Inconfidência Mineira

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Estudo sobre os principais fatos, líderes e antecedentes históricos da Inconfidência Mineira. Destinado a estudantes de história e candidatos a concursos públicos.

51 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio História do Brasil Publicado
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Cartões · 51

Inconfidência Mineira
Movimento conspiratório de caráter republicano e separatista ocorrido em 1789 na capitania de Minas Gerais contra o domínio colonial português.
Tiradentes (Joaquim José da Silva Xavier)
Alferes do regimento dos Dragões e principal propagandista do movimento, foi o único conspirador condenado à morte e executado por enforcamento.
Derrama
Cobrança forçada de impostos atrasados pelo governo colonial caso a cota anual de 100 arrobas de ouro não fosse atingida; foi o estopim da conspiração.
Quinto
Tributo de 20% cobrado pela Coroa portuguesa sobre todo o ouro extraído na colônia do Brasil.
Visconde de Barbacena (Luís António Furtado de Mendonça)
Governador da capitania de Minas Gerais cuja missão era aplicar a derrama; após denúncias, suspendeu a cobrança e ordenou a prisão dos inconfidentes.
Joaquim Silvério dos Reis
Principal delator da Inconfidência Mineira; traiu o grupo em troca do perdão de suas vultosas dívidas fiscais com a Coroa portuguesa.
Cláudio Manuel da Costa
Poeta árcade e jurista ilustrado; preso por envolvimento na conspiração, foi encontrado morto em sua cela na Casa dos Contos de Vila Rica.
Tomás Antônio Gonzaga
Magistrado (ouvidor) e autor de Marília de Dirceu; foi um dos líderes intelectuais da conspiração, posteriormente degredado para Moçambique.
Inácio José de Alvarenga Peixoto
Magistrado, fazendeiro e poeta árcade; atuou ativamente nos planos conspiratórios e foi sentenciado ao degredo na África.
Vila Rica (atual Ouro Preto)
Centro econômico e cultural do ciclo do ouro e principal palco das reuniões e discussões dos inconfidentes.
Iluminismo
Movimento filosófico europeu cujas ideias de liberdade, razão e crítica ao absolutismo inspiraram fortemente a elite letrada de Minas Gerais.
Independência dos Estados Unidos (1776)
Exemplo prático de ruptura com uma metrópole colonial que serviu como modelo político e inspiração direta para os inconfidentes.
Libertas Quæ Sera Tamen
Lema em latim ('Liberdade ainda que tardia') proposto pelos inconfidentes para a bandeira da república que pretendiam instaurar.
Padre Carlos Correia de Toledo e Melo
Vigário de São João del-Rei e influente membro do clero que aderiu à revolta e articulou apoio popular e militar na região.
Padre José da Silva e Oliveira Rolim
Sacerdote e contrabandista de diamantes; envolveu-se ativamente na conspiração e foi condenado ao degredo.
Francisco Antônio de Oliveira Lopes
Coronel e proprietário de terras em cuja residência ocorreram encontros estratégicos para planejar o levante.
José Álvares Maciel
Engenheiro formado na Europa que trouxe conhecimentos técnicos sobre mineração e contatos sobre a Revolução Americana para a revolta.
Casa dos Contos
Edifício público em Vila Rica que serviu de prisão temporária para vários inconfidentes durante a devassa.
Autos da Devassa
Conjunto de inquéritos policiais e processos judiciais instaurados pela Coroa portuguesa para investigar e punir os inconfidentes.
Dona Maria I
Rainha de Portugal à época da conspiração; comutou quase todas as penas de morte em degredo perpétuo, exceto a de Tiradentes.
Bárbara Heliodora
Poetisa e esposa de Alvarenga Peixoto; apoiou a conspiração e tornou-se figura simbólica da participação feminina indireta.
Proclamação da República de Minas
Um dos principais objetivos do movimento, prevendo São João del-Rei como capital militar e a criação de uma universidade em Vila Rica.
Posição dos inconfidentes sobre a escravidão
Havia divergências internas e ausência de consenso; a maioria da elite conspiradora defendia a manutenção da escravidão ou apenas a libertação de escravizados locais.
21 de abril de 1792
Data da execução de Tiradentes por enforcamento no Campo da Lampadosa, na cidade do Rio de Janeiro.
Esquartejamento de Tiradentes
Ato punitivo em que o corpo do mártir foi cortado em pedaços e exposto na estrada de Minas Gerais para aterrorizar a população.
Regimento de Dragões de Minas
Tropa militar de elite da capitania à qual pertenciam Tiradentes e outros militares simpatizantes do movimento.
Coronel Francisco de Paula Freire de Andrade
Comandante do Regimento dos Dragões e figura central militar na conspiração; sua casa abrigou reuniões secretas fundamentais.
Bandeira dos Inconfidentes
Pavilhão branco com um triângulo verde (depois modificado para vermelho) e o lema latino, que originou a atual bandeira de Minas Gerais.
Declínio da produção aurífera
Esgotamento das jazidas de ouro ao longo do século XVIII que tornou insustentável o pagamento dos altos tributos metropolitanos.
Crédito tributário colonial
Vultosas dívidas acumuladas pelas elites mineradoras com a Real Fazenda, servindo de motivação financeira para a ruptura política.
Basílio da Gama
Poeta árcade brasileiro que, embora não diretamente envolvido no levante armado, partilhava do ambiente intelectual e político da época.
Marília de Dirceu
Obra poética de Tomás Antônio Gonzaga dedicada a Maria Doroteia Joaquina de Seixas, símbolo do arcadismo mineiro pré-conspiração.
Contrato das entradas e dízimos
Monopólio colonial de cobrança de taxas de circulação de mercadorias no qual figuravam figuras como o delator Silvério dos Reis.
Alferes
Posto militar ocupado por Tiradentes, correspondente atualmente ao posto de segundo-tenente no Exército.
Serra da Mantiqueira
Barreira geográfica natural estratégica por onde circulavam viajantes, tropas e notícias clandestinas sobre a revolta.
Criação de indústrias e manufaturas
Medida econômica defendida pelo projeto republicano dos inconfidentes para superar as proibições impostas pelo Alvará de 1785.
Alvará de 1785
Decreto de Dona Maria I que extinguiu todas as fábricas e manufaturas têxteis no Brasil, gerando revolta na capitania de Minas.
Degredo
Pena de banimento forçado para possessões portuguesas na África imposta à maioria dos líderes intelectuais da conspiração.
Mito de Tiradentes na República de 1889
Construção cívica do fim do século XIX que associou a imagem de Tiradentes à de Cristo para legitimar a Proclamação da República.
Domingos de Abreu Vieira
Tenente-coronel e comerciante abastado; financiou encontros dos inconfidentes e também foi condenado ao degredo.
Salvador Carvalho do Amaral Gurgel
Cirurgião e conspirador ativo que participou dos debates ideológicos sobre a nova república brasileira.
Cachoeira do Campo
Distrito de Ouro Preto onde o Visconde de Barbacena estava quando recebeu as denúncias sobre a trama conspiratória.
Pacto Colonial (Exclusivo Metropolitano)
Sistema de restrição comercial que obrigava a colônia a comerciar unicamente com Portugal, gerando descontentamento generalizado.
Intendência das Minas
Órgão máximo da administração colonial responsável pela fiscalização, cobrança de impostos e distribuição de datas de mineração.
Casas de Fundição
Instituições onde todo o ouro extraído devia ser fundido em barras, selado com as armas da Coroa e descontado o quinto real.
Universidade de Coimbra
Instituição portuguesa onde boa parte da elite intelectual inconfidente estudou e entrou em contato com as correntes reformistas ilustradas.
Conspiração do Curvelo
Manifestações satíricas e críticas anônimas em verso que circularam antes de 1789, prenunciando a insatisfação colonial.
Caráter elitista do movimento
Aspecto sociológico fundamental da Inconfidência, cujos quadros eram compostos predominantemente por letrados, padres, militares e proprietários ricos.
Salgar a terra
Pena infamante imposta à propriedade de Tiradentes em Vila Rica, para que nela nunca mais se pudesse construir ou cultivar.
Carta de Guimarães Peixoto
Documento e correspondências interceptadas durante o inquérito que serviram de provas materiais para incriminar os inconfidentes.
Sentença de 19 de abril de 1792
Decisão judicial régia que leu a condenação definitiva dos réus, comutando sentenças capitais e mantendo a forca para Tiradentes.

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