Presidentes do Brasil

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Estudo sobre os presidentes do Brasil, abordando seus mandatos, anos no poder e o contexto político de cada governo. Indicado para estudantes.

46 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio História do Brasil Publicado
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Cartões · 46

Deodoro da Fonseca
1889-1891: Líder do golpe que proclamou a República e primeiro presidente; fechou o Congresso e renunciou em meio a grave crise política e militar.
Floriano Peixoto
1891-1894: 'Marechal de Ferro', consolidou a República debelando revoltas como a da Armada e a Federalista, governando com forte apoio dos militares.
Prudente de Morais
1894-1898: Primeiro presidente civil; iniciou o domínio das oligarquias paulistas e mineiras e enfrentou a Guerra de Canudos.
Campos Sales
1898-1902: Instituiu a 'Política dos Governadores' e realizou o Funding Loan para renegociar dívidas externas e sanear as finanças públicas.
Rodrigues Alves
1902-1906: Marcado pela modernização urbanística do Rio de Janeiro e pelas campanhas de saneamento de Oswaldo Cruz, que geraram a Revolta da Vacina.
Afonso Pena
1906-1909: Promoveu a expansão da malha ferroviária e a criação do Serviço de Proteção aos Índios; faleceu antes do término do mandato.
Nilo Peçanha
1909-1910: Vice que assumiu com a morte de Afonso Pena; criou as escolas de aprendizes artífices (embrião dos Institutos Federais).
Hermes da Fonseca
1910-1914: Período da 'Política das Salvações' com intervenções federais nos estados; enfrentou a Revolta da Chibata e a Guerra do Contestado.
Venceslau Brás
1914-1918: Administrou os impactos da Primeira Guerra Mundial, declarou apoio aos Aliados e promulgou o primeiro Código Civil (1916).
Delfim Moreira
1918-1919: Vice-presidente que exerceu interinamente o cargo devido ao falecimento do eleito Rodrigues Alves, convocando nova eleição.
Epitácio Pessoa
1919-1922: Marcado por grandes obras contra a seca no Nordeste e celebrações do Centenário da Independência; lidou com o levante dos 18 do Forte.
Artur Bernardes
1922-1926: Governou quase todo o mandato sob estado de sítio devido ao Tenentismo e à atuação da Coluna Prestes.
Washington Luís
1926-1930: Priorizou a abertura de rodovias ('governar é abrir estradas'); deposto pela Revolução de 1930, encerrando a República Velha.
Getúlio Vargas (Governo Provisório)
1930-1934: Chegou ao poder com a Revolução de 1930; dissolveu o Congresso e enfrentou a Revolução Constitucionalista de 1932 em São Paulo.
Getúlio Vargas (Governo Constitucional)
1934-1937: Fase de intensa polarização ideológica entre a AIB (fascista) e a ANL (comunista), culminando no Plano Cohen e no golpe do Estado Novo.
Getúlio Vargas (Estado Novo)
1937-1945: Ditadura com forte centralização, censura do DIP, criação de estatais de base, promulgação da CLT e participação na Segunda Guerra Mundial.
José Linhares
1945-1946: Presidente do STF que assumiu a presidência interina após a deposição de Vargas para assegurar eleições livres.
Eurico Gaspar Dutra
1946-1951: Alinhamento aos EUA na Guerra Fria, promulgação da Constituição de 1946, fechamento do Partido Comunista e proibição de cassinos.
Getúlio Vargas (Governo Democrático)
1951-1954: Nacionalismo econômico e criação da Petrobras; culminou em suicídio diante da pressão golpista da oposição e da crise política.
Café Filho
1954-1955: Vice de Vargas que assumiu a presidência com perfil conservador; afastou-se por motivos de saúde durante a tensão sucessória.
Carlos Luz
1955: Presidente da Câmara que exerceu o mandato por apenas três dias, deposto pelo 'Golpe Preventivo' do general Lott para garantir a posse de JK.
Nereu Ramos
1955-1956: Presidente do Senado que governou sob estado de sítio para assegurar a transmissão do poder a Juscelino Kubitschek.
Juscelino Kubitschek
1956-1961: Lema '50 anos em 5', implementou o Plano de Metas, impulsionou a indústria automobilística e construiu a nova capital, Brasília.
Jânio Quadros
1961: Mandato de apenas sete meses marcado por política externa independente e medidas polêmicas; renunciou esperando um retorno com plenos poderes.
Ranieri Mazzilli (1961)
1961: Presidiu o país interinamente durante a crise da renúncia de Jânio Quadros, antes da posse mediada por parlamentarismo de João Goulart.
João Goulart
1961-1964: Governou sob parlamentarismo e depois presidencialismo; suas propostas de Reformas de Base motivaram o Golpe Militar de 1964 que o depôs.
Ranieri Mazzilli (1964)
1964: Assumiu interinamente por determinação do Congresso após a deposição militar de João Goulart até a eleição indireta de Castelo Branco.
Humberto Castelo Branco
1964-1967: Primeiro militar da ditadura; instaurou o PAEG, promulgou o AI-2 que impôs o bipartidarismo e aprovou a autoritária Constituição de 1967.
Artur da Costa e Silva
1967-1969: Endurecimento autoritário com a decretação do AI-5 em 1968, fechando o Congresso e suspendendo garantias fundamentais.
Junta Militar de 1969
1969: Triunvirato das Forças Armadas que impediu a posse do vice civil Pedro Aleixo após o adoecimento de Costa e Silva.
Emílio Garrastazu Médici
1969-1974: Período dos 'Anos de Chumbo' com violenta repressão à oposição, concomitante ao auge do 'Milagre Econômico' e euforia ufanista.
Ernesto Geisel
1974-1979: Iniciou o processo de abertura política 'lenta, gradual e segura', enfrentou a crise do petróleo e revogou o AI-5 ao final do mandato.
João Figueiredo
1979-1985: Último general da ditadura militar; assinou a Lei da Anistia, permitiu a volta do pluripartidarismo e resistiu ao movimento das Diretas Já.
Tancredo Neves
1985: Eleito pelo Colégio Eleitoral simbolizando a redemocratização, adoeceu na véspera da posse e faleceu sem assumir formalmente o cargo.
José Sarney
1985-1990: Vice de Tancredo, consolidou a transição democrática, convocou a Constituinte de 1988 e enfrentou hiperinflação com planos fracassados.
Fernando Collor de Mello
1990-1992: Primeiro presidente eleito por voto direto em 30 anos; adotou medidas neoliberais, confiscou a poupança e renunciou sob impeachment.
Itamar Franco
1992-1995: Vice que assumiu após o impeachment de Collor; estabilizou a economia com o lançamento do Plano Real capitaneado por Fernando Henrique.
Fernando Henrique Cardoso (1º mandato)
1995-1998: Consolidação da estabilização monetária, privatizações de empresas estatais de telecomunicação e mineração e aprovação da reeleição.
Fernando Henrique Cardoso (2º mandato)
1999-2002: Mudança para o regime de câmbio flutuante e metas de inflação, promulgação da Lei de Responsabilidade Fiscal e crise do 'apagão' elétrico.
Luiz Inácio Lula da Silva (1º mandato)
2003-2006: Manutenção da política macroeconômica, expansão de programas sociais como o Bolsa Família e desgaste pelo escândalo do Mensalão.
Luiz Inácio Lula da Silva (2º mandato)
2007-2010: Crescimento impulsionado pelo 'boom' das commodities, anúncio da descoberta do pré-sal, programas como o PAC e alta aprovação popular.
Dilma Rousseff (1º mandato)
2011-2014: Primeira mulher presidente; ampliou subsídios e concessões da 'Nova Matriz Econômica' e enfrentou as Jornadas de Junho de 2013.
Dilma Rousseff (2º mandato)
2015-2016: Período de grave recessão econômica, polarização extrema e avanço da Operação Lava Jato, culminando em seu impeachment por pedaladas fiscais.
Michel Temer
2016-2018: Vice que assumiu após o impeachment; aprovou o Teto de Gastos e a Reforma Trabalhista, governando sob forte contestação política.
Jair Bolsonaro
2018-2022: Governo de perfil conservador e liberal na economia (Reforma da Previdência), fortemente marcado pela gestão controversa da pandemia de Covid-19.
Luiz Inácio Lula da Silva (3º mandato)
2023-presente: Retomada de programas socioambientais, reinserção internacional e enfrentamento aos ataques antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.

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