Primeiro e Segundo Reinado

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Estudo sobre os principais acontecimentos, revoltas e figuras do Primeiro e Segundo Reinado no Brasil imperial.

50 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio História do Brasil Publicado
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Cartões · 50

Dia do Fico (1822)
Decisão de D. Pedro I em 9 de janeiro de desobedecer às Cortes portuguesas e permanecer no Brasil, marco rumo à Independência.
Grito do Ipiranga (1822)
Proclamação formal da independência do Brasil por D. Pedro I em 7 de setembro, às margens do riacho Ipiranga.
Noite da Agonia (1823)
Dissolução forçada da Assembleia Constituinte por tropas imperiais de D. Pedro I após conflitos políticos com deputados.
Constituição da Mandioca (1823)
Projeto constitucional não aprovado que previa critério censitário baseado na produção de alqueires de farinha de mandioca.
Constituição de 1824
Primeira Carta Magna do Brasil, outorgada por D. Pedro I, instituindo a monarquia hereditária e quatro poderes de Estado.
Poder Moderador
Quarto poder estabelecido pela Carta de 1824, de uso exclusivo do Imperador, permitindo intervir nos demais poderes.
Confederação do Equador (1824)
Revolta separatista e republicana no Nordeste, liderada por Pernambuco, contra o autoritarismo centralizador de D. Pedro I.
Frei Caneca
Líder religioso e intelectual da Confederação do Equador, executado após a repressão imperial ao movimento rebelde.
Guerra da Cisplatina (1825-1828)
Conflito armado no sul contra as Províncias Unidas do Rio da Prata, que resultou na independência do Uruguai.
Assassinato de Líbero Badaró (1830)
Morte do jornalista liberal e crítico do governo, evento que aumentou o repúdio popular contra a figura de D. Pedro I.
Noite das Garrafadas (1831)
Confronto violento no Rio de Janeiro entre apoiadores portugueses de D. Pedro I e opositores liberais brasileiros.
Abdicação de D. Pedro I (1831)
Renúncia ao trono imperial em 7 de abril em favor do filho menor de idade, encerrando o Primeiro Reinado.
Regência Trina Provisória (1831)
Governo de emergência de três membros instituído após a abdicação imperial até a organização dos parlamentares.
Guarda Nacional (1831)
Força paramilitar criada por Diogo Antônio Feijó para conter revoltas e defender a ordem, fortalecendo os coronéis.
Ato Adicional de 1834
Emenda constitucional descentralizadora que criou assembleias provinciais e transformou a Regência Trina em Una.
Cabanagem (1835-1840)
Revolta popular violenta no Pará liderada por ribeirinhos, indígenas e mestiços que chegou a tomar o poder local.
Guerra dos Farrapos (1835-1845)
Longo levante separatista e republicano da elite estancieira do Rio Grande do Sul contra os impostos sobre o charque.
Revolta dos Malês (1835)
Levante de escravizados muçulmanos letrados em Salvador que buscavam a libertação religiosa e o fim da escravidão.
Sabinada (1837-1838)
Insurreição republicana de caráter temporário na Bahia, liderada pelo médico Francisco Sabino até a maioridade imperial.
Balaiada (1838-1841)
Revolta popular no Maranhão composta por vaqueiros, artesãos e escravizados fugidos, debelada por Duque de Caxias.
Golpe da Maioridade (1840)
Manobra liberal que antecipou a coroação de D. Pedro II aos 14 anos para estabilizar politicamente a nação.
Revoltas Liberais de 1842
Movimentos armados em São Paulo e Minas Gerais contra a ascensão conservadora e o cancelamento de reformas liberais.
Tarifa Alves Branco (1844)
Reforma alfandegária que elevou tributos sobre produtos importados, estimulando as finanças públicas e manufaturas.
Bill Aberdeen (1845)
Lei britânica que autorizava a Real Marinha da Inglaterra a capturar navios negreiros em qualquer parte do oceano.
Parlamentarismo às Avessas (1847)
Sistema em que o Imperador escolhia o Presidente do Conselho de Ministros, subordinando o parlamento à Coroa.
Revolução Praieira (1848-1850)
Última grande revolta provincial imperial em Pernambuco, com propostas radicais expressas no Manifesto ao Mundo.
Lei Eusébio de Queirós (1850)
Legislação imperial que extinguiu definitivamente o tráfico transatlântico de escravizados africanos para o Brasil.
Lei de Terras (1850)
Norma que determinou a compra financeira como único meio legal de acesso à terra pública devoluta no território.
Guerra do Prata (1851-1852)
Intervenção armada do Império contra o líder uruguaio Manuel Oribe e o ditador argentino Juan Manuel de Rosas.
Gabinete de Conciliação (1853-1858)
Ministério chefiado pelo Marquês de Paraná que uniu membros liberais e conservadores para manter a estabilidade.
Barão de Mauá
Empresário Irineu Evangelista de Sousa, pioneiro da industrialização, ferrovias, iluminação a gás e bancos no Império.
Sistema de Parceria
Modelo fracassado de introdução de colonos europeus no café paulista sob exploração financeira por fazendeiros.
Questão Christie (1862-1865)
Incidente diplomático entre Brasil e Grã-Bretanha motivado por pilhagem de navio e prisão de marinheiros britânicos.
Guerra do Paraguai (1864-1870)
Maior conflito armado da América do Sul, opondo a Tríplice Aliança contra o governo de Francisco Solano López.
Tríplice Aliança (1865)
Pacto militar firmado entre Brasil, Argentina e Uruguai para combater as forças militares paraguaias.
Voluntários da Pátria
Corpos militares criados para mobilizar civis e escravizados com promessa de alforria durante a Guerra do Paraguai.
Batalha do Riachuelo (1865)
Combate naval decisivo na Guerra do Paraguai que garantiu o bloqueio e controle fluvial pelo Império brasileiro.
Batalha de Tuiuti (1866)
Maior e mais sangrento confronto campal da Guerra do Paraguai, repelindo ofensiva das forças paraguaias.
Duque de Caxias
Luís Alves de Lima e Silva, general e político que pacificou rebeliões regenciais e comandou a Tríplice Aliança.
Manifesto Republicano (1870)
Documento fundacional do Partido Republicano no Rio de Janeiro que declarava a monarquia anacrônica e opressora.
Convenção de Itu (1873)
Primeira reunião pública republicana em São Paulo, estabelecendo o Partido Republicano Paulista com cafeicultores.
Lei do Ventre Livre (1871)
Legislação que declarou livres todos os filhos nascidos de mulheres escravizadas a partir de sua promulgação.
Questão Religiosa (1872-1875)
Conflito entre bispos e a Coroa devido à expulsão de maçons das irmandades leigas, desgastando a Igreja e o Império.
Padroado Régio
Direito imperial que subordinava a Igreja ao Estado, permitindo ao monarca vetar bulas papais e nomear bispos.
Questão Militar (1883-1887)
Atrito político entre oficiais do Exército adeptos do positivismo e o governo monárquico pela liberdade de imprensa.
Lei dos Sexagenários (1885)
Também chamada Lei Saraiva-Cotegipe, libertava escravizados com mais de 60 anos mediante indenização em trabalho.
Lei Áurea (1888)
Lei promulgada pela Princesa Isabel em 13 de maio que aboliu formal e definitivamente a escravidão no Brasil.
Republicanos do 13 de Maio
Fazendeiros escravocratas descontentes com o fim da escravidão sem indenização que abandonaram o trono imperial.
Marechal Deodoro da Fonseca
Militar que liderou as tropas no golpe de 15 de novembro de 1889, assumindo a presidência provisória da República.
Proclamação da República (1889)
Deposição da monarquia em 15 de novembro que baniu a família imperial e instaurou o regime militar republicano.

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