Medicina Legal: Conceitos e Ramos 3

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Estudo dos conceitos, ramos e aplicações práticas da medicina legal para estudantes e candidatos a concursos públicos.

50 cartões Português Nível: Ensino superior Outras áreas da saúde Publicado
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Conceito de Medicina Legal
Aplicação de conhecimentos médicos e biológicos ao estudo e à execução do Direito, auxiliando a Justiça na elaboração de leis e decisões judiciais.
Importância jurídica da Medicina Legal
Fornece a prova pericial técnica, elemento material indispensável para esclarecer fatos delituosos, autoria, materialidade e responsabilidades civis e penais.
Antropologia Forense
Ramo dedicado à identidade e identificação humana; atua na determinação de sexo, idade, estatura, ancestralidade e espécie a partir de ossadas ou corpos.
Traumatologia Forense
Estuda as lesões corporais e as energias que as causam (mecânica, física, química); avalia gravidade do dano corporal para capitulação penal.
Tanatologia Forense
Estuda a morte, seus fenômenos cadavéricos e a necropsia; determina causa mortis, cronotanatognose (tempo da morte) e mecanismo letal.
Toxicologia Forense
Investiga substâncias químicas, venenos e drogas; pesquisa intoxicações agudas, dependência, overdoses e envenenamentos periciais.
Sexologia Forense
Examina aspectos médico-legais da sexualidade, como crimes sexuais (estupro), gravidez, parto, infanticídio, contágio venéreo e aborto.
Psicopatologia e Psiquiatria Forense
Avalia higidez mental e capacidade civil/penal; determina imputabilidade, semi-imputabilidade e necessidade de medida de segurança.
Deontologia Médica
Estuda os deveres e a ética médica profissional; avalia responsabilidade profissional, erro médico e respeito às normas de conduta.
Diceologia Médica
Estuda os direitos do médico e prerrogativas profissionais no exercício legal de sua profissão perante a lei e a sociedade.
Asfixiologia Forense
Subdivisão da traumatologia que analisa perturbações respiratórias mecânicas; diferencia enforcamento, estrangulamento, esganadura e afogamento.
Identificação dactiloscópica
Antropologia Forense. Compara cristas de fricção papilar dos dedos para identificação civil e criminal irrefutável.
Estimativa de tempo de morte por Rigor Mortis
Tanatologia Forense. Avalia a rigidez muscular (Lei de Nysten) para estabelecer a cronotanatognose em cadáveres recentes.
Livores de hipóstase (Livor Mortis)
Tanatologia Forense. Determina a posição em que o corpo permaneceu após o óbito e se houve movimentação intencional da cena.
Mancha verde abdominal
Tanatologia Forense. Marca o início do período de putrefação cadavérica (fossa ilíaca direita), indicando cerca de 18 a 24 horas pós-morte.
Equimose vs. Hipóstase
Traumatologia e Tanatologia. A incisão tecidual diferencia infiltração hemorrágica em vida de estase sanguínea passiva post-mortem.
Determinação de gravidade da lesão corporal
Traumatologia Forense. Classifica lesões em leve, grave ou gravíssima com base no Art. 129 do CP (incapacidade, debilidade, perigo de vida).
Ferida pérfuro-contusa por arma de fogo
Traumatologia Forense. Analisa orifícios de entrada e saída para determinar trajeto, trajetória e distância do tiro.
Sinais de disparo encostado (Boca de Mina de Werkgaertner)
Traumatologia Forense. Identifica tiro efetuado com a boca do cano diretamente apoiada sobre os ossos cranianos.
Zonas de tatuagem e esfumaçamento
Traumatologia Forense. Aferem tiros à queima-roupa e curta distância pela deposição e impregnação de resíduos de pólvora.
Sulco oblíquo, interrompido e ascendente
Asfixiologia Forense. Sinal característico de morte por enforcamento gerado pela constrição do laço suspenso.
Sulco horizontal, contínuo e uniforme
Asfixiologia Forense. Indica estrangulamento mecânico gerado por laço acionado por força externa.
Marcas ungueais no pescoço (estigmas ungueais)
Asfixiologia / Traumatologia. Evidenciam esganadura manual mediante ação contundente direta das unhas e dedos do agressor.
Manchas de Tardieu
Asfixiologia Forense. Petéquias hemorrágicas subpleurais e subepicárdicas decorrentes do rápido aumento da pressão venosa e anoxia.
Docimásias hidrostáticas de Galeno
Tanatologia / Sexologia Forense. Testam pulmões do recém-nascido para provar respiração e vida extrauterina em casos de infanticídio.
Pesquisa de fosfatase ácida e PSA
Sexologia / Toxicologia Forense. Comprova a presença de sêmen em swabs genitais ou vestes para perícia de estupro de vulnerável.
Ruptura himenal recente vs. antiga
Sexologia Forense. Distingue orla hiperemiada e exsudato de cicatrização completa para estimar data do ato sexual periciado.
Avaliação de imputabilidade penal (Critério Biopsicológico)
Psiquiatria Forense. Verifica anomalia mental aliada à incapacidade de entender o caráter ilícito ou de determinar-se à época do fato.
Necrópsia médico-legal compulsória
Tanatologia Forense. Exame obrigatório em toda morte violenta (acidente, homicídio, suicídio) ou suspeita, por requisição policial/judicial.
Causalidade e Concausas
Traumatologia Forense. Analisa se eventos preexistentes, concomitantes ou supervenientes influenciaram no resultado morte ou lesão.
Queimadura de 2º grau (Flictenas de Janesic)
Traumatologia Forense (Energia Térmica). Analisa bolhas com conteúdo rico em albumina para confirmar reação vital ao calor.
Sinal de Montalti
Traumatologia / Tanatologia. Presença de fuligem nas vias aéreas que atesta que a vítima estava viva e respirava durante o incêndio.
Lesões de defesa nos antebraços e mãos
Traumatologia Forense. Diferencia homicídio de suicídio através de feridas cortantes e contusas em membros superiores da vítima.
Bárbara - Reação de Florence e Barbiéro
Sexologia / Criminalística Forense. Métodos microquímicos clássicos usados na triagem para detecção de esperma por cristais característicos.
Simulação e Dissimulação de transtornos mentais
Psiquiatria Forense. Identifica réus que forjam doença para obter inimputabilidade ou escondem sintomas para recuperar a liberdade.
Toxicologia do Monóxido de Carbono (Carboxiemoglobina)
Toxicologia Forense. Confirma intoxicação letal por inalação de fumaça, gerando sangue com tonalidade vermelho-cereja característica.
Eletroplessão vs. Fulguração
Traumatologia Forense (Energia Física). Distingue danos decorrentes de eletricidade artificial (industrial) daqueles causados por raios.
Marca elétrica de Jellinek
Traumatologia Forense. Lesão cutânea indolora e endurecida que demarca a porta de entrada da corrente elétrica artificial no corpo.
Entomologia Forense
Tanatologia Forense. Estuda a sucessão de insetos colonizadores para estimar o intervalo pós-morte prolongado em carcaças.
Sinal do tiro do cano encostado: Câmara de Mina de Hofmann
Traumatologia Forense. Descolamento tecidual com descolamento estelar causado pela expansão dos gases de tiro encostado com osso subjacente.
Necropapiloscopia
Antropologia Forense / Papiloscopia. Recuperação e decalque de impressões digitais em cadáveres saponificados, mumificados ou queimados.
Sinal de Simon
Asfixiologia Forense. Hemorragia nos discos intervertebrais lombares decorrente de tração violenta no enforcamento suspensivo.
Auto de Exame de Corpo de Delito
Documentoscopia / Perícia Geral. Peça técnica formal lavrada por peritos oficiais que consolida o relato detalhado e conclusões do exame.
Esquartejamento vs. Evisceração
Traumatologia e Tanatologia. Analisa se a partição do corpo ocorreu para ocultação de cadáver ou sadismo homicida, avaliando a vitalidade.
Identificação odonto-legal
Antropologia Forense. Identifica indivíduos pela comparação do arcabouço dentário e restaurações com fichas odontológicas prévias.
Afogamento azul (Verdadeiro) vs. Afogamento branco
Asfixiologia Forense. Diferencia asfixia mecânica líquida clássica (com aspiração) de parada cardiorrespiratória por inibição vagal.
Cogumelo de espuma na boca e fossas nasais
Asfixiologia Forense. Sinal clássico da inundação das vias respiratórias por água no afogamento com reação vital.
Notificação compulsória em perícia médica
Deontologia Médica. Exigência legal imposta aos médicos de comunicar doenças de notificação ou indícios de maus-tratos infantis às autoridades.
Saponificação e Mumificação cadavérica
Tanatologia Forense. Fenômenos abióticos transformativos conservadores que preservam estruturas corporais para perícias tardias.
Erro médico: Negligência, Imprudência e Imperícia
Deontologia Forense. Avalia omissão de dever técnico, precipitacão temerária ou falta de aptidão prática para responsabilização civil/penal.