Linguagens e Códigos para o ENEM
Conceitos essenciais de linguagens, gêneros textuais e variações linguísticas para estudantes que se preparam para o ENEM.
Cartões · 50
- Gênero Textual vs. Tipo Textual
- Tipo é a estrutura fixa (narrativo, descritivo, injuntivo); gênero é a forma social concreta e dinâmica (e-mail, crônica, meme). Pegadinha: confundir a tipologia predominante com a função social do gênero.
- Função social da Notícia
- Informar fatos recentes de interesse público de modo impessoal e objetivo. Foco na precisão e no relato; não visa persuadir nem emocionar.
- Função social do Infográfico
- Transmitir dados complexos de forma rápida e acessível unindo texto verbal e não verbal. Exige leitura multimodal integrada.
- Função social do Texto Publicitário
- Persuadir o público-alvo a consumir um produto, serviço ou ideia, frequentemente mesclando linguagem verbal, imagens e verbos no imperativo.
- Intertextualidade
- Diálogo direto ou implícito entre dois ou mais textos. No ENEM, cobra-se a paródia (tom crítico/humorístico) ou a paráfrase (reafirmação com outras palavras).
- Variação Linguística Regional (Diatópica)
- Diferenças de léxico, sotaque e construções gramaticais conforme a localidade geográfica. Não existe variante 'correta', todas são válidas linguisticamente.
- Variação Linguística Social (Diastrática)
- Marcas linguísticas ligadas à classe social, escolaridade, idade ou grupo profissional (jargões). O ENEM cobra a crítica à hierarquização social da fala.
- Preconceito Linguístico
- Discriminação sofrida por quem usa variantes não padrão. O ENEM sempre defende a adequação ao contexto comunicativo em vez de 'certo versus errado'.
- Adequação Linguística
- Capacidade de adaptar o registro (formal ou informal) à situação, interlocutor e objetivo do texto. Pegadinha: julgar a informalidade como erro em contextos orais.
- Função Emotiva (ou Expressiva)
- Centrada no emissor. Expressa sentimentos, opiniões e emoções; marcada por pronomes e verbos em 1ª pessoa, interjeições e exclamações.
- Função Conativa (ou Apelativa)
- Centrada no receptor. Busca convencer, seduzir ou ordenar ações; uso comum de imperativos, vocativos e pronomes de 2ª pessoa/você (típica de anúncios).
- Função Metalinguística
- Centrada no próprio código. Ocorre quando a linguagem explica ou reflete sobre a própria linguagem (ex.: dicionários, poemas sobre o fazer poético).
- Função Poética
- Centrada na mensagem e em sua construção estética. Prioriza o ritmo, rimas, figuras de linguagem e arranjo visual das palavras.
- Função Fática
- Centrada no canal de comunicação. Visa testar, estabelecer, prolongar ou interromper o contato ('alô?', 'entende?', saudações no elevador).
- Função Referencial
- Centrada no contexto/referente. Busca a objetividade, neutralidade e clareza na transmissão da informação (notícias, textos científicos).
- Estratégia: Argumento de Autoridade
- Uso da citação de especialistas, instituições ou pesquisas renomadas para validar a tese defendida pelo autor.
- Estratégia: Relação de Causa e Efeito
- Demonstração lógica de que determinado fenômeno é consequência direta de uma causa específica, reforçando a consistência do argumento.
- Estratégia: Exemplificação e Dados Estatísticos
- Apresentação de casos concretos, fatos históricos ou números oficiais para provar que a tese não é fruto de opinião pessoal isolada.
- Função Crítica da Charge
- Uso de humor, ironia e linguagem mista para criticar um fato contemporâneo e socialmente relevante. Exige conhecimento de atualidades.
- Ironia como Recurso Argumentativo
- Afirmação do oposto do que se quer dizer para expor contradições ou ridicularizar comportamentos e ideias.
- Semana de Arte Moderna (1922)
- Rompimento com o academicismo e o parnasianismo. Buscava renovação estética, liberdade formal e a criação de uma arte genuinamente brasileira.
- 1ª Fase do Modernismo (Heroica/Destrutiva)
- Ruptura radical, verso livre, poema-piada, linguagem coloquial e nacionalismo crítico (antropofagia de Oswald; pesquisa folclórica de Mário de Andrade).
- Movimento Antropofágico
- Metáfora de 'devorar' a cultura estrangeira, assimilá-la criticamente e reelaborá-la sob a perspectiva da identidade brasileira.
- 2ª Fase do Modernismo (Social/Neorrealista)
- Foco nas tensões sociais, seca, miséria do Nordeste e reflexão existencial. Nomes: Graciliano Ramos, Drummond, Jorge Amado, Cecília Meireles.
- Vidas Secas (Graciliano Ramos)
- Denúncia da desumanização dos retirantes e da aridez social. O silêncio e a escassez vocabular espelham a própria escassez física.
- Clarice Lispector (3ª Fase Modernista)
- Prosa intimista, fluxo de consciência e epifania (revelação súbita a partir de fatos banais). O foco desloca-se do fato externo para a subjetividade.
- Guimarães Rosa (3ª Fase Modernista)
- Recriação linguística pelo neologismo, fusão da oralidade sertaneja com erudição e questionamentos existenciais universais no sertão.
- Literatura Marginal/Periférica
- Produção de autores das periferias urbanas com foco em sua vivência, linguagem coloquial, denúncia do racismo e desigualdade (ex.: Carolina Maria de Jesus).
- Vozes Minoritárias na Literatura Contemporânea
- Obras focadas em vivências indígenas (Krenak), negras (Conceição Evaristo) e LGBTQIA+, contestando narrativas hegemônicas tradicionais.
- Escrevivência (Conceição Evaristo)
- Conceito que une a escrita à vivência da mulher negra brasileira, transformando memórias coletivas e dor em força literária e política.
- Polifonia na Narrativa
- Coexistência de múltiplas vozes e perspectivas autônomas no texto, sem que a voz do narrador domine todas as outras.
- TICs e a Cultura da Convergência
- Integração de múltiplos suportes de mídia com engajamento ativo do usuário, que deixa de ser mero espectador para virar produtor de conteúdo.
- Bolhas de Informação e Algoritmos
- Mecanismos de recomendação que filtram o conteúdo e reforçam visões prévias, reduzindo o contato com a diversidade de opiniões e facilitando fake news.
- Letramento Digital
- Capacidade crítica de localizar, analisar, produzir e compartilhar informações em ambientes digitais com segurança e discernimento ético.
- Impacto da IA na Comunicação
- Automatização da escrita e tradução que desafia noções de autoria, exigindo foco em pensamento crítico, checagem e ética de dados.
- Futurismo
- Vanguarda europeia que exaltava a velocidade, a máquina, o dinamismo e a tecnologia moderna, rejeitando o tradicionalismo do passado.
- Cubismo
- Vanguarda caracterizada pela fragmentação geométrica dos objetos e representação simultânea de múltiplos pontos de vista no mesmo plano.
- Dadaísmo
- Vanguarda de contestação total aos valores burgueses e à razão; utilizava o nonsense, o acaso, o absurdo e a colagem (ready-made).
- Surrealismo
- Exploração do inconsciente, dos sonhos, do delírio e do automatismo psíquico, com forte influência da psicanálise freudiana.
- Arte Contemporânea: Conceitual vs. Formal
- A ideia, o processo e a reflexão crítica têm mais peso do que o objeto físico final ou o rigor estético tradicional.
- Performance Artística e Instalação
- Obras que utilizam o corpo do artista no espaço ou convidam o público a interagir fisicamente com o ambiente artístico imersivo.
- Padrões Estéticos do Corpo na Mídia
- Construção social de ideais inatingíveis de beleza associados ao sucesso, gerando frustração, consumo desenfreado e distúrbios de autoimagem.
- Corpo como Discurso Social
- O corpo não é apenas biológico; é moldado pela cultura, política e história, carregando marcas de poder, gênero e resistência.
- Esporte de Rendimento vs. Esporte de Participação
- Rendimento prioriza competição de elite, lucro e superação de limites; participação prioriza lazer, saúde coletiva e integração comunitária.
- Esporte Adaptado e Paralímpico
- Práticas esportivas adaptadas para pessoas com deficiência, promovendo autonomia, visibilidade e desconstrução de preconceitos capacitistas.
- Doping e a Espetacularização do Corpo
- Busca extrema pelo desempenho para atender à indústria esportiva, pondo em risco a saúde física e desvirtuando a ética esportiva.
- Linguagem Não Verbal nos Esportes
- Expressões corporais, gestos táticos e rituais que comunicam emoções, estratégias de jogo e pertencimento cultural.
- Multimodalidade
- Combinação simultânea de diferentes modos de significação (palavras, imagens, cores, sons) em um único texto para gerar sentido.
- Ambiguidade: Recurso vs. Vício
- Vício de linguagem quando atrapalha a clareza; recurso poético/publicitário intencional quando cria múltiplos sentidos planejados.
- Hipertexto
- Estrutura de leitura não linear e interativa formada por links que conectam blocos de informação de maneira dinâmica.