Respiração Aeróbica - UFMG
Estudo detalhado da respiração aeróbica, abordando glicólise, ciclo de Krebs e fosforilação oxidativa, voltado para vestibulares.
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- Respiração aeróbica
- Processo catabólico de oxidação completa da glicose em presença de oxigênio (O2), gerando CO2, água e grande quantidade de energia armazenada em ATP.
- Equação geral da respiração celular
- C6H12O6 + 6 O2 -> 6 CO2 + 6 H2O + energia (cerca de 30 a 32 ATP).
- Etapas da respiração aeróbica
- Divide-se em três etapas sucessivas: glicólise (citosol), ciclo de Krebs (matriz mitocondrial) e fosforilação oxidativa (cristas mitocondriais).
- Glicólise
- Etapa anaeróbica que ocorre no citosol, onde uma molécula de glicose é quebrada em duas moléculas de piruvato, com rendimento líquido de 2 ATP e 2 NADH.
- Fase de investimento da glicólise
- Consumo inicial de 2 moléculas de ATP para fosforilar a glicose e torná-la reativa para a clivagem enzimática.
- Fase de rendimento da glicólise
- Produção de 4 moléculas de ATP por fosforilação ao nível do substrato e formação de 2 NADH a partir da redução do NAD+.
- Oxidação do piruvato
- Conversão do piruvato em acetil-CoA na matriz mitocondrial, liberando 1 CO2 e gerando 1 NADH por piruvato (2 NADH por glicose).
- Ciclo de Krebs
- Série cíclica de reações na matriz mitocondrial que oxida o grupo acetil a CO2, transferindo elétrons e prótons para carreadores NADH e FADH2.
- Início do Ciclo de Krebs
- União do acetil-CoA (2 carbonos) com o oxaloacetato (4 carbonos) para formar o citrato (ácido cítrico, 6 carbonos).
- Rendimento do Ciclo de Krebs por glicose
- Gera 4 CO2, 6 NADH, 2 FADH2 e 2 GTP (convertidos em 2 ATP) a partir das duas voltas completas do ciclo.
- Fosforilação oxidativa
- Etapa final nas cristas mitocondriais, onde a energia dos elétrons carreados por NADH e FADH2 é usada para sintetizar a maior parte do ATP.
- Cadeia transportadora de elétrons
- Complexos proteicos nas cristas mitocondriais que transferem elétrons em ordem crescente de afinidade, liberando energia gradativa.
- Papel do NADH e FADH2
- Atuam como doadores de elétrons de alta energia e íons H+ para os complexos enzimáticos da cadeia respiratória.
- Gradiente eletroquímico de prótons
- Acúmulo de íons H+ no espaço intermembranas gerado pelo bombeamento ativo de prótons durante a passagem de elétrons na cadeia.
- Quimiosmose e ATP sintase
- Fluxo exergônico de H+ de volta à matriz através da ATP sintase, que utiliza a força próton-motriz para fosforilar ADP em ATP.
- Aceptor final de elétrons
- O oxigênio molecular (O2), que recebe elétrons e íons H+ no final da cadeia respiratória, formando água (H2O).
- Efeito da ausência de oxigênio
- Interrompe a cadeia respiratória e o ciclo de Krebs por acúmulo de carreadores reduzidos, forçando a célula para vias fermentativas.
- Ação de desacopladores (ex.: DNP)
- Permitem o refluxo de H+ sem passar pela ATP sintase, dissipando o gradiente de prótons na forma de calor e cessando a produção de ATP.
- Ação de venenos como o cianeto
- Bloqueia o citocromo c oxidase (complexo IV), impedindo a doação de elétrons ao oxigênio e paralisando a síntese aeróbica de ATP.
- Saldo energético teórico total
- Aproximadamente 30 a 32 moléculas de ATP produzidas por molécula de glicose totalmente degradada na respiração aeróbica.