Planaltos do Brasil
Estudo sobre os principais planaltos do relevo brasileiro, abordando suas localizações, altitudes e características geológicas. Destinado a estudantes de geografia.
Cartões · 52
- Planalto das Guianas
- Região Norte (fronteira norte); altitudes acima de 2.000 m (Pico da Neblina); formação em escudo cristalino antigo e muito desgastado pela erosão.
- Planalto Central Brasileiro
- Região Centro-Oeste; altitudes médias de 300 a 1.000 m; composto por terrenos cristalinos antigos e coberturas sedimentares com chapadas típicas.
- Planalto Meridional
- Regiões Sul e Sudeste; altitudes médias de 500 a 1.200 m; constituído por rochas sedimentares cobertas por derrames basálticos vulcânicos.
- Planalto da Borborema
- Região Nordeste; altitudes de 400 a 1.000 m; bloco cristalino antigo que funciona como barreira orográfica para as chuvas no Sertão.
- Planalto Atlântico (ou Serras e Planaltos do Leste e Sudeste)
- Regiões Leste e Sudeste; altitudes de 800 a mais de 2.500 m; cinturão orogênico cristalino caracterizado pelo relevo de mares de morros.
- Planalto do Maranhão-Piauí
- Região Nordeste; altitudes médias de 200 a 600 m; bacia sedimentar caracterizada por relevo tabular de cuestas e chapadas.
- Planalto e Chapada dos Parecis
- Região Centro-Oeste (MT/RO); altitudes de 400 a 800 m; estrutura sedimentar tabular arenítica que funciona como divisor de águas amazônico e platino.
- Planalto e Chapada da Bacia do Paraná
- Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste; altitudes de 300 a 1.000 m; alternância de arenitos sedimentares e derrames basálticos com cuestas marcadas.
- Planalto e Chapada da Bacia do Parnaíba
- Regiões Nordeste e Norte; altitudes de 250 a 800 m; ampla bacia sedimentar paleozóica com relevo tabular de chapadas horizontais.
- Planaltos Residuais Norte-Amazônicos
- Região Norte; altitudes de 800 a quase 3.000 m; crátons cristalinos pré-cambrianos que resistiram ao intemperismo em meio à planície circundante.
- Planaltos Residuais Sul-Amazônicos
- Regiões Norte e Centro-Oeste; altitudes entre 300 e 800 m; blocos cristalinos proterozóicos isolados por erosão diferencial.
- Planalto de Ibiapaba (Cuesta de Ibiapaba)
- Região Nordeste (CE/PI); altitudes de 700 a 900 m; escarpa de formação sedimentar arenítica que divide as bacias costeiras e do Parnaíba.
- Planalto do Espinhaço
- Região Sudeste e Nordeste (MG/BA); altitudes de 1.000 a 2.000 m; dobramentos antigos compostos por quartzitos e rochas metamórficas resistentes.
- Planalto e Chapada Diamantina
- Região Nordeste (BA); altitudes de 800 a 1.400 m; estrutura dobrada com coberturas sedimentares, relevo cárstico e profundos cânions.
- Planalto Residual do Amapá
- Região Norte; altitudes de 300 a 600 m; formado pelo Escudo das Guianas, composto por rochas ígneas e metamórficas pré-cambrianas.
- Planalto Arenítico-Basáltico
- Região Sul e Sudeste; altitudes entre 500 e 1.100 m; empilhamento de arenitos intercalados e capeados por lavas vulcânicas do Cretáceo.
- Planalto dos Carajás
- Região Norte (PA); altitudes entre 500 e 800 m; escudo cristalino arqueano rico em minerais metálicos capeados por crostas lateríticas.
- Planalto da Mantiqueira
- Região Sudeste; altitudes de 1.000 a quase 2.800 m (Pico das Agulhas Negras); bloco falhado em horst cristalino do Pré-Cambriano.
- Planalto da Serra do Mar
- Regiões Sul e Sudeste; altitudes médias de 800 a 1.800 m; escarpa de falhamento em rochas metamórficas e granitos voltada para o oceano.
- Planalto de Poços de Caldas
- Região Sudeste (MG/SP); altitudes entre 1.100 e 1.600 m; maciço alcalino de origem vulcânica do Cretáceo Superior com relevo caldeiriforme.
- Planalto de Urupema e São Joaquim
- Região Sul (SC); altitudes de 1.000 a 1.800 m; porção elevada do Planalto Meridional com derrames riolíticos e basálticos tabulares.
- Planalto da Bacia do São Francisco
- Regiões Sudeste e Nordeste; altitudes de 400 a 800 m; sedimentação proterozóica e fanerozóica com relevos cársticos e tabulares.
- Planalto e Chapada do Araripe
- Região Nordeste (CE/PE/PI); altitudes de 700 a 1.000 m; relevo testemunho tabular sedimentar cretáceo rico em fósseis e gipsita.
- Planalto da Serra Geral
- Região Sul; altitudes de 800 a 1.400 m; espessa sequência de derrames de lavas vulcânicas sobrepostas que terminam em cânions abruptos.
- Planalto Dissecado do Alto Uruguai
- Região Sul (SC/RS); altitudes de 300 a 700 m; basalto vulcânico intensamente dissecado pela bacia hidrográfica do rio Uruguai.
- Planalto Dissecado da Bacia do Tocantins
- Regiões Centro-Oeste e Norte; altitudes de 200 a 600 m; rochas sedimentares e metamórficas fortemente erodidas em colinas e vales.
- Planalto do Alto Parnaíba
- Regiões Nordeste e Centro-Oeste (MA/PI/TO); altitudes de 400 a 800 m; arenitos da Bacia do Parnaíba esculpidos em chapadões planos.
- Planalto do Meio-Norte
- Região Nordeste (MA/PI); altitudes de 150 a 400 m; transição geomorfológica sobre rochas sedimentares pouco inclinadas.
- Planalto de Itatiaia
- Região Sudeste (RJ/MG); altitudes acima de 2.000 m; intrusão alcalina sienítica associada ao magmatismo do Cretáceo e relevo ruiniforme.
- Planalto de Curitiba (Primeiro Planalto Paranaense)
- Região Sul (PR); altitudes em torno de 900 m; embasamento cristalino pré-cambriano com relevo suavemente ondulado e bacia sedimentar local.
- Planalto de Ponta Grossa (Segundo Planalto Paranaense)
- Região Sul (PR); altitudes entre 800 e 1.100 m; paleozóico sedimentar com arenitos e folhelhos delimitado pela Escarpa Devoniana.
- Planalto de Guarapuava (Terceiro Planalto Paranaense)
- Região Sul (PR); altitudes entre 300 e 1.200 m; derrames de basalto da Formação Serra Geral com relevo em degraus estruturais.
- Planalto de Canudos
- Região Nordeste (BA); altitudes de 400 a 700 m; rochas sedimentares e metamórficas semiáridas com intensa dessecação e inselbergs.
- Planalto da Serra de Maracaju
- Região Centro-Oeste (MS); altitudes de 400 a 700 m; escarpa arenítico-basáltica que divide as bacias do rio Paraguai e do rio Paraná.
- Planalto de Palmas
- Região Sul (PR/SC); altitudes de 1.000 a 1.300 m; superfície plana de rochas efusivas ácidas que formam campos limpos de altitude.
- Planalto do Tapajós
- Região Norte (PA); altitudes de 150 a 400 m; superfícies aplainadas sobre rochas vulcânicas antigas e sedimentos paleozóicos amazônicos.
- Planalto da Serra dos Carajás
- Região Norte (PA); altitudes de 600 a 850 m; formação ferrífera bandada (itabiritos) do Arqueano capeada por couraças de canga.
- Planalto e Chapada da Serra da Capivara
- Região Nordeste (PI); altitudes de 300 a 600 m; arenitos e conglomerados paleozóicos esculpidos em cânions, abrigos e boqueirões.
- Planalto Rebaixado da Amazônia (Planaltos da Amazônia Oriental)
- Região Norte; altitudes de 100 a 300 m; sedimentos terciários da Formação Barreiras e coberturas lateríticas intensamente aplainadas.
- Planalto Residual do Urucum
- Região Centro-Oeste (MS); altitudes de 800 a 1.000 m; maciço isolado de rochas sedimentares químicas ricas em ferro e manganês.
- Planalto de Diamantino
- Região Centro-Oeste (MT); altitudes de 400 a 700 m; terrenos sedimentares areníticos de topo plano na transição Cerrado-Amazônia.
- Planalto da Campanha Gaúcha (Escudo Sul-Rio-Grandense)
- Região Sul (RS); altitudes de 200 a 500 m; núcleo cristalino antigo com colinas suaves conhecidas regionalmente como coxilhas.
- Planalto Ocidental Paulista
- Região Sudeste (SP); altitudes de 300 a 700 m; espessa bacia de arenitos cretáceos sobreposta ao basalto com vertentes suaves.
- Planalto de Campos do Jordão
- Região Sudeste (SP); altitudes de 1.500 a 2.000 m; bloco tectônico soerguido em rochas gnáissicas e graníticas com clima mesotérmico.
- Planalto e Chapada dos Veadeiros
- Região Centro-Oeste (GO); altitudes de 1.000 a 1.600 m; quartzitos pré-cambrianos antigos muito resistentes que geram relevos escarpados.
- Planalto de Minas Gerais (Planalto Sul de Minas)
- Região Sudeste (MG); altitudes de 800 a 1.400 m; complexo gnáissico-migmatítico muito dissecado com mar de morros e vales em V.
- Planalto do Xingu
- Regiões Centro-Oeste e Norte (MT/PA); altitudes de 200 a 500 m; cráton cristalino pré-cambriano aplainado por ciclos erosivos cenozoicos.
- Planalto de Roraima (Tepuis)
- Região Norte (RR); altitudes de 1.000 a mais de 2.700 m (Monte Roraima); relevo tabular arenítico em mesa limitado por falésias verticais.
- Planalto do Alto Tocantins
- Região Centro-Oeste (GO); altitudes de 700 a 1.200 m; dobramentos do Ciclo Brasiliano com rochas metassedimentares e cristas agudas.
- Planalto da Canastra
- Região Sudeste (MG); altitudes de 1.000 a 1.500 m; escarpa de quartzitos dobrados que abriga as nascentes históricas do rio São Francisco.
- Planalto de São Francisco (Espigão Mestre)
- Regiões Nordeste e Centro-Oeste (BA/MG/GO); altitudes de 600 a 900 m; divisor de águas tabular arenítico contínuo e plano.
- Planalto e Cuesta de Botucatu
- Região Sudeste (SP); altitudes de 600 a 900 m; frente de cuesta formada pelo capeamento basáltico sobre arenitos eólicos do Mesozóico.