Revoltas Coloniais e Regenciais

Compartilhado por um usuário do Flashcards.gg · gerado com IA · Denunciar este conjunto

Estudo sobre as principais revoltas coloniais e regenciais da história do Brasil, abordando causas, impactos e características. Ideal para estudantes e concurseiros.

50 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio História do Brasil Publicado
Toque no cartão para virar

Cartões · 50

Diferença entre revoltas nativistas e separatistas
Nativistas tinham foco local e não queriam romper com Portugal; separatistas buscavam independência da colônia e influências iluministas.
Revolta de Beckman (1684) - Causa principal
Monopólio da Companhia de Comércio do Maranhão e descontentamento com a atuação dos jesuítas em relação à escravidão indígena.
Revolta de Beckman (1684) - Desfecho
Liderada pelos irmãos Beckman, foi reprimida pela Coroa; Manuel Beckman foi enforcado e o monopólio comercial temporariamente suspenso.
Guerra dos Emboabas (1707-1709) - Motivo do conflito
Disputa pelo controle das jazidas de ouro em Minas Gerais entre os bandeirantes paulistas pioneiros e forasteiros portugueses (emboabas).
Guerra dos Emboabas - Episódio do Capão da Traição
Massacre onde emboabas prometeram poupar os paulistas rendidos, mas os executaram covardemente.
Guerra dos Emboabas - Consequências institucionais
Criação da Capitania de São Paulo e Minas de Ouro e maior controle fiscal da Coroa sobre a região mineradora.
Guerra dos Mascates (1710-1711) - Grupos em disputa
Aristocracia açucareira endividada de Olinda contra comerciantes portugueses prósperos (mascates) do Recife.
Guerra dos Mascates - Estopim
Elevação do Recife à categoria de vila em 1709, desvinculando-se do controle político e administrativo de Olinda.
Guerra dos Mascates - Resultado
Intervenção régia garantindo a autonomia de Recife, que se tornou a capital administrativa da capitania de Pernambuco.
Revolta de Vila Rica ou Felipe dos Santos (1720) - Causa
Criação das Casas de Fundição e cobrança rígida do quinto régio, proibindo a circulação de ouro em pó.
Revolta de Vila Rica (1720) - Desfecho
O líder popular Felipe dos Santos foi enforcado e esquartejado; gerou a separação da capitania de Minas Gerais de São Paulo.
Inconfidência Mineira (1789) - Perfil dos participantes
Movimento de elite com intelectuais, padres, militares e mineradores endividados com a Coroa portuguesa.
Inconfidência Mineira (1789) - Influências ideológicas
Ideais do Iluminismo europeu e o exemplo da Independência dos Estados Unidos (1776).
Inconfidência Mineira - A Derrama
Ameaça de cobrança compulsória dos impostos atrasados do ouro pela Coroa, que serviu de estopim planejado para a revolta.
Inconfidência Mineira - Visão sobre a escravidão
Não havia consenso entre os inconfidentes; a maioria dos envolvidos não defendia a abolição da escravatura.
Inconfidência Mineira - Desfecho e mártir
Traída por Joaquim Silvério dos Reis; apenas Tiradentes foi condenado à morte e executado, tornando-se mártir republicano séculos depois.
Conjuração Baiana ou Revolta dos Alfaiates (1798) - Perfil
Movimento popular e separatista composto por negros, mulatos, escravizados, alfaiates e soldados pobres.
Conjuração Baiana (1798) - Influência externa
Inspirada pela fase jacobina da Revolução Francesa e pelo processo de independência no Haiti (Revolução Haitiana).
Conjuração Baiana - Reivindicações centrais
Proclamação de uma república, liberdade de comércio, igualdade racial e abolição imediata da escravidão.
Conjuração Baiana - Punição dos revoltosos
Repressão severa pela Coroa; quatro líderes negros e populares (como Lucas Dantas e João de Deus) foram enforcados e esquartejados.
Revolução Pernambucana (1817) - Motivações
Crise na produção de açúcar/algodão, altos tributos para sustentar a Corte joanina no Rio e privilégios concedidos aos portugueses.
Revolução Pernambucana (1817) - Singularidade
Única revolta colonial separatista que tomou o poder efetivamente, instaurando um governo provisório republicano por mais de dois meses.
Revolução Pernambucana - Medidas do governo rebelde
Proclamação da República, proclamação da liberdade de imprensa e de culto, sem abolir a escravidão para manter o apoio dos fazendeiros.
Contexto do Período Regencial (1831-1840)
Abdicação de Dom Pedro I, imperador menor de idade, instabilidade política e disputas entre centralização e autonomia provincial.
Ato Adicional de 1834 - Impacto nas revoltas
Concedeu relativa descentralização administrativa com as Assembleias Legislativas Provinciais, inflamando disputas políticas locais.
Cabanagem (1835-1840) - Local e participantes
Ocorreu no Grão-Pará; mobilizou índios, mestiços, ribeirinhos (cabanos) e negros pobres contra as elites dominantes e o poder central.
Cabanagem - Causas principais
Miséria extrema da população ribeirinha, isolamento político da província e abandono sistemático pelo governo do Rio de Janeiro.
Cabanagem - Conquista do poder
Foi a primeira revolta popular regencial a tomar a capital provincial (Belém) e governar, liderada por nomes como Eduardo Angelim.
Cabanagem - Nível de violência e impacto
Confrontos brutais dizimaram cerca de 30 mil a 40 mil pessoas, equivalendo a mais de 20% da população total da província do Grão-Pará.
Guerra dos Farrapos (1835-1845) - Local e lideranças
Ocorreu no Rio Grande do Sul e Santa Catarina; liderada por fazendeiros estancieiros, como Bento Gonçalves e Davi Canabarro.
Guerra dos Farrapos - Reivindicação econômica
Redução dos impostos sobre o charque nacional, que pagava tributos maiores do que o charque importado do Uruguai e da Argentina.
Guerra dos Farrapos - Repúblicas proclamadas
Proclamação da República Rio-Grandense (Piratini) e da República Juliana em Santa Catarina.
Guerra dos Farrapos - Lanceiros Negros
Tropa de escravizados que lutou pelos farrapos sob promessa de liberdade, massacrada no episódio de Porongos após acordo entre elites.
Tratado de Ponche Verde (1845)
Pôs fim à Farroupilha com anistia aos rebeldes, incorporação dos oficiais farrapos ao Exército Imperial e taxa alfandegária sobre o charque platino.
Revolta dos Malês (1835) - Local e participantes
Ocorreu em Salvador (Bahia); revolta urbana conduzida por africanos escravizados e libertos de religião muçulmana (nagôs e hauçás).
Revolta dos Malês - Objetivos dos rebeldes
Tomar Salvador, matar os brancos opressores e escravistas, libertar os cativos e fundar uma liderança governamental islâmica.
Revolta dos Malês - Elemento cultural marcante
Os participantes eram letrados em árabe, usavam roupas brancas rituais e carregavam amuletos com passagens do Alcorão.
Revolta dos Malês - Consequências imediatas
Dura repressão policial, aumento do medo branco de sublevações ('haitianismo') e deportação em massa de negros libertos para a África.
Sabinada (1837-1838) - Origem do nome e local
Ocorreu em Salvador, Bahia; liderada pelo médico e jornalista Francisco Sabino.
Sabinada - Caráter republicano transitório
Proclamou uma república provisória que duraria apenas até a maioridade do príncipe Dom Pedro II.
Sabinada - Base social
Composta principalmente pela classe média urbana de Salvador (médicos, militares, comerciantes e funcionários públicos).
Sabinada - Repressão governamental
Forças imperiais e tropas de fazendeiros do Recôncavo cercaram Salvador, resultando em combates sangrentos e incêndios criminosos.
Balaiada (1838-1841) - Local e composição
Maranhão, Piauí e Ceará; movimento de vaqueiros, artesãos, escravizados foragidos e sertanejos miseráveis.
Balaiada - Líderes expressivos
Manuel dos Anjos Ferreira (artesão 'Balaio'), Raimundo Gomes (vaqueiro) e Cosme Bento (líder de quilombolas).
Balaiada - Conflito político regional de fundo
Rivalidade acirrada entre grupos da elite local: Cabanos (conservadores imperialistas) e Bem-te-vis (liberais radicais).
Balaiada - Papel de Luís Alves de Lima e Silva
Nomeado presidente provincial e comandante das armas, esmagou a revolta e recebeu o título nobiliárquico de Barão de Caxias.
Diferença: Conjuração Baiana x Inconfidência Mineira
A Baiana teve forte teor popular e exigia a abolição da escravidão; a Mineira foi elitista e evitou a pauta abolicionista.
O Golpe da Maioridade (1840) e as revoltas
Manobra liberal para coroar Dom Pedro II aos 14 anos, vista como instrumento para reestabelecer a ordem e pacificar revoltas regenciais.
Guarda Nacional (1831) e controle de revoltas
Milícia cidadã criada por Diogo Feijó para conter desordens urbanas e rurais, fortalecendo o poder dos grandes proprietários rurais (coronéis).
Termo 'Haitianismo' no Brasil Imperial
Pânico constante da elite branca escravocrata de que ocorresse no Brasil uma revolta de escravizados aos moldes do que houve no Haiti.

Conjuntos relacionados

Mais em História do Brasil →