Ortografia e Acentuação para Concursos (GCM / Legalle)
Estudo de ortografia e acentuação da Língua Portuguesa voltado para concursos públicos.
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- Qual é a regra geral de acentuação dos monossílabos tônicos?
- Acentuam-se os terminados em a, e, o, seguidos ou não de s. Ex.: pá, pés, nó. Monossílabos átonos (de, me) e terminados em i, u (ti, tu) não levam acento.
- Quais são as terminações que exigem acento nas palavras oxítonas?
- Acentuam-se as terminadas em a, e, o, em, ens, seguidas ou não de s. Ex.: sofá, café, cipó, também, parabéns. Oxítonas em i ou u não levam acento (sacil, caju).
- Qual é a regra básica de acentuação das palavras proparoxítonas?
- Todas as proparoxítonas são acentuadas sem exceção. Ex.: lâmpada, médico, câmera. A banca Legalle cobra a identificação pura dessa regra em questões diretas.
- Quais terminações tornam as paroxítonas acentuadas?
- Terminadas em r, x, n, l, i(s), u(s), ps, ã(s), ão(s), um, uns e ditongos. Dica mnemônica: ROUXINOL + i, u, ps, ditongos. Ex.: caráter, tórax, júri, álbum.
- Por que palavras como história, série e polícia são acentuadas?
- São paroxítonas terminadas em ditongo oral crescente (eventualmente chamadas de proparoxítonas eventuais/acidentais pela banca Legalle).
- Como funciona a regra dos hiatos com I e U tônicos?
- Acentuam-se quando formam sílaba sozinhos ou com s, sem serem seguidos de nh. Ex.: sa-í-da, ba-ú, fa-ís-ca. Rainha não leva acento por causa do nh.
- Feiura e baiuca levam acento gráfico após o Acordo Ortográfico?
- Não. Não se acentuam mais o i e o u tônicos em palavras paroxítonas quando antecedidos por ditongo decrescente. Ex.: fei-u-ra, bai-u-ca.
- Piauí leva acento gráfico mesmo tendo ditongo antes do I?
- Sim. A regra do Novo Acordo retira o acento apenas de paroxítonas; oxítonas terminadas em i tônico após ditongo continuam acentuadas. Ex.: Piauí, tuiuiú.
- Ideia, plateia e jiboia ainda levam acento gráfico?
- Não. Perderam o acento os ditongos abertos éi e ói das palavras paroxítonas. Ex.: joia, Coreia, heroico. Pegadinha clássica em concursos.
- Herói e papéis continuam acentuados após o Acordo Ortográfico?
- Sim. Os ditongos abertos éu, éi e ói mantêm acento nas palavras oxítonas e nos monossílabos tônicos. Ex.: herói, céu, anéis, constrói.
- O que ocorreu com o acento circunflexo nos encontros oo e ee?
- Foi eliminado pelo Novo Acordo. Palavras como voo, enjoo, creem, deem, leem e veem não têm mais acento gráfico.
- Qual é a diferença de grafia e acentuação entre tem e têm?
- Acento diferencial de número: 'tem' indica a 3ª pessoa do singular e 'têm' indica a 3ª pessoa do plural. O mesmo vale para vem (singular) e vêm (plural).
- Como se acentuam os derivados de ter e vir na 3ª pessoa?
- Levam acento agudo no singular e circunflexo no plural por serem oxítonas. Ex.: ele mantém / eles mantêm; ele intervém / eles intervêm.
- Qual é a diferença entre pôr (com acento) e por (sem acento)?
- Pôr com circunflexo é verbo ('vou pôr o casaco'); por sem acento é preposição ('passou por ali'). Permanece como acento diferencial obrigatório.
- Qual é a diferença entre pôde e pode?
- Pôde (com circunflexo) está no pretérito perfeito do indicativo (passado); pode (sem acento) está no presente do indicativo. Ex.: Ontem ele não pôde vir.
- O acento diferencial na palavra fôrma/forma é obrigatório ou facultativo?
- É facultativo. Pode-se usar o acento circunflexo em fôrma (objeto/molde) apenas para evitar ambiguidade com forma (feitio/verbo formar).
- Para e pelo ainda levam acento diferencial?
- Não. O Novo Acordo aboliu o acento diferencial do verbo parar (para) e do substantivo pelo/pêlo. Grafam-se sempre sem acento.
- O trema ainda é utilizado na língua portuguesa?
- Foi abolido de todas as palavras da língua portuguesa, sobrevivendo apenas em nomes próprios estrangeiros e seus derivados. Ex.: Müller, mulleriano.
- Quando se emprega hífen com prefixos diante de consoantes?
- Usa-se hífen quando o prefixo termina com a mesma letra que inicia a palavra seguinte. Letras iguais separam: micro-ondas, inter-relação, sub-bloco.
- O que fazer quando o prefixo termina em vogal e a base começa com R ou S?
- Não se usa hífen e a consoante é duplicada. Regra do RR e SS: anti- + social vira antissocial; auto- + retrato vira autorretrato.
- Como funciona o hífen diante da letra H?
- Sempre se usa hífen se o segundo elemento iniciar com a letra h, exceto em aglutinações consagradas como subumano. Ex.: anti-higiênico, super-homem.
- Os prefixos ex-, sem-, além- e recém- exigem hífen?
- Sim, exigem hífen obrigatoriamente em qualquer situação. Ex.: ex-prefeito, sem-terra, além-mar, recém-casado.
- Dia a dia e fim de semana levam hífen?
- Não. Locuções substantivas, adjetivas ou adverbiais perderam o hífen pelo Acordo Ortográfico. Exceções consagradas: pé-de-meia, água-de-colônia.
- Qual é a diferença entre mau e mal?
- Mau é adjetivo, antônimo de bom (lobo mau / homem bom). Mal pode ser advérbio, conjunção ou substantivo, antônimo de bem (ele dormiu mal / mal educado).
- Quando se usa onde e quando se usa aonde?
- Onde indica lugar fixo ou em que se está (onde você mora?). Aonde indica movimento e destino, associado a verbos de regência 'a' (aonde você vai?).
- Como diferenciar há (verbo) e a (preposição) em relação a tempo?
- Há indica tempo decorrido, equivalente a faz (moro aqui há dois anos). A indica tempo futuro ou distância física (a prova será daqui a duas semanas).
- Quando se emprega por que (separado e sem acento)?
- Em perguntas diretas ou indiretas, no início/meio de frases, ou equivalendo a 'pelo qual' ou 'por qual razão'. Ex.: Por que faltou? / O motivo por que saí.
- Quando se emprega por quê (separado e com acento)?
- No final de períodos ou antes de pontuação forte (ponto final, interrogação), pois a palavra vira tônica. Ex.: Você não veio à aula de tiro, por quê?
- Quando se emprega porque (junto e sem acento)?
- É conjunção explicativa ou causal, equivalente a 'pois', 'já que' ou 'visto que'. Ex.: Não fui trabalhar porque estava de plantão ontem.
- Quando se emprega porquê (junto e com acento)?
- Quando funciona como substantivo masculino, sinônimo de motivo ou razão, sempre antecedido de determinante (artigo, pronome). Ex.: Não entendi o porquê.
- Como se grafam verbos formados a partir de palavras com S no radical?
- Mantêm o S na terminação -isar. Ex.: análise -> analisar; pesquisa -> pesquisar; paralisia -> paralisar (pegadinha comum: paralisar não tem z).
- Quando os sufixos -izar e -eza são escritos com Z?
- Usa-se -izar em palavras cujo radical não tem s (útil -> utilizar). Usa-se -eza em substantivos abstratos derivados de adjetivos (belo -> beleza).
- Qual a regra de uso do G em terminações nominais?
- Grafam-se com g as palavras terminadas em -ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio (ex.: pedágio, colégio, refúgio) e em -agem, -igem, -ugem (viagem, vertigem).
- Qual a diferença de grafia entre viagem e viajem?
- Viagem com g é substantivo (Boa viagem a todos!). Viajem com j é a forma conjugada do verbo viajar no subjuntivo ou imperativo (Espero que eles viajem).
- Como se empregam as palavras sessão, seção e cessão?
- Sessão: reunião, tempo de duração (sessão de cinema); Seção/secção: corte, repartição, setor (seção eleitoral); Cessão: ato de ceder algo (cessão de posse).
- Qual é a grafia correta: reivindicar ou reinvindicar?
- Reivindicar (sem a letra n na primeira sílaba). A banca explora essa alteração de sons comum na fala cotidiana para induzir o candidato ao erro.
- Qual é a grafia correta: beneficiente ou beneficente?
- Beneficente (sem a letra i após o c). Erro frequente em provas municipais ao cobrar vocábulos do vocabulário formal e administrativo.
- Qual é a grafia correta: ascensão ou ascenção?
- Ascensão (grafado com s). Vem do latim ascensione. Palavras da mesma família mantêm a base: ascensor, ascensorista.
- Qual é a grafia correta: obsessão ou obcessão?
- Obsessão (com bs inicial e ss medial). Muito cobrada pela Legalle em questões de ortografia para avaliar memória visual de regras consonantais.
- Qual é a grafia correta: pretensão ou pretencão?
- Pretensão (grafado com s). Verbos terminados em -ender (pretender, despender, ascender) formam substantivos derivados com a consoante s.
- Qual é a grafia correta: concessão ou conseção?
- Concessão (com c inicial e ss). Verbos terminados em -ceder (conceder, interceder, suceder) formam substantivos derivados terminados em -cessão.
- Quando se emprega a terminação -oso/-osa com S?
- Usa-se s em sufixos formadores de adjetivos que indicam abundância ou qualidade derivados de substantivos. Ex.: gosto -> gostoso; coragem -> corajoso.
- Por que a palavra gratuíto está incorreta?
- Gratuito é paroxítona com ditongo ui (gra-tui-to), não havendo hiato. Por isso, não tem acento. O mesmo ocorre com fortuito e intuito.
- Por que a palavra rubrica não tem acento gráfico?
- Rubrica é palavra paroxítona (ru-bri-ca), com a sílaba tônica em 'bri'. Pronunciá-la ou grafá-la como rúbrica é silabada e erro gramatical grave.
- Qual é a sílaba tônica da palavra circuito: paroxítona ou proparoxítona?
- Paroxítona: cir-cui-to (tônica em 'cui'). As letras u e i formam um ditongo decrescente, razão pela qual o vocábulo não recebe acento gráfico.
- Por que a palavra vírus é acentuada?
- É uma palavra paroxítona terminada em -us. Segue a mesma regra de bônus, ânus e húmus, muito cobrada em questões de agrupamento de regras.
- Por que a palavra órgão recebe acento gráfico?
- É uma palavra paroxítona terminada no ditongo nasal -ão. O til funciona como marca de nasalidade, e o acento agudo marca a sílaba tônica.
- Qual a diferença de sentido entre mas e mais?
- Mas é conjunção adversativa, indicando oposição (equivale a porém, contudo). Mais é pronome ou advérbio de intensidade, indicando quantidade ou adição.
- Como se usa a expressão 'a par' e 'ao par'?
- 'A par' significa ciente, informado (estou a par da situação do município). 'Ao par' refere-se a equivalência cambiária ou monetária de títulos.
- Como se grafa: mandado ou mandato?
- Mandado é ordem expedida pela Justiça (mandado de prisão/segurança). Mandato é a delegação de poder político ou procuração (mandato de vereador).