Reformas Religiosas

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Este conjunto aborda os principais conceitos e personagens das Reformas Religiosas do século XVI, sendo ideal para estudantes de história.

50 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio História moderna Publicado
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Cartões · 50

Reforma Protestante
Movimento religioso do século XVI que questionou dogmas e a autoridade da Igreja Católica, resultando na fragmentação do cristianismo ocidental.
Martinho Lutero
Monge agostiniano alemão que iniciou a Reforma Protestante em 1517 ao criticar publicamente a venda de indulgências e abusos eclesiásticos.
95 Teses
Documento afixado por Lutero na porta da igreja de Wittenberg em 1517 contendo críticas à venda de indulgências e à corrupção papal.
Venda de Indulgências
Prática da Igreja Católica de conceder o perdão temporal dos pecados em troca de pagamento monetário, um dos estopins da Reforma.
Simonia
Comércio de cargos eclesiásticos, relíquias sagradas e favores espirituais praticado por membros do clero durante a Baixa Idade Média.
Sola Fide (Salvação pela Fé)
Princípio luterano segundo o qual o ser humano é justificado perante Deus unicamente pela fé, e não pela realização de boas obras.
Sola Scriptura (Somente a Escritura)
Doutrina que estabelece a Bíblia como a única autoridade infalível de fé e prática cristã, rejeitando as tradições papais.
Sacerdócio Universal de Todos os Crentes
Ideia luterana de que qualquer cristão batizado tem acesso direto a Deus, eliminando a necessidade da mediação exclusiva do clero.
Dieta de Worms (1521)
Assembleia do Sacro Império em que Lutero se recusou a retratar suas ideias perante o imperador Carlos V e foi considerado foragido e herege.
Tradução da Bíblia por Lutero
Versão alemã do Novo Testamento feita no Castelo de Wartburg em 1522, fundamental para a padronização linguística e o acesso popular às escrituras.
Guerra dos Camponeses Alemães (1524–1525)
Revolta popular liderada por Thomas Müntzer inspirada na Reforma; Lutero condenou duramente a rebelião armada dos camponeses.
Paz de Augsburgo (1555)
Tratado que estabeleceu o princípio cuius regio, eius religio no Sacro Império, permitindo que cada príncipe escolhesse entre luteranismo e catolicismo.
João Calvino
Teólogo francês que estruturou o calvinismo em Genebra, enfatizando a soberania divina absoluta e a disciplina moral rigorosa.
Instituição da Religião Cristã
Principal obra teológica de João Calvino, publicada em 1536, que serviu como guia fundamental para o pensamento reformado.
Doutrina da Predestinação Absoluta
Crença calvinista de que Deus já determinou antecipadamente quem será salvo (eleitos) e quem será condenado, sem depender do mérito humano.
Sinal da Salvação no Calvinismo
Ideia de que o sucesso material fruto do trabalho árduo, da poupança e da conduta moral reta indicava a graça divina e a eleição espiritual.
Teocracia em Genebra
Governo estabelecido por Calvino no século XVI que fundiu autoridade civil e religiosa sob rígida vigilância comportamental pelo Consistório.
Huguenotes
Designação dada aos protestantes calvinistas na França durante as violentas guerras de religião do século XVI.
Noite de São Bartolomeu (1572)
Massacre ordenado pela Coroa francesa e facções católicas que resultou no assassinato de milhares de huguenotes em Paris e nas províncias.
Édito de Nantes (1598)
Decreto de tolerância promulgado por Henrique IV da França concedendo liberdade de consciência e culto aos huguenotes em cidades específicas.
Presbiterianismo
Ramo do calvinismo estabelecido na Escócia por John Knox governado democraticamente por assembleias representativas de presbíteros.
Puritanos
Calvinistas ingleses dos séculos XVI e XVII que exigiam a purificação total da Igreja Anglicana de todas as práticas católicas remanescentes.
Reforma Anglicana
Ruptura institucional entre a Igreja da Inglaterra e o papado no século XVI, impulsionada por motivações dinásticas, políticas e territoriais.
Henrique VIII
Rei da Inglaterra que rompeu com a Igreja Católica após o papa Clemente VII recusar a anulação do seu casamento com Catarina de Aragão.
Catarina de Aragão
Primeira esposa de Henrique VIII, cujo divórcio negado pelo papa serviu como catalisador político para a criação da Igreja Anglicana.
Ana Bolena
Segunda esposa de Henrique VIII, cujo matrimônio incentivou o rei a romper formalmente com a autoridade papal de Roma.
Ato de Supremacia (1534)
Lei aprovada pelo Parlamento inglês que proclamou o monarca como o chefe supremo da Igreja da Inglaterra, formalizando a ruptura com Roma.
Dissolução dos Mosteiros (Inglaterra)
Confisco das terras e riquezas monásticas por Henrique VIII entre 1536 e 1541 para reabastecer o tesouro régio e presentear nobres aliados.
Thomas Cranmer
Arcebispo da Cantuária que apoiou o divórcio de Henrique VIII e redigiu o Livro de Oração Comum, introduzindo teologia protestante na Inglaterra.
Eduardo VI
Filho e sucessor de Henrique VIII sob cujo reinado a Igreja Anglicana adotou reformas teológicas e litúrgicas abertamente protestantes.
Maria I (Bloody Mary)
Rainha da Inglaterra que restaurou temporariamente o catolicismo romano e perseguiu brutalmente clérigos e teólogos protestantes.
Elizabeth I
Rainha que consolidou a Igreja Anglicana por meio do Acordo Religioso Elisabetano, buscando uma via intermediária entre católicos e protestantes.
Via Média Elisabetana
Característica do anglicanismo que combinou teologia protestante moderada com estrutura hierárquica e rituais herdados do catolicismo.
Os Trinta e Nove Artigos
Declaração doutrinária aprovada em 1563 que definiu formalmente a teologia e a identidade da Igreja Anglicana durante a era elisabetana.
Huldrych Zwingli
Líder da Reforma na Suíça que defendia que a Eucaristia era apenas um memorial simbólico, divergindo frontalmente do pensamento de Lutero.
Colóquio de Marburgo (1529)
Encontro entre Lutero e Zwingli para unificar o movimento reformado, que falhou devido à divergência sobre a presença de Cristo na Eucaristia.
Anabatistas
Ala radical da Reforma que defendia o batismo apenas de adultos crentes, o pacifismo estrito e a separação absoluta entre Igreja e Estado.
Rebelião de Münster (1534–1535)
Levante anabatista milenarista e comunitário na Alemanha que foi violentamente reprimido por forças católicas e protestantes unidas.
Imprensa de Tipos Móveis de Gutenberg
Invenção do século XV que permitiu a rápida difusão de panfletos, Bíblias e tratados reformadores por toda a Europa a baixo custo.
Contrarreforma (Reforma Católica)
Movimento de renovação interna e combate ao protestantismo adotado pela Igreja Católica a partir de meados do século XVI.
Concílio de Trento (1545–1563)
Reunião ecumênica que reafirmou dogmas católicos, proibiu a venda de indulgências e estabeleceu a criação de seminários para formar padres.
Companhia de Jesus (Jesuítas)
Ordem militar-religiosa fundada por Inácio de Loyola em 1534 dedicada à educação, evangelização missionária e contenção do protestantismo.
Inquisição Moderna (Santo Ofício)
Tribunal eclesiástico reorganizado pelo papa Paulo III em 1542 para investigar, julgar e punir a heresia protestante em territórios católicos.
Index Librorum Prohibitorum
Lista oficial de livros de leitura proibida pela Igreja Católica para proteger os fiéis de desvios doutrinários e heresias protestantes.
Guerra dos Trinta Anos (1618–1648)
Conflito militar europeu devastador com fortes raízes confessionais entre estados católicos e protestantes no Sacro Império Romano-Germânico.
Paz de Vestfália (1648)
Conjunto de tratados que encerrou a Guerra dos Trinta Anos, reconheceu o calvinismo e inaugurou a soberania estatal e o equilíbrio europeu.
Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo
Tese clássica de Max Weber defendendo que a moral calvinista do trabalho disciplinado e poupança favoreceu o desenvolvimento do capitalismo moderno.
Consubstanciação vs. Transubstanciação
Disputa teológica: católicos creem na conversão do pão e vinho no corpo de Cristo; luteranos creem que a presença real coexiste com os elementos.
Rejeição ao Culto aos Santos
Posição comum aos reformadores que aboliu a veneração de santos e relíquias, considerando Jesus Cristo como o único intercessor válido.
Número de Sacramentos Protestantes
Redução dos sete sacramentos católicos para apenas dois no protestantismo (Batismo e Santa Ceia), considerados os únicos instituídos por Cristo.

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