Revoltas Coloniais no Brasil
Este conjunto aborda as revoltas nativistas e separatistas no Brasil colonial, detalhando suas causas, líderes e desfechos. É ideal para estudantes que se preparam para o vestibular, Enem e concursos.
Cartões · 50
- Diferença conceitual entre revoltas nativistas e separatistas
- Nativistas buscavam resolver problemas locais sem romper com Portugal; separatistas (emancipacionistas) queriam a independência total da colônia.
- Aclamação de Amador Bueno (1641): Causa principal
- Oposição dos colonos paulistas à Restauração Portuguesa, temendo prejuízos no comércio com a bacia do Prata.
- Aclamação de Amador Bueno (1641): Líder e desfecho
- Amador Bueno recusou o título de rei de São Paulo oferecido pelos colonos e jurou fidelidade a D. João IV de Portugal.
- Revolta da Cachaça (1660): Motivação
- Protesto dos produtores fluminenses contra os pesados tributos da Coroa e a proibição da comercialização da cachaça.
- Revolta da Cachaça (1660): Principal líder
- Jerônimo Barbalho liderou os rebeldes e tomou o governo provisório do Rio de Janeiro, sendo depois executado.
- Revolta de Beckman (1684): Local e contexto
- Ocorreu no Maranhão devido à crise econômica regional e ao descontentamento com o monopólio mercantil metropolitano.
- Revolta de Beckman (1684): Principais causas
- Monopólio ineficiente da Companhia de Comércio do Maranhão e a oposição dos jesuítas à escravização de indígenas.
- Revolta de Beckman (1684): Principais líderes
- Os irmãos Manuel e Tomás Beckman, senhores de engenho maranhenses.
- Revolta de Beckman (1684): Desfecho
- A Coroa reprimiu o motim militarmente; Manuel Beckman foi enforcado e o monopólio comercial da região foi extinto.
- Guerra dos Emboabas (1707–1709): Região do conflito
- Região das Minas Gerais, especialmente em Caeté, Ouro Preto e São João del-Rei.
- Guerra dos Emboabas (1707–1709): Causa central
- Disputa entre bandeirantes paulistas (descobridores do ouro) e forasteiros portugueses e de outras capitanias pelo controle das jazidas.
- Guerra dos Emboabas: Líder dos emboabas
- Manuel Nunes Viana, rico comerciante português aclamado governador pelas tropas forasteiras.
- Guerra dos Emboabas: Líder dos paulistas
- Borba Gato, guarda-mor e genro de Fernão Dias Pais.
- Guerra dos Emboabas: Episódio do Capão da Traição
- Massacre em que os emboabas prometeram poupar os paulistas cercados, mas os assassinaram após a rendição.
- Guerra dos Emboabas: Consequências políticas
- Criação da Capitania de São Paulo e Minas de Ouro e deslocamento dos paulistas para desbravar Goiás e Mato Grosso.
- Guerra dos Mascates (1710–1711): Cidades rivais
- Olinda, sede da aristocracia açucareira endividada, contra Recife, reduto de comerciantes portugueses prósperos.
- Guerra dos Mascates: Origem do termo mascates
- Termo pejorativo usado pela elite rural de Olinda para designar os comerciantes metropolitanos instalados em Recife.
- Guerra dos Mascates: Estopim da revolta
- A elevação do Recife à categoria de vila em 1709, desvinculando-o do poder administrativo e fiscal de Olinda.
- Guerra dos Mascates: Líder dos olindenses
- Bernardo Vieira de Melo chefiou a nobreza de Olinda e chegou a propor a criação de uma república.
- Guerra dos Mascates: Desfecho
- A Coroa portuguesa interveio, confirmou a autonomia política do Recife e consolidou a cidade como polo econômico.
- Revolta de Vila Rica ou Felipe dos Santos (1720): Causa
- Revolta contra a criação das Casas de Fundição e a cobrança rigorosa do imposto do quinto imperial sobre o ouro.
- Revolta de Felipe dos Santos: Principal reivindicação
- Fechamento imediato das Casas de Fundição e diminuição das taxas abusivas cobradas pela Coroa.
- Revolta de Felipe dos Santos: Líder e mártir
- Felipe dos Santos Freire, tropeiro que discursou às multidões mobilizando populares e mineradores.
- Revolta de Felipe dos Santos: Desfecho
- O governador Conde de Assumar simulou ceder, mas prendeu os rebeldes; Felipe dos Santos foi enforcado e esquartejado.
- Revolta de Vila Rica: Impacto administrativo
- A Capitania de São Paulo e Minas do Ouro foi desmembrada, resultando na criação da Capitania de Minas Gerais em 1720.
- Inconfidência Mineira (1789): Natureza do movimento
- Revolta de caráter separatista, republicano e elitista, influenciada pelos ideais iluministas e pela independência dos EUA.
- Inconfidência Mineira: Estopim econômico
- Ameaça iminente da aplicação da derrama, cobrança forçada de cem arrobas anuais de ouro atrasadas pela Coroa.
- Inconfidência Mineira: Composição social dos líderes
- Intelectuais, padres, militares de alta patente e mineradores ricos, como Cláudio Manuel da Costa e Tomás Antônio Gonzaga.
- Inconfidência Mineira: Papel de Tiradentes
- Joaquim José da Silva Xavier, alferes militar, atuava como o principal propagandista popular do plano conspiratório.
- Inconfidência Mineira: Propostas centrais
- Proclamação de uma República em Minas Gerais, fundação de uma universidade em Vila Rica e incentivo à indústria local.
- Inconfidência Mineira: Postura sobre a escravidão
- Os conspiradores não alcançaram consenso sobre o fim da escravidão, refletindo a base social proprietária dos membros.
- Inconfidência Mineira: Traição e delação
- Joaquim Silvério dos Reis delatou o grupo ao Visconde de Barbacena para perdoar suas dívidas com a Fazenda Real.
- Inconfidência Mineira: Sentença e martírio
- A maioria foi condenada ao degredo na África; Tiradentes foi o único condenado à forca e esquartejado em 1792.
- Conjuração Carioca (1794): Contexto e motivação
- Encontros intelectuais na Sociedade Literária do Rio de Janeiro discutindo ideias iluministas e a Revolução Francesa.
- Conjuração Carioca (1794): Desfecho
- Os membros foram detidos pelo vice-rei Conde de Resende sob suspeita de subversão, mas libertados por falta de provas.
- Conjuração Baiana ou Revolta dos Alfaiates (1798): Caráter
- Movimento separatista, republicano e fortemente popular, com ampla presença de negros, pardos e artesãos.
- Conjuração Baiana: Principais causas
- Carestia de alimentos, pobreza extrema após a transferência da capital para o Rio e descontentamento contra a discriminação racial.
- Conjuração Baiana: Principais líderes militares
- Os soldados Lucas Dantas e Luís Gonzaga das Virgens.
- Conjuração Baiana: Principais líderes artesãos
- Os alfaiates Manuel Faustino dos Santos Lira e João de Deus do Nascimento.
- Conjuração Baiana: Propostas sociais avançadas
- Abolição imediata da escravidão, igualdade racial e jurídica, liberdade comercial e proclamação de uma república baiana.
- Conjuração Baiana: O panfleto público
- Revolucionários afixaram panfletos nas ruas de Salvador convocando o povo à insurreição sob o lema de igualdade.
- Conjuração Baiana: Desfecho e repressão
- Delações levaram à repressão do governo; os quatro principais líderes negros e pardos foram executados e esquartejados.
- Conspiração dos Suassunas (1801): Contexto
- Conspiração separatista em Pernambuco inspirada no Iluminismo e na maçonaria, gerada no Areópago de Itambé.
- Conspiração dos Suassunas (1801): Líderes e desfecho
- Liderada pelos irmãos Cavalcanti de Albuquerque; foi denunciada precocemente e os envolvidos acabaram absolvidos.
- Revolução Pernambucana (1817): Causas
- Crise da seca, decadência do açúcar e algodão, pesados impostos cobrados para sustentar a corte joanina no Rio.
- Revolução Pernambucana (1817): Caráter pioneiro
- Único levante colonial emancipacionista que superou a fase de conspiração e de fato assumiu o poder governamental.
- Revolução Pernambucana (1817): Líderes centrais
- Domingos José Martins, padre João Ribeiro, Antônio Carlos Ribeiro de Andrada e Cruz Cabugá.
- Revolução Pernambucana: Proclamação da República
- Instituiu um governo provisório republicano, liberdade religiosa, liberdade de imprensa e manutenção temporária da escravidão.
- Revolução Pernambucana: Cruz Cabugá nos Estados Unidos
- Enviado como embaixador aos EUA em busca de reconhecimento diplomático e apoio financeiro e militar para a república.
- Revolução Pernambucana: Repressão e consequências
- Tropas de D. João VI cercaram o Recife; líderes foram executados e Alagoas foi desmembrada como punição a Pernambuco.