Respiração Celular e Fermentação
Estudo dos conceitos, etapas e moléculas envolvidas na respiração celular e na fermentação para estudantes.
Cartões · 54
- Respiração celular
- Processo catabólico aeróbio no qual moléculas orgânicas são oxidadas para produzir energia na forma de ATP, liberando CO2 e água.
- Fermentação
- Processo anaeróbio de degradação parcial da glicose no citoplasma, regenerando NAD+ sem o uso de oxigênio ou cadeia respiratória.
- Glicólise
- Primeira etapa da degradação da glicose, que ocorre no citosol sem oxigênio, gerando 2 piruvatos, 2 NADH e saldo líquido de 2 ATP.
- ATP (Trifosfato de adenosina)
- Molécula armazenadora de energia química nas células, formada por adenosina e três grupos fosfato de alta energia.
- ADP (Difosfato de adenosina)
- Forma desfosforilada do ATP resultante da liberação de energia, que pode ser refosforilada durante o metabolismo energético.
- NAD+ e NADH
- Coenzima carreadora de elétrons e prótons; NAD+ reduz-se a NADH na oxidação de nutrientes e doa elétrons na cadeia respiratória.
- FAD e FADH2
- Coenzima aceptora de elétrons no ciclo de Krebs; reduz-se a FADH2 e transfere elétrons diretamente para o complexo II mitocondrial.
- Piruvato (Ácido pirúvico)
- Composto de três carbonos gerado no final da glicólise; serve como substrato para fermentação ou oxidação mitocondrial.
- Oxidação do piruvato
- Etapa de transição na matriz mitocondrial que converte piruvato em acetil-CoA, liberando CO2 e produzindo NADH.
- Acetil-CoA
- Molécula intermediária formada pela união de um grupo acetil com a coenzima A, que entra no ciclo de Krebs ao reagir com oxaloacetato.
- Ciclo de Krebs (Ciclo do ácido cítrico)
- Série cíclica de reações na matriz mitocondrial que oxida acetil-CoA, gerando CO2, NADH, FADH2 e ATP ou GTP.
- Citrato
- Molécula de seis carbonos formada no início do ciclo de Krebs pela condensação de oxaloacetato com acetil-CoA.
- Oxaloacetato
- Composto de quatro carbonos que aceita o grupo acetil no ciclo de Krebs e é regenerado ao final de cada volta do ciclo.
- Cadeia transportadora de elétrons
- Conjunto de complexos proteicos na crista mitocondrial que transfere elétrons de NADH e FADH2, bombeando prótons H+.
- Fosforilação oxidativa
- Produção de ATP acoplada ao transporte de elétrons ao longo da cadeia respiratória por meio do gradiente quimiosmótico.
- Fosforilação ao nível do substrato
- Síntese direta de ATP pela transferência de um grupo fosfato de uma molécula intermediária rica em energia para o ADP.
- ATP sintase
- Complexo enzimático que utiliza o fluxo de prótons do espaço intermembranar para a matriz mitocondrial para sintetizar ATP.
- Quimiosmose
- Movimento de íons de hidrogênio (H+) a favor de seu gradiente eletroquímico através da ATP sintase gerando ATP.
- Gradiente de prótons (H+)
- Diferença de concentração e carga elétrica de H+ entre o espaço intermembranar e a matriz, gerada pela cadeia respiratória.
- Aceptor final de elétrons (Respiração aeróbia)
- O gás oxigênio (O2), que recebe elétrons e íons de hidrogênio ao final da cadeia respiratória para formar água (H2O).
- Complexo I (NADH desidrogenase)
- Primeiro complexo da cadeia respiratória; recebe elétrons do NADH, transfere-os à ubiquinona e bombeia prótons H+.
- Complexo II (Succinato desidrogenase)
- Complexo enzimático ligado ao ciclo de Krebs que transfere elétrons do FADH2 para a ubiquinona sem bombear prótons.
- Ubiquinona (Coenzima Q)
- Carreador lipídico móvel que transfere elétrons dos complexos I e II para o complexo III na membrana interna mitocondrial.
- Complexo III (Citocromo bc1)
- Complexo respiratório que recebe elétrons da ubiquinona e os transfere para o citocromo c, bombeando prótons H+.
- Citocromo c
- Pequena proteína periférica solúvel que transporta elétrons do complexo III para o complexo IV na crista mitocondrial.
- Complexo IV (Citocromo c oxidase)
- Complexo final da cadeia respiratória que transfere elétrons ao oxigênio molecular, formando água e bombeando prótons.
- Cristas mitocondriais
- Dobras da membrana mitocondrial interna onde estão ancorados os complexos da cadeia respiratória e a ATP sintase.
- Matriz mitocondrial
- Espaço interno da mitocôndria onde ocorrem a oxidação do piruvato, o ciclo de Krebs e a betaoxidação de ácidos graxos.
- Espaço intermembranar mitocondrial
- Região entre as membranas interna e externa da mitocôndria onde prótons H+ são acumulados durante o transporte de elétrons.
- Citosol
- Fração fluida do citoplasma celular onde ocorrem a glicólise e todas as vias de fermentação biológica.
- Fermentação láctica
- Via que converte piruvato em lactato por ação da lactato desidrogenase, regenerando NAD+ sem liberar gás carbônico.
- Lactato
- Produto final da fermentação láctica formado no músculo esquelético sob hipóxia e por bactérias ácido-lácticas.
- Fermentação alcoólica
- Via realizada por leveduras que converte piruvato em etanol e CO2, oxidando NADH em NAD+ para manter a glicólise.
- Etanol
- Álcool de dois carbonos gerado na fermentação alcoólica após a descarboxilação e redução do piruvato.
- Acetaldeído
- Intermediário da fermentação alcoólica formado pela descarboxilação do piruvato antes de sua redução a etanol.
- Fermentação acética
- Processo aeróbio executado por bactérias que oxidam etanol em ácido acético na produção de vinagre.
- Glicose-6-fosfato
- Primeiro metabólito fosforilado da glicólise formado pelo gasto de um ATP, impedindo a saída da glicose da célula.
- Frutose-1,6-bisfosfato
- Composto formado na etapa de investimento da glicólise pela ação da enzima fosfofrutoquinase-1 consumindo ATP.
- Fosfofrutoquinase-1 (PFK-1)
- Principal enzima reguladora da glicólise, inibida alostericamente por altos níveis de ATP e ativada por ADP e AMP.
- Hexoquinase
- Enzima que catalisa a primeira fosforilação da glicose em glicose-6-fosfato na glicólise com gasto de ATP.
- Gliceraldeído-3-fosfato (G3P)
- Triose intermediária da glicólise que sofre oxidação e fosforilação para iniciar a fase de compensação energética.
- Fosfoenolpiruvato (PEP)
- Intermediário de alta energia na etapa final da glicólise que transfere seu fosfato ao ADP para formar piruvato e ATP.
- Piruvato quinase
- Enzima reguladora final da glicólise que transfere o fosfato do fosfoenolpiruvato para o ADP, gerando ATP e piruvato.
- Piruvato desidrogenase
- Complexo enzimático mitocondrial que realiza a descarboxilação oxidativa do piruvato em acetil-CoA e NADH.
- Rendimento energético da glicólise
- Produção líquida de 2 ATP e 2 NADH por molécula de glicose totalmente degradada a piruvato.
- Rendimento energético da fermentação
- Saldo líquido de apenas 2 ATP por glicose, restrito aos ATPs gerados na glicólise prévia.
- Rendimento da respiração celular completa
- Estimado teoricamente entre 30 e 32 ATPs gerados por molécula de glicose completamente oxidada a CO2 e H2O.
- Ciclo de Cori
- Via metabólica de cooperação na qual o lactato muscular vai ao fígado para ser reconvertido em glicose via gliconeogênese.
- Desacoplador mitocondrial (Ex: Termogenina/UCP-1)
- Proteína de membrana que dissipa o gradiente de H+ gerando calor em vez de ATP no tecido adiposo marrom.
- Cianeto e Monóxido de Carbono (Inibidores)
- Toxinas que bloqueiam o complexo IV da cadeia respiratória, interrompendo o fluxo de elétrons e a síntese de ATP.
- Oligomicina
- Antibiótico inibidor que bloqueia a porção condutora de prótons da ATP sintase, paralisando a fosforilação oxidativa.
- Betaoxidação de ácidos graxos
- Via mitocondrial que fragmenta cadeias de ácidos graxos em unidades de acetil-CoA, alimentando o ciclo de Krebs.
- Respiração anaeróbia
- Respiração celular que possui cadeia transportadora, mas usa aceptores finais inorgânicos diferentes do oxigênio, como nitrato ou sulfato.
- Efeito Pasteur
- Inibição da velocidade da fermentação glicolítica quando células facultativas são expostas a condições aeróbias.