História do Brasil: Vargas à Ditadura

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Estudo sobre os principais eventos, governos e conceitos da Era Vargas, República Populista e Ditadura Militar no Brasil. Indicado para estudantes e candidatos a concursos.

50 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio História do Brasil Publicado
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Cartões · 50

Revolução de 1930
Movimento armado que depôs Washington Luís e impediu a posse de Júlio Prestes, encerrando a República Velha e levando Getúlio Vargas ao poder provisório.
Governo Provisório (1930–1934)
Fase inicial de Vargas caracterizada pela centralização do poder, dissolução do Congresso e nomeação de interventores federais nos estados.
Revolução Constitucionalista de 1932
Levante armado de São Paulo exigindo o fim do governo discricionário de Vargas e a promulgação de uma nova Constituição para o Brasil.
Constituição de 1934
Carta democrática inspirada em Weimar que garantiu o voto feminino, a Justiça Eleitoral, o voto secreto e instituiu os primeiros direitos trabalhistas.
Ação Integralista Brasileira (AIB)
Movimento político de extrema-direita liderado por Plínio Salgado, de inspiração fascista, nacionalista, anticomunista e católico.
Aliança Nacional Libertadora (ANL)
Frente ampla de esquerda liderada por comunistas e presidida por Luís Carlos Prestes, contrária ao fascismo e ao imperialismo.
Intentona Comunista (1935)
Insurreição armada fracassada promovida pela ANL e PCB, usada por Vargas como justificativa para ampliar a repressão política e decretar estado de sítio.
Plano Cohen (1937)
Documento forjado pelos militares alertando sobre um falso complô comunista, utilizado por Vargas como pretexto para o golpe do Estado Novo.
Estado Novo (1937–1945)
Fase ditatorial de Vargas inaugurada com a Constituição Polaca, marcada por censura severa, corporativismo, nacionalismo e repressão a opositores.
DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda)
Órgão do Estado Novo responsável pela censura aos meios de comunicação e pela construção da propaganda favorável à imagem de Vargas.
CLT (Consolidação das Leis do Trabalho, 1943)
Unificação da legislação trabalhista brasileira que formalizou direitos como salário mínimo, férias remuneradas, jornada de 8 horas e descanso semanal.
Companhia Siderúrgica Nacional (CSN)
Marco da industrialização de base brasileira financiado com apoio norte-americano após a entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial.
FEB (Força Expedicionária Brasileira)
Tropa enviada pelo Brasil para combater o fascismo na Itália, cuja vitória gerou contradições que aceleraram a queda do Estado Novo autoritário.
Queremismo
Movimento popular em 1945 sob o lema 'Queremos Getúlio', que defendia uma nova constituinte mantendo Vargas no poder presidencial.
Constituição de 1946
Carta que restabeleceu a democracia, a tripartição dos poderes, as liberdades individuais e a autonomia partidária no pós-Estado Novo.
Governo Eurico Gaspar Dutra (1946–1951)
Período alinhado aos EUA na Guerra Fria, marcado pela cassação do PCB, corte de gastos cambiais e pelo Plano SALTE de infraestrutura.
Segundo Governo Vargas (1951–1954)
Mandato democrático marcado pela defesa do nacionalismo econômico, pressões inflacionárias e intensa crise política com a oposição liberal.
Criação da Petrobras (1953)
Fruto da campanha popular 'O Petróleo é Nosso', estabeleceu o monopólio estatal sobre a exploração e o refino de petróleo no Brasil.
Atentado da Rua Tonelero (1954)
Ataque contra o jornalista Carlos Lacerda atribuído à guarda pessoal de Vargas, deflagrando a crise final que levou ao suicídio do presidente.
Carta-Testamento (1954)
Documento final deixado por Getúlio Vargas ao cometer suicídio, convertendo sua crise em comoção popular contra a oposição conservadora.
Plano de Metas (JK)
Programa desenvolvimentista sob o lema '50 anos em 5', focado em energia, transporte, indústria de base, alimentação e na construção de Brasília.
Construção de Brasília (1960)
Transferência da capital para o Centro-Oeste, visando integrar o interior do país e simbolizar o ápice da modernização do governo JK.
Governo Jânio Quadros (1961)
Mandato breve e instável de sete meses, célebre pela Política Externa Independente, condecoração de Che Guevara e renúncia inesperada.
Campanha da Legalidade (1961)
Mobilização civil e militar liderada por Leonel Brizola no Rio Grande do Sul para assegurar a posse legítima do vice-presidente João Goulart.
Parlamentarismo Republicano (1961–1963)
Solução de compromisso político aprovada pelo Congresso para empossar João Goulart com poderes presidenciais reduzidos.
Plebiscito de 1963
Consulta popular em que a população brasileira rejeitou o parlamentarismo com ampla maioria e restaurou o regime presidencialista para Jango.
Reformas de Base de João Goulart
Propostas estruturais nas áreas agrária, urbana, educacional, tributária e bancária, vistas pela elite conservadora como ameaça esquerdista.
Comício da Central do Brasil (1964)
Ato público em que Jango assinou decretos da reforma agrária e de encampação de refinarias, precipitando a reação conservadora.
Marcha da Família com Deus pela Liberdade
Manifestações organizadas por setores conservadores, católicos e empresariais contra as Reformas de Base e contra o suposto avanço comunista.
Golpe Civil-Militar de 1964
Deposição de João Goulart pelas Forças Armadas com apoio civil e empresarial em 31 de março, instaurando vinte e um anos de ditadura no país.
Ato Institucional Número 1 (AI-1)
Decreto de 1964 que permitiu cassações de mandatos parlamentares, suspensão de direitos políticos por dez anos e eleições indiretas imediatas.
Governo Castelo Branco (1964–1967)
Primeiro governo militar, responsável pela estabilização monetária via PAEG, criação do BNH e consolidação institucional do novo regime autoritário.
Bipartidarismo (AI-2)
Extinção dos partidos anteriores e imposição de apenas duas legendas: a governista ARENA e a oposição consentida MDB.
Constituição de 1967
Carta outorgada que institucionalizou os decretos da ditadura militar, restringiu liberdades e fortaleceu amplamente o Poder Executivo federal.
Ato Institucional Número 5 (AI-5, 1968)
Decreto que marcou o início dos anos de chumbo, fechou o Congresso, cassou o habeas corpus para crimes políticos e instituiu a censura prévia.
Passeata dos Cem Mil (1968)
Grande manifestação popular no Rio de Janeiro liderada por estudantes, artistas e intelectuais contra a violência e a repressão do regime militar.
Guerrilha do Araguaia
Movimento armado rural organizado pelo PCdoB na Amazônia, brutalmente dizimado pelas Forças Armadas durante os anos 1970.
DOI-CODI
Órgãos do Exército e da polícia criados para coordenar ações de inteligência e interrogatório, notórios pela prática sistemática de tortura.
Milagre Econômico (1968–1973)
Período de forte crescimento do PIB sob a gestão Médici, marcado por obras faraônicas, crédito fácil e grande concentração de renda.
Governo Emílio Garrastazu Médici (1969–1974)
Fase mais repressiva da ditadura militar, combinando intensa propaganda nacionalista ('Brasil, ame-o ou deixe-o') e aniquilação da oposição armada.
Abertura Lenta, Gradual e Segura
Projeto conduzido pelos generais Ernesto Geisel e Golbery do Couto e Silva para transitar controladamente o regime de volta ao comando civil.
Caso Vladimir Herzog (1975)
Assassinato sob tortura do jornalista no DOI-CODI, forjado como suicídio, que gerou repúdio nacional e abalou a linha-dura do Exército.
Pacote de Abril de 1977
Conjunto de medidas de Geisel que fechou o Congresso e criou os 'senadores biônicos' para garantir a maioria governista na Câmara e Senado.
Revogação do AI-5 (1978)
Ato sancionado por Ernesto Geisel que extinguiu o instrumento mais repressivo do regime militar, restabelecendo o direito de habeas corpus.
Lei da Anistia (1979)
Legislação que permitiu o retorno dos exilados e liberou presos políticos, beneficiando também agentes do Estado envolvidos em torturas e mortes.
Reformulação Partidária de 1979
Fim do bipartidarismo que fragmentou a oposição ao MDB e resultou no surgimento de siglas como PMDB, PDS, PT, PDT e PTB.
Greves do ABC Paulista (1978–1980)
Mobilizações operárias que desafiaram a proibição de greves pela ditadura e projetaram a liderança sindical de Luiz Inácio Lula da Silva.
Atentado do Riocentro (1981)
Ataque a bomba frustrado planejado por militares da linha-dura para culpar a esquerda e tentar frear o processo de abertura política.
Campanha das Diretas Já (1983–1984)
Movimento cívico de massas que reuniu milhões nas ruas exigindo a aprovação da Emenda Dante de Oliveira para eleição presidencial direta.
Eleição de Tancredo Neves e Sarney (1985)
Vitória da Aliança Democrática no Colégio Eleitoral, pondo fim formal a 21 anos de ditadura militar e iniciando a Nova República.

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