Período Regencial
Este conjunto cobre os principais acontecimentos, revoltas e figuras políticas do Período Regencial brasileiro. É ideal para estudantes que se preparam para vestibulares e concursos.
Cartões · 50
- Marco inicial do Período Regencial (1831)
- Abdicação de Dom Pedro I ao trono brasileiro em favor de seu filho, Dom Pedro de Alcântara.
- Por que o Brasil foi governado por regentes?
- Dom Pedro II tinha apenas cinco anos e a Constituição de 1824 exigia maioridade de 21 anos.
- Duração do Período Regencial
- De 1831 (abdicação de D. Pedro I) até 1840 (Golpe da Maioridade).
- Regência Trina Provisória (1831)
- Governo de emergência de três meses formado logo após a abdicação imperial.
- Regência Trina Permanente (1831-1835)
- Regência eleita pela Assembleia Geral, marcada pela liderança do Padre Diogo Antônio Feijó.
- Guarda Nacional (1831)
- Força paramilitar criada pela elite agrária para conter revoltas e defender a ordem vigente.
- Coronelismo e a Guarda Nacional
- Origem da patente de coronel concedida a grandes proprietários rurais com tropas próprias.
- Código de Processo Criminal (1832)
- Lei que ampliou a autonomia local dando amplos poderes judiciais aos juízes de paz.
- Ato Adicional de 1834
- Emenda constitucional que criou Assembleias Provinciais e instituiu a Regência Una.
- Extinção do Conselho de Estado em 1834
- Medida descentralizadora do Ato Adicional que reduziu a influência do poder central.
- Regência Una de Feijó (1835-1837)
- Governo liberal marcado pelo avanço da oposição conservadora e eclosão de revoltas provinciais.
- Regência Una de Araújo Lima (1837-1840)
- Período do Regresso Conservador, focado em recentralizar o poder político nacional.
- Lei de Interpretação do Ato Adicional (1840)
- Medida conservadora que retirou boa parte da autonomia administrativa e judiciária das províncias.
- Partido Liberal (Luzias)
- Defendiam maior descentralização política e mais autonomia para os governos provinciais.
- Partido Conservador (Saquaremas)
- Defendiam a centralização do poder na capital e forte intervenção do governo central.
- Três correntes políticas iniciais (1831-1834)
- Restauradores (Caramurus), Liberais Moderados (Chimangos) e Liberais Exaltados (Farroupilhas).
- Cabanagem: Local e período
- Província do Grão-Pará, de 1835 a 1840.
- Cabanagem: Motivação principal
- Pobreza extrema da população ribeirinha (cabanos) e opressão política e econômica da elite.
- Cabanagem: Desfecho
- Tomada temporária do poder provincial pelos revoltosos e sangrenta repressão pelas tropas imperiais.
- Revolta dos Malês: Local e ano
- Salvador, Bahia, em janeiro de 1835.
- Revolta dos Malês: Protagonistas
- Escravizados e libertos de religião muçulmana com formação letrada em língua árabe.
- Revolta dos Malês: Objetivos
- Fim da escravidão, liberdade religiosa e criação de uma república islâmica na Bahia.
- Revolta dos Malês: Consequências
- Traição do plano, rápida repressão imperial, execuções, açoites e expulsão de africanos.
- Guerra dos Farrapos (Farroupilha): Local e duração
- Rio Grande do Sul e Santa Catarina, de 1835 a 1845.
- Farroupilha: Causa econômica
- Pesados impostos sobre o charque gaúcho em comparação ao charque platino importado.
- Repúblicas proclamadas na Farroupilha
- República Rio-Grandense (Piratini) e República Juliana (em Santa Catarina).
- Líderes da Revolução Farroupilha
- Bento Gonçalves, David Canabarro e Giuseppe Garibaldi.
- Tratado de Ponche Verde (1845)
- Acordo que selou a paz na Farroupilha, concedendo anistia e incorporação militar aos rebeldes.
- Sabinada: Local e período
- Salvador, Bahia, de 1837 a 1838.
- Sabinada: Característica singular
- Proclamação de república transitória, com duração planejada até a maioridade do imperador.
- Líder da Sabinada
- O médico e jornalista Francisco Sabino Álvares da Rocha Vieira.
- Sabinada: Apoio social
- Composta majoritariamente por membros da classe média urbana, comerciantes e militares baianos.
- Balaiada: Local e período
- Província do Maranhão (expandindo-se ao Piauí), de 1838 a 1841.
- Balaiada: Origem do nome
- Referência a Manuel dos Anjos Ferreira, fabricante de balaios e um dos líderes da revolta.
- Líderes populares da Balaiada
- Manuel dos Anjos (Balaio), Raimundo Gomes (vaqueiro) e Cosme Bento (líder de quilombolas).
- Balaiada: Motivação principal
- Miséria popular, recrutamento militar forçado e disputas violentas entre elites políticas locais.
- Repressão da Balaiada: Figura-chave
- Coronel Luís Alves de Lima e Silva, promovido e nomeado Barão de Caxias.
- Golpe da Maioridade (1840)
- Manobra política dos liberais que antecipou a maioridade de Dom Pedro II aos 14 anos.
- Clube da Maioridade
- Grupo político que articulou a posse prematura do monarca para afastar os conservadores.
- Objetivo do Golpe da Maioridade
- Restaurar a estabilidade política e conter as violentas revoltas separatistas e provinciais.
- Rusga (1834)
- Conflito violento em Mato Grosso entre liberais locais e comerciantes portugueses.
- Revolta dos Carrancas (1833)
- Levante de escravizados no sul de Minas Gerais com mortes de fazendeiros da família Junqueira.
- Papel do Poder Moderador durante a Regência
- Ficou suspenso de fato, pois era privativo do imperador segundo a Constituição de 1824.
- O avanço liberal (1831-1837)
- Fase marcada pela descentralização política e aumento do poder das oligarquias locais.
- O Regresso Conservador (1837-1840)
- Movimento de contenção liberal que retomou a centralização em torno do Rio de Janeiro.
- Trabalho escravo durante as rebeliões
- Ameaça central de convulsão social que unia as elites provinciais em torno da repressão violenta.
- Separatismo no Período Regencial
- Presente em revoltas como a Farroupilha, ameaçando a integridade territorial do Império.
- Marquês de Caxias no Período Regencial
- Principal comandante do exército imperial responsável por sufocar rebeliões como a Balaiada.
- Significado político do Período Regencial
- Período de experiência quase-republicana e definição dos projetos de nação e centralização.
- Marco final do Período Regencial
- A coroação e início do Segundo Reinado sob Dom Pedro II em julho de 1840.