Ortografia Oficial

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Este conjunto aborda as regras da ortografia oficial da língua portuguesa, incluindo uso de X, S, Z, J e acentuação, sendo ideal para estudantes e candidatos a concursos.

50 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio Ortografia e acentuação Publicado
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Cartões · 50

Uso de X após ditongo
Grafa-se X após ditongos (ex.: caixa, peixe, frouxo). Exceção notável: recauchutar e seus derivados (família do termo caucho).
Uso de X após sílaba inicial 'en-'
Grafa-se X após 'en-' inicial (ex.: enxada, enxoval). Exceção: palavras derivadas de primitivas com Ch (ex.: encharcar, encher, enchiqueirar).
Uso de X após sílaba inicial 'me-'
Grafa-se X após 'me-' inicial (ex.: mexer, mexilhão). Exceção canônica: mecha (de cabelo).
Sufixos '-ês' e '-esa' com S
Grafam-se com S quando indicam origem, título ou nacionalidade (ex.: marquês/marquesa, francês/francesa). Não confundir com substantivos abstratos em -ez/-eza.
Sufixos '-ez' e '-eza' com Z
Grafam-se com Z substantivos abstratos derivados de adjetivos (ex.: nobreza de nobre, lucidez de lúcido, rapidez de rápido).
Verbos em '-isar' vs. '-izar'
Se o radical tiver S, mantém-se S (analisar, pesquisar). Se não tiver S no radical, usa-se -izar (civilizar, canalizar). Exceção: catequizar (apesar de catequese).
Uso de S intervocálico com som /z/
O fonema /z/ entre vogais grafa-se com S na maioria dos casos (ex.: casa, mesa, vaso, asa). Usa-se Z em palavras de étimo próprio (ex.: azedo, dizer).
Uso de S após ditongo
Grafa-se S após ditongo quando tem som de /z/ (ex.: coisa, pouso, lousa, deusa).
Terminações '-oso' e '-osa' de adjetivos
Grafam-se obrigatoriamente com S os sufixos formadores de adjetivo indicando abundância (ex.: gostoso, vaidosa, perigoso).
Substantivos derivados com terminação '-ção'
Formam-se com -ção a partir de particípios em -to, -so, -rt- ou verbos em -ter (ex.: eleito/eleição, converter/conversão, deter/detenção).
Substantivos derivados com terminação '-ssão'
Verbos terminados em -ceder, -gredir, -meter geram substantivos em -ssão ou -são (ex.: conceder/concessão, regredir/regressão, remeter/remissão).
Grafia de palavras derivadas com 'ç'
Mantém-se 'ç' quando a primitiva já apresenta 'c' ou 'ç' antes de a/o/u (ex.: praça/pracinha, braço/braçadeira, laço/laçada).
Uso de J em formas verbais
Verbos cujo infinitivo termina em -jar mantêm o J em todas as formas conjugadas antes de e/i (ex.: viajar > viajem; arranjar > arranje).
Uso de G em terminações '-ágio', '-égio', '-ígio', '-ógio', '-úgio'
Grafam-se sempre com G as palavras que terminam nesses encontros (ex.: pedágio, colégio, prestígio, relógio, refúgio).
Uso de G em substantivos terminados em '-agem', '-igem', '-ugem'
Grafam-se com G (ex.: viagem, vertigem, ferrugem). Exceções clássicas: pajem e lambujem.
Uso de J em palavras de origem tupi, africana ou árabe
Grafa-se com J por convenção etimológica (ex.: jiboia, pajé, jerimum, canjica, manjericão).
Uso do H inicial
Mantido apenas por razões etimológicas históricas (ex.: hoje, homem, haver). Não possui valor fonético próprio em português contemporâneo.
H em palavras compostas com hífen
O H é mantido no segundo elemento se houver hífen (ex.: super-homem, anti-higiênico). Funde-se sem hífen e perde-se o H em desumano, inábil.
Acentuação de oxítonas
Acentuam-se as oxítonas terminadas em -a(s), -e(s), -o(s), -em/-ens (ex.: sofá, café, cipó, armazém, parabéns).
Acentuação de paroxítonas terminadas em ditongo
Acentuam-se todas as paroxítonas terminadas em ditongo oral, crescente ou decrescente, seguido ou não de s (ex.: água, glória, pônei, túneis).
Acentuação de paroxítonas: terminações gerais
Acentuam-se as paroxítonas terminadas em R, X, N, L, I(s), U(s), PS, ÃO(s), Ã(s), UM/UNS (ex.: caráter, tórax, pólen, fácil, júri, vírus, bíceps, órfão).
Acentuação de proparoxítonas
Todas as palavras proparoxítonas são acentuadas sem exceção na língua portuguesa (ex.: lâmpada, pássaro, límpido, médico).
Ditongos abertos 'éi' e 'ói' em paroxítonas
Pelo Acordo Ortográfico, perderam o acento gráfico nas paroxítonas (ex.: ideia, assembleia, joia, heroico, plateia).
Ditongos abertos 'éi', 'éu' e 'ói' em oxítonas e monossílabos
Mantêm o acento gráfico quando oxítonos ou monossilábicos tônicos (ex.: herói, papéis, chapéu, céu, dói, constrói).
Hiato com 'i' e 'u' tônicos
Acentuam-se 'i' e 'u' tônicos em hiato, sozinhos ou com S na sílaba (ex.: saída, saúde, baú, faísca). Exceção: se seguidos de NH (ex.: rainha, bainha).
'I' e 'u' tônicos em hiato após ditongo em paroxítonas
Perderam o acento com o Acordo Ortográfico se a palavra for paroxítona (ex.: feiura, baiuca, cheiinho). Mantêm se for oxítona (ex.: Piauí).
Acentuação de 'ee' e 'oo'
Não se acentuam mais as formas verbais com 'ee' dobrado nem palavras com 'oo' (ex.: creem, leem, veem; voo, enjoo, perdoo).
Acento circunflexo diferencial em 'ter' e 'vir'
Mantém-se o acento na 3ª pessoa do plural do presente do indicativo: eles têm / eles vêm (contra singular ele tem / ele vem).
Derivados de 'ter' e 'vir': singular vs plural
No singular oxítono recebem agudo (ele obtém, intervém); no plural recebem circunflexo (eles obtêm, intervêm).
Acento diferencial: 'pôde' vs 'pode'
Mantém-se o circunflexo obrigatório na forma pretérita 'pôde' para distinguir do presente 'pode'.
Acento diferencial: 'pôr' (verbo) vs 'por' (preposição)
Mantém-se o circunflexo no infinitivo verbal 'pôr' para diferenciar da preposição monossilábica átona 'por'.
Acento diferencial facultativo: 'fôrma' vs 'forma'
O acento circunflexo em 'fôrma' (recipiente) é opcional, usado para dirimir ambiguidade em relação a 'forma' (feitio/verbo).
Hífen com prefixos: regra geral das letras iguais
Usa-se hífen quando o prefixo termina com a mesma vogal ou consoante que inicia o segundo elemento (ex.: micro-ondas, anti-inflamatório, inter-relação).
Hífen com prefixos: regra geral das letras diferentes
Não se usa hífen quando a letra final do prefixo for diferente da inicial do segundo elemento (ex.: autoestrada, semicírculo, hipermercado).
Prefixo terminado em vogal + palavra com R ou S
Não se usa hífen; duplicam-se as consoantes R e S (ex.: antissocial, minissaia, autorretrato, microrregião).
Prefixo seguido por palavra iniciada com H
Usa-se hífen sempre que o segundo elemento iniciar com H (ex.: sobre-humano, super-homem, pré-história).
Prefixos 'sub-' e 'sob-' diante de B e R
Usa-se hífen antes de R (sub-região) e antes de B (sub-base). Diante de vogal, junta-se (subaquático, subemprego).
Prefixos tônicos: 'pré-', 'pró-', 'pós-' com hífen
Grafam-se com acento e hífen quando mantêm autonomia tônica (ex.: pré-natal, pós-graduação, pró-ativo). Átonos aglutinam-se (prever, propor).
Hífen com 'bem-' e 'mal-'
Usa-se hífen com 'mal-' antes de vogal e H (mal-estar, mal-humorado). 'Bem-' leva hífen antes de vogal, H e quase todas as consoantes (bem-vindo, bem-nascido).
Prefixos 'ex-', 'sem-', 'além-', 'aquém-', 'recém-', 'vice-'
Exigem hífen obrigatoriamente antes de qualquer elemento (ex.: ex-diretor, sem-terra, recém-nascido, vice-presidente).
Uso de 'porque' (junto sem acento)
Conjunção explicativa ou causal, equivalente a 'pois', 'já que' ou 'visto que' (ex.: Não fui porque estava chovendo).
Uso de 'por que' (separado sem acento)
Usado no início/meio de perguntas diretas/indiretas (= por qual razão) ou como pronome relativo (= pelo qual) (ex.: Por que você sumiu?).
Uso de 'por quê' (separado com acento)
Usado no final de frases interrogativas ou isolado, pois a palavra ganha força tônica antes de pausa pontual (ex.: Você não comeu? Por quê?).
Uso de 'porquê' (junto com acento)
Substantivo masculino que significa motivo, razão; vem precedido de artigo, pronome ou numeral (ex.: Não entendi o porquê de tanta confusão).
'Onde' vs 'aonde'
'Onde' expressa permanência ou lugar fixo (onde você mora?). 'Aonde' expressa movimento ou destino com verbos de regência 'a' (aonde você vai?).
'Há' (verbo haver) vs 'a' (preposição)
'Há' indica tempo decorrido ou existência (mora aqui há dez anos). 'A' indica tempo futuro ou distância espacial (partiremos daqui a dez minutos).
'Cessão', 'seção' (ou 'secção') e 'sessão'
Cessão = ato de ceder; seção/secção = divisão, repartição ou corte; sessão = intervalo de tempo de reunião ou espetáculo de cinema/teatro.
'Mal' com L vs 'mau' com U
'Mal' é advérbio oposto a 'bem' (ele dormiu mal); 'mau' é adjetivo oposto a 'bom' (ele é um mau motorista).
'Ao encontro de' vs 'de encontro a'
'Ao encontro de' exprime concordância, afinidade ou aproximação; 'de encontro a' exprime choque, oposição, contrariedade ou colisão.
Uso de 'senão' vs 'se não'
'Senão' = a não ser, caso contrário, mas sim; 'se não' = conjunção condicional 'se' + advérbio 'não' (se não chover, iremos à praia).