Independência do Brasil

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Este conjunto aborda os fatos, causas e eventos fundamentais relacionados à independência do Brasil. É ideal para estudantes que se preparam para exames escolares e vestibulares.

52 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio História do Brasil Publicado
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Cartões · 52

Chegada da Família Real portuguesa (1808)
Fuga da corte para o Brasil devido à invasão napoleônica em Portugal, transferindo o centro político do Império para o Rio de Janeiro.
Abertura dos Portos às Nações Amigas (1808)
Decreto de Dom João que extinguiu o pacto colonial mercantilista e permitiu o comércio direto do Brasil com nações aliadas, especialmente a Inglaterra.
Tratado de Comércio e Navegação de 1810
Acordo que concedeu tarifas alfandegárias privilegiadas de apenas 15% para os produtos britânicos que entravam no Brasil.
Elevação do Brasil a Reino Unido (1815)
Ato que transformou a colônia em Reino Unido a Portugal e Algarves, conferindo igualdade jurídica formal com a metrópole.
Revolução Pernambucana de 1817
Movimento republicano e separatista motivado por altos impostos e privilégios da corte no Rio, antecipando o anseio de emancipação.
Revolução Liberal do Porto (1820)
Insurreição militar em Portugal que exigiu a volta de Dom João VI, uma Constituição e a recolonização econômica do Brasil.
Cortes de Lisboa (1821-1822)
Assembleia constituinte portuguesa que tentou anular a autonomia administrativa brasileira e exigir o retorno imediato do príncipe regente.
Retorno de Dom João VI a Portugal (1821)
Pressionado pelas Cortes liberais, o rei retornou a Lisboa, deixando seu filho Dom Pedro como regente do Brasil.
Dia do Fico (9 de janeiro de 1822)
Declaração pública de Dom Pedro I recusando as ordens das Cortes portuguesas e optando por permanecer no Brasil.
José Bonifácio de Andrada e Silva
Nomeado ministro do Reino e Negócios Estrangeiros em 1822, atuou como o principal arquiteto político e ideólogo da emancipação nacional.
Decreto do Cumpra-se (maio de 1822)
Determinação que impedia a aplicação de ordens vindas das Cortes de Lisboa no Brasil sem a aprovação prévia de Dom Pedro.
Título de Defensor Perpétuo do Brasil (maio de 1822)
Título honorífico conferido pela Maçonaria e pelo Senado da Câmara a Dom Pedro, selando a aliança entre o príncipe e a elite local.
Convocação da Assembleia Constituinte (junho de 1822)
Medida que consolidou a autonomia legislativa do Brasil ao convocar representantes locais para elaborar leis próprias.
Maria Leopoldina de Áustria
Princesa regente que presidiu o Conselho de Estado em setembro de 1822 e enviou as cartas cruciais incentivando Dom Pedro a romper com Portugal.
Cartas de Lisboa de agosto de 1822
Correspondências exigindo a submissão do príncipe regente e a anulação de todos os seus atos, precipitando a decisão da ruptura.
Grito do Ipiranga (7 de setembro de 1822)
Proclamação simbólica da separação definitiva de Portugal feita por Dom Pedro às margens do riacho Ipiranga, em São Paulo.
Aclamação de Dom Pedro I (12 de outubro de 1822)
Cerimônia em que o príncipe regente foi formalmente aclamado Imperador Constitucional do Brasil no Campo de Santana.
Coroação de Dom Pedro I (1 de dezembro de 1822)
Consagração religiosa e coroação oficial de Dom Pedro I na Sé do Rio de Janeiro, inaugurando o Primeiro Reinado.
Partido Brasileiro
Agrupamento de grandes proprietários de terras e comerciantes locais que defendiam a autonomia do Brasil e a monarquia constitucional.
Partido Português
Grupo conservador formado por burocratas e comerciantes lusitanos que apoiavam as ordens das Cortes e a recolonização.
Influência da Maçonaria na Independência
Sociedades como o Grande Oriente do Brasil e o Apostolado atuaram nos bastidores promovendo ideias liberais e a autonomia política.
Papel da imprensa na emancipação
Jornais como o Correio Braziliense e o Revérbero Constitucional Fluminense divulgaram debates políticos e fomentaram o sentimento nacional.
Guerra da Independência na Bahia (1822-1823)
Conflito armado contra as tropas portuguesas do general Madeira de Melo, culminando na vitória brasileira em 2 de julho de 1823.
Maria Quitéria
Mulher sertaneja que se alistou disfarçada de homem no Batalhão dos Voluntários do Príncipe e virou heroína na Guerra da Independência na Bahia.
Joana Angélica
Abadessa do Convento da Lapa em Salvador, morta ao tentar impedir a invasão do local por soldados portugueses amotinados em 1822.
Batalha do Jenipapo (1823)
Combate sangrento no Piauí onde populares armados com foices e pedras enfrentaram tropas regulares portuguesas em defesa da soberania.
Adesão do Maranhão à Independência (1823)
Província reticente que foi integrada ao Império Brasileiro após o cerco naval da esquadra comandada por Lord Cochrane.
Integração do Grão-Pará (1823)
Última província do norte a aceitar a autoridade de Dom Pedro I, sob forte pressão militar marítima imperial.
Lord Thomas Cochrane
Almirante britânico contratado pelo governo imperial brasileiro para estruturar a Marinha e expulsar as frotas portuguesas das províncias.
General Pierre Labatut
Militar francês contratado por Dom Pedro I para comandar o Exército Pacificador contra as forças lusitanas em Salvador.
Manutenção da forma monárquica
Estratégia das elites brasileiras para garantir a estabilidade social, evitar o republicanismo radical e preservar a ordem escravista.
Preservação da escravidão
Pacto fundamental entre as classes dominantes que manteve intacta a estrutura escravocrata após a ruptura colonial.
Preservação da unidade territorial
Diferencial do Brasil em relação à América Espanhola, que evitou a fragmentação em várias repúblicas rivais.
Primeiro reconhecimento internacional (EUA, 1824)
Primeira nação a reconhecer a independência brasileira, baseada nos princípios da Doutrina Monroe de oposição ao colonialismo europeu.
Reconhecimento de Portugal (Tratado de Paz de 1825)
Acordo mediado pela Grã-Bretanha no qual o Brasil pagou uma indenização de 2 milhões de libras a Portugal para ter sua soberania aceita.
Mediação britânica no reconhecimento da Independência
Diplomacia inglesa que exigiu a renovação de tarifas comerciais vantajosas e a promessa do fim gradual do tráfico negreiro em troca de apoio.
A Noite da Agonia (1823)
Dissolução forçada da Assembleia Constituinte por tropas imperiais de Dom Pedro I devido a conflitos de poder com os parlamentares.
Constituição Outorgada de 1824
Primeira carta magna do Brasil, imposta por Dom Pedro I, que instituiu o Poder Moderador com autoridade quase absoluta sobre o Estado.
O Poder Moderador
Mecanismo concebido por Benjamin Constant que conferia ao imperador poder exclusivo para dissolver o Parlamento e nomear magistrados.
Confederação do Equador (1824)
Revolta separatista e republicana no Nordeste, liderada por Frei Caneca, em protesto contra o autoritarismo de Dom Pedro I.
Frei Caneca
Líder revolucionário pernambucano, jornalista e crítico feroz do absolutismo monárquico, executado após o fracasso da Confederação do Equador.
Conselho de Estado de 1822
Órgão consultivo criado por Dom Pedro I que reunia notáveis para deliberar sobre a governança e a separação de Portugal.
Empréstimos britânicos pós-independência
Endividamento inicial do Estado brasileiro em bancos de Londres para indenizar Portugal e financiar os gastos militares do processo de ruptura.
Quarto centenário da Independência e o quadro de Pedro Américo
Pintura 'Independência ou Morte' encomendada décadas depois (1888) que cristalizou a visão épica e heroica do Grito do Ipiranga.
Hino da Independência do Brasil
Composição com letra do poeta Evaristo da Veiga e melodia do próprio Dom Pedro I, criada em meio à mobilização patriótica de 1822.
Causa econômica da insatisfação brasileira
Tentativa metropolitana de restabelecer os monopólios comerciais e retirar as liberdades econômicas conquistadas desde 1808.
Causa política central da independência
Tentativa das Cortes de Lisboa de subordinar novamente os órgãos públicos criados no Rio de Janeiro às ordens metropolitanas.
Manifesto às Nações Amigas (agosto de 1822)
Documento redigido por José Bonifácio justificando à comunidade internacional a legitimidade do autogoverno e soberania do Brasil.
Dois de Julho na Bahia
Data máxima cívica do estado da Bahia que celebra a expulsão definitiva das forças coloniais portuguesas em 1823.
Abertura da Academia Real Militar (1810)
Criação fundamental de Dom João que formou engenheiros e quadros do futuro exército nacional capaz de lutar pela emancipação.
Guarda de Honra de Dom Pedro
Tropa montada paulista que acompanhava o príncipe na colina do Ipiranga e presenciou a declaração da separação.
Tratado anglo-brasileiro de 1826
Compromisso firmado com o Reino Unido para declarar ilegal o tráfico transatlântico de escravizados no prazo de três anos.

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