Psicologia Infantil e Manejo Clínico

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Estudo das teorias de psicologia infantil e técnicas de manejo clínico de autores como Klein, Winnicott e Piaget, voltado para estudantes e profissionais.

50 cartões Português Nível: Ensino superior Psicologia Publicado
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Melanie Klein: Técnica do brincar
Equipara o brincar à associação livre do adulto, interpretando diretamente as fantasias inconscientes e angústias expressas nos brinquedos.
Melanie Klein: Posição esquizoparanóide
Fase inicial em que o bebê cinde o objeto em 'bom' e 'mau', predominando defesas primitivas como projeção e cisão diante da angústia de aniquilação.
Melanie Klein: Posição depressiva
Momento em que a criança integra o objeto como total, gerando sentimentos de culpa, luto e impulsos de reparação pelo dano imaginado.
Anna Freud: Linhas do desenvolvimento
Avalia o progresso da criança em áreas como dependência para autonomia e brincadeira para o trabalho, enfatizando as forças do ego.
Anna Freud: Manejo clínico e aliança terapêutica
Defende uma fase preparatória educativa antes da análise profunda para fortalecer o ego e engajar a criança na terapia.
Donald Winnicott: Objeto transicional
Primeira posse não-eu (ex.: cobertor) que auxilia na transição da dependência absoluta para o reconhecimento da realidade externa.
Donald Winnicott: Espaço potencial
Área intermediária entre a realidade interna e o mundo compartilhado onde surgem o brincar, a criatividade e a cultura.
Donald Winnicott: Holding
Sustentação física e emocional oferecida pela mãe suficientemente boa e reproduzida pelo terapeuta para garantir integração do 'self'.
Donald Winnicott: Manejo do brincar na clínica
O terapeuta não interpreta prematuramente; ele brinca junto para criar um ambiente facilitador onde a criança possa ser autêntica.
Donald Winnicott: Jogo do rabisco (Squiggle Game)
Técnica gráfica de comunicação mútua na qual analista e criança completam traços livres alternadamente para acessar o inconsciente.
Wilfred Bion: Função alfa e continência
Capacidade da mente (e do terapeuta) de metabolizar sensações brutas (elementos beta) da criança e devolvê-las digeridas (elementos alfa).
Françoise Dolto: O bebê como sujeito de linguagem
A criança compreende a verdade dita simbolicamente; o manejo envolve falar a verdade à criança desde o nascimento sobre sua história.
Françoise Dolto: Imagem inconsciente do corpo
Síntese viva das experiências emocionais e relacionais inscrita no corpo da criança, projetada frequentemente em desenhos livres.
Maud Mannoni: A criança e o sintoma familiar
A criança frequentemente porta o sintoma recalcado do casal parental; o manejo exige desvencilhá-la do discurso alienante dos pais.
Jean Piaget: Epistemologia genética
O desenvolvimento cognitivo ocorre por estágios universais através de assimilação, acomodação e equilibração de esquemas mentais.
Jean Piaget: Estágio sensório-motor
Do nascimento aos 2 anos; a inteligência é prática e sensorial, culminando na aquisição da permanência do objeto.
Jean Piaget: Estágio pré-operatório
Dos 2 aos 7 anos; marcado pelo surgimento da função simbólica, linguagem, egocentrismo cognitivo e pensamento animista.
Jean Piaget: Estágio operatório concreto
Dos 7 aos 11 anos; aquisição de operações mentais lógicas reversíveis aplicadas a objetos concretos e noção de conservação.
Jean Piaget: Estágio operatório formal
A partir dos 12 anos; capacidade de raciocínio hipotético-dedutivo, pensamento abstrato e formulação de hipóteses teóricas.
Lev Vygotsky: Mediação semiótica
Processos psicológicos superiores desenvolvem-se por meio de instrumentos culturais e signos, especialmente a linguagem.
Lev Vygotsky: Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP)
Distância entre o nível de desenvolvimento real (resolver sozinho) e o potencial (resolver sob orientação ou em colaboração).
Lev Vygotsky: Manejo clínico pela ZDP
O terapeuta atua como andaime (scaffolding), oferecendo suporte temporário para a criança alcançar novas habilidades e autonomia.
Henri Wallon: Integração afetivo-motora
O desenvolvimento ocorre de forma dialética e descontínua, integrando emoção, motricidade, inteligência e pessoa.
Henri Wallon: Função expressiva da emoção
A emoção é a primeira forma de comunicação do bebê e base para a sociabilidade, expressando-se principalmente pelo tônus muscular.
John Bowlby: Teoria do apego
A necessidade biológica inata de estabelecer vínculo seguro com um cuidador primário regula o medo e garante sobrevivência.
Mary Ainsworth: Apego seguro
A criança explora o ambiente com confiança usando a mãe como base segura, chorando no afastamento e acolhendo no retorno.
Mary Ainsworth: Apego inseguro-evitativo
A criança ignora o cuidador na separação e no reencontro, mascarando o estresse fisiológico sob aparente autossuficiência.
Mary Ainsworth: Apego inseguro-ansioso/ambivalente
A criança demonstra angústia extrema na separação e, no retorno, busca contato mas reage com raiva e resistência ao consolo.
Mary Main: Apego desorganizado
Padrão associado a traumas ou abusos, caracterizado por comportamentos contraditórios e medo direto em relação ao cuidador.
Manejo clínico baseado no apego
O terapeuta atua como figura de apego substituta ('base segura') temporária, visando reparar modelos operativos internos disfuncionais.
Erik Erikson: Confiança básica vs. Desconfiança
Crise psicossocial do primeiro ano; o cuidado consistente gera esperança e segurança no mundo exterior.
Erik Erikson: Autonomia vs. Vergonha e Dúvida
Crise dos 1 aos 3 anos; a conquista do controle motor e esfincteriano gera vontade própria quando estimulada sem punição excessiva.
Erik Erikson: Iniciativa vs. Culpa
Crise dos 3 aos 6 anos; a curiosidade, fantasia e exploração produzem propósito, desde que não reprimidas com excesso de culpa.
Erik Erikson: Indústria vs. Inferioridade
Crise dos 6 aos 12 anos; a inserção escolar e o domínio de ferramentas desenvolvem competência, ou sentimento de inaptidão se fracassada.
Virginia Axline: Terapia lúdica centrada na criança
Abordagem não-diretiva baseada em aceitação incondicional, empatia e crença na capacidade intrínseca da criança de autocura.
Virginia Axline: Estabelecimento de limites
Os limites devem ser terapêuticos e breves, aplicados apenas para segurança física ou material, preservando a aceitação do afeto.
Violet Oaklander: Ludoterapia Gestáltica
Foco na experiência do 'aqui e agora', uso de recursos expressivos (argila, desenhos) para restaurar o contato e desvelar bloqueios.
B. F. Skinner: Análise do comportamento aplicada (ABA)
Intervenção estruturada que mapeia antecedentes e consequências para modelar habilidades sociais e reduzir comportamentos disfuncionais.
TCC Infantil: Externalização do problema
Técnica que separa a identidade da criança do sintoma (ex.: nomear o medo como 'o monstro da dúvida') para reduzir a culpa.
TCC Infantil: Psicoeducação emocional
Ensinar a criança a identificar, nomear e associar sensações corporais, pensamentos automáticos e comportamentos correspondentes.
TCC Infantil: Termômetro dos sentimentos
Recurso visual graduado que ajuda a criança a quantificar a intensidade de suas emoções (como raiva ou ansiedade) de 0 a 10.
TCC Infantil: Reestruturação cognitiva lúdica
Uso de fantoches ou histórias para ajudar a criança a contestar 'pensamentos armadilha' e formular pensamentos alternativos úteis.
Anamnese e entrevista inicial com pais
Coleta da história do desenvolvimento da criança, dinâmica conjugal e expectativas parentais antes do contato direto com o menor.
Caixa lúdica individual
Conjunto de brinquedos estruturados e não-estruturados reservado para cada criança, servindo de material analítico contínuo.
Enquadre clínico (setting) infantil
Definição clara de regras, tempo, sigilo proporcional e limites espaciais que garantem a segurança física e psicológica da criança.
Manejo da agressividade no brincar
Permitir a fantasia agressiva nos brinquedos, mas conter a ação real contra si, o terapeuta ou a destruição deliberada da sala.
Intervenção e orientação de pais
Encontros periódicos para alinhar o manejo doméstico, devolver percepções clínicas e fortalecer as funções cuidadoras da família.
Ura Schwartzman / Sílvia Bleichmar: Simbolização primária
Trabalho clínico de ajudar crianças com perturbações graves a transformar angústias corporais e sensoriais em representações psíquicas.
Manejo clínico do silêncio na infância
Compreendido como comunicação defensiva; o terapeuta sustenta a presença acolhedora sem pressionar, mediando por brincadeiras paralelas.
Hora de jogo diagnóstica
Sessão inicial estruturada para observar a capacidade de brincar, nível de tolerância à frustração e dinâmica dos conflitos da criança.

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