo de plantation (latifúndio, monocultura, exportação e mão de obra escravizada), concentrada no Nordeste com forte participação e financiamento de capital holandês.
União Ibérica (1580-1640)
Fusão das coroas de Espanha e Portugal após a morte de D. Sebastião. Anulou temporariamente o Tratado de Tordesilhas e provocou ataques holandeses ao Nordeste brasileiro.
Invasões Holandesas no Brasil (1624-1654)
Ocupação do Nordeste açucareiro pela Companhia das Índias Ocidentais. Destacou-se o governo de Maurício de Nassau no Recife, encerrado com a Insurreição Pernambucana.
Bandeirantismo
Expedições paulistas para o interior com foco em apresamento indígena, prospecção de ouro e destruição de quilombos, responsáveis por alargar significativamente as fronteiras brasileiras.
Ciclo do Ouro no Século XVIII
Descoberta de metais preciosos em Minas Gerais que provocou corrida migratória, urbanização, deslocamento do eixo econômico para o Sudeste e rígida tributação da Coroa (como o Quinto).
Tratado de Madri (1750)
Acordo entre Portugal e Espanha que redefiniu as fronteiras coloniais na América do Sul adotando o princípio do 'uti possidetis', garantindo o território ocupado efetivamente por colonos.
Inconfidência Mineira (1789)
Revolta separatista e republicana da elite de Minas Gerais contra a derrama e o monopólio metropolitano. Foi delatada antes de eclodir e resultou no enforcamento de Tiradentes.
Conjuração Baiana (1798)
Movimento separatista e abolicionista com ampla participação popular e de escravizados em Salvador, influenciado pela Revolução Francesa e pela Revolução do Haiti. Foi duramente reprimido.
Vinda da Família Real (1808)
Fuga da corte de D. João para o Brasil devido às invasões napoleônicas em Portugal, que resultou na Abertura dos Portos às Nações Amigas e pôs fim ao pacto colonial.
Revolução Pernambucana (1817)
Levante republicano contra os altos impostos e a centralização do poder no Rio de Janeiro pós-chegada da corte portuguesa. Proclamou uma república que durou mais de dois meses.
Revolução Liberal do Porto (1820)
Levante burguês em Portugal exigindo a volta de D. João VI, uma Constituição e a recolonização do Brasil, acelerando o processo de ruptura que levou à independência.
Independência do Brasil (1822)
Ruptura formal com Portugal liderada pelo príncipe regente D. Pedro I, preservando a forma monárquica de governo, a unidade territorial e a estrutura social escravocrata.
Constituição Outorgada de 1824
Primeira Carta Magna do Brasil, imposta por D. Pedro I após fechar a Constituinte. Estabeleceu o voto censitário e a divisão em quatro poderes, incluindo o Poder Moderador.
Confederação do Equador (1824)
Revolta republicana no Nordeste contrária ao autoritarismo de D. Pedro I e à Constituição de 1824. Foi liderada por Frei Caneca e severamente reprimida pelas forças imperiais.
Noite das Garrafadas e Abdicação de D. Pedro I (1831)
Conflito de rua no Rio entre portugueses e brasileiros que acirrou o desgaste político do imperador, culminando em sua abdicação ao trono em favor de seu filho de cinco anos.
Período Regencial (1831-1840)
Governo provisório de regentes enquanto D. Pedro II era menor de idade; marcado por disputas entre liberais e conservadores, reformas descentralizadoras e violentas revoltas provinciais.
Ato Adicional de 1834
Emenda constitucional que conferiu maior autonomia às províncias com a criação de Assembleias Legislativas Provinciais e suspendeu o Conselho de Estado, agradando aos liberais.
Cabanagem (1835-1840)
Revolta popular armada no Grão-Pará, motivada pela extrema miséria de ribeirinhos, indígenas e mestiços; conseguiu tomar o poder local antes de sofrer sangrenta repressão imperial.
Guerra dos Farrapos (1835-1845)
Revolta da elite estancieira do Rio Grande do Sul contra os altos impostos sobre o charque nacional; proclamou as repúblicas Rio-Grandense e Juliana até acordo de paz com o Império.
Revolta dos Malês (1835)
Insurreição de escravizados e libertos muçulmanos em Salvador, que lutaram contra a escravidão e a imposição do catolicismo; resultou em dura repressão e deportações.
Golpe da Maioridade (1840)
Manobra política dos liberais para antecipar a coroação de D. Pedro II aos 14 anos, visando pacificar as revoltas provinciais e devolver estabilidade institucional ao país.
Parlamentarismo às Avessas (1847)
Sistema no Segundo Reinado em que o imperador escolhia o Presidente do Conselho de Ministros, em vez deste ser indicado pelo parlamento, subordinando a política ao Poder Moderador.
Tarifa Alves Branco (1844)
Reforma alfandegária que aumentou as taxas sobre produtos importados, ampliando as receitas do Estado e estimulando o primeiro surto industrial brasileiro sob a Era Mauá.
Lei Eusébio de Queirós (1850)
Proibição do tráfico negreiro transatlântico sob pressão inglesa (Bill Aberdeen). Provocou a transição para o tráfico interprovincial e liberou capitais para ferrovias e indústrias.
Lei de Terras (1850)
Determinou que terras públicas só poderiam ser adquiridas por compra em leilão, impedindo o acesso à propriedade por posseiros, imigrantes pobres e futuros libertos.
Guerra do Paraguai (1864-1870)
Maior conflito armado da América do Sul, opondo a Tríplice Aliança ao Paraguai. Resultou na ruína paraguaia e no fortalecimento do Exército brasileiro, que passou a contestar o Império.
Processo de Abolição da Escravidão
Conduzido gradualmente por leis como Ventre Livre (1871) e Sexagenários (1885), culminando na Lei Áurea (1888), assinada pela Princesa Isabel sem indenização aos proprietários nem apoio aos libertos.
Proclamação da República (1889)
Golpe militar liderado pelo Marechal Deodoro da Fonseca com apoio da elite cafeeira paulista, que derrubou a monarquia diante da perda de apoio militar, religioso e latifundiário.
Encilhamento (1890-1891)
Crise financeira gerada pela emissão descontrolada de moeda promovida por Rui Barbosa para estimular indústrias, resultando em inflação galopante e especulação na bolsa.
República da Espada (1889-1894)
Primeira fase da República Velha, comandada pelos marechais Deodoro e Floriano Peixoto, caracterizada por forte autoritarismo, consolidação do novo regime e repressão a revoltas monarquistas.
República Oligárquica e Política dos Governadores
Acordo firmado por Campos Sales onde o Executivo federal apoiava as oligarquias estaduais dominantes em troca do apoio dos deputados federais, mantendo o controle político nacional.
Coronelismo e Voto de Cabresto
Poder político exercido por fazendeiros locais que manipulavam os eleitores dependentes por meio do clientelismo, violência e voto aberto para garantir vitórias oligárquicas.
Política do Café com Leite
Aliança hegemônica entre as oligarquias rurais de São Paulo (café) e Minas Gerais (leite) para revezar a indicação dos candidatos à presidência da República.
Guerra de Canudos (1896-1897)
Conflito no sertão baiano entre o Exército e os seguidores messiânicos de Antônio Conselheiro. A comunidade autossuficiente foi vista como ameaça à República e aniquilada.
Guerra do Contestado (1912-1916)
Conflito social e messiânico entre camponeses e forças governamentais na fronteira de SC e PR, causado pela desapropriação de terras para ferrovias e exploração de madeira.
Revolta da Vacina (1904)
Levante popular no Rio de Janeiro motivado pela obrigatoriedade da vacina contra a varíola e pela insatisfação com a reforma urbana autoritária conduzida pelo prefeito Pereira Passos.
Revolta da Chibata (1910)
Motim de marinheiros negros no Rio, liderado por João Cândido, exigindo o fim dos castigos corporais na Marinha de Guerra, melhores soldos e alimentação digna.
Semana de Arte Moderna (1922)
Evento cultural em São Paulo que rompeu com os padrões artísticos tradicionais acadêmicos e propôs uma identidade nacional inovadora e antropofágica.
Movimento Tenentista e Coluna Prestes
Revoltas de jovens oficiais do Exército na década de 1920 exigindo voto secreto, moralização política e fim das oligarquias, desestabilizando a República Velha.
Revolução de 1930
Movimento armado que depôs Washington Luís e impediu a posse de Júlio Prestes, encerrando a República Oligárquica e alçando Getúlio Vargas ao poder nacional.
Revolução Constitucionalista de 1932
Levante armado de São Paulo contra o governo provisório de Vargas, exigindo a promulgação de uma nova Constituição e o fim das intervenções estaduais.
Intentona Comunista (1935)
Levante militar fracassado liderado pela Aliança Nacional Libertadora (ANL) e Luís Carlos Prestes, utilizado por Vargas como pretexto para aumentar a repressão política.
Estado Novo (1937-1945)
Ditadura personalista de Vargas instaurada pelo falso Plano Cohen. Caracterizou-se pela censura do DIP, fechamento do Congresso, nacionalismo econômico e criação da CLT.
Governo Eurico Gaspar Dutra (1946-1951)
Marcado pelo alinhamento automático com os EUA na Guerra Fria, proibição do Partido Comunista, promulgação da Constituição de 1946 e rápido esgotamento das reservas cambiais.
Segundo Governo Vargas (1951-1954)
Fase democrática e nacionalista em que fundou a Petrobras, enfrentando violenta oposição udenista liderada por Carlos Lacerda, terminando no suicídio de Vargas em 1954.
Governo Juscelino Kubitschek (1956-1961)
Pautado pelo Plano de Metas ('50 anos em 5'), atração de montadoras estrangeiras e construção de Brasília, gerando forte crescimento industrial acompanhado de inflação e dívida.
Renúncia de Jânio Quadros (1961)
Renúncia inesperada após apenas sete meses de governo com política externa independente, deflagrando grave crise política quanto à posse de seu vice João Goulart.
Governo João Goulart e as Reformas de Base (1961-1964)
Período iniciado no parlamentarismo que propunha reformas estruturais (agrária, tributária e educacional), gerando resistência feroz de conservadores, empresários e militares.
Golpe Civil-Militar de 1964
Derrubada armada de João Goulart pelas Forças Armadas com apoio civil e norte-americano sob o pretexto de conter a ameaça comunista, inaugurando 21 anos de ditadura militar.
Ato Institucional Número 5 (AI-5, 1968)
O mais duro decreto da ditadura militar: fechou o Congresso, cassou mandatos, suspendeu o habeas corpus para crimes políticos e institucionalizou a censura e a tortura.
Milagre Econômico (1968-1973)
Fase de crescimento acelerado do PIB na ditadura, baseada em obras faraônicas e crédito externo, resultando em extrema concentração de renda e arrocho salarial.
Abertura Lenta, Gradual e Segura (1974-1985)
Processo de transição política conduzido pelos generais Geisel e Figueiredo, marcado pela Lei da Anistia (1979) e o fim do bipartidarismo, pressionado pela crise econômica.
Campanha Diretas Já (1983-1984)
Movimento popular massivo que pedia a aprovação da Emenda Dante de Oliveira para eleições diretas à presidência; derrotada no Congresso, levou à eleição indireta de Tancredo Neves.
Constituição Cidadã de 1988
Promulgada pela Assembleia Nacional Constituinte de Ulysses Guimarães, restabeleceu o Estado democrático de direito, assegurou amplos direitos civis e sociais e combateu o racismo.
Plano Collor (1990)
Programa de choque econômico que confiscou temporariamente cadernetas de poupança e contas correntes para combater a hiperinflação, gerando recessão e descontentamento popular.
Impeachment de Fernando Collor (1992)
Primeiro afastamento de um presidente eleito pós-redemocratização, motivado por escândalos de corrupção denunciados e intensa mobilização popular dos Caras-Pintadas.
Plano Real (1994)
Plano de estabilização monetária coordenado por Fernando Henrique Cardoso no governo Itamar Franco, baseado na URV, que conteve a hiperinflação e estabilizou a economia.

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