Ortografia da Língua Portuguesa
Estudo das regras de ortografia, acentuação e emprego de termos na língua portuguesa para estudantes e concurseiros.
Cartões · 52
- Acentuação de palavras oxítonas
- Acentuam-se as oxítonas terminadas em -a, -e, -o (seguidas ou não de s), e em -em/-ens (ex.: café, cipó, armazém).
- Acentuação de palavras paroxítonas
- Acentuam-se as terminadas em -r, -x, -n, -l, -ps, -i(s), -u(s), -ão(s), -ã(s), -um/-uns e ditongos orais (ex.: tórax, fácil, órgão).
- Acentuação de palavras proparoxítonas
- Todas as proparoxítonas são obrigatoriamente acentuadas na antepenúltima sílaba (ex.: lâmpada, pássaro, médico).
- Acentuação de monossílabos tônicos
- Acentuam-se os monossílabos tônicos terminados em -a, -e, -o, seguidos ou não de s (ex.: pá, pé, dó, más, três).
- Ditongos abertos tônicos (élen, ólen) em paroxítonas
- O Novo Acordo Ortográfico aboliu o acento dos ditongos abertos 'ei' e 'oi' em palavras paroxítonas (ex.: ideia, jiboia, heroico).
- Ditongos abertos tônicos em oxítonas e monossílabos
- Mantêm o acento agudo os ditongos abertos 'éi', 'éu' e 'ói' no final de oxítonas ou monossílabos (ex.: herói, papéis, chapéu).
- Regra do hiato com 'i' e 'u' tônicos
- Acentuam-se 'i' e 'u' tônicos se formam hiato com a vogal anterior, sozinhos na sílaba ou com 's', sem 'nh' depois (ex.: saída, baú).
- Hiato 'i' ou 'u' seguido de 'nh'
- Não levam acento agudo se forem seguidos do dígrafo 'nh' na sílaba seguinte (ex.: rainha, moinho, bainha).
- Hiato paroxítono precedido por ditongo decrescente
- Perderam o acento as letras 'i' e 'u' tônicas precedidas por ditongo decrescente em palavras paroxítonas (ex.: feiura, baiuca).
- Vogais dobradas 'ee' e 'oo'
- Não se acentuam mais as formas verbais com 'ee' nem substantivos com 'oo' (ex.: creem, leem, veem, voo, enjoo).
- Acento diferencial: tem / têm e vem / vêm
- Usa-se acento circunflexo na 3ª pessoa do plural para diferenciar da 3ª pessoa do singular (ele tem / eles têm; ele vem / eles vêm).
- Acento diferencial: pôr / por
- O verbo 'pôr' mantém o acento circunflexo obrigatório para diferenciar da preposição átona 'por'.
- Acento diferencial: pôde / pode
- 'Pôde' (pretérito perfeito do indicativo) leva acento para se diferenciar do presente 'pode'.
- Uso do trema
- Foi totalmente abolido na língua portuguesa, subsistindo apenas em nomes próprios estrangeiros e seus derivados (ex.: Müller).
- Por que (separado e sem acento)
- Usado em frases interrogativas diretas e indiretas, ou equivalente a 'pelo qual/por qual razão' (ex.: Por que você faltou?).
- Porque (junto e sem acento)
- Conjunção causal ou explicativa, equivale a 'pois', 'já que' ou 'visto que' (ex.: Não fui porque estava chovendo).
- Por quê (separado e com acento)
- Usado no fim de frases ou isolado, recebendo entonação tônica forte (ex.: Você não comeu nada. Por quê?).
- Porquê (junto e com acento)
- Substantivo masculino que significa 'o motivo' ou 'a razão', precedido por artigo ou pronome (ex.: Não entendi o porquê).
- Uso de 'mas' vs. 'mais'
- 'Mas' é conjunção adversativa sinônima de 'porém'; 'mais' é pronome ou advérbio de intensidade/quantidade (oposto a menos).
- Uso de 'mau' vs. 'mal'
- 'Mau' é adjetivo oposto a 'bom'; 'mal' pode ser advérbio (oposto a bem), conjunção temporal (assim que) ou substantivo.
- Uso de 'há' vs. 'a' na expressão de tempo
- 'Há' (verbo haver) indica tempo decorrido no passado; 'a' (preposição) indica tempo futuro ou distância espacial.
- Uso de 'onde' vs. 'aonde'
- 'Onde' expressa permanência ou lugar fixo (estar em); 'aonde' indica movimento com verbos que regem 'a' (ir a).
- Uso de 'ao encontro de' vs. 'de encontro a'
- 'Ao encontro de' indica acordo, conformidade ou aproximação; 'de encontro a' indica oposição, choque ou divergência.
- Uso de 'acerca de', 'a cerca de' e 'há cerca de'
- 'Acerca de' = sobre; 'a cerca de' = a uma distância aproximada; 'há cerca de' = faz aproximadamente tanto tempo.
- Uso de 'a fim de' vs. 'afim'
- 'A fim de' é locução prepositiva de finalidade (para); 'afim' é adjetivo que indica afinidade, parentesco ou semelhança.
- Uso do 'x' após ditongo
- Grafam-se com 'x' as palavras em que a consoante sibilante surge imediatamente após ditongo (ex.: caixa, peixe, frouxo).
- Uso do 'x' após a sílaba inicial 'en-'
- Grafa-se com 'x' após 'en-' inicial (ex.: enxada, enxaqueca), exceto palavras derivadas iniciadas com 'ch' (ex.: encher, encharcar).
- Uso do 'x' após a sílaba inicial 'me-'
- Grafa-se com 'x' após a sílaba inicial 'me-' (ex.: mexer, mexicano), exceto a palavra 'mecha' (de cabelo) e derivados.
- Uso do 'ch' em vocábulos da língua
- Aparece em palavras de origem latina, francesa e germânica consagradas na tradição (ex.: chave, chuva, bochecha, chuchu).
- Sufixo '-izar' (com z)
- Aplica-se a palavras primitivas que não possuem 's' no radical da palavra-base (ex.: economia > economizar, fértil > fertilizar).
- Sufixo '-isar' (com s)
- Mantém-se o 's' quando a palavra primitiva já traz 's' no radical temático (ex.: análise > analisar, pesquisa > pesquisar).
- Sufixos '-ês' e '-esa' com 's'
- Grafam-se com 's' sufixos que designam títulos de nobreza, nacionalidade, procedência e profissão (ex.: marquês, francesa, burguês).
- Sufixo '-eza' com 'z'
- Grafa-se com 'z' o sufixo formador de substantivos abstratos derivados de adjetivos (ex.: belo > beleza, nobre > nobreza).
- Uso de 's' intervocálico com som de /z/
- Grafa-se com 's' a sibilante sonora intervocálica em substantivos e sufixos como '-oso', '-osa' (ex.: casa, gostoso, corajosa).
- Uso do 'ss' intervocálico
- Emprega-se 'ss' exclusivamente entre vogais para preservar o som surdo /s/ (ex.: passado, osso, assinar, massa).
- Uso de 'ç' antes de 'a', 'o', 'u'
- Emprega-se a cedilha antes de a, o, u com som de /s/ (ex.: praça, poço, açúcar); nunca é usada antes de 'e' ou 'i'.
- Uso de 'ç' em sufixos de origem árabe ou tupi
- Substantivos e termos derivados do árabe, tupi e outras línguas indígenas/africanas levam 'ç' (ex.: açaí, muçulmano, paçoca).
- Uso do 'j' em palavras de origem tupi, africana ou árabe
- Grafam-se com 'j' vocábulos derivados dessas matrizes linguísticas (ex.: pajé, jiboia, canjica, manjericão).
- Uso de 'j' em formas verbais terminadas em '-jar'
- Mantém-se a letra 'j' em todas as formas conjugadas dos verbos terminados em '-jar' (ex.: viajar > viajem, arranjar > arranje).
- Uso de 'g' em terminações '-ágio', '-égio', '-ígio', '-ógio', '-úgio'
- Substantivos que terminam nestas sequências fixas são sempre grafados com 'g' (ex.: pedágio, colégio, relógio, refúgio).
- Uso de 'g' em substantivos terminados em '-agem', '-igem', '-ugem'
- Grafam-se com 'g' substantivos com essas desinências (ex.: garagem, vertigem, ferrugem), excetuando-se 'pajem' e 'lambujem'.
- Diferença entre 'viagem' e 'viajem'
- 'Viagem' (com g) é substantivo feminino; 'viajem' (com j) é a forma flexionada do verbo viajar no presente do subjuntivo.
- Uso da letra 'h' inicial
- Mantém-se por razões puramente etimológicas sem emitir som (ex.: hoje, homem, haver, hálito), não se usando no meio exceto em dígrafos.
- Hífen: prefixo terminado em vogal igual à inicial do segundo elemento
- Usa-se hífen quando a vogal do prefixo for idêntica à vogal com que começa o segundo elemento (ex.: micro-ondas, anti-inflamatório).
- Hífen: prefixo terminado em vogal diferente da inicial do segundo elemento
- Não se usa hífen; os termos unem-se diretamente se as vogais forem diferentes (ex.: autoestrada, contraindicação, semiárido).
- Hífen: prefixo em vogal seguido por palavras iniciadas por 'r' ou 's'
- Elimina-se o hífen e duplicam-se as consoantes 'r' ou 's' (ex.: antirreflexo, minissaia, ultrassom, cosseno).
- Hífen diante de palavras iniciadas pela letra 'h'
- Usa-se hífen obrigatoriamente quando o segundo elemento inicia por 'h' (ex.: sobre-humano, anti-higiênico, super-homem).
- Hífen com os prefixos 'sub-' e 'sob-'
- Usa-se hífen se o segundo elemento iniciar por 'b', 'h' ou 'r' (ex.: sub-base, sub-reitor, sub-humano).
- Hífen com 'ex-', 'sem-', 'além-', 'aquém-', 'recém-', 'pós-', 'pré-', 'pró-'
- Prefixos tônicos ou com autonomia morfológica sempre exigem hífen (ex.: ex-diretor, recém-nascido, pós-graduação).
- Hífen em palavras compostas com perda da noção de composição
- Palavras que perderam a separação de sentido perderam o hífen (ex.: girassol, paraquedas, pontapé, madressilva).
- Emprego de consoantes dobradas 'rr' e 'ss'
- Nunca iniciam nem finalizam palavras na língua portuguesa; só ocorrem no interior da palavra entre vogais (ex.: carro, massa).
- Uso de 'm' e 'n' antes de consoantes
- Usa-se 'm' exclusivamente antes das consoantes 'p' e 'b' ou no fim de vocábulos; usa-se 'n' antes das demais consoantes (ex.: campo, banco).