Povos da Mesoamérica
Este conjunto de flashcards aborda as civilizações e culturas da Mesoamérica pré-colombiana, ideal para estudantes de história.
Cartões · 50
- Mesoamérica
- Região cultural do México central à América Central, unida por traços agrícolas, arquitetura piramidal, calendários e escrita antes de 1492.
- Olmecas: cronologia
- Floresceu entre aproximadamente 1200 a.C. e 400 a.C. no Golfo do México (Veracruz e Tabasco), considerada a cultura-mãe da região.
- Olmecas: principais sítios
- San Lorenzo, La Venta e Tres Zapotes, centros cívico-cerimoniosos com plataformas de terra, montículos e monumentos megalíticos.
- Cabeças colossais olmecas
- Monolitos de basalto pesando várias toneladas que retratavam governantes ou líderes guerreiros com capacetes distintos.
- Olmecas: inovações pioneiras
- Primeiros sistemas de escrita incipiente, o jogo de bola ritual e representações do culto ao homem-jaguar.
- Zapotecas: cronologia e localização
- Desenvolveu-se no Vale de Oaxaca por volta de 500 a.C. até a conquista espanhola, tendo Monte Albán como capital clássica.
- Monte Albán
- Capital zapoteca no topo de uma montanha nivelada artificialmente, famosa pelas tumbas ricas e pelos relevos dos Danzantes.
- Zapotecas: escrita e calendário
- Um dos primeiros povos a desenvolver glifos silábicos e registrar eventos históricos vinculados ao calendário solar de 365 dias.
- Teotihuacan: cronologia
- Metrópole pré-colombiana que atingiu o apogeu entre 100 a.C. e 650 d.C. na bacia do México, sem registros de governo monárquico único.
- Pirâmides de Teotihuacan
- A Pirâmide do Sol e a Pirâmide da Lua, alinhadas à Avenida dos Mortos, centros de oferendas rituais e monumentalidade pública.
- Teotihuacan: comércio de obsidiana
- Monopolizou oficinas de talhe de obsidiana verde e cinza, exportando lâminas e pontas por toda a Mesoamérica.
- Templo de Quetzalcóatl (Teotihuacan)
- Estrutura ornada com serpentes emplumadas esculpidas, associada a sepultamentos coletivos de guerreiros sacrificados.
- Maias: cronologia
- Período Pré-Clássico (2000 a.C.–250 d.C.), Clássico (250–900 d.C.) e Pós-Clássico (900–1520 d.C.), estendendo-se por México, Guatemala e Honduras.
- Maias: cidades-Estado clássicas
- Cidades autônomas como Tikal, Palenque, Calakmul, Copán e Yaxchilán, conectadas por comércio e guerras de prestígio.
- Maias: escrita hieroglífica
- O sistema de escrita mais avançado das Américas, combinando logogramas e sinais silábicos gravados em estelas e códices.
- Maias: matemática e astronomia
- Uso independente do zero conceitual, notação vigesimal e cálculo preciso dos ciclos de Vênus, da Lua e de eclipses.
- Contagem Longa maia
- Calendário linear cumulativo que calculava datas absolutas a partir de um ponto zero mítico fixado em 3114 a.C.
- Popol Vuh
- Livro sagrado dos maias k'iche' que narra a criação do cosmos, o mito dos Gêmeos Heroicos e a criação dos homens de milho.
- Chichén Itzá
- Centro maia-tolteca do Pós-Clássico em Yucatán, célebre pela Pirâmide de Kukulcán, o Cenote Sagrado e o grande campo de jogo de bola.
- Toltecas: cronologia e capital
- Civilização guerreira do Pós-Clássico inicial (c. 900–1150 d.C.) com sede em Tollan-Xicocotitlan (Tula, Hidalgo).
- Atlantes de Tula
- Estátuas colunas monumentais de basalto representando guerreiros toltecas armados com átlates (propulsores de dardos).
- Toltecas: impacto cultural
- Difundiram a lenda do rei-sacerdote Ce Ácatl Topiltzin Quetzalcóatl e inspiraram o padrão militarista adotado pelos mexicas.
- Mixtecas: localização e perícia
- Habitavam o oeste de Oaxaca entre 900 e 1520 d.C., destacados pela metalurgia de ouro, mosaicos de turquesa e códices pictográficos.
- Códices mixtecas
- Manuscritos de pele de veado dobrados em sanfona (como o Códice Nuttall) registrando dinastias, casamentos nobres e guerras territoriais.
- Mexicas (Astecas): origem lendária
- Migraram da mítica Aztlán rumo ao Vale do México, assentando-se em 1325 onde avistaram a águia sobre o cacto.
- Tenochtitlan
- Capital mexica erguida sobre ilhotas no lago Texcoco, com diques, aquedutos, calçadas monumentais e ampla rede de canais.
- A Tríplice Aliança asteca
- Pacto militar firmado em 1428 entre Tenochtitlan, Texcoco e Tlacopan para subjugar povos rivais e cobrar tributos.
- Templo Mayor de Tenochtitlan
- Dupla pirâmide consagrada a Tlaloc (deus da chuva e agricultura) e a Huitzilopochtli (deus da guerra e do sol).
- Chinampas
- Ilhas artificiais hiperprodutivas feitas com lama lacustre, juncos e estacas, permitindo várias colheitas anuais.
- Guerras Floridas (Xochiyaoyotl)
- Conflitos rituais orquestrados entre cidades para capturar guerreiros destinados ao sacrifício humano e manter o equilíbrio cósmico.
- Pedra do Sol asteca
- Monolito de basalto de 24 toneladas ilustrando os quatro sóis ou eras anteriores, o quinto sol atual e signos de dias solares.
- Huitzilopochtli
- Divindade solar tutelar dos mexicas, associada à guerra, que exigia oferendas de sangue para derrotar a noite e erguer o sol.
- Quetzalcóatl
- A Serpente Emplumada, divindade pan-mesoamericana ligada ao vento, à aurora, ao conhecimento, ao sacerdócio e aos artesãos.
- Tlaloc / Chaac
- Divindades da chuva, tempestade e raios veneradas no México Central (Tlaloc) e nas terras maias (Chaac) para garantir safras.
- Tezcatlipoca
- Deus asteca do espelho de obsidiana fumegante, personificação do destino imprevisível, da noite, do conflito e da realeza.
- Ullamaliztli (jogo de bola)
- Esporte cerimonial com pesada bola de látex maciço, simbolizando o movimento dos astros e resolvendo disputas políticas.
- O trio agrícola mesoamericano
- Milho, feijão e abóbora plantados juntos na 'milpa', modelo sinérgico que nutria o solo e fornecia proteínas balanceadas.
- Cacau na Mesoamérica
- Grão usado como moeda de troca pan-regional e consumido pelas elites como bebida amarga, apimentada e espumosa.
- Tonalpohualli / Tzolkin
- Calendário divinatório sagrado de 260 dias, composto pela combinação de 20 signos com 13 numerais.
- Xiuhpohualli / Haab
- Calendário solar civil de 365 dias, formado por 18 meses de 20 dias mais 5 dias adicionais considerados nefastos.
- Purépechas (Tarascos)
- Império rival dos astecas centrado em Michoacán, detentor de tecnologia metalúrgica avançada com armas e ferramentas de bronze.
- Tlaxcaltecas
- Povo independente do vale de Puebla-Tlaxcala que resistiu aos mexicas e se aliou decisivamente aos espanhóis de Cortés.
- Pochtecas
- Guilda de mercadores mexicas de longa distância que também operavam como espiões do império em terras distantes.
- Calpulli
- Unidade básica socioeconômica e territorial nahua, composta por famílias aparentadas com terras e templos comunais.
- Calmecac e Telpochcalli
- As duas escolas mexicas: a primeira formava sacerdotes e líderes em ciências e leis; a segunda treinava jovens plebeus para a guerra.
- Cultura de Cuicuilco
- Centro pioneiro pré-clássico famoso pela pirâmide circular, destruído pela erupção do vulcão Xitle no vale do México.
- Totonacas
- Povo costeiro do Golfo com centro em El Tajín, famoso pela Pirâmide dos Nichos e pelo ritual acrobático dos Voladores.
- Queda de Tenochtitlan (1521)
- Capitulação do Império Mexica após cerco liderado por Hernán Cortés, apoiado por milhares de aliados indígenas e pela varíola.
- Legado linguístico náhuatl
- Língua dos astecas que legou ao português e outras línguas palavras cotidianas como tomate, chocolate, abacate e coiote.
- Uso ritual do papel amate
- Suporte obtido da casca batida de figueiras-bravas, utilizado para rituais religiosos, oferendas queimadas e feitura de códices.