Respiração Anaeróbica e Fermentação

Compartilhado por um usuário do Flashcards.gg · gerado com IA · Denunciar este conjunto

Estudo dos processos de respiração anaeróbica e fermentação, detalhando vias metabólicas e produção de energia sem oxigênio.

50 cartões Português Nível: Ensino superior Citologia Publicado
Toque no cartão para virar

Cartões · 50

Respiração anaeróbica
Processo de obtenção de energia que utiliza uma cadeia transportadora de elétrons com um aceptor final inorgânico diferente do oxigênio.
Fermentação
Via metabólica anaeróbica que degrada a glicose parcialmente no citoplasma sem usar cadeia de transporte de elétrons nem aceptor inorgânico externo.
Aceptor final na respiração anaeróbica
Molécula inorgânica como nitrato (NO3-), sulfato (SO4 2-) ou carbonato (CO3 2-), que recebe elétrons ao final da cadeia respiratória.
Aceptor final na fermentação
Uma molécula orgânica endógena, frequentemente o próprio piruvato ou um derivado direto dele como o acetaldeído.
Glicólise
Primeira etapa comum a quase todas as vias energéticas, degradando uma molécula de glicose em dois piruvatos com ganho de 2 ATP e 2 NADH.
Saldo de ATP da fermentação
Rendimento líquido de apenas 2 ATP por molécula de glicose, gerados exclusivamente por fosforilação em nível de substrato durante a glicólise.
Função biológica da fermentação
Regenerar o cofator NAD+ a partir de NADH para permitir que a glicólise continue operando na ausência de oxigênio.
Fermentação lática
Processo no qual o piruvato é reduzido diretamente a lactato pelo NADH, sem liberação de gás carbônico.
Lactato desidrogenase (LDH)
Enzima que catalisa a conversão reversível de piruvato em lactato, oxidando NADH em NAD+.
Fermentação alcoólica
Conversão do piruvato em etanol e CO2, ocorrendo em duas etapas enzimáticas principais.
Piruvato descarboxilase
Enzima da fermentação alcoólica que retira um grupo carboxila do piruvato, liberando CO2 e gerando acetaldeído.
Álcool desidrogenase
Enzima que reduz o acetaldeído a etanol, oxidando o NADH a NAD+ na fermentação alcoólica.
Saccharomyces cerevisiae
Levedura facultativa amplamente utilizada na panificação e na produção de bebidas alcoólicas via fermentação alcoólica.
Bactérias láticas (LAB)
Bactérias como Lactobacillus e Streptococcus que realizam fermentação lática, cruciais na produção de queijos e iogurtes.
Fermentação homolática
Via em que o ácido lático é o único produto final resultante da fermentação da glicose.
Fermentação heterolática
Via que produz ácido lático, etanol ou ácido acético e CO2 a partir da via das pentoses-fosfato.
Fosforilação em nível de substrato
Produção de ATP pela transferência direta de um grupo fosfato de uma molécula fosforilada para o ADP, sem ATP sintase acoplada.
Desnitrificação
Forma de respiração anaeróbica onde bactérias reduzem nitrato a gás nitrogênio (N2), completando o ciclo do nitrogênio.
Bactérias sulfato-redutoras
Microrganismos que utilizam sulfato como aceptor final de elétrons, produzindo sulfeto de hidrogênio (H2S), com odor de ovo podre.
Metanogênese
Tipo extremo de respiração anaeróbica em arqueias que usam CO2 como aceptor final para produzir gás metano (CH4).
Fadiga muscular e lactato
O acúmulo de íons H+ decorrente do metabolismo anaeróbico intenso acidifica a célula muscular, associando-se ao cansaço temporário.
Ciclo de Cori
Via em que o lactato muscular viaja pelo sangue até o fígado, onde é convertido de volta em glicose por gliconeogênese.
Anaeróbios estritos ou obrigatórios
Organismos que não toleram a presença de oxigênio gasoso, pois carecem de enzimas que neutralizam espécies reativas de oxigênio.
Anaeróbios facultativos
Organismos capazes de realizar respiração aeróbica com O2 ou alternar para fermentação/respiração anaeróbica sem ele.
Anaeróbios aerotolerantes
Organismos que obtêm energia exclusivamente por fermentação, mas sobrevivem na presença de oxigênio sem sofrer oxidação letal.
Clostridium botulinum
Bactéria anaeróbia obrigatória esporulada que se desenvolve em alimentos enlatados sem oxigênio e secreta toxina botulínica.
Clostridium tetani
Bactéria anaeróbia estrita causadora do tétano, desenvolvendo-se em ferimentos profundos onde o suprimento de O2 é escasso.
Efeito Pasteur
Inibição da fermentação e redução do consumo de glicose quando leveduras passam de um ambiente anaeróbico para um aeróbico.
Efeito Warburg
Fenômeno em que células tumorais realizam alta taxa de fermentação lática mesmo na presença abundante de oxigênio.
Fermentação acética
Processo bioquímico em que bactérias acéticas oxidam o etanol em ácido acético na presença de oxigênio residual.
Acetobacter
Gênero de bactérias responsável pela oxidação incompleta do etanol a ácido acético, base da fabricação de vinagre.
Fermentação butírica
Via fermentativa operada por bactérias do gênero Clostridium que converte carboidratos em ácido butírico, gerando odor rançoso.
Fermentação ácido-mista
Via típica de enterobactérias como Escherichia coli, gerando uma mistura de ácidos lático, acético, succínico, além de H2 e CO2.
Localização celular da fermentação
Ocorre integralmente no citosol (citoplasma solúvel) de células procarióticas e eucarióticas.
Localização da cadeia respiratória anaeróbica
Fica embutida na membrana plasmática dos procariontes anaeróbicos, gerando gradiente de prótons.
Força próton-motriz anaeróbica
Gradiente eletroquímico de prótons gerado na membrana plasmática bacteriana durante a respiração anaeróbica para ativar a ATP sintase.
NADH
Forma reduzida da nicotinamida adenina dinucleotídeo que atua como carregadora de elétrons e hidrogênio na célula.
NAD+
Forma oxidada essencial para receber elétrons durante a oxidação do gliceraldeído-3-fosfato na glicólise.
Piruvato
Composto de três carbonos gerado ao fim da glicólise, atuando como ponto de ramificação metabólica anaeróbica e aeróbica.
Rendimento energético: respiração anaeróbica vs aeróbica
A respiração anaeróbica rende menos ATP que a aeróbica, pois os aceptores alternativos têm menor potencial de redução que o O2.
Rendimento energético: fermentação vs respiração
A fermentação gera muito menos ATP (2 ATP) porque a maior parte da energia química permanece retida nas ligações dos subprodutos orgânicos.
Crescimento da massa de pão
Decorre da retenção do gás carbônico (CO2) gerado pela fermentação alcoólica da levedura no glúten da farinha.
Evaporação do etanol no pão
O calor do forno desnatura as enzimas da levedura e evapora completamente o etanol gerado durante a fermentação.
Ensilagem
Método de preservação de forragem animal por fermentação lática anaeróbica ácida que inibe bactérias putrefativas.
Enzima Enolase
Enzima glicolítica que desidrata 2-fosfoglicerato em fosfoenolpiruvato (PEP), composto de altíssima energia.
Enzima Fosfofrutoquinase-1 (PFK-1)
Principal enzima regulatória da glicólise; sua atividade aumenta em baixas concentrações de ATP na fermentação.
Via de Entner-Doudoroff
Via metabólica alternativa à glicólise padrão presente em algumas bactérias, rendendo apenas 1 ATP líquido por glicose.
Biorremediação anaeróbica
Uso de bactérias que respiram compostos poluentes (como solventes clorados ou metais) como aceptores terminais de elétrons.
Sedimentos marinhos profundos
Zonas anóxicas estratificadas onde a respiração de sulfato e metanogênese dominam a degradação de matéria orgânica.
Biodigestor anaeróbico
Equipamento fechado onde microrganismos realizam digestão anaeróbica e metanogênese para produzir biogás combustível e biofertilizante.

Conjuntos relacionados

Mais em Citologia →