Presidentes do Brasil (1946–1964)

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Estude os mandatos presidenciais e os principais acontecimentos históricos do Brasil entre 1946 e 1964. Este conjunto é ideal para estudantes e concurseiros.

50 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio História do Brasil Publicado
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Cartões · 50

Eurico Gaspar Dutra (visão geral)
1946-1951. Promulgação da Constituição de 1946, formulação do Plano SALTE e alinhamento diplomático aos EUA na Guerra Fria.
Constituição de 1946 sob Dutra
1946. Restabeleceu as liberdades democráticas, a separação dos poderes e o pluripartidarismo após o fim do Estado Novo varguista.
Plano SALTE no governo Dutra
1948-1950. Programa pioneiro de investimento focado em Saúde, Alimentação, Transporte e Energia, com execução parcial devido a limites fiscais.
Política externa e Guerra Fria sob Dutra
1947. Rompimento das relações diplomáticas com a União Soviética e cassação do registro do Partido Comunista Brasileiro (PCB).
Economia e câmbio no governo Dutra
1946-1947. Inicial abertura às importações que esgotou reservas cambiais, levando à imposição posterior de controle cambial seletivo.
Infraestrutura rodoviária no governo Dutra
1951. Inauguração da Rodovia Presidente Dutra (BR-116), conectando os polos industriais do Rio de Janeiro e São Paulo.
Getúlio Vargas (segundo governo - visão geral)
1951-1954. Criação da Petrobras, fundação do BNDE e forte política nacionalista-desenvolvimentista com ampliação dos direitos sindicais.
Criação da Petrobras sob Vargas
1953. Instituição do monopólio estatal sobre a exploração e o refino de petróleo com o apoio da campanha 'O Petróleo é Nosso'.
Criação do BNDE sob Vargas
1952. Fundação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico para financiar obras de base, energia e transportes nacionais.
Política salarial de 1954 sob Vargas
1954. Concessão de reajuste de 100% no salário mínimo por proposta do ministro do Trabalho João Goulart, gerando reação conservadora.
Proposta da Eletrobrás sob Vargas
1954. Envio do projeto de lei original visando criar a estatal de energia elétrica, que só seria efetivada no início dos anos 1960.
Comissão Mista Brasil-EUA sob Vargas
1951-1953. Diagnóstico técnico da infraestrutura brasileira que subsidiou a criação do BNDE e o financiamento de redes elétricas.
Crise política e desfecho sob Vargas
1954. Atentado da Rua Tonelero contra Carlos Lacerda culminou no Manifesto dos Coronéis e no suicídio de Getúlio em agosto de 1954.
Café Filho (visão geral)
1954-1955. Mandato transitório liberal, adoção da Instrução 113 da SUMOC para incentivar capital estrangeiro e contenção da inflação.
Instrução 113 da SUMOC sob Café Filho
1955. Permitiu a importação de máquinas e equipamentos industriais sem cobertura cambial, facilitando a entrada de montadoras no país.
Política econômica sob Café Filho
1954-1955. Gestão de Eugênio Gudin no Ministério da Fazenda com foco no combate monetário à inflação e no corte de gastos públicos.
Crise sucessória de 1955 sob Café Filho
1955. Tentativas udenistas de impugnar a vitória de JK e Jango nas urnas, culminando no afastamento médico do presidente em novembro.
Carlos Luz (visão geral)
Nov. 1955 (3 dias). Presidência interina mais curta da República, marcada pela crise militar e suspeita de conspiração golpista contra JK.
Deposição de Carlos Luz
11 de novembro de 1955. Deposto pelo 'Golpe Preventivo' liderado pelo general Henrique Teixeira Lott para garantir a posse de JK.
Nereu Ramos (visão geral)
1955-1956. Presidência interina em estado de sítio aprovado pelo Congresso para garantir a transição legal do Executivo a JK.
Garantia da legalidade sob Nereu Ramos
1955-1956. Pacificação militar temporária e manutenção da posse constitucional dos eleitos Juscelino Kubitschek e João Goulart.
Juscelino Kubitschek (visão geral)
1956-1961. Lema '50 anos em 5', execução do Plano de Metas, construção de Brasília e implantação em larga escala da indústria automotiva.
Plano de Metas sob JK
1956-1961. Programa de investimentos com 31 metas distribuídas em energia, transporte, indústria de base, alimentação e educação.
Construção e transferência de Brasília sob JK
1956-1960. Fundação da nova capital federal no Centro-Oeste em 21 de abril de 1960 para integrar territorialmente o interior do país.
Indústria automobilística sob JK
1956. Criação do GEIA (Grupo Executivo da Indústria Automobilística) que atraiu multinacionais para a fabricação de veículos nacionais.
Criação da SUDENE sob JK
1959. Fundação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste, liderada por Celso Furtado, visando atenuar disparidades regionais.
Energia e hidrelétricas sob JK
1957-1961. Início da construção das usinas hidrelétricas de Furnas e Três Marias para impulsionar a matriz elétrica do Sudeste.
Rompimento com o FMI sob JK
1959. Ruptura das negociações com o Fundo Monetário Internacional em recusa às exigências de austeridade que parariam as obras federais.
Revoltas de Jacareacanga e Aragarças sob JK
1956 e 1959. Pequenas insurreições militares de oficiais da Aeronáutica contra a posse e o governo de JK, prontamente sufocadas.
Jânio Quadros (visão geral)
Jan. 1961 - Ago. 1961. Mandato breve de 7 meses, introdução da Política Externa Independente, proibição de brigas de galo e renúncia súbita.
Política Externa Independente (PEI) sob Jânio
1961. Reaproximação comercial com países socialistas, apoio à descolonização africana e condecoração do líder guerrilheiro Che Guevara.
Reformas cambiais e anti-inflacionárias sob Jânio
1961. Instrução 204 da SUMOC desvalorizou o cruzeiro, unificou o câmbio e eliminou subsídios à importação de trigo e derivados de petróleo.
Estilo moralizador de governo sob Jânio
1961. Decretos inusitados proibindo o uso de biquínis em transmissões públicas, corridas de cavalos em dias úteis e ringues de brigas de galo.
Renúncia de Jânio Quadros
25 de agosto de 1961. Gesto dramático e unilateral visando retorno com poderes ditatoriais fortalecidos, mas aceito de imediato pelo Congresso.
Ranieri Mazzilli (primeira interinidade)
Ago. - Set. 1961 (13 dias). Presidiu a Câmara e assumiu provisoriamente durante a Campanha da Legalidade diante do veto militar a Jango.
Campanha da Legalidade de 1961
1961. Mobilização civil-militar liderada por Leonel Brizola no Rio Grande do Sul exigindo a posse constitucional do vice João Goulart.
João Goulart (visão geral)
1961-1964. Fase parlamentarista e presidencialista, proposta das Reformas de Base, criação do Plano Trienal e deposição pelo golpe de 1964.
Fase parlamentarista sob Jango
1961-1963. Solução de compromisso institucional para possibilitar a posse do presidente, tendo Tancredo Neves como primeiro-ministro.
Plebiscito de 1963 sob Jango
Janeiro de 1963. Consulta popular ampla que rejeitou o parlamentarismo com expressiva maioria e devolveu plenos poderes ao Executivo.
Criação da Eletrobrás sob Jango
1962. Promulgação da lei que fundou a Eletrobrás, centralizando o planejamento e investimento federal no setor elétrico nacional.
Estatuto do Trabalhador Rural sob Jango
1963. Extensão pioneira dos direitos trabalhistas (como férias, jornada regulamentada e previdência) aos trabalhadores do campo.
Plano Trienal sob Jango
1962-1963. Formulado por Celso Furtado com a meta de conter a inflação crescente enquanto preservava taxas de crescimento e reformas.
Reformas de Base de Jango
1963-1964. Conjunto de propostas estruturais envolvendo reforma agrária, fiscal, bancária, eleitoral (voto para analfabetos) e universitária.
Comício da Central do Brasil sob Jango
13 de março de 1964. Grande ato no Rio de Janeiro onde Jango assinou os decretos de desapropriação de terras e encampação de refinarias.
Marcha da Família com Deus pela Liberdade
19 de março de 1964. Manifestação conservadora em São Paulo contra as reformas sociais de Jango e o suposto avanço do comunismo.
Revolta dos Marinheiros de 1964
Março de 1964. Crise disciplinar militar em que Jango anistiou praças amotinados, precipitando a ruptura do Alto Comando das Forças Armadas.
Deposição de João Goulart e Golpe de 1964
31 de março - 1º de abril de 1964. Movimento militar derrubou Jango sem resistência armada, instalando o regime autoritário que durou 21 anos.
Ranieri Mazzilli (segunda interinidade)
Abril de 1964 (13 dias). Assumiu após declaração vaga da vacância presidencial pelo Congresso até a eleição indireta de Castelo Branco.
Edição do AI-1 sob Ranieri Mazzilli
9 de abril de 1964. Assinado pela Junta Militar durante a interinidade formal, cassou mandatos parlamentares e suspendeu imunidades civis.
Resumo do período 1946-1964
Também chamado de Quarta República ou República Populista: combinou regime democrático aberto, forte industrialização e tensões militares.

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